quinta-feira, 30 de julho de 2015

Eleição da FEPAR será dia 13 de Agosto

Ontem, véspera da eleição da FEPAR (Federação paraense de Remo), que seria hoje, através de documento passado aos clubes filiados e credenciados a votar,  o presidente Luizomar Costa apresentou proposta para adiar para o dia 13 de Agosto o pleito que elegerá seu sucessor.
Segundo Luizomar, que procurou este escriba e os outros dirigentes náuticos ontem e fez a proposta devidamente documentada, o motivo do adiamento é que ele terá que viajar para o Rio de Janeiro amanhã, dia 31, portanto fica muito apertado o tempo para possíveis trâmites e discussões pós eleição, como também a prestação de contas que ele está arrumando e pretende entregar após a eleição, juntamente com o cargo.
A justificativa de Luizomar foi aceita pelos clubes e pelos candidatos, uma vez que quando registraram suas chapas, devido o pouco tempo para o pleito, não deu para apresentar suas propostas aos clubes que praticam remo no Pará.
Até o presente três chapas já se credenciaram para o pleito, mas comenta-se que existe a possibilidade de uma chapa de consenso com nomes que têm história e estão dispostos a trabalhar em prol do esporte náutico paraense.
Espera-se que agora tudo corra a contento, pois Luizomar disse que já está providenciando o edital para publicação com todos os detalhes, inclusive local. da eleição.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Perigo: Segundinha pode ter até 20 clubes

Somente no próximo dia 14 de Agosto vindouro a FPF definirá quantas e quais equipes participarão da Segunda Divisão.
São pelo menos 20 equipes, de acordo com o Congresso Técnico que aconteceu no último dia 13, quando 19 equipes estiveram presentes e apresentaram documentação de regularidade junto à FPF.
Temos que dar todo apoio ao Lucena
Na segunda reunião com os representantes das equipes acontecida ontem,  ficou decidido que somente no dia 14 de Agosto será definido o número de clubes que disputarão o torneio da Segunda Divisão.
A quantidade de equipes que possivelmente disputarão a Segunda Divisão  preocupou este escriba e a muitos cruzmaltinos, que sabem que a concorrência será muito grande, pois poderão participar do torneio 20 clubes ou mais, já que serão as equipes que participaram da antiga Segundinha ano passado e as que disputaram a desfeita Primeira Fase do Parazão, ou seja, juntos, serão possivelmente 20 ou até mais clubes.
Além das equipes de menor expressão, mas que poderão vir fortalecidas, a Segunda Divisão deste ano terá times de qualidade como Ananindeua, Castanhal, Águia, Gavião, que certamente serão empecilhos para a chegada da Tuna à Primeira Divisão, já que serão classificadas apenas duas equipes. 
Será uma luta das mais árduas e só será premiada com a classificação quem estiver realmente com uma equipe de qualidade.
Segundo Carlos Lucena, a Tuna vai entrar para fazer bonito e conseguir uma das vagas, embora ele saiba que não será uma tarefa fácil.
Para conseguir sucesso a Tuna vai necessitar de uma fundamental apoio da diretoria do clube, que tem que priorizar o futebol cruzmaltino, hoje tão carente e precisando dar alegria à sua torcida.
Após a reunião do dia 14 de Agosto, quando serão definidas as equipes e as chaves, no dia 19 seguinte haverá uma nova reunião do Conselho Técnico, quando será distribuída a tabela do torneio.
O início da Segunda Divisão está previsto para o dia 19 de Setembro, portanto um mês após a distribuição da tabela dos jogos.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Uma seleção "brasileiramente" brasileira!

Uma das coisas que sempre falo quando o assunto é seleção brasileira, é a falta de critérios nas convocações. Hoje, nossas seleções são sempre formadas por jogadores que atuam fora do país, principalmente na Europa, há tempos o maior palco das grandes equipes mundiais.
Claro que reconheço que hoje, os melhores jogadores do mundo atuam na Europa, isso é fato. Mas é fato também que os jogadores que são convocados para a Seleção Brasileira, em sua maioria, não conseguem quando atuam pelo escrete nacional, reeditar as mesmas atuações que têm em seus clubes.
Aí é que vem minha maior critica. Os brasileiros são bons de bola em seus clubes, porque muitas vezes as equipes jogam em função deles ou vice versa. Mas na Seleção são quase sempre um desastre.
Fora aqueles casos em que, inexplicavelmente, alguns jogadores bem "normais", são convocados. É o caso de um Fernandinho, um Firmino, um David Luiz, um Thiago Silva e muitos outros.
São muitos, com certeza, que não têm talento suficiente para vestir a jaqueta amarelinha, outrora tão honrada por atletas como Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino, Carlos Alberto, Romário, Bebeto, etc.
No domingo, assisti a um jogo da seleção Brasileira Olímpica e vibrei com o talento e, principalmente, o empenho dos garotos.
Combinando raça com talento e disciplina tática, os garotos do Brasil venceram facilmente o Canadá por 4 a 1, com seriedade e competência.
E o time é formado só por garotos na faixa dos 18 a 22 anos, todos, que eu saiba, atuando no Brasil, sem muita marra e as elocubrações naturais dos nossos atletas milionários que atuam na Europa e, deixam claro, tanto faz perder como ganhar.
Vou defender sempre uma seleção brasileira formada por jogadores que atuam no Brasil. Uma Seleção que seja escolhida por técnico ou técnicos brasileiros que têm talento suficiente para formar uma boa equipe, sem precisar "importar" jogadores sem talento e os que são bons de bola, não têm amor à camisa.
Uma seleção que seja convocada sem política, sem negociatas, fazendo com que o atleta nacional jogue com alma, com garra, sem a  necessidade de mostrar na TV o cabelo mais bonito, a tatuagem maior e mais bem feita. Jogue por amor ao país, pra vencer. É a história de "por o amor á pátria no bico da chuteira".
Não gosto de saudosismo, mas é importante lembrar, que desde que o Brasil passou a ser um dos maiores celeiros de jogadores que atuam na Europa, nossa Seleção nunca mais foi a mesma.
Os caras saem pirralhos daqui ou então em plena formação, com 17, 18 anos. Daí até se naturalizam europeus, perdem o feeling de jogar pelo Brasil sem ser para aparecer para os outros. Isso tem que mudar. Os brasileiros têm que aparecer para o Brasil, para os brasileiros, que são amantes de futebol!
Quem lembra da seleção de 2002, a última a ganhar um título mundial? Talvez lembre de alguns poucos. Mas da maioria, um monte de perebas misturado com poucos craques, poucos devem lembrar.
Mas a de 82 e a de 70 (a melhor de todos os tempos), até quem não alcançou se lembra do nome dos jogadores.
Pois é. Engraçado que todos eles (ou pelo menos 80 por cento) atuavam no Brasil.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Sub-20: Tuna entrará em campo pra vencer

A palavra de ordem "é vencer e ganhar o título"
A equipe de futebol Sub -20 da Tuna enfrenta o Paysandu amanhã, 9,30h, no estádio do Souza, na partida de volta da decisão do Campeonato da categoria.
No jogo passado, na Curuzu, a Tuna jogou bem o primeiro tempo mas no segundo, demonstrando um certo cansaço, entregou o ouro nos minutos finais, perdendo o jogo por 2 a 0.
Para nós cruzmaltinos, carentes de um  time profissional que alivie nosso sofrimento de anos e anos sem sequer disputar o Parazão, uma vitória dos garotos amanhã que se reverta no título, será sem dúvida,  uma alegria imensa.
Confesso que estou confiante, embora temeroso (dá pra entender?).
É isso, confiante de que precisamos de uma vitória; temos que vencer a partida e ganhar esse título. Mas temeroso porque vejo uma certa dificuldade de nossa equipe, que em dado momento  cansa e demonstra inoperância nas finalizações. Isso acontece talvez por termos,  também, uma certa carência no meio de campo, onde os meias não estão conseguindo fazer a bola chegar nos atacantes.
No jogo passado, quando fomos derrotados por 2 a 0, o técnico Marabá, durante um certo momento da partida,  recuou muito o time, dando a impressão que o escore de 0 a 0 era bom para a Tuna. 
Na partida de amanhã a Tuna não pode jamais fazer isso. Tem que entrar em campo decidida a fazer gols e se possível no início do jogo. Se conseguir furar o  bloqueio do Paysandu, que tem uma defesa claudicante, que mostrou muitas indecisões, é partir para fazer o maior número de gols possíveis.
Se no decorrer da partida ficar caracterizado que a decisão será em penalidades máximas, o técnico tem que ter em campo jogadores que possam definir os penais, para não ter que improvisar.
A Tuna tem uma partida muito importante. Decisiva em todos os sentidos, apesar da equipe já estar classificada para a Copa Norte Sub-20. Para os garotos, seus familiares, o técnico Marabá e principalmente para a torcida cruzmaltina, esse título é importante. Muito importante.
Estarei presente, pois quero comemorar, gritar pelo meu clube. Vamos todos lá, galera tunante!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Tuna a um passo da final do Sub-20 de futebol

Equipe de futebol Sub-20 e Comissão Técnica da Tuna Luso Brasileira
Embora a Imprensa não noticie: as emissoras de Rádios, TVs e nem os jornais, a equipe de futebol da Tuna Luso Brasileira Sub-20 está na semi-final do Campeonato da categoria e joga a partida de volta, amanhã, contra o Castanhal, no estádio do Souza.
É lamentável e até vergonhoso que ninguém divulgue isso. As emissoras de rádios, que tem em sua grade de programação esportes várias vezes por dia; as TVs e os jornais não falam que existem quatro equipes disputando as semi-finais do Campeonato Paraense de Futebol Sub-20 e amanhã sairão as duas finalistas.
De um lado jogarão Paysandu e Desportiva e do outro Tuna e Castanhal. As equipes vencedoras estará classificadas para disputar a grande final.
A Tuna está bem preparada e é importante que a torcida cruzmaltina tão carente de futebol, vá ao Souza prestigiar a equipe Sub 20,que poderá ser base da equipe profissional que disputará a Segundinha.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Na Sede Náutica, a luta continua!

Nossa bandeira não pode parar de tremular
Como cruzmaltino, se pudesse, disputaria e venceria em todos os esportes, até cuspe à distância. Como hoje nosso clube não está no futebol, que é o esporte que eu mais gosto, e estou dando minha contribuição, juntamente com Mário Mangas,  Gerardo Monteiro e os membros da Confraria, à Garagem Náutica, desde que assumimos estamos preparando o espaço para que as vitórias venham. Mas, como os outros companheiros, tenho pressa, quero logo vencer!
Nestes um ano e quatro meses na garagem fizemos muito dentro da realidade econômica que temos. Com apoio de muitos colaboradores, principalmente os que ajudam com um carnet mensal, e da Diretoria, conseguimos colocar portas de ferro novas,que substituíram as velhas e quebradas grades;  refazer toda a Copa; reformar (praticamente refazer) dois banheiros, masculino e feminino; pintar toda a frente da garagem com as cores da Tuna, inclusive portas e janelas; tirar infiltrações; comprar e colocar telhas novas;  gradear a porta da frente, protegendo a entrada contra invasores e mais pequenos serviços como retirada de mato na frente do prédio por mais de duas vezes.
Conseguimos comprar um barco, um Dois Com, do remador Morgado; através do amigo e ex-jogador da Tuna Bosco, ganhamos 12 garrafões de água mineral por mês; com o GB Alírio Gonçalves conseguimos 20 litros de gasolina semanalmente; Do membro da Confraria Levi, ganhamos uma máquina de jato d'água e um televisor de 29 polegadas com o controle remoto.
E com a pequena mas importante arrecadação mensal com os carnets, muitas outras coisas estamos fazendo em prol do esporte náutico da Tuna. Como passagens de ônibus para os atletas e um café da manhã de qualidade, com bolachas, biscoitos (da Trigolino), café, leite e uma boa quantidade de pães doados diariamente pela Panificadora Pão Dourado, de nossa propriedade. Agora estamos começando a construção da nova rampa, que esperamos em um mês concluir.
É pouco ainda. Falta muito para concluirmos nosso modesto projeto para a Garagem. Precisamos de barcos, de remos e de um  recurso mensal que nos permita dar uma ajuda de custo a pelo menos alguns atletas mais carentes, tipo uns seis ou oito, uma média de 200 reais mensais. 
Se compararmos os 200 reais que queremos dar para cada atleta, com o que nossos adversários fazem dá até para rir. Eles, além de levarem nossos atletas com promessas de salários que chegam até a 3 mil reais mensais, ainda trazem remadores de fora, como o Paysandu fez na última regata, trazendo um argentino e uma atleta do Botafogo. E é porque eu lutei para que houvesse um limite nessas importações, já que na última regata do ano passado o Paysandu trouxe 12 atletas de fora, entre argentinos e cariocas. Particularmente acho uma afronta ao esporte e aos atletas paraenses
É uma luta árdua. Só quem está lá, quem gosta, quem ama, quem sofre, sabe onde o sapato aperta. 
Poucos sabem o trabalho social que é o esporte de remo, pois os remadores, em sua maioria, são jovens da periferia, de bairros humildes como Jurunas, Estrada Nova, Guamá, Terra Firme, etc.
As autoridades, Governo e Prefeitura,  não ajudam em nada. A Sejel da Prefeitura prometeu  para nós uniformes e o café da manhã, mas o secretário nem sequer atende nossas ligações. E isso custa uma merreca comparando com os gastos que a Sejel tem com outros esportes.
Mas vamos continuar na briga. Esse desabafo é para melhorar nossa cabeça, que fica cheia de perturbações por não ganharmos. Na realidade há explicações, mas como disse no princípio, sou daqueles tunantes ranhetas, apaixonados, que não querem perder.
"Quero sempre vencer; sempre empunhar e colocar minha bandeira verde e branca no topo. E podem crer. Vamos conseguir".

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Remando contra a maré!

Ontem na regata em que Tuna, Remo e Paysandu participaram, vencida pelo Paysandu, tive (vou usar a primeira pessoa) todos os motivos para sair irritado e triste da estação, ao ponto de ter que me isolar durante umas duas e refletir sobre muitas coisas.
Tenho me dedicado, juntamente com meus companheiros Gerardo e Mangas, do que podemos dizer "salvação" da garagem náutica, que estava completamente abandonada, ao ponto de em 2013, ao longo de cinco regatas, ter conseguido apenas duas duas vitórias.
Sem barcos, sem remos, sem atletas, sem apoio, o técnico Lindão fazia o que podia, e podia pouco, por isso a coisa caminhava parra o fechamento.
Quando o Charles e o joão ganharam, convidaram-me para assumir a garagem, conversei com meus amigos da Confraria e eles falaram que me ajudariam.
Conversei que sei que para manter a garagem com café da manhã, que engloba pão, bolacha, café, leite, manteiga, mais passagens de Ônibus de atletas, anuidade paga à FEPAR,  inscrição nas regatas, transferências  de atletas e outras coisas pequenas, chega-se pelo menos a 2 mil reais mensais. (só para manter, isso sem adquirir barcos, remos, etc.).
A Tuna sempre se manifestou que não poderia ajudar com nada, ou seja, tenho que me virar, porque para o esporte náutico não existe dinheiro.
Bolamos um Carnet e com apoio dos amigos, fizemos um trabalho para arrecadar entre 600 e 700 mensais. Conseguimos bolachas, biscoitos e macarrão com a Trigolino e minha panificadora passou a doar 30 pães diários. A princípio foi dando para manter com dificuldades,  mas com o tempo, muitos deixaram de colaborar, porque as coisas foram ficando difíceis e nessas horas os supérfluos têm que ser sacrificados.
Mesmo assim, fomos em frente. Conseguimos com o GB Alírio Gonçalves, fizemos uma feijoada ano passado e com o que arrecadamos compramos um barco, 2 com, do remador Morgado, com a sobra pintamos toda a frente da Sede náutica.
Este ano formamos uma equipe maior, mas perdemos alguns atletas para Remo e Paysandu, que continuaram a cooptar atletas nossos, agora com benesses maiores: salários. Foram vários, o último deles o Waldonilton, recebemos 2 mil reais por mês (ontem ganhou duas provas pelo Remo).
Tentei mostrar à diretoria que se não déssemos pelo menos uma ajuda de custo, tipo de 200 reais para alguns atletas, sempre iríamos participar, mas vencer era um pouco difícil.
Não recebi retorno e está aí o resultado. Ontem embora tenhamos sido inscritos em sete provas, só participamos de quatro e vencemos duas. Uma atleta pegou uma virose e passou duas semana sem treinar. Se eu tivesse um apoio maior, poderia ter resolvido o problema dela em uma semana e ela teria remado ontem. Outro atleta ontem durante a regata, passou mal em plena prova. E o Oito, que estava certo que iríamos remar, não deu porque o atleta que passou mal era justamente o oitavo que entraria no Oito Gigantes.
É muita dificuldade, muita luta e muito amor, podem crer. Para que todos tenham idéia da situação, para participarmos de uma regata, temos que desembolsar em torno de 2500 reais com taxas à FEPAR. O Clube diz que não pode ajudar com nada e ontem na Regata não tinha sequer um diretor da Tuna, a não ser eu presente. Nem sequer ligaram para desejar sorte à equipe. Ou seja, parece que não existimos. É complicado, manos!
Mas não vou desistir fácil, pelo menos por ora. Vou iniciar os trabalhos da construção da rampa, com o que temos da feijoada, e concluir.  Vou esperar a chegada do companheiro Gerardo, conversar com ele e o Mário Mangas e ver o que vamos fazer, o que é melhor. 
Sinceramente estou muito triste, sofrido, porque sou apaixonado e dedicado mas vejo que os apoios não existem e isso desestimula a qualquer um.  Enquanto nossos adversários trazem atletas de fora (Paysandu ontem trouxe um argentino, que venceu a prova, e uma atleta do Botafogo), nós não temos como ajudar um atleta com 200 reais mensais!. 
Pelo desabafo, peço desculpas aos cruzmaltinos, sócios da Tuna, seguidores do Blog, amigos, mas não consigo ficar calado.
Nossa história poderia ser diferente, com apoio o sucesso viria em todos os esportes onde em 112 anos fizemos o nome da Tuna. Mas a realidade é bem diferente. Salvar dá para salvar, mas ganhar títulos está bem difícil!