quinta-feira, 3 de março de 2011

Serra "se rasga" e abandona gravação do programa de Hebe Camargo.

Serra esquentou com Hebe
Serra mordeu-se ontem à noite na gravação do programa de estréia da apresentadora Hebe Camargo que vai ao ar no próximo dia 15 na Rede TV!. O tucano derrotado para presidente não gostou e até passou mal com os elogios por parte dos presentes à apresentação de Dilma Rousseff no Programa de Ana Maria Braga, e com muita raiva, expressa em seu rosto avermelhado, abandonou a gravação do programa, deixando o governador paulista e de seu partido Geraldo Alckmin e a esposa sem entender sua reação de ódio tão explícito. Foi a própria veterana apesentadora  Hebe Camargo, que há pouco tempo foi demitida do SBT e foi contratada pela Rede TV! quem começou os elogios à Dilma. Como havia gravado na semana passada uma conversa com a presidente Dilma no Palácio Alvorada, Hebe aproveitou a presença dos 50 convidados para a gravação de seu programa de estréia para apresentar flashes da conversa com Dilma. Serra começou a não gostar, deixando em claro que ainda não engoliu a derrota para a petista. Mas como o programa era de Hebe, ela se derreteu, como lhe é peculiar, e não contou conversa e só fez  elogiar e elogiar a Presidente. "Esperava encontrar uma mulher brava, séria demais,  mas Dilma é um amor de pessoa. Acredito que ela vá fazer muitas coisas boas", disse Hebe à platéia que aplaudiu. O inssosso e avermelhado candidato derrotado José Serra  não se continha em sua cadeira e quase puxa sua esposa, dona Mônica, louco para deixar o recinto.  E Hebe continuou: "Nunca imaginei entrevistar a primeira mulher presidente do Brasil. A Dilma é uma gracinha", finalizou a apresentadora. Serra, segundo sua assessoria, alegou que não se sentiu bem com tantos elogios. Uma prova de que o candidato tucano derrotado não está preparado -e parece nunca estará!-  para conviver com a democracia. 

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Fado Tropical e a Revolução dos Cravos




"Fado Tropical" é mais uma música de Chico Buarque de Hollanda que mostramos um pouco de  como surgiu. Como na semana passada apresentamos a primeira música de "Histórias de canções", livro de Wagner Homem, onde o autor, depois de muitas pesquisas e conversas com Chico e amigos conseguiu saber a história da maioria das músicas do poeta carioca. Hoje, mostramos como Chico inspirou-se para fazer  "Fado tropical", música dele e de Ruy Guerra.
Nesta canção, de 1973, Chico faz uma perfeita comparação poético-cultural entre Portugal e Brasil.  O País luoso vivia em plena ditadura fascista de Marcelo Caetano e o Brasil já se sabe, não é? A música, de letra longa e rica, entremeada por um soneto declamado por Ruy Guerra, foi tida como ofensiva tanto por Portugal como pelo Brasil.  Com a Revolução dos Cravos, que em Abril de 1975 depôs a ditadura portuguesa,  a música ficou sendo considerada subversiva e ameaçadora para o regime militar que ainda vigorava pelas nossas bandas.
A capa do disco teve que ser modificada às pressas  por causa da censura e na troca sobrou para Ruy Guerra, que teve seu nome retirado da capa branca. O soneto recitado por Ruy  com um perfeito sotaque lusitano além de cheio de lirismo é politicamente forte e sofreu um corte pela censura na parte em que o teatrólogo diz:
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental.
Todos nós herdamos no sangue lusitano
uma boa dosagem de lirismo (além da sifilis, claro).
Detalhes interessantes nas comparações, principalmente culturais e geográficas entre Portugal e Brasil são o que dão  maior riqueza à música e ao grande sucesso do teatro que foi "Calabar". Curtam Chico, Fado Tropical e um pouco da história desta beleza de música.

Fininho, craque com C maiúsculo!

Fininho faz a diferença.
Fininho calou a boca de muita gente. Os críticos e os preconceituosos, que insistem na tolice de que jogadores de times locais não dão certo em Remo e Paysandu, devem estar embasbacados com o estilo, a técnica e o toque sutil e moderno de Fininho na bola. Jogando elegantemente e sempre com a cabeça erguida, o craque remista que a Tuna mostrou na Primeira Fase do Paraense, tem vaga em qualquer time do Brasil da Série B ou C. Não é preciso ser muito conhecedor de futebol para ver que Fininho é diferenciado, corre com perfeição conduzindo a bola e na hora de finalizar chuta bem com qualquer um dos pés. Tem forte petardo de longe e quando perto sabe colocar. Não entendi quando o Comeli não o colocou como titular nas primeiras partidas do Remo. Fininho até falou à imprensa, que quando entrava estava fora de sua posição. Foi preciso alguns jogadores se contundirem para Comeli lançar o jogador e ele fazer o que fez, com diferença, classe e categoria. 
Para os cruzmaltinos, que tudo fizeram para ter Fininho, Analdo e Charles na Segunda fase do Paraense, o que infelizmente não consguiram,  resta o consolo de continuar apreciando e admirando a classe e a segurança de Charles, a disciplina tática e a visão de jogo de Analdo e o futebol elegante e estiloso de Fininho.

A hipocrisia e o Bolsa Família

O alarde feito à frase do deputado Cândido Vacarezza, que falou sobre a importância  do programa Bolsa Família para as populações mais necessitadas e que "pode ser usada até para comprar uma garrafa de cachaça",  é normal, partindo de quem parte. A direita mais conservadora deste país, que nunca fez um programa que atendesse realmente às necessidades das pessoas mais carentes, tem mais é que morrer de inveja e criticar, inclusive dizendo que o programa é para os preguiçosos e  cachaceiros. O que Vacaezza falou foi que a decisão do governo de dar um reajuste um pouco maior ao beneficio, deixa evidenciada a intenção de Dilma Rousseff de erradicar a pobreza no País, como prometeu durante a campanha.  O deputado petista disse que o dinheiro não tem intermediação política. O cidadão vai ao banco, pega o dinheiro, compra o pão,  vai à feira ou supermercado e faz suas compras de primeira necessidade. "A oposição brincava" - diz Vacarezza -"dizendo que o chefe de família ia lá e comprava cachaça. Nós não vamos incentivar isso, mas mesmo que cada família compre uma garrafa de cachaça, ao mês serão milhões de garrafas de cachaças. que de uma maneira ou de outra, ajuda a economia".
Como são demagogos e hipócritas além de venais, parte dos políticos brasileiros. Principalmente aqueles que não concordam com os programas sociais do Governo, que sabe-se foram criados para os mais pobres, como o Bolsa Família. Todo mundo quer beber seu uisque -principalmente alguns políticos-, seu vinho, sua cerveja. Muitos brigam até porque foi proibido vender bebida nos campos de futebol. Agora criticam porque supõem que o pobre comprará uma garrafa ou mesmo uma simples dose de cachaça. Para os bebedores de uisque ou cerveja: saibam que uma garrafa de cachaça custa menos de cinco reais. Não vai enriquecer nem tornar ninguém mais pobre.

Guilhermino acha que árbitros erram pouco.

É antiga a discussão entre os clubes paraenses sobre o problema  das arbitragens no nosso futebol.A grita é geral, embora, a meu ver, quem sofra mais sejam as equipes que não têm muita torcida. Os privilegiados com os "erros" normalmente são Remo e Paysandu. Só que o problema é tão sério, ou melhor, os "juízes" são de tão má qualidade que até os dois reclamam. Agora é o Remo que não quer árbitro local nos jogos das semifinais do Campeonato contra a equipe do Cametá. Para isso, a equipe azulina já enviou documento para Comissão de Arbitragem da FPF em nome do presidente, José  GilbertoGulhermino de Abreu. Sobre este cidadão Guilhermino, depois do verdadeiro assalto sofrido pela Tuna em Cametá, ele deu entrevista e falou o seguinte: "É sempre assim. Quando alguém perde tem que culpar o juiz". E completou com esta pérola: "Ví o tape do jogo e sinceramente acho que não houve erros. Nossos juízes acertam mais que erram". Beleza Guilhermino! Talvez eles devessem errar  mais  do que acertam, não é mesmo?

terça-feira, 1 de março de 2011

Remo já quer mexer na tabela.

É muito importante que a FPF não faça o jogo dos dois grandes, agora na reta final do Campeonato Paraense. E preciso que haja seriedade e não o jogo dos dois -Remo e Paysandu.  A Imprensa já começou a noticiar que o Remo quer o jogo de volta dele com o Cametá, que está marcado para às 16 horas do dia 13 no Baenão, para as 20,30 horas de segunda-feira. Se a FPF aceitar a mudança pedida (ou imposta) pelo Remo, é perigoso o Paysandu também querer mudar alguma coisa na sua partida, sempre na certeza de ambos se darem bem.
É preciso que as cabeças mudem. Temos que parar de pensar e achar que só existem Remo e Paysandu.É importante que o tratamento da Federação, da Imprensa, das arbitragens sejam iguais para todas as agremiações. Da maneira que fazem futebol, protegendo só as duas equipes, os outros participantes ficam desestimulados.  E embora os dois façam maior investimento em suas  equipes -e a tendência de quem investe mais é sempre logicamente vencer-, é importante que fique bem caracterizado que Remo e  Paysandu não fazem futebol só. As outras equipes são importantes e merecem ter o mesmo tratamento que os dois.

Tuna foi garfada pela arbitragem em Cametá. E agora FPF?

Conversei com autênticos e sérios cruzmaltinos ontem e hoje, que falaram sobre o quanto a Tuna foi garfada pela arbitragem  em Cametá. Para mim não não foi  nenhuma surpresa meterem a mão na Tuna. Inclusive, na sexta-feira, preveni o Presidente sobre a possibilidade da arbitragem errar a favor do Cametá. Ele disse que tinha a garantia que a arbitragem trabalharia com seriedade. Mas, pelo visto, aconteceu o inverso.
A Tuna ser prejudicada por árbitros aqui parece já ser uma cultura. Nunca um juiz favorece à Águia do Souza, muito pelo contrário. Eles abusam de errar sempre contra nossa equipe. E isso não é choradeira, não. São fatos. Os árbitros erram à vontade contra a Tuna e  a Imprensa, infelizmente, que poderia denunciar esses abusos, nunca fala nada. Ou seja, como tem uma máxima que diz: "quem cala consente", certamente a Imprensa ou não vê nada ou consente com o que as arbitragens fazem com a  Águia. Aqui, mais uma vez, o nosso protesto contra a FPF, contra os árbitros e contra os veículos de Imprensa que "não vêem" os erros contra a Tuna.