terça-feira, 31 de maio de 2016

Camisa da Tuna em Portugal


                                  
                                           Entrega da camisa da Tuna por Pina ao secretário Carneiro

O Conselheiro das Comunidades Luso Brasileiras Luiz Paulo Pina, em recente viagem à Portugal, durante recepção no Palácio Belém, entregou ao sr secretário das Comunidades Portuguesas Dr José Luís Carneiro, uma camisa oficial da Tuna Luso Brasileira e um livro com a história do centenário Clube paraense. Ao receber os presentes o Secretário José Luis Carneiro agradeceu ao mesmo tempo que mostrou-se bastante entusiasmado com a história da Tuna e garantiu a Luiz paulo Pina que na sua próxima viagem à Belém fará uma visita às instalações da Águia. A entrega foi feita após reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas.
Essa reaproximação da Tuna com a Comunidade Luso Brasileira, contando com a simpatia do Conselheiro Luiz Paulo pina e do Secretário, pode ser o reinicio de um convívio mais harmonioso e frutífero para a Tuna, que hoje passa por situação delicada e precisa de apoio de cruzmaltinos e de quem simpatizantes.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Fora do Campeonato de regatas, torcida pergunta: para onde vai a Tuna?

Ontem foi um daqueles dias chato, tristes. Pela manhã ainda ensaiei ir para a Regata, a segunda patrocinada pela FEPAR, mas resolvi não ir. Um telefonema de um amigo, como eu,  apaixonado pelo esporte náutico e que todas as regatas está lá para conversarmos, cobrando a não participação da Tuna nesta segunda regata, tirou minha vontade de ir e quase me faz chorar de raiva e tristeza.
Fiquei em casa pensando, imaginando o quanto é lamentável o sacrifício de uns, misturado ao sofrimento; com o riso de outros, descomprometidos com qualquer  causa que seja.
Lembrei de meu amigo recentemente falecido GB João Rito, um de meus companheiros nas regatas. Muitas vezes, ia buscá-lo em sua casa para assistirmos juntos a regata. E na maioria das vezes saíamos felizes ao ponto de irmos à sede da Tuna tomarmos umas para comemorar.
Ontem não tinha clima, por isso não tinha tesão pra ir ver regata, não tinha alegria.
Tipo meio dia liguei para outro amigo que é ligado também ao esporte náutico e este, repetindo o anterior, cobrou minha presença, ao mesmo tempo que falou da tristeza da disputa do Campeonato de Remo sem a participação da Tuna. Quis saber só o resultado, pedi desculpas e desliguei, evitei levar papo adiante e explicações que não sou quem devo dar.
O fato é que hoje o Campeonato Paraense de Remo tem apenas duas agremiações disputando -por sinal estão empatadas, porque o Paysandu ganhou a primeira regata e o Remo ganhou a de ontem.
A beleza de uma disputa democrática, onde a Tuna sempre foi a equipe reveladora de bons remadores -e ainda a mair ganhadora de títulos na baía do Guajará!-, parece que virou passado. Pelo andar da carruagem, tudo leva a crer que a Tuna não participará também da próxima regata, que será no dia 26 de Junho próximo. A equipe não tem atletas, os do ano passado estão todos espalhados por Remo e Paysandu (seguindo no esporte náutico, o caminho "normal" que sempre predominou no futebol: a Tuna revela e eles levam). Até o técnico Lindão, que não se sabe se está ou não mais na Tuna, não fala nada sobre o futuro do clube no esporte náutico.
A diretoria da Tuna, nem a de Esportes Náuticos nem a Diretoria Executiva do clube falam nada. Ao que parece a tendência é jogar fora uma tradição de mais de 100 anos, pois a Tuna foi a primeira a iniciar o esporte náutico em 1906, vindo tempos depois os outros dois.
Não vou ficar aqui me lamentando,  mas penso que a história poderá julgar em futuro os que acabaram com os nossos esportes, principalmente aqueles em que a Tuna sempre se destacou e foi a única equipe a ganhar um Decacampeonato (1948 a 1957 e que ainda hoje é a campeoníssima do Estado do Pará.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Tuna fora da segunda Regata, dia 29

No Domingo 29 de maio teremos mais uma Regata pelo Campeonato paraense de Remo. E mais uma vez, para tristeza nossa, a Tuna não participará do evento. 
O que está acontecendo, por que a garagem está nessa situação?,  perguntarão os cruzmaltinos mais apaixonado e e até os que não torcem pela Tuna mas admiram o esporte náutico.
O lamentável de tudo isso é que nem o diretor de esportes náuticos nem a diretoria executiva do Clube falam nada, não comentam.
Participo de alguns grupos de pessoas que remam e gostam de esportes náuticos, e sempre procuro me informar alguma coisa sobre a nossa Águia. Mas nada sabem.  Segundo eles, a diretoria náutica da Tuna, ao que parece, jogou a toalha, pois no clube não existem mais atletas.
Conversando dia desses com a senhora que trabalha, Dona Hilda, ela me informou que embora vá todos os dias na garagem, o que existe lá são dois ou três garotos com idade tipo 12 ou 13 anos, sem a menor condição de remar. "Eles vão porque o Ademar vai com eles para incentivar", diz uma Dona Hilda triste com a situação.
Procuro saber dos atletas que até pouco tempo estavam na Tuna, tipo uns quatro ou cinco que poderiam fazer pelo menos um ou dois páreos numa regata. "Há muito tempo que estão no Paysandu, o Seu Lindão levou eles pra lá", responde.
É essa a situação da Tuna na náutica. Sem atletas, o diretor -que parece ou está desgostoso ou sem tempo, pouco vai lá-,  e ate a funcionária me falou de sua tristeza por ver a situação da garagem, em completo abandono.
No início do ano, embora sem querer interferir, me prontifiquei a dar um apoio na Garagem, no que concerne a um modelo de arrecadação. Falei direito com o diretor Fernando Amadeu. Propus ajudar na organização de uma feijoada e fazer uns carnês, inclusive me propondo a arranjar uns três ou quatro doadores mensais. Embora tenha-se mostrado feliz com a idéia, não me procurou, também não insisti.
Amadeu e o presidente do Clube, João Rodrigues, sabem que existem muitos abnegados que gostam do esporte náutico. Talvez se fossem procurados ajudassem, de maneiras que a chama pelo menos ficasse acesa. Mas tanto o diretor náutico como o presidente têm o seu estilo de trabalhar. 
O certo é que pelo andar da carruagem a Tuna, pela primeira vez em sua história, passará um ano sem disputar o campeonato de remo. A Águia foi a única a nunca se licenciar junto à FEPAR. Mas como não existe indícios de que ainda formará equipe para este ano, e depois da segunda regata sem atletas e se treinamento fica cada vez mais difícil, acho que pelo primeira vez o pior vai acontecer.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Rito: um homem e seu legado

O GB João Rito com este escriba e os amigos Ismar e Francisco (Ferrete)
A Tuna perdeu na noite de segunda feira, um de seus baluartes. João Ribeiro Rito Nunes, Grande Benemérito,  é o terceiro grande cruzmaltino que desaparece no pequeno espaço de seis meses. Em outubro, faleceu nosso grande amigo (e muito ligado ao Seu Rito), Carlos Pampôlha, o Carlito; e em Fevereiro se foi o .
companheiro Orlando Bordallo.
Nossa já quase minúscula galeria de torcedores cruzmaltinos assim vai se esvaindo, a maioria deles hoje entre os 40 e os 80 anos, e já há quase 30 sem ver a nossa Águia Guerreira ganhar um título.
João Rito era um tunante diferenciado. Apaixonado pelo Clube, onde serviu e participou por décadas como Diretor Administrativo, Vice Presidente, em algumas ocasiões como Presidente, mas principalmente como torcedor, comprometido com os esportes, o social,  com a administração e até com o futuro do Clube.

Convivi com João Rito por muitos anos, mas durante dois anos seguidos passamos o dia juntos, como dirigentes da Tuna Luso Brasileira. Foi um período onde aprendemos a conhecer melhor um ao outro: de um lado, um senhor experiente, dedicado, competente, conhecedor de todos os meandros de uma gestão, além de apaixonado ao ponto de dedicar de quatro a seis horas diárias de seu tempo ao Clube. Almoçávamos na Tuna, conversávamos sobre os esportes, o passado, traçávamos nossos planos,  enfim, foi uma convivência que surtiu efeitos e resultados em todos os setores da Tuna, pois Seu Rito além de Vice, era também Diretor Administrativo, e juntos comandávamos ações de todos os setores da nossa Tuna.
Sempre digo que a Tuna só vai andar quando pessoas que estiverem à frente de sua gestão tiverem comprometimento, torcerem pelo Clube, não sejam apenas simpatizantes, tipo "i love Tuna" ou "eu gosto da Tuna". Tem que ser torcedor, apaixonado, comprometido até a medula, arranjar tempo e desenvolver ações com toda a diretoria de mangas arregaçada, em qualquer situação, tem que haver apoio e participação de todos os diretores. Seu Rito era assim, um cruzmaltino autêntico, um companheiro leal,  pronto para apoiar e ajudar em qualquer situação, desde que para o bem do Clube.
Ultimamente, Seu Rito andava meio triste com a Tuna. Nas nossas últimas conversas prometeu que nunca mais iria participar de organização de Estatuto, pois ano passado, juntamente com Salatiel Campos, ele e eu participamos trabalhando várias noites das mudanças e adequações do novo estatuto do Clube e ao final,  o presidente do Conselho engavetou a proposta. Rito não gostou, como também não gostava de algumas alterações que a diretoria fazia sem consultar ninguém na sede do Clube e não entendia, ao ponto de se irritar, a ausência da Tuna nos esportes onde ela sempre se destacou como Futebol profissional,  Regatas, Futebol feminino, etc. Reclamava e dizia que a Tuna sem esportes não era a mesma.
Nos dois últimos anos, quando estive à frente da garagem Náutica, Seu Rito não perdia uma regata. Colaborava com uma quantia mensalmente com nossa gestão, ao ponto de eu me envergonhar quando ele me ligava e pedia para passar na portaria de seu prédio para pegar a colaboração, "mas não esqueça dos recibos", dizia sempre.  Era super organizado.
Seu Rito se foi. A meu ver,  o maior conhecedor do Estatuto da Tuna partiu. Fica para nó - que aprendemos muito com ele, na convivência, no cruzmaltinismo, nas alegrias, nas dores das derrotas, nos nossos erros, nos nossos acertos e, principalmente nas nossas paixões-, a certeza de que aquele a quem sempre recorríamos  cientes de que faríamos as coisas certas, foi um exemplo de cidadão, de probidade, capaz de perdoar até possíveis desafetos, sempre em prol da Tuna, ficará eternamente na história da Tuna Luso Brasileira, como um grande gestor e um cruzmaltino comprometido com o passado e com o futuro de nosso Clube. Meus sinceros sentimento à Dona Marlene e seus filhos e parentes. A Nação Cruzmaltina, com certeza, está de luto. Siga em paz, Seu João Rito!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sem a Tuna, até Remo e Paysandu perdem!

Vi, este final de semana, a saída dos dois únicos clubes representantes de Belém, da semifinal do Segundo Turno do Campeonato Paraense de Futebol. O futebol interiorano, de repente, entra mais uma vez em cena "decomforça" e como vencedor do Segundo Turno pode ganhar o título de 2016, desbancando novamente a dupla Remo e Paysandu, como já fizeram Independente de Tucuruí (em 2011) e Cametá (em 2012). 
Enxergo essa problemática que vivem as equipes da capital paraense desde que a Tuna Luso Brasileira parou de revelar em sua base.  A Tuna sempre foi o maior celeiro de craques do Pará e do Norte e sempre alimentou Remo e Paysandu com bons jogadores. Como a Águia já está há alguns anos fora do Parazão, e suas equipes de base não conseguem também deslanchar, as duas equipes da capital têm que importar a maioria de seus elencos, daí o resultado que todos já sabem.
Ontem tanto Paysandu como Remo mostraram o quanto estão com seus times tecnicamente limitados. Paysandu sofreu para conseguir apenas empatar com o Águia de João Galvão, em Marabá. O time aguiano teve dois gols anulados, embora em impedimento, e quatro bolas na trave do adversário. Isso mostra a superioridade do time de Galvão frente o Paysandu, principalmente na segunda etapa da partida. O resultado tirou a equipe de Dado Cavalcante da semifinal do Segundo Turno.
Já o Remo envergonhou os poucos torcedores que foram prestigiar a fraca equipe frente ao São Francisco no Mangueirão. Um empate melancólico de despedida do Parazão, e o pior: um time caro, com um técnico de salário alto, que não fez sequer o dever de casa.
Ora dirão alguns torcedores: mas por que a Tuna não revela mais jogadores nem tampouco disputa o Campeonato Paraense?  Fácil de explicar: Falta, por parte da diretoria,  comprometimento com os esportes do clube. Sem comprometimento e uma visão da importância dos esportes, dentre os quais o futebol com as escolinhas, categorias de base e o profissional, fica ruim para a Tuna e para o próprio futebol paraense.
A Tuna hoje não participa de esportes onde sempre se destacou, como o futebol profissional, o futebol feminino e o esporte náutico, sem falar no basquete e o Vôlei, onde já revelamos atletas como a campeoníssima Larissa.
Quando a Tuna voltar  -que esperamos seja rápido, porque o time não pode cair no esquecimento como algumas equipes do Brasil-, podem ter certeza que o esporte paraense vai voltar a brilhar no cenário local e brasileiro. Os paulinhos, giovanis, marlons, flamels, arinelsons, jobsons, cametazinhos, pikachus e muitos outros voltarão a aparecer. Aí as torcidas de Beléns voltarão a sorrir, com os craques cruzmaltinos que aparecerão.
P.S.: Se olharmos ainda hoje, vereamos alguns jogadores que foram remanescentes da Tuna em atividades em equipes interioranas. Ontem mesmo, estavam no time de Galvão, Marlon, Analdo e o craque Flamel, que foram da Tuna. Flamel, por sinal, este ano foi autor de dois gols enciclopédicos. O de ontem foi mais um para seu acervo de verdadeiras pinturas.  


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Rafael Chapolin participa de Maratona em SP

Rafael Dalmácio, Tuna e MUC: sempre juntos
O cruzmaltino Rafael Dalmácio acaba de participar de mais uma corrida, desta feita uma multimaratona de 50 quilômetros em terrenos acidentado com muitas trilhas e montanhas. "Foi uma corrida difícil, porque teve pelo menos três mil metros de altimetria, além de muitas trilhas", falou Rafael, que é conhecido por ser uma dos mais fervorosos torcedores da Tuna Luso Brasileira, além de ser um apaixonado pelo Chapolin Colorado, é famoso nesse tipo de competição por correr sempre com a camisa do Chapolin e no final da prova levantar sempre a bandeira da Tuna e da MUC (Movimento Uniformizado Cruzmaltino), a qual ele é associado e um dos mais vibrantes participantes.
A prova aconteceu na cidade de São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo, e Rafael "Chapolin" Dalmácio  conseguiu terminar a prova com um tempo inferior ao limite, que era de 10 horas e ele concluiu em 9h54 minutos.
A família cruzmaltina está de parabéns, pois mesmo que a Tuna não esteja participando da maioria dos esportes que outrora participou, a torcida fiel cruzmaltina quando tem qualquer oportunidade está sempre levantando a bandeira da nossa Águia do Souza,  todos com a esperança que a nossa Tuna volte aos esportes e até quem sabe passe a apoiar o atleta Rafael, como outrora apoiou o campeoníssimo Agberto Guimarães.
Ao Rafael "Chapolin" Dalmácio, nossos sinceros parabéns.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Tuna tem que continuar Rainha do Mar!

Pelo que eu tenho acompanhado do final do ano passado pra cá, a Tuna Luso Brasileira perdeu pelo menos oito atletas para Remo e Paysandu.
A gana dessas duas equipes pelos atletas cruzmaltinos é tamanha, ao ponto de no período em que o campeonato está paralisado eles -dirigentes de Remo e Paysandu- ficam assediando os jovens atletas com promessas financeiras  para que eles deixem a Águia.
Mateus, Henrique, Gabriel Schuster, Gabriel Bastos, Wesley, Tio Bobi, Daniel, Diguinho, estes no final do ano e antes o Paysandu levou a remadora Gabriela (Bibi) e o skyfista Açaí.
Juntando estes problemas de assédio e consequente perda de atletas pela Tuna, com o pouco apoio que a Garagem Náutica tem recebido nos últimos anos, o temor de quem torce pela Águia e dos que gostam do esporte náutico, é a Tuna não participar do campeonato e perder a hegemonia de Campeoníssima Paraense, com 40 títulos.
A situação é meio difícil. A Tuna está carente de atletas, de barcos, de remo. É necessário que haja um movimento, que a meu ver, tem de partir dos dirigentes, no sentido de solucionar os principais problemas para ver se a Tuna passa a remar em 2016 a partir da segunda ou terceira regata. O importante é participar ainda este ano, e da competição, nada de convidada. E formatar uma equipe com apoio mensal ao diretor náutico, no sentido de que a Águia volte a ser a Rainha do Mar.