segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Jacaré dá volta por cima: já é o 2º no grupo

Após perder seis pontos no tapetão na semana passada, o Paragominas não enfraqueceu  e deu a volta por cima, vencendo o Nacional-AM por 2 a 1 na tarde de ontem no estádio Arena Verde, pela 7ª rodada do grupo A1 do Campeonato Brasileiro da Série D.
A vitória trouxe o Jacaré novamente para o grupo de classificação às fases finais da competição, já que figura na 2ª colocação da sua chave, com 7 pontos e com todas as chances de figurar entre os primeiros.
Os gols da partida  foram assinalados por Evandro Pará,  aos 24 minutos, e Aleilson, em uma rápida jogada de contra-ataque, aos 29. Ambos os tentos foram marcados no primeiro tempo.
O gol do Nacional-AM saiu aos 34 minutos, em uma penalidade máxima cometida pelo goleiro Maicky Douglas.  Badé cobrou e diminuiu para 2 a 1.
O Paragominas vai folgar na 8ª rodada, marcada para o próximo final de semana, e só volta a jogar no dia 18 de agosto (domingo), às 19h, contra o Genus-RO, no estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho.
O técnico Cacaio que vem segurando os problemas financeiros do clube, não deixando que isso influa no resultado dentro de campo, sabe que é perigoso com a folga a equipe perder posições na competição. Mas mesmo assim o "Coach" acredita que vai dar para classificar. 

Desabafo de tristeza de um cruzmaltino

O jornal Diário do Pará mostrou na edição de ontem a situação em que se encontra a Tuna Luso Brasileira hoje. Mostra, entre outras, a situação do clube social, do ginásio de esportes, do futebol profissional, as péssimas condições da sede olímpica, a evasão de sócios, desde os portugueses que migraram para o Grêmio, aos inadimplentes, que não pagam a mensalidade. Fala também dos remidos.
Mas na realidade, o que acontece na Tuna hoje é falta de gestão. O atual presidente é o que  mais tempo permaneceu na direção do clube, cinco anos seguidos, Quando assumiu, pegou tudo funcionando: piscinas, toboágua, boate, salão vermelho, campos de futebol social, Parque aquático que construímos com apoio da Comunidade Luso Brasileira, mais de 500 sócios pagando, contas em dois bancos (Bradesco e Caixa), o Clube na Time mania, crédito com fornecedores,  na praça, etc. A equipe de futebol havia disputado o Paraense os dois anos em que passamos na presidência (2007 e 2008), participado da Série C, da Copa do Brasil e fomos campeões do Torneio Centenário da FPF. Em 2007, com uma equipe caseira ganhou o 1º Turno e foi vive campeã do ano. Era também vice campeã de remo e estava com uma equipe toda montada, tanto que ganhou o título de remo em 2009.  Detalhe: passamos por vários problemas, mas nunca realizamos uma festa com "treme terra", em respeito à Benemerência do clube e aos associados.
Mas "garganta" e faroleiro como o atual presidente é, na posse disse que arrumaria tudo em poucos meses (não sei o que ele arrumaria!), "pois  a Tuna era fácil de administrar". Falou que queria a "união" de todos, mas só prega o ódio, fala mal de quem ajuda, de quem apóia, de quem ama a Tuna.
Nos dois primeiros anos foi um desastre em todos os setores. Onde conseguiu vencer foi na náutica, pois deixamos uma equipe pronta e um grupo de abnegados que eu e o Von reunimos, pagou todas as despesas do pessoal da náutica durante o ano de 2009. Como agradecimento, ele sacou o diretor náutico campeão, Jacintho Campina, a pedido de um diretor oriundo do futebol social. Só porque o Jacintho falou que eu ajudei a ganhar o título.
Fez todas as tolices possíveis no futebol profissional: entregou para os ex-jogadores Sérgio e Jobson, que infelizmente não conseguiram nada. No outro ano entregou para uma amigo seu, o técnico Zé Carlos, que foi outra tristeza. 
No futebol feminino, sempre menosprezou as atletas e Comissão Técnica. Como não ajudava em nada, Tomei a frente com alguns outros cruzmaltinos, passamos a apoiar a técnica Aline Costa e assim fomos duas vezes vice campeões e ano passado campeão. Ele só foi pegar a taça e aparecer. Graças ao empenho da Comissão T[ecnica e do apoio de verdadeiros cruzmaltinos, a Tuna foi convidada pela CBF para o I Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, que começa no próximo dia 14.
Na mudança de estatuto ele foi reeleito, com apoio da Comunidade Luso Brasileira. Creio que até hoje o sr. João Pisco e seus  amigos da Comunidade estão arrependidos, porque o rapaz é só vaidade e incompetência. Abriu o clube para as festas "treme terra", montou um time de má qualidade e olhe que teve apoio de Banpará, Governo do estado e outras publicidades. Mas só fez tolice. Tudo graças à sua vaidade, ao seu egocentrismo exarcebado.
Este ano é de eleições. Seus diretores -Charles Tuma e Eduardo Gonçalves- aparecem como possíveis candidatos. Charles está com ele há cinco anos e é de seu time, ou seja: "as mesmas flores, os mesmos jardins". Nem ata, nem desata. Não quer largar o osso. Dá pra confiar? Claro que não!
Eduardo Gonçalves, seu vice presidente,  fala que ele é desorganizado, usa o cartão da conta da Tuna como se fosse dele, mas também não larga. Recentemente, fizeram um jornal de má qualidade, com erros crassos e uma edição vergonhosa de tão ruim, mas mesmo assim a Tuna pagou alto para fazer. Eduardo diz que conseguiu o dinheiro com seus amigos para bancar o papelucho. Tudo bem, mas que fizesse algo mais democrático e de melhor qualidade. É só babação, tolice, mentiras.
Um dos principais trabalhos do vice presidente, sr. Eduardo é pedir dinheiro às pessoas para fazer retratinhos de puxasaquismo, esquecendo das prioridades do Clube na náutica, nos esportes amadores, no social. Prefere ser um bonzinho que agrada a todos os vaidosos com fotos e homenagens infantis. Mas tem que pagar, se não não "aparece". Diz que está "rompido" com o presidente, mas no expediente do jornal, está que a responsabilidade editorial do papelucho é dele -Eduardo- e do Presidente. Se é assim, se está com ele,  por que falar mal do presidente? Será que dá para confiar?  Espero que a Comunidade não erre pela segunda vez.
Em julho, viajou o presidente, viajou  o vice e quem passou o mês de verão como presidente da Tuna foi a sra. Graciete Maués, que nem diretora poderia ser, porque não é sócia do clube, é dependente de seu marido. Se eles "deram" um título a ela, mesmo assim não poderia ficar como presidente, porque para ser diretor do clube o sócio tem que ter pelo menos 10 anos como associado. Estou postando o assunto pela ilegalidade que o presidente cometeu, pelo seu desrespeito pela Tuna, porque independente disso, Graciete é trabalhadora e esforçada pelo clube)
Resumindo, a situação da Tuna, como mostrou o Diário, é lamentável e o presidente é um homem que reputo doente. Doente de vaidade, de ódio, de egocentrismo. Não pensa na história centenária do clube. Prefere gastar com outdoors pela cidade com sua foto parabenizando pelo seu aniversário. Mascara a real situação do clube, pois os salários dos funcionários estão atrasados; o técnico Cacaio não recebeu ainda; o clube está decadente, sujo e sem funcionar. O ginásio está acabado, a piscina olímpica o sócio não pode usar, a infantil é suja e o parque aquático que construímos com apoio da Comunidade Luso Brasileira, está cheio de problemas por falta de zelo e manutenção.
Hoje a Tuna está toda arrendada. Bares e restaurantes, quadra de esportes, aluguéis da boate, salão vermelho e até do campo de futebol. Mas tudo tem que passar por ele. São 15 diretores mas só ele manda. 
E mesmo assim, não está prestando contas de sua gestão. O Conselho Fiscal, que tem falhas, diz que cobra, mas tem que cobrar com mais seriedade, inclusive denunciar no Conselho Deliberativo que ele deve prestação de contas antigas.
Tem que fazer isso, porque se formos esperar pelo vice, o clube vai se ferrar ainda mais, porque ele -o vice- só existe de nome, não manda nada. Ele mesmo diz que não pode fazer nada.
Agora o presidente bocudo diz que arrenda o clube para pagar salários, mas quando assumiu disse que "era fácil administrar a Tuna". Ele, além de não ter competência, como está demonstrado nos cinco anos de sua gestão, é torcedor doente do Paysandu, por isso é que quer mesmo é que a Tuna se acabe.
Senhores associados. Ainda é tempo de salvar o que é nosso. Não vamos cair novamente no canto da sereia. Vamos nos unir, só os sérios, os comprometidos, e lutar pelo nosso clube, nosso time, nossa Nação Cruzmaltina. Vamos escorraçar os vendilhões, os descomprometidos, os que só querem aparecer às custas da nossa Águia. 
Teremos eleições no final do ano. É importante que os associados que podem votar,  proprietário, remidos e Beneméritos, não pensem em apoiar nenhum dos que fazem parte da atual diretoria. Temos que eleger cruzmaltinos sérios, comprometidos com a história, com a causa da Tuna Luso Brasileira. Que todos que amam a Tuna se unam em prol de quem quer fazer uma equipe para trabalhar pelo clube. Quem quer fazer a Tuna andar para a frente. Esses zinhos que estão se arvorando a ser dirigentes, sem comprometimento, sem amar o clube, devem ser varridos da Tuna. Basta de aventureiros, de estranhos, de remistas e paysandus dirigindo a Tuna. A Tuna tem que ser dirigida por cruzmaltinos.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Por que o privilégio aos médicos?

Fico observando e matutando com meus botões -como diriam os mais vividos- e indago a mim mesmo: o que será que passa na cabeça de um médico para resolver "grevar"? 
Nas minhas andanças -e olhe que conheço quase todo o Brasil e alguns paisecos- conheço muita gente, muitos profissionais liberais, dentre os quais muitos jornalistas, advogados, engenheiros de várias modalidades como civil, de minas, elétrico, etc.-, professores, escritores, pequenos empresários, trabalhadores comuns. Todos conseguem viver dignamente; muitos "apertados" para educar os filhos, outros um pouco mais folgados, conseguem ter uma casa, um apartamento, um carro. Vivem como pessoas comuns, sem direito a viagens internacionais, quando muito conseguem fazer um "milagre" e chegar a um outro estado de férias.
Conheço também alguns médicos. No meu próprio convívio tenho médicos, dentistas. Todos, sem exceção, vivem melhor do que nós, os outros. Alguns, podemos até dizer, podem ser considerados ricos, pois viajam para a Europa normalmente, adoram  Miami, que é o paraíso dos novos ricos, e curtem outras benesses que a vida só proporciona para os privilegiados.
Fiz este pequeno lead para, noutras palavras, dizer que não conheço nem um médico pobre. Todo médico tem uma vida considerada boa. É a profissão que o cidadão não pode se lamentar em termos de finanças, embora tenha que trabalhar muito. A maioria não gosta do interior. Aliás gosta. Por um dia, dois, para curtir a fazenda, o gado. Mas nada de morar ou trabalhar.
Conheço alguns que já foram prefeitos, deputados. Construíram, no interior, clínicas, hospitais, e com a fama como "doutor", conseguiram os mandatos e uma fortuna razoável.
Alguns ainda estão aí, com mandato de deputado, vereador. A profissão, além de abençoada, é uma das mais gratificantes financeiramente.
São organizados, muito mais que trabalhador da construção civil ou metalúrgico. Mexeu com um, mexeu com todos. A classe é unida. Muito unida.
No programa do governo federal Mais Médicos,  criado no sentido de melhor cuidar da vida dos mais humildes, dos que dependem só do SUS, quase todos chiaram. Se organizaram em manifestações por todo o país. Brigam, xingam, na maior hipocrisia. Logo eles, que são burgueses em sua maioria. Que sempre foram contra os que grevam, que vão às ruas lutar por salários mais dignos. Se organizaram, foram às ruas e com isso abandonaram hospitais públicos, postos médicos. Não quiseram sequer saber das consequências. 
Se consideram prejudicados nos seus direitos, "não fomos consultados". Incrível, isso!
E os pobres que ficam horas, dias, meses esperando a boa vontade deles, recebendo sempre como resposta que  o "Dr. não chegou", "não veio", "está viajando"? E as portas dos PSMs, onde diariamente morrem pessoas por falta de médicos?  E uma consulta particular, que na extrema necessidade o pobre vai e eles cobram os olhos da cara? E os erros médicos, que eles se unem corporativamente e não deixam os "barbeiros" pagarem pelos seus crimes?
Todo mundo precisa de médico. Mas todo mundo precisa também do padeiro, do operário, do encanador, do advogado, do vendedor de frutas. Todas as pessoas são úteis dentro do que trabalham, produzem.
Por que, então, os médicos exigem tratamento diferenciado? Será que quando começam a ganhar muito dinheiro esquecem o juramento de Hipócrates que fazem na formatura?
Acho, para encurtar a postagem, que o governo não deveria dar mole a esses inimigos do povo, da população carente. A Universidade Federal é pública. E ainda é o melhor ensino. Então o governo deveria aguentar, não abrir mão pela pressão que eles fazem. Quem quiser ser candidato a ser um burguesinho de bata branca, que se submeta às determinações do MEC, que todos sabem são boas para o povo. Assim como o advogado tem que se submeter ao exame da Ordem, por que os médicos não podem passar dois anos trabalhando no SUS? E ainda por cima ganhando a "miséria" de 10 mil reais, casa e comida?
Tenho certeza que se fosse feito uma pesquisa no país, todos fechariam com a proposta do governo. Mesmo porque, um dos mais renomados, mais respeitados e mais humanos médicos do Brasil, o cirurgião Adib , defende mais dois anos para a formação dos médicos e no SUS. E o Dr. Adib não é um qualquerzinho, não. Ele é consciente de que o médico existe para salvar vidas, como o padeiro existe para fazer pão e o pedreiro para fazer casas. Cada qual na sua e sendo respeitado.
Jatene

Neymar estréia hoje. Contra o "seu" Santos

Hoje Neymar faz sua estréia oficiosa (oficial só quando for jogo valendo pontos) pelo Barcelona. O jogador, sinto pela sua conversa, está muito empolgado e mais ainda: perfeitamente bem orientado com as possíveis perseguições, pois vive paparicando o argentino Lionel Messi.
Acho bobagem. Tem que ficar na sua, jogar sua bola, e acabar com essa história babaca de que o Messi é o melhor do mundo.
Neymar chegou  ao Barcelona com o moral alto, graças ao show que deu na Copa das Confederações, sendo o melhor da competição e calou a boca de alguns "entendidos" que achavam que ele só jogava contra equipes pequenas. Na realidade, ele joga contra equipes pequenas, grandes e médias, como a seleção espanhola, que levou um show do Brasil e voltou alegando um bocado de coisas, como questão climática, etc.
Neymar é craque de bola e tem que jogar o que sabe, sem se intimidar. Sem essa de procurar agradar esse ou aquele superstar do futebol que está no Barcelona. Tem que se impor como jogador de alto nível, mesmo porque ele também é do Barcelona. Mas isso, sem perder a beleza e a grandeza da humildade. Sobre isso, meu velho pai dizia que não devemos nos abaixar muito, pois de repente os fundilhos podem aparecer. "Mas a humildade é importante".
Sobre o jogo de hoje à tarde, acho que de repente o Santos pode até fazer um bom resultado, tipo ganhar ou perder de pouco. Vai entra com um time renovado,  sem medalhões e com alguns garotos da base.  
Como postei acima., pode até ganhar. Mas, se perder não será vergonha. Já recebeu a bolada do Neymar mesmo.

Na Tuna vaidade, 10; gestão zero

Aviso aos navegantes:

A cidade está cheia de outdoors com a foto do presidente da Tuna, todo maquiado, retocado, bonitinho, bonitinho, como manda o milagroso fotoshop. Tudo bem, um direito que lhe assiste. A vaidade sempre foi carro chefe na vida do senhor presidente. Já a responsabilidade, o comprometimento, aí são dois assuntos que ele foge como o diabo da cruz. Exemplo são os muitos problemas que acontecem na sua gestão no clube cruzmaltino e ele, mesmo assim, despreocupado, ainda faz questão de dizer que "tudo vai às mil maravilhas", embora a sede náutica esteja prestes a fechar, fato que não aconteceu ainda por força de alguns abnegados que ajudam o técnico Lindão; os salários de funcionários do clube, de atletas profissionais e até do ex-técnico Cacaio ainda estão pendentes, embora o time há tempos esteja desfeito, e obras continuam sendo feitas no clube sem o devido aval do Conselho Deliberativo, como bem denunciou o GB João Rito. 
Na mesma proporção da vaidade deslavada do presidente do clube luso brasileiro, está a falta de um trabalho de chamamento de sócios. Ao contrário, a diretoria só se preocupa em distribuir convites para as domingueiras, onde o sócio que chega de repente ao clube se surpreende com tanta gente e por não conhecer ninguém. Também a prestação de contas da gestão do senhor presidente está pendente. O Conselho Fiscal alega que já mandou vários documentos cobrando, mas o homem parece que confia em seres extra terrestres, porque, lamentavelmente, não está nem aí. Pode?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Luxa desbanca Cruzeiro e faz Flu sorri

Luxemburgo estreou com o pé direito pelo Fluminense. Com apenas dois dias trabalho como técnico do Pó de Arroz,  Vanderley Luxemburgo teve que enfrentar o time melhor colocado no Brasileirão, o Cruzeiro. Para ser mais direto, foi jogado numa tremenda fogueira. Mesmo assim, o mais competente técnico de futebol do Brasil entrou em campo de cabeça erguida. Não interessava se era cinco, seis, sete ou mais partidas que o Fluminense havia perdido com o também competente Abel Braga.
"Temos que entrar em campo indignados", falou na preleção.
E ponha bem vindo nisso...
E os jogadores do Fluminense assim fizeram. 
Luxa teve a má sorte de perder Deco logo no princípio do jogo. Não titubeou. Botou em campo o veterano mas sempre competente Felipe, que jogou um futebol de primeira. Depois, viu o seu mais importante jogador, Fred, perder uma penalidade máxima. Lamentou, mas não perdeu a pose. 
No primeiro tempo, o Cruzeiro até que foi um pouco melhor, mas não conseguiu furar a defesa tricolor.
Na segunda etapa, Luxa procurou jogar de igual para igual, mesmo sabendo que o Crueiro estava afinado, fazendo gols e ganhando todas.
Colocou dois garotos em campo, meninos, na faixa dos 17 anos. Igor Julião e Kennedy. Os meminos das Laranjeiras vibraram e deram conta do recado. Foi Kennedy que na tentativa de uma puxeta,  fez com que a bola sobrasse para Fred, que de cabeça fez o gol que levantou o moral do Fluminense.
Luxemburgo parecia uma criança: pulando, gritando de felicidade.
Suas substituições -Felipe, Igor Julião e Kennedy- tinham sido certeiras. 
Final de jogo. O Maracanã sorria. O Cruzeiro, cheio de pompas, não acreditava no que via. O quase morto Fluminense, agora com mestre Vandelrley Luxemburgo, havia ressuscitado.

Árbitro (e bandeirinha) garfam o Flamengo

Tenho insistido com um assunto aqui e vou mais uma vez tratar dele. É a questão da falta de punição aos árbitros e bandeirinhas quando estes erram.
É natural o jogador, o técnico e o clube serem punidos por qualquer erro, mesmo que seja o menor. Para isso as federações possuem seus tribunais particulares, e a madrasta maior, a CBF, o STJD, que na instância maior sempre detona os seus súditos, que são jogadores, técnicos e clubes de futebol.
Mas os árbitros e bandeirinhas, estes os grandes privilegiados, nunca são punidos. Cometem os erros mais crassos, testemunhados por Imprensa, técnicos, jogadores e por torcedores. Mas mesmo assim não são punidos. E o pior: os prejudicados são obrigados a aceitar os erros e se reclamarem ainda são punidos com cartões amarelos ou vermelhos.
Foi o que aconteceu ontem no jogo entre Flamengo e Cruzeiros, pelo Brasileirão.
O Cruzeiros vencia por 1 a 0. O jogo estava lá e cá, e assim como podia tomar um gol, o Flamengo também poderia fazê-lo.
Num lance em que o meia Marquinhos Gabriel cobrou falta, Rafael Donato em total impedimento tentou cabecear; a bola sobrou para o atacante Wallison, que chutou sem chances para Felipe.
Ocorre que no momento em que tentou cabecear, o zagueiro Donato já estava impedido e o bandeirinha por conseguinte, estava lá com  a bandeira devidamente levantada.
O árbitro Héber Roberto Lopes marcou o gol. Os jogadores do Flamengo correram para cima dele e reclamaram. Ele então correu para o bandeirinha que havia levantado o seu bastão e conversou com ele por alguns segundos. De lá mesmo Héber levantou o braço e validou o gol irregular do Cruzeiro.
Cercado pelos atletas do Flamengo o árbitro não desmarcou o gol e o bandeirinha, covardemente, negou que houvesse levantado a bandeira.
A televisão mostrou, os torcedores, jogadores, o Brasil inteiro e os homens da CBF viram.
Mas o gol foi validado. O Flamengo desconcertou-se, tomou mais um gol e o resultado virou goleada na Fonte Nova.
O prejuízo do rubro negro foi grande. Mesmo assim, os árbitros, bandeirinhas, super protegidos, certamente continuarão fazendo das suas. E na mesma base da impunidade.
Até quando, dona CBF?