quinta-feira, 4 de julho de 2013

Plebiscito e referendo: eles têm medo do povo!

Aviso aos navegantes:

A Globo incita e tenta colocar na cabeça do povo que o plebiscito não é necessário. A "vênus platinada" faz a jogada dos políticos conservadores que não querem mudar as regras do jogo já para 2014, com medo de não serem reeleitos. Na verdade, ela e estes famigerados inimigos públicos não querem que o povo tenha vez, tenha voz. A diferença estúpida entre plebiscito e referendo é que no plebiscito o povo responderá a várias perguntas e tranquilamente terá voz e vez de dizer o que quer e o que pensa. No referendo terá que dizer  simplesmente "sim ou não"  ao que os congressistas acharem de interesse deles peguntarem.
É brincadeira não querer o plebiscito alegando falta de tempo e gasto e propor um referendo. É querer que o povo viva eternamente na base do "tá certo", "sim senhor", "tudo bem", como alguns políticos querem.

OAB vai ao MP para anular PPA

Com grandes chances de ser anulado, o PPA (Plano Plurianual do Executivo Municipal) votado a toque de caixa na Câmara Municipal de Belém na última terça-feira, se vingar o que deseja a OAB através de pedi do que estará fazendo hoje ao Ministério Público,  poderá trazer uma nova dor de cabeça para o prefeito Zenaldo Coutinho.
É que Zenaldo em sua campanha para prefeito deixou praticamente como certa a doação de espaços, em regime de comodato, para Paysandu, Tuna e Remo construírem seus respectivos centros de treinamento. No quebra pau que terminou na votação em menos de 10 minutos, os vereadores "esqueceram" da promessa do prefeito de Belém, que agora pode ser cobrado pelo menos por dois vereadores: Zeca Pirao, presidente do Remo e Vandick Lima,do Paysandu.
Se o PPA for anulado, como o presidente da OAB Jarbas Vasconcelos acredita, certamente Zenaldo vai fazer a média com os três clubes paraenses, embora seja importante que a diretoria da Tuna trabalhe com um vereador que seja pelo menos simpatizante da Águia do Souza para que, junto com Pirão e Vandick, "apertem" o prefeito Zenaldo.
Vandick e Pirão, embora tenham passado batido na terça-feira, prometem que vão brigar pelos seus clubes. Resta saber se o presidente cruzmaltino vai "ter tempo" ou pelo vontade de trabalhar para conseguir realizar este sonho dos cruzmaltinos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Te cuida, que o negócio "tá pegando"

Aviso aos navegantes:

A direita rabugenta e fétida, através dos órgãos de imprensa conservadores, insiste em querer jogar a culpa das manifestações no governo federal. Quebrou a cara, porque nas pesquisas feitas todos os políticos caíram, inclusive o chuchu paulista. Aqui no Pará, existem pesquisas de queda de Jatene e Zenaldo, mas esconderam, como é normal -embora o jornal que os ajudou a eleger, esteja de "beicinho" e até surpreendendo dando umas pancadinhas neles. Várias categorias estão se manifestando e protestando como médicos,  profissionais de saúde, servidores da Cosanpa, professores, é protesto em cima da falta de palavra  e ações do prefeito de Belém, do governo, ou seja, o momento  mostra que a insatisfação é geral, do pequeno município à maior capital do país.
Pelo sim, pelo não, é bom que a Grande Imprensa baixe a bola e pense antes de qualquer pesquisa. Principalmente como ela fez com relação à presidenta Dilma: apresentando questionário em plena manisfestação onde perguntava ao um eufórico manifestante se ele aprovava o governo ou não. Qualquer um responderia que está muito P da vida com tudo.
Por isso este escriba avisa: todo cuidado ainda é pouco. 

Supermercados vão ter que pagar melhor

Essa greve dos trabalhadores de supermercados está a meu ver muito interessante. De repente, não mais que de repente, uma categoria que todos sabemos é oprimida pelos patrões, que estão cada vez mais ricos, -pois quem vende comida não tem tempo ruim-, parou e parou forte, com adesão em torno de 80 por cento dos trabalhadores e de quase todos os supermercados, do Líder ao Formosa, passando pelo Yamada, Armazém e outros, que faturam muito e pouco se preocupam com a satisfação dos trabalhadores. Quebraram a cara porque nunca se preocuparam com a possibilidade de uma greve.
É visível que os supermercadistas exploram seus funcionários naturalmente. Não tem essa de hora extra, de trabalhar aos domingos e ganhar dobrado ou coisa parecida. Quem trabalha aos domingos e feriados só ganha compensação e quando os patrões querem dar. Também a alimentação, que é paga através do ticket alimentação é de valor muito baixo e mesmo somando com o salário, que é o mínimo e às vezes um pouco mais, não chega a ser lá muita coisa, comparando com a grande responsabilidade que os funcionários têm.
A situação dessa categoria agora, com essa movimentação social no Brasil, tende a render bons frutos para os trabalhadores. Eles reivindicam ainda muito pouco, que é salário mais digno, pagamento de horas extras, nada de compensação, aumento do ticket e repouso remunerado. Os caixas, principalmente, têm uma grande responsabilidade e convivem diariamente com um enorme estresse, graças à pessoas mal educadas, reclamações, etc.
O prejuízo dos supermercados em poucos dias de paralisação é grande. Aí é que tem-se que ver como eles vão reagir,  porque a ira dos patrões acumulada pode ser maior. É importante que os representantes da categoria fiquem de olho no que poderá acontecer nos próximos dias após a paralisação. Tem que ver se não vão acontecer demissões, retaliações e revanches de chefes com os funcionários. O grupo que lidera o movimento deve exigir dos patrões inclusive que nenhum funcionário seja demitido pelo prazo de pelo menos  um ano. Se não tiver alguma coisa "amarrada" eles vão querer pegar os trabalhadores, que são os mais fracos. 
Todo cuidado é pouco.

Vereador foge correndo de manifestantes

A coisa esquenta não somente a nível de Brasil ou de governo federal. Tá feia também em Belém e em todo o Pará. Os movimentos populares avançam dia a dia e reivindicam melhores condições de vida e mudanças nas fábulas que o governo estadual e municipal passaram por longos anos ao povo.
Ontem, na Câmara Municipal de Belém, houve uma verdadeira guerra durante a votação em regime extraordinário do Plano Plurianual do Executivo Municipal (PPA), quando manifestantes que haviam passado toda a noite acampados na Câmara, em dado momento  invadiu o plenário da casa, interrompendo a votação, gerando um quebra-quebra, onde portas de vidros, cadeiras e mesas foram arremessadas contra os parlamentares mirins que votavam contra os anseios da população. No ocasião houve a Giarda Municipal perdeu a cabeça, dando tiros, usando spray de pimenta  dando ênfase a uma pancadaria generalizada, inclusive com feridos.
A votação foi suspensa, a Guarda Municipal entrou em ação, feriu estudantes, populares de grupos de bairros e o escarcéu estava feito, deixando em pânico moradores da área do bairro do Marco.
A manifestação da população que participava nas galerias da Câmara, formada na maioria por jovens estudantes,  era pela melhoria nos transportes públicos, diminuição do preço das passagens para 2 reais, passe livre para estudantes, além de outras reivindicações nas áreas de Educação, Saúde e  outros iten que possam melhorar a vida da população mais carente de Belém.
As revindicações e a forma de lutar dos manifestantes que estavam na CMB ontem mostram que a juventude que quer mudanças no Pará é organizada e sabe o que quer. Foram apresentadas propostas, e parte delas com o apoio de alguns parlamentares como os vereadores Fernando Carneiro, Sandra Batista e Cleber Rabelo, todos de partidos de esquerda, e que são os autores de projetos de emenda à Lei Orgânica do Município que cria o Passe Livre para estudantes.
O grupo de vereadores do outro lado, que é o apoiador do prefeito Zenaldo e que é contra os projetos populares, era o mais visado pelos jovens ativistas. Eles de todas as maneiras tentavam justificar a não colocação de alguns itens que beneficiam a população, principalmente os mais pobres.
O vereador Mauro Freitas (PSDC) era um dos mais visados pelos jovens. Mauro é líder do Governo Municipal na Câmara e escapou de levar até uns petelecos, apos perguntar em tom irânico: "quem vai pagar os 43 milhões do custo do passe livre"? Mauro teve que sair praticamente correndo e escoltado da Câmara. A resposta ao vereador traíra veio rápido das galerias: "tira dos empresários, que estão cada vez mais ricos".
O PPA foi voltado minutos depois, mas sem as principais reivindicações dos manifestantes. Uma delas é o Passe Livre.
A luta de grupos populares organizados como "Juntos", "Vamos à luta" e "Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas" se fortaleceu graças ao apoio de parlamentares de esquerda. Novas manifestações estão programadas e muita coisa ainda vai vir por aí, mas com comprometimento e responsabilidade, mostrando que a força do povo é importante na luta por melhores condições de vida de todos.

Neymar faz o gol que Pelé não fez


Dois dias após tornar-se Tetra Campeão da Copa das Confederações, Neymar voltou a encantar o mundo, ontem, no amistoso que Messi realizou com seus amigos. O gol do garoto prodígio foi praticamente do meio da rua, como se diz na gíria futebolística, e foi aquele gol que o Rei Pelé tentou fazer, se não falha a memória deste escriba, no Mazurkievicz. Neymar, assim, fixa definitivamente seu nome no meio dos maiores craques do mundo e, como fez com Balotelli, sela sua amizade com seu novo companheiro de equipe, o argentino Lionel Messi. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Belém inicia o verão debaixo d'água

A cidade ficou debaixo d'água com poucas horas de chuva
São muitos os problemas que acontecem quando desaba um temporal como o que aconteceu ontem em Belém. Além da inundação que toma conta da maioria dos bairros e ruas da cidade, existem os perigos de queda de árvores, assaltos nos engarrafamentos, além da possibilidade do veículo, seja carro ou moto, cair num bueiro, além dos acidentes com batidas. 
Ontem,  quando me dirigia para minha casa, presenciei alguns problemas destes. E foi logo quando começou a chuva, por volta das 18h. Foi de imediato que grande parte de Belém estava literalmente debaixo d'água.
A Manoel Barata, aqui no centro, no trecho que compreende as ruas Piedade e Benjamin Constant, estava intrafegável, completamente alagada. O velho Igarapé das Armas aproveitou para por suas unhas de fora e, com o lixo que entupiu com as fortes águas a maioria dos bueiros da área, além do próprio canal do Reduto, ninguém conseguia andar de carro, moto ou bicicleta. A pé, nem pensar. A água que tomou conta de quase todo o bairro do Reduto chegava no joelho de quem se aventurava.
Ultrapassando a Doca de Souza Franco, as ruas estavam tomadas até as calçadas. Parte dos sinais de trânsito não funcionavam e o engarrafamento enervava motoristas que não paravam de buzinar, talvez temendo que o pior acontecesse. Mesmo assim, muitos carros sofreram acidentes.
Em parte do bairro do Umarizal a água invadia até casas. A energia foi embora e os motoqueiros brigavam para passar. Alguns ficavam no meio do caminho e necessitavam e apoio para tirar a moto pifada das ruas alagadas.
Na Domingos Marreiros a situação era de total desespero. Sinal sem funcionar, faltou energia, e a rua ficou totalmente alagada, até perto da Castelo Branco, com carros parados e buzinas acionadas, numa situação de calamidade pública.
Motoristas desesperados com medo de bandidos, desligavam o carro, talvez achando melhor arriscar uma batida que um assalto. 
A chuva continuou até quase meia noite. Deixou um prejuízo enorme como árvores caídas, motos quebradas, e carros amassados e uma sujeira na cidade que se sabe a culpa não é total da Prefeitura  pois, se o lixo que é jogado de qualquer maneira nas ruas fosse colocado nas lixeiras, pois bueiros não entupiam e as ruas não sofreriam alagamentos tão grandes.
Nessas horas, é que se vê o quanto é necessário a população ter consciência e respeito com a cidade e com o meio ambiente, pois se o prejuízo é grande no dia,  é muito maior no dia seguinte. Ou seja, nem sempre depois do vendavam vem a bonança.