segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Hoje é dia de vencer o Remo!

Vamos lá, minha Águia!
A esperada partida entre Remo e Tuna, ao que parece acontece hoje. Depois de muitas trapalhadas (essa é a palavra mesmo!) ficou acertado o embate para hoje à noite. Será um bom teste para a Tuna, principalmente, que estréia no próximo sábado pela Primeira Fase do Campeonato Paraense de 2012, contra a equipe campeã da Segundinha, o Bragantino.
A equipe da Tuna não vai completa. Segundo o técnico Samuel Cândido, alguns atletas serão poupados para a partida de sábado. É critério do Samuel, vamos respeitar. Mas seria bom ver o meio de campo com o Analdo, o Dudu e o Japonez.
Dos jogadores que vão começar a partida pelo lado do Remo, um eu lamento estar por lá. O Cametazinho, que jogava de meia, mas que agora está na lateral direita. É prata da casa e começou  na Tuna, no Salão e no futebol de campo. Espero que o Remo aproveite bem o talento do garoto, que tem 18 anos e muito futebol.
No mais é ir lá no Baenão e vencer o Remo. Dentro da casa deles. Por que não?

A dança e a dança da Série A

Dois fatos chamam a atenção na Série A do Brasileiro. Primeiro o "pega" entre as quatro primeiras equipes, que ficam numa dança fantástica entre si, com pequenas diferenças de pontos e vencendo todas as partidas ou no mínimo empatando,  o que faz com que ninguém tenha coragem de prognosticar quem levará a taça de campeão. Corintians, Vasco, Botafogo e Flamengo, os quatro primeiros colocados, e pelas beiradas Fluminense e São Paulo, estão brigando pelo título de campeão e, faltando 8 rodadas para o final do campeonato, tudo leva a crer que uma delas levará o troféu.
O outro fato interessante, é que as equipes que estão na zona de rebaixameno,  América Mineiro, Avaí, Atlético Paranaense e Atlético Mineiro, e correndo pela beira do abismo Cruzeiro e Ceará, ao contrario das primeiras colocadas, não conseguem sair, simplesmente porque estão emperradas, todas há muito tempo sem vencer. 
A situação do América Mineiro e do Avaí é simplesmente vexatória. Os dois são os últimos colocados há várias rodadas. O América com 24 pontos e o Avaí com 26. Ambos estão praticamente rebaixados para a Série B. O Atlético Paranaense, em 18º lugar, com 28 pontos, também está ruim das pernas. Está bem difícil de não cair. A "briga" pelo 17º lugar, o primeiro da zona de rebaixamento, está entre três equipes. Hoje está lá o Atlético Mineiro, com 30 pontos. Mas na alça da mira estão Cruzeiro e Ceará, o primeiro com 30 pontos e o Vozão cearense com 32. Tanto Ceará como Cruzeiro estão se segurando  na "base da sorte", pois mesmo não conseguindo ganhar, permanecem em seus lugares porque os quatro da zona só fazem perder.
O Bahia, o 14º colocado, vem reagindo e está bem mais distante da queda:  seis pontos do Atlético Mineiro, o 17º colocado. Mas, como dizia Neném Prancha: em futebol tudo é possível: de repente os últimos colocados começam a ganhar e os mais de cima a perder e aí inverte tudo.

Paysandu à beira de um ataque de nervos!

Edson é metido a Felipão.
A derrota do Paysandu ontem por 1 a 0 para o CRB, a segunda para a mesma equipe em uma semana, além de provocar a queda do técnico Edson Gaúcho, praticamente tirou a oportunidade da equipe bicolor chegar à sonhada Série B. Quem trabalha com futebol sabe que dentre muitas máximas que existem, tem  uma que diz que "em casa não se pode perder jogo. Sequer empatar". E o Paysandu perdeu, portanto não fez o "dever de casa".
A problemática bicolor começou com a decisão do pleno do STJD em tirar o Rio Branco  da Série C e trazer de volta o Luverdense. Isso mexeu, é bastante notório, com toda a estrutura do Paysandu: da diretoria à Comissão Técnica, chegando até aos jogadores. Todos viram, de um minuto para outro, uma mudança radical na possibilidade de ascensão da equipe, que de seis pontos que tinha,  perdeu três, sem contar com o enorme prejuízo que teve com a viagem e estadia em Rio Branco, no Acre, a equipe que foi desclassificada.
Desde que a notícia chegou, no meio da semana passada,  a coisa começou a esquentar nas hostes bicolores. O treinador Edson Gaúcho, que sentia a possíbilidade  de seu time subir,  viu de um dia para outro,  as coisas mudarem e a chance de ascensão praticamente cair por terra. Isso, certamente o deixou nervoso,  e preocupado com a equipe que botaria em campo contra o  CRB.  Também vazou na Imprensa que que Gaúcho havia discutido com alguns jogadores, principalmente Wagner,  Sandro e Zé Augusto, os dois últimos,"queridinhos da torcida", e também os mais veteranos, ambos perto dos 40 anos. Ontem, os dois, Zé Augusto e Sandro, não foram sequer relacionados para o banco. Mas Gaúcho, parecendo querer "arengar" com a dupla, levou Vanderson, outro veterano, e como titular.
Edson Gaúcho tem um estilo meio a la Felipão. É meio grosso, "é mais ele", grita muito e tem fama de também não ser muito simpático com jogadores e nem com funcionários.
O técnico errou quando discutiu com jogadores. Pelo que se entende, perdeu o comando, se é que um dia teve. Sobre  a equipe que mandou a campo ontem, mais uma vez com o atacante Josiel e sem os dois principais jogadores da equipe, Thiago Potiguar e Héliton, juntamente com Robinho, Edson errou mais uma vez. Preferiu exercer  sua vaidade, fazer suas vontades, preterindo o que necessitava  o Paysandu, pois no primeiro tempo de ontem, foi visível que os bicolores deveram  à sua torcida. Porém, com a entrada de Potiguar e Héliton, o time melhorou 100 por cento. Mesmo com o gol que tomou logo no início da segunda etapa, não se entregou. Foi até o fim em cima do CRB, que se fechou na defesa, ficando aproveitando só os contra ataques e conseguiu a vitória.
O Paysandu perdeu. Até o técnico.  Mas a história poderia ter sido diferente se os dois atletas -Potiguar e Héliton-  estivessem  em campo no primeiro tempo. Talvez Gaúcho pense até de outra maneira, mas qualquer equipe que joga em casa, necessitando vencer, tem que entrar decisiva. Com um time  montado para a ganhar, fazer logo um gol ou mais. Como vem entrando nas ultimas partidas, fica difícil o Paysandu chegar lá. Robinho, Héliton e Thiago Potiguar têm vaga de titular na equipe. Se Gaúcho ou qualquer outro técnico não vê isso, é outra história.
Agora o item classificação é bem mais difícil, ela ficou  complicadíssima. Só resta ao time bicolor uma partida em casa, contra o Luverdense. As outras duas são fora, bem mais difícil de ganhar, mesmo porque nem em casa as coisas estão acontecendo. O novo técnico que assumir, pode ser local ou de fora, vai ter muito trabalho. Primeiro para apagar o fogo dos veteranos Zé Augusto e  Sandro. Depois para salvar uma equipe que na semana passada estava à beira da classificação, mas que agora está igual a seu presidente: à beira de  um ataque de nervos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nat King Cole: a voz que encantou o mundo

Sou encantado com algumas vozes da música mundial. É coisa antiga, desde garoto que ouvindo meu pai tocar violão, sanfona ou gaita, seu principal instrumento, ele cantava ou alguém ensaiava de cantar e eu já fazia comentários com ele, se gostava ou não. Desde esse tempo passei a admirar a voz de alguns cantores. O principal deles foi Nat King Cole, um cantor e pianista americano, negro e anti-racista, intérprete de jazz e blue, de voz aveludada e simplesmente maravilhosa. Me interessei tanto pela voz de Cole (ele é pai da  grande Natalie Cole, uma da divas da musica mundial), que decorei parte de suas canções, extraidas de um velho vinil de músicas latinas, gravado a partir de uma turnê do cantor por vários países da América do Sul e Caribe, inclusive Brasil.  Cole gravou em espanhol e em português, canções da América Latina, iclusive Cuba, com artistas brasileiros. No disco Salsas, Boleros, Sambas canções, e outros ritmos latinos e brasileiros.
"Aqueles ojos verdes", "Ansiedad", "Cielitolindo", "Besame mucho", "Quizas, quizas, quizas", "Nature boy" e as brasileiras  "Suas mãos" e "Ninguém me ama", esta com a genial cantora de bossa nova Silvinha Teles.
Nat King Cole morreu muito cedo com pouco mais de 60 anos. Fumante compulsivo, consumia três maços por dia, o que o levou a contrair um sério problema pulmonar.  Foi um choque mundial sua morte, pois além de grande músico e cantor, era também ator de vários filmes americanos.
Após conhecer sua obra de canções latinas, passei a ouvir seu trabalho original com canções genuinamente americanas. Talvez a genialidade vocal de Nat King Cole até o presente seja insuperável. Mesmo que seu irmão, Fred Cole, um bom cantor de jazz e como Nat pianista, tenha feito relativo sucesso talvez pelo timbre de voz parecido,  a voz do pai de Natalie Cole penso,  até hoje é lembrada pelos americanos amantes da boa música.
"Blue gardênia", "Stardust", "Monalisa", "Fascination", "Unforgettable", esta com sua filha Natalie, algumas das centenas de canções imortalizadas pela bela voz de Nat King Cole,  são consideradas intepretações inesqueciveis, embora também, como clássicos americanos, tenham sido gravadas por grandes nomes como Willie Nelson, Johny Mattis e Frank Sinatra. Todos grandes cantores e Willie e Mattis duas belíssimas vozes. Mas como Nat King Cole, nenhum deles pode ser comparado. Nat era o mestre de todos!
O Blog presenteia seus seguidores e navegantes com a incomparável  voz de Nat King Cole cantando a lindíssima "Fascination". Belamente linda!

O grande exemplo de Fred

O exemplo de dedicação, responsabilidade e até de amor que o atacante Fred deu ontem no jogo do Fluminense, seu time, contra o Coritiba, foi algo inusitado e raro de acontecer nestes tempos bicudíssimos em que vive o futebol. Depois de viajar mais de 26 horas, ou seja, todo o dia de quarta-feira e um pedaço da quinta, o atacante, que estava servindo à Seleção Brasileira, chegou á concentração do Fluminense, sua equipe, depois das 4 horas da manha de ontem e depois de alguns papos com os colegas, foi dormir mais ou menos  às 6 horas e, ao acordar,  se preparou para a importante partida contra o Coritiba e fez oque fez.
O Fluminense fez um esforço pagando um frete especial para trazer o jogador, que mesmo dormindo algumas horas, não dava muita confiança à torcida pó de arroz. Mas ao técnico Abel Braga, dava.
Entrou em campo e foi o homem do jogo. Com três golaços, um deles numa meia bicicleta espetacular, Fred não mostrou irritação nem cansaço em nenhum momento:  deixou a Comissão Técnica, Diretoria, seus colegas jogadores e a imensa torcida tricolor cheia de orgulho. Fred mostrou o quanto tem responsabilidade, o quanto "veste a camisa" do Clube que joga, o Fluminense.
Fred fez jus ao esforço dos dirigentes do Flu.
Quando os jornais mostram exemplos nada honrosos de jogadores e técnicos, que se agridem se desrespeitam, causando crise em suas  equipes, e no mesmo momento um jogador dá um exemplo de dedicação e responsabilidade  como este  dado por Fred, juntamente com  seu técnico Abel Braga, aí se para e se pensa: ainda dá para se imaginar o futebol como um grande esporte, feito por grandes homens. Como Fred, Abel e todo o elenco de jogadores do Fluminense. 
E com isso quem ganha: Os que amam o futebol!
P.S.: O atacante do Santos Neymar, fez mais ou menos o mesmo percurso que Fred fez,  já que os dois estavam servido à Seleção Brasileira.  Só que enquanto Fred jogou normalmente e fez três importantes gols para sua equipe, Neymar jogou pelo seu time contra o Atletico Mineiro, mas  mostrando em todos os lances um tremendo stress. Tanto que do nada,  discutiu com o árbitro, ganhou um Cartão Amarelo, irritado e com deboche bateu palmas para o árbitro e ganhou um Vermelho como "Prêmio". Quanta diferença: de caráter e de experiência! Que Neymar aprenda enquanto é jovem  e mude!

O Poderoso Chefão!

Este escriba tem plena consciência que para se chegar à elite do futebol, a Série A, quem está na pindaíba como estão nossos clubes, o único caminho é começar de baixo, ou seja da Série D ou C, onde está o Paysandu agora. Mas devo confessar que as Séries C e principalmente a D, são horríveis: além de desorganizadas, os clubes têm que bancar suas próprias despesas porque a"madrasta" CBF não ajuda em nada. Na verdade, além de tudo, é uma humilhação.
 A saída do futebol, seria Teixeira fora da CBF.
Vejam a situação do Paysandu. Depois de estar na porta de entrada da Série B, graças a vitória que teve fora de casa contra o agora desclassificado Rio Banco, graças à decisão do pleno do STJD ontem, de tirar a equipe acreana da competição,  perderá três pontos  e terá que se conformar com a decisão que a gestora do futebol brasileiro tomar, cuja palavra final sairá, ao que parece, hoje. Ou seja: além de perder três pontos, poderá ter que jogar outra vez fora de casa, desta feita contra o Luverdense, que poderá  assumir a vaga do Rio Branco; não será reembolsado no prejuízo da viagem e estadia que teve para o Acre; terá que se conformar em ficar com três pontos, em segundo lugar, já que com a mudança, o CRB assume o primeiro lugar, com quatro pontos, e viverá na incerteza da possível classificação -que estava na boca!-, graças aos cinco jogos que terá pela frente. 
Vale lembrar que isso tudo ainda são hipóteses, pois a CBF poderá decidir que com a eliminação do Rio Branco, em vez de quatro clubes participantes, fiquem somente três, perdendo o Luverdense a vaga que tanto sonha em ter de volta.
Uma loucura, confusão medonha, geléia geral! Tudo isso porque justiça, apesar da palavra, assim como é a comum, funciona a do futebol: um prende, outro solta. Um condena, outro absolve.
Uma pena que infelizmente as coisas funcionem assim: para determinadas situações, não vale o direito do consumidor, o Ministério Público, etc. O mundo do futebol tem sua própria lei, sua própria justiça. E nela quem manda é o Poderoso Chefão Ricardo Teixeira.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma viagem de trem com muitas cores



                                           Atente para a beleza destes lábios cor de açaí...

Não nego para ninguém que sou caetanista. Sou grande admirador da obra de Caetano Veloso e Chico Buarque, principalmente, dentre outros grandes nomes de nossa música popular. Ontem tirei para ouvir  música. Dos nomes do rock  que admiro, como Eric Clapton, que gosto muito, mas não deu para ir ao show,  curti umas poucas e boas. Mas o fino mesmo foi Caetano, que embalei canções como "Trem das cores", "Beleza Pura", "Eclipse oculto", "Menino do Rio", "Terra" e muitas outras.
A canção "Trem das cores" é meio magica. Parece que estamos num vagão desbotado de trem, numa viagem longa, onde ficamos admirando as dezenas de cores de objetos, pessoas, de situações que vão passando lentamente, embora rápidas, numa verdadeira aquarela multicolorida. Caetano desenha com sutis pinceladas  na música uma poética juvenil, cheia de alegria e frases perfeitas, como "...azul que não há. Azul que é pura memória de algum lugar". Ou: "Teus cabelos pretos explícito objeto. Castanhos lábios. Ou pra ser exato, lábios cor de açai". 
Simplesmente linda. Vejam o quanto Caetano passeia com as cores em "Trem das cores. Ah. É um presente do Blog, para seguidores e navegantes.