 |
| Edson é metido a Felipão. |
A derrota do Paysandu ontem por 1 a 0 para o CRB, a segunda para a mesma equipe em uma semana, além de provocar a queda do técnico Edson Gaúcho, praticamente tirou a oportunidade da equipe bicolor chegar à sonhada Série B. Quem trabalha com futebol sabe que dentre muitas máximas que existem, tem uma que diz que "em casa não se pode perder jogo. Sequer empatar". E o Paysandu perdeu, portanto não fez o "dever de casa".
A problemática bicolor começou com a decisão do pleno do STJD em tirar o Rio Branco da Série C e trazer de volta o Luverdense. Isso mexeu, é bastante notório, com toda a estrutura do Paysandu: da diretoria à Comissão Técnica, chegando até aos jogadores. Todos viram, de um minuto para outro, uma mudança radical na possibilidade de ascensão da equipe, que de seis pontos que tinha, perdeu três, sem contar com o enorme prejuízo que teve com a viagem e estadia em Rio Branco, no Acre, a equipe que foi desclassificada.
Desde que a notícia chegou, no meio da semana passada, a coisa começou a esquentar nas hostes bicolores. O treinador Edson Gaúcho, que sentia a possíbilidade de seu time subir, viu de um dia para outro, as coisas mudarem e a chance de ascensão praticamente cair por terra. Isso, certamente o deixou nervoso, e preocupado com a equipe que botaria em campo contra o CRB. Também vazou na Imprensa que que Gaúcho havia discutido com alguns jogadores, principalmente Wagner, Sandro e Zé Augusto, os dois últimos,"queridinhos da torcida", e também os mais veteranos, ambos perto dos 40 anos. Ontem, os dois, Zé Augusto e Sandro, não foram sequer relacionados para o banco. Mas Gaúcho, parecendo querer "arengar" com a dupla, levou Vanderson, outro veterano, e como titular.
Edson Gaúcho tem um estilo meio a la Felipão. É meio grosso, "é mais ele", grita muito e tem fama de também não ser muito simpático com jogadores e nem com funcionários.
O técnico errou quando discutiu com jogadores. Pelo que se entende, perdeu o comando, se é que um dia teve. Sobre a equipe que mandou a campo ontem, mais uma vez com o atacante Josiel e sem os dois principais jogadores da equipe, Thiago Potiguar e Héliton, juntamente com Robinho, Edson errou mais uma vez. Preferiu exercer sua vaidade, fazer suas vontades, preterindo o que necessitava o Paysandu, pois no primeiro tempo de ontem, foi visível que os bicolores deveram à sua torcida. Porém, com a entrada de Potiguar e Héliton, o time melhorou 100 por cento. Mesmo com o gol que tomou logo no início da segunda etapa, não se entregou. Foi até o fim em cima do CRB, que se fechou na defesa, ficando aproveitando só os contra ataques e conseguiu a vitória.
O Paysandu perdeu. Até o técnico. Mas a história poderia ter sido diferente se os dois atletas -Potiguar e Héliton- estivessem em campo no primeiro tempo. Talvez Gaúcho pense até de outra maneira, mas qualquer equipe que joga em casa, necessitando vencer, tem que entrar decisiva. Com um time montado para a ganhar, fazer logo um gol ou mais. Como vem entrando nas ultimas partidas, fica difícil o Paysandu chegar lá. Robinho, Héliton e Thiago Potiguar têm vaga de titular na equipe. Se Gaúcho ou qualquer outro técnico não vê isso, é outra história.
Agora o item classificação é bem mais difícil, ela ficou complicadíssima. Só resta ao time bicolor uma partida em casa, contra o Luverdense. As outras duas são fora, bem mais difícil de ganhar, mesmo porque nem em casa as coisas estão acontecendo. O novo técnico que assumir, pode ser local ou de fora, vai ter muito trabalho. Primeiro para apagar o fogo dos veteranos Zé Augusto e Sandro. Depois para salvar uma equipe que na semana passada estava à beira da classificação, mas que agora está igual a seu presidente: à beira de um ataque de nervos.