segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Alex solta a língua contra Globo e CBF

Lúcida, honesta, corajosa e coerente a entrevista que o jogador do Coritiba Alex deu ontem a uma emissora de TV. Com larga experiência como jogador, com um talento que lhe credencia como um dos melhores do Brasileirão, Alex não poupou criticas à CBF, à Rede Globo, a quem chamou de verdadeira gestora do futebol brasileiro, e ao modelo de gestão de nosso futebol, que não enobrece nem aos fazedores do espetáculos, os jogadores, tampouco aos torcedores, que são os geradores de renda aos clubes..
Alex: craque de bola, inteligência e conhecimento
Alex esteve sereno em toda a entrevista, mostrando que tem conhecimento do que acontece no país, na política e no futebol. Coerente em suas declarações, ele criticou veementemente a maneira como trabalha a CBF. "Quem manda de verdade no futebol brasileiro é a Rede Globo, a maior parceira da CBF. Ela (a CBF) cuida somente da Seleção Brasileira, que hoje tem a grande preocupação de fazer altos negócios com as empresas de publicidade", disse o jogador.
O jogador  foi mais fundo: "A CBF aceita tudo que a Globo dita, como por exemplo, o horário dos jogos. Ela não se preocupa com o público nos estádios, que é quem proporciona lucro e a manutenção dos clubes, com o que passam os jogadores, que passam mais de um dia concentrados para entrar em campo no final da noite, e principalmente com a situação dos torcedores". E aproveita para perguntar: "como pode ser marcada uma partida de futebol pra as 22h? Isso além de prejudicar os jogadores, que terminam de trabalhar meia noite, prejudica ainda mais os torcedores, pois estes que trabalham o dia todo, depois têm que que enfrentar uma enorme fila para entrar no estádio às 10 da noite. Como o jogo só termina à meia noite, eles vão ter que enfrentar transportes, engarrafamentos para chegar em casa mais de uma hora da manhã. É justo isso?", indaga o jogador. 
O jogador, que ganhou até estátua em seu último time na Europa, o Fenerbahçe, diz que o modelo de gestão de nosso futebol tem que mudar urgente, como também o calendário e horário dos jogos.
A entrevista de Alex, que teve uma grande repercussão nas redações e nas redes sociais, mostrou um jogador preparado, com bom nível intelectual e de conhecimento. 
O Atleta disse lamentar não termos um futebol organizado a ponto de nos igualarmos com o alemão. "Não interessa  se chegarmos a ser hexa em copas do mundo, se nos outros três anos e 11 meses, em times não somos mais que segundo ou terceiros lugares no mundo".
Alex é um dos jogadores melhor situado financeiramente em nosso futebol. Lúcido, consciente, sabe o que diz, e tudo indica que tem sonhos de ser dirigente após aposentar-se como jogador.  Porém,  vale lembrar, que quem fala o que sente, e é honesto, é sempre boicotado. Mas seria interessante um dirigente que peitasse a Globo e a CBF com coragem e lucidez como o jogador do Coritiba.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

"Trensalão tucano": Serra, Alckmin e Aécio estão em maus lençóis

Aviso aos navegantes:

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, paparicado por toda a mídia, principalmente a global, basta ganhar um espaço na grande mídia para tratar de defender os "trensaleiros" do PSDB, propineiros que há pelo menos 20 anos faturam através de negociatas envolvendo a Siemens e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Tal qual vem fazendo a grande mídia, que esconde o sério problema  envolvendo os governos de São Paulo, desde Mário Covas até Alckmin,  o ex presidente FHC declarou que “não há nada objetivo” nas denúncias de conivência de políticos do PSDB com a formação de um cartel em licitações do metrô de São Paulo.
Serra é um dos envolvido no "trensalão"
O octogenário tucano, ou está com problemas de memória ou se faz de tolo para melhor enganar, pois até o governador Alckmin já reconheceu que o "trensalão" existe de fato e de direito, embora alegue que "não tem nada a ver com o assunto. Isso é coisa do passado".
A recente denúncia partida de um dos diretores da Siemens de que Serra é um dos cabeças do "trensalão", pois foi quem sugeriu em reunião para que uma disputa empresarial não travasse uma licitação da CPTM pode atingir ainda mais as pretensões futuras do eterno candidato tucano pois, de alta plumagem como ainda se considera José Serra, mesmo sem o apoio da maioria dos caciques  de penas "azul e amarelo", ainda sonha em sair candidato a presidente pelo partido ou, na pior das hipóteses, em suceder Alckmin no governo de São Paulo. 
A mídia continua fazendo vistas grossas para o escândalo envolvendo o PSDB paulista. Só mostra Alckmin na defensiva. O outro lado fica na obscuridade. . Enquanto isso, Aécio, que até pouco tempo vinha falando pelos botões, há mais de uma semana está calado Segundo sua assessoria, Não quer se envolver com o "trensalão" tucano de São Paulo. Mas os respingos de sujeira já caíram, com certeza sobre ele.

Artistas do Pará exigem: "Fora Paulo Chaves"

O estilo burguês e intransigente do secretário Paulo Chaves, o inimigo número 1 dos artistas paraenses, é conhecido por todos. E ele abusa com relação aos que trabalham com arte em nosso Estado, não dando a mínima para a luta dos que fazem o Movimento Chega!, que há tempos protesta contra as ações do secretário. 
"A cultura do Pará trabalha em varias frentes. Esse protesto eu nem tomo conhecimento. O governo faz um trabalho que tem repercussão no exterior, como o Festival de ópera, que é elogiado até na Itália. Então...", diz o vaidoso secretário, que em vez de chamar o pessoal para dialogar sobre possíveis mudanças, não quer nem tomar conhecimento dos protestos.
Chaves sabe já há muito que a cultura paraense só funciona para "inglês ver".  O que artistas e produtores culturais paraenses querem não é somente shows para uma classe, como são as óperas, que é vista somente por um grupo "de amigos do rei". O que artistas e produtores cobram do governo e da secretaria de Cultura é uma política cultural que incentive todas as produções no Estado, que haja uma maior a participação de artistas populares, como os circenses, grupos de boi-bumbá, bonecos gigantes, artistas de teatro, que pouco recebem de incentivo para suas peças e apresentações.
O secretário, além de vaidoso é esperto agindo nos bastidores. Se pegou com os dirigentes de escolas de samba e posou para fotos em jornais diários, querendo mostrar que é apoiado por quem faz cultura no Pará.
"Peraí", secretário. Cultura não é somente escola de samba. No Pará temos um leque enorme de produtos que dormitam por falta de apoio governamental. A maioria dos artistas está de pires na mão. "Não é justo não termos incentivo para uma peça paraense, escrita por paraense e encenada por artistas de nossa terra", E isso tem custo mínimo, comparando com uma ópera como "O elixir do amor", encenada ontem no Da Paz, diz um revoltado produtor cultural.
Organizados no "Movimento Chega!", artistas de várias matizes e produtores culturais exigem a reforma das leis de incentivo municipal e estadual de cultura; integração do fluxograma das fundações de Cultura do Pará; linhas de financiamento para a cultura no Banpará e Banco da Amazônia; reforma da Lei Rouanet e explicações do Minc sobre a redução em 10 milhões da verba para o Fundo Amazônia; transparência no uso de recursos públicos na cultura em Belém e no Estado. E a principal exigência: a exoneração imediata de Paulo Chaves da secretaria de Cultura.
A luta do Movimento Chega! é grande e vai continuar. Artistas e produtores culturais estão unidos e não vão desistir no "Fora Paulo Chaves".

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Divagações sobre a chacina dos Pesseguini

Não sou muito chegado a programas policiais, às páginas policiais dos jornais, já postei isso e creio não foi só uma vez. Mas chega um momento que temos que nos preocupar com tanta coisa estranha que está acontecendo. Excesso de violência, a vida não valendo lá muita coisa, talvez por pura insensibilidade das pessoas: de assassino de aluguel, de traficantes e até de drogatícios, que usam e abusam de drogas e cometem delitos, crimes os mais bárbaros. É uma situação de quase pavor que estamos vivendo, essa é a realidade.
O último grande fato, que deixou o Brasil estarrecido,  foi o caso do garoto Marcelo Eduardo Bovo Pesseguini, de apenas 13 anos, apontado pela polícia paulista como o matador de seus pais, avó e tia, além de ter se suicidado.
Sou muito cético com essas conclusões apressadas da policia. Tudo bem que o delegado Itagiba Franco deve ter pelo menos 40 anos de profissão e uma larga experiência em desvendar crimes. Isso lhe dá até cacife para fazer conclusões. Mas, repito, como cético que sou, acho que devem ser feitas melhores averiguações, um trabalho mais elaborado, até científico, para se chegar a conclusão mais exata.
Não entra na minha cabeça de ser humano que valoriza muito a vida -a minha e a dos outros- que uma criança de apenas 13 anos tenha tramado tanta coisa de uma só vez e conseguido matar, ao que parece e diz a policia, tão rápido, quatro pessoas adultas.
Primeiro que pai e mãe de Marcelo eram policiais. O pai, com 40 anos de idade, deveria ter pelo menos
"Elementar, meu caro Itagiba..."
20 como polícia, ou seja, tinha experiência suficiente para não dar vacilos, nem dentro de sua própria casa.
Segundo porque conforme o que descreveu o delegado Itagiba Franco, responsável pelo caso, as evidências não deixam claro que o garoto foi o matador da família e tampouco suicidou-se, embora ele garanta isso.
É visível que o delegado fincou pé na questão, mas mesmo que  encontre sempre "provas" para mostrar que tudo leva a crer que foi o garoto Marcelo que cometeu os cinco crimes, suas conclusões nada sherlokeanas encontram sérias barreiras dentro do entendimento humano, como por exemplo:
1- Por que a mãe do garoto foi encontrada de joelhos? Será que ela pediu clemência para não morrer?  E se isso aconteceu, por que ela não gritou?
2- Com tantos tiros, tantas mortes, como ninguém na vizinhança ou mesmo na rua não ouviu os estampidos?
3- Como o garoto que, segundo a polícia, matou a família entre meia noite e o inicio da madrugada, pode ter saído de casa por volta de 1h25m da madrugada, dormido no carro da mãe, que havia dirigido até perto de sua escola, pode ter dormido no próprio carro, e depois acordado pouco depois das 6 da manhã e rumado para a escola sem fazer nenhuma higienização pessoal, trocado a roupa? Será que ele dormiu com a própria farda escolar? Se não, onde ele mudou a roupa? Não lavou sequer o rosto?
4- Como poderia o garoto Marcelo atirar contra si e depois a arma amarecer debaixo de seu corpo, parecendo que havia sido guardada? Penso que a tendência era a arma cair de suas mãos, após o disparo.
5- Como não ter vestígios de pólvora nas mãos do garoto depois de acionar a arma várias vezes?
6- E a história das luvas, que segundo a polícia foram encontradas no carro da mãe de Marcelo? Será que "após se suicidar", o garoto "levou" as luvas para o carro?
Não precisa ser Sherlock Holmes para entender que a rápida investigação de Itagiba, muito apressada, por ora não reúne elementos suficientes para que se indique que Marcelo, o garoto de 13 anos, seja o assassino da própria família e tenha cometido suicídio.
A polícia, a meu ver, infelizmente, não foi muito feliz com conclusões tão apressadas e talvez precipitadas do delegado paulista. Marcelo Pesseguini pode sim ser o autor desta terrível chacina. Mas a polícia tem que convencer melhor, porque até o presente não convenceu meio mundo de muita coisa, não.
Imagine se na casa do Pesseguini tivesse um mordomo...

Ceni entre a cruz e a espada

Reinado do boçal e, tudo indica, mal caráter Rogério Ceni está com dias contados. É perfeitamente acreditável que Ceni, arrogante e prepotente como sempre foi, tenha tentado derrubar Paulo Henrique Ganso e foi o principal articulador da queda do técnico Ney Franco.
O desabafo de Ney Franco acusando, sem pedir reservas, o goleiro de ser o principal articulador de sua queda, e que teve uma grande repercussão nacional pela postura que Rogério sempre teve dentro do São Paulo, onde parece só fica quem ele quer.
Ganso, educado e não querendo brigas com o capitão da equipe e jogador mais antigo do plantel sampaulino, ficou a sua e não quis tirar satisfação.  Mas Ney segurou suas denúncias, o que mostra que ele deseja que acabe de vez esse reinado de Rogério Ceni, que sempre fez e desfez no São Paulo.
Rogério é famoso por criticar os colegas, mandar recados para diretores, e até peitar dirigentes, parecendo que é o dono do time e não um simples empregado como os demais jogadores.
Agora, meio desmoralizado pelas acusações severas de Ney Franco, embora não seja a primeira vez que ele "frita" um colega de time, tudo indica que Rogério vai baixar a bola e talvez até pensar em encerrar sua carreira, o que já é tempo, pois como tem vacilado muito em várias partidas, inclusive só tem engolido gols fáceis, aproveite para pendurar as chuteiras, embora, vale salientar, Rogério  não recebe criticas de ninguém, já que todos os colegas temem suas represálias.
Este escriba acha inclusive que o que Rogério vem fazendo só tem feito é prejudicar o São Paulo, pois desestabiliza os jogadores e consequentemente o clube, que precisa voltar a vencer.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

E agora, seu Artur? Segure que "a bola é sua"


A derrota -mais uma!- do Paysandu ontem, por 2 a 0,  para o América de Minas Gerais me fez refletir. Pouco antes do início do Brasileiro da Série B, postei que o Paysandu deveria contratar bons jogadores e por ora pensar em formar uma equipe só para permanecer na quase elite e pelo menos por este ano nem sonhar em subir.
Fui até criticado pelos mais fanáticos, que com a arrogância de quem torce pela equipe paraense melhor colocada em termos de campeonato brasileiro, acharam que isso era coisa de "secador", "de torcedor de time que não tem série".
Isso faz pouco tempo, coisa de dois três meses, e o resultado aí está. O Paysandu é uma das equipes que na Série B faz a pior campanha no Brasil, ao ponto de em 13 jogos só ter conseguido vencer três vezes, e destes nenhum fora de casa.  Empates também só três; mas em termos de derrota só perde para o lanterna, ABC: Paysandu sete, ABC 8.
Arturzinho, o novo técnico bicolor, tem o mesmo discuso de qualquer técnico que está chegando. Promete arrumar a casa e insiste em dizer que o elenco não é ruim., Muito bonzinho para o meu gosto o Arturzinho. O elenco do paysandu, temos que ser honestos, para a Série B é fraco. Ruim de dá dó. O Paysandu no seu elenco de pelo menos 35 jogadores, não tem 10 que tenham condições de jogar uma Série B. É um time limitado e Arturzinho, se quiser permanecer pelo menos cinco ou seis jogos como t[ecnico, vai ter que pedir imediatamente que a diretoria contrate, sob pena de cair como Lecheva, Givanildo e Gameleira.
Lógico que Arturzinho é diferenciado, tem um cacife já como técnico reconhecido e até no dircurso de chegada, elogiando a equipe mas também já preparando os corações dos torcedores bicolores de que não vai fazer muita coisa até arrumar o time. "Vou precisar de tempo e de reforços e o presidente prometeu me atender", disse.
Mas por que o presidente Vandick não fez o mesmo com os técnicos anteriores como Lecheva, Givanildo e Rogerinho? Como ex-jogador e de destaque, ele conhece futebol e sabe dos limites do time do que preside; que não tem condições de encarar uma partida no mesmo nível de qualquer adversário, apesar dos mais fanáticos sempre usarem o discurso de que o "o time jogou melhor, mas não conseguiu ganhar".
Já coloquei aqui que torço pelo futebol paraense, já que meu time está "sem série" até no Parazão. Mas a Imprensa parece que torce contra, pois insiste em levantar a bola de um time que não tem qualidades. Sinceramente, não vejo muito futuro no time do Paysandu. Vai ser preciso mudar muita gente; muitas posições estão "vazias". E se não houver uma definição da diretoria em trazer bons valores (se é que vão encontrar jogador bom no mercado no momento atual) e imediatamente a tendência é o Paysandu ir para o beleléu: voltar para a Série C.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Águia goleia time de Samuel Cândido

E o Águia, hein? Devagar, devagar vai chegando lá. O time de João Galvão  não tomou conhecimento da equipe do Baraúnas em seu próprio território, no Rio Grande do Norte. Aplicou uma severa goleada de 3 a 0, com gols assinalados por Júnior Timbó, Ceará e o atacante Keno. Desta feita,o filho do homem, Danilo Galvão, que é o artilheiro da equipe, não faturou.
João Galvão, o eterno técnico aguiano, conseguiu montar o time direitinho sem o meia Flamel, que continua fora do time por contusão. Em seu lugar colocou a dupla de meias Júnior Timbó e Diego Palhinha, que conseguiu alimentar bem o ataque, proporcionando que até o lateral Ceará deixasse sua marca.
O Baraúnas, que é treinado pelo nosso velho conhecido técnico Samuel Cândido, não conseguiu segurar a força do Águia marabaense, principalmente o meio de campo. Com uma equipe toda mesclada por jogadores que passaram por equipes paraenses levados por Samuel, o Baraúnas vem fazendo uma campanha das piores na Série C, já quase sem chances de recuperação e possível classificação. 
Fontes ligadas à Samuel, creditam a péssima campanha do Baraúnas, à falha no pagamento de salários, que já estão no quarto mês de atraso. Os jogadores Jackinha, Cristiano Tiririca, Preto Barcarena e Levy que já integraram equipes paraenses estão com Samuel no Baraúnas.
Mesmo com a fraca campanha do Paysandu na S[rie B, os outros representantes paraense, Águia na Série C e Paragominas, na Série D., têm chances de subir ou, na pior das hipóteses, não cair. Já o time da Curuzu, no caminho em que vai, dificilmente escapará da degola.