segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ganso estréia com renda e público recordes

A estréia de Paulo Henrique Ganso (revelado para o futebol pela Tuna Luso Brasileira) ontem pelo São Paulo foi algo assim monumental. Com público e renda recordes no Brasileirão, passando dos 62 mil pagantes e quase 1 milhão e meio de reais, deixam claro o carinho e o respeito que o torcedor brasileiro e agora sampaulino sentem pelo grande jogador paraense Paulo Henrique Ganso.
Ganso acena para mais de 62 mil sampaulinos
O São Paulo venceu o Náutico de virada, por 2 a 1,  e com esse resultado carimbou o passaporte para a Libertadores. Uma vitória que mostra que falta pouco para o time paulista formar um dos melhores elencos do futebol brasileiro. Jogando bem, embora sem conseguir furar o bloqueio defensivo do time pernambucano na primeira etapa, o São Paulo não esperava tomar um gol logo no inicio do segundo tempo. De bola parada, Souza cobrou no canto, sem chances para Rogério Ceni.
A entrada de Paulo Henrique Ganso aos 12 do segundo tempo foi um momento mágico no futebol. Aplaudido pelos mais de 60 mil torcedores Ganso entrou, acenou para a torcida e fez o que sabe fazer melhor na vida: jogar futebol de alto nível,
O gol de empate do São Paulo surgiu depois de uma bela jogada do atacante Osvaldo pela esquerda, que centrou com perfeição para Luis fabiano só completar de cabeça.
O  segundo gol, o da vitória, foi de Rogério Ceni, cobrando penalidade máxima em cima de Luis Fabiano.
O tempo foi curto para Ganso mostrar todo seu talento. Mas nem mesmo a falta de ritmo pelos quase três meses parado atrapalhou as jogadas de passes curtos e certeiros e as perfeitas bolas enfiadas pelo meia sampaulino. Por várias vezes Ganso deixou Luiz Fabiano, Osvaldo ou o volante Wellington em excelente posição para finalizar.  
O resultado mostrou que o São Paulo é o time paulista mais regular do Brasileirão, juntamente com o Coríntians. O time de Lucas, Luis Fabiano, Cortez, Osvaldo e agora Paulo Henrique Ganso possui um dos melhores elencos do futebol brasileiro e os últimos resultados mostram que está bastante concatenado por Ney Franco. Na visão deste escriba quem destoa na boa equipe tricolor é o lateral Paulo Miranda e o volante Wellington. Nas outras posições a equipe está azeitada.
Osvaldo ontem enjoou de jogar futebol. Foi o melhor homem em campo.

Vanderson é melhor jogando que falando

Não deu para entender o jogo entre Paysandu e Icasa na sexta-feira, quando o time bicolor vencia por 3 a 0 no primeiro tempo e na segunda etapa tomou dois gols e por pouco não deixa a equipe cearense empatar.
Quando o placar chegou ao terceiro gol imaginei que seria goleada. Sinceramente, quando deu  o "branco"  nos jogadores paraenses na segunda etapa, que fez com que o jogo chegasse ao incrível escore de 3 a 2,  comentei com meus botões: "esses dois gols podem ser o fiel da balança em Juazeiro.
O Icasa tem um retrospecto bem positivo dentro de casa. E é justamente isso que a meu ver pode atrapalhar os planos do técnico Lecheva e dos jogadores que querem ganhar o título inédito da Série C.
Um empate, com gols ou sem gols, dá o título para o Paysandu. Mas o desestímulo por parte de Vanderson e de outros jogadores, além de jogar desfalcado, principalmente de seu melhor jogador, Yago Pikachu, podem acarretar o grande problema que é tirar dos bicolores uma classificação para a final que já estava praticamente certa, proporcionando que o título da Série C não venha para o Pará, ao contrário, vá para o beleléu.
Observei alguns torcedores do Paysandu e notei que muitos menosprezam o títyulo de campeão da Série C, talvez por deboche ao seus principal adversário, no caso o Remo, ou mesmo querendo justificar a "patetada" perante o Icasa em Paragominas.
Que grande tolice. Para o bom torcedor, qualquer título tem importância. Afinal é uma taça a mais para a galeria da equipe.
Sempre coloco aqui que considero a Série D o pior campeonato do Brasil. Porém, tenho a consciência de que é somente a partir de lá que se pode sonhar em chegar à Série B ou à Série A. Não existe outro caminho, a não ser se vencer a Copa do Brasil, que é bem mais difícil.
O jogo entre Icasa e Paysandu, em Juazeiro, no Estádio Romeirão, será uma tarefa árdua para os bicolores. Lecheva tem que dar uma injeção de ânimo, principalmente nos mais jovens. E, se possível, não levar o Vanderson para esse jogo. Ele, Vanderson, definitivamente, é bem melhor jogando do que falando...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Gonzaga: de pai para filho, o filme

Gonzaguinha canta "Um bilhete pro seu Lua", endereçada a seu pai 

Breno Silveira está de parabéns pelo seu excelente filme "Gonzaga, de pai para filho". Confesso que relutei um pouco para assistir, porque um pedaço só que vi de "Os filhos de Francisco", achei o enredo de má qualidade, muito piegas, sem nada que pudesse  me agradar. Minha opinião certamente bate de frente com a de centenas ou até milhares de admiradores do filme sobre Zezé e Luciano. Mas minha colocação talvez seja por eu não ser amante da música dos tais filhos de Francisco.
Com relação a "Gonzaga..." o que se vê é uma história de dois grandes artistas, pai e filho, um deles, Luiz Gonzaga, produto do sofrimento do sertão nordestino, nascido em 1912 e adolescente em plenas décadas de 20 e 30, onde o herói era valente Lampião.
Sertão onde o coronel sem farda comandava, e os súditos, os matutos humildes, obedeciam.
O outro, Gonzaguinha, nascido no Rio, criado no Morro de São Carlos, formado em Economia, mas com as firmes raízes musicais do velho Lua, inclusive herdando a sensibilidade para compor, tocar e cantar.
Breno foi feliz na escolha do roteiro, pois Patrícia Andrade inicia a saga dos Gonzagas com uma entrevista atribuída a Gonzaguinha com o paí, em pleno sertão pernambucano, mais ou menos no início dos anos 80. Entremeando à fala do velho sanfoneiro, o filho rebelde, apaixonado pelo pai mas carente de amor paterno, deslancha em questionamentos e até humilhações, chegando ao ápice do velho Lua se irritar e os dois chegarem quase às vias de fato.
Gonzaguinha cantando com seu pai, Luiz Gonzaga
Gonzaga, então, a partir de uma parada estratégica e romântica embaixo de um pé de juazeiro onde havia escrito as iniciais sua e de uma adolescente que se apaixonara na juventude, deslancha  numa narrativa ilustrada e cheia de aventuras de um verdadeiro caipira que fugiu de sua casa nas brenhas do sertão pernambucano para vencer no sul maravilha, a partir de uma surra que levara da mãe, dona Santana. Conta da parada em Fortaleza, onde serviu o Exército, da visita saudosa do pai Januário à capital cearense, a promessa ao velho de que jamais mataria alguém, a baixa do Exército e o início do sofrimento como artista no Rio de Janeiro.
Na sequência da narrativa do velho Lua a Gonzaguinha o filme faz um desenho emocionante da vida do velho Lua, principalmente porque mostra a realidade que persiste até os dias de hoje: para um nortista vencer no sul tem que ser bom. Pra lá de bom! E Gonzaga venceu.
Gongado várias vezes no programa de auditório de Ary Barroso, na Rádio Nacional,  o compositor, cantor e sanfoneiro só conseguiu emplacar quando ouviu falar de um tal Humberto Teixeira, um advogado e compositor cearense que escrevia muito bem. Só que Gonzaga sofreu para conseguir convencer Dr.  Humberto Teixeira de que sua música era novidade, de que poderia ser o algo novo da música brasileira, como foi a partir dos anos 40.
Mostrou motes de letras e canções e despertou o genial Humberto Teixeira. A união dos dois de imediato gerou o que há de mais perfeito na historia da música nordestina. Os shows apareceram, os discos venderam milhares e o nome do caboclo pernambucano estourou e perdurou por mais de 50 anos nas emissoras de radio e televisão de todo o país.
Enquanto a entrevista (e a briga) entre os dois se desenrolava, o filme apresentava o início da relação de Luiz Gonzaga com a mãe de Gonzaguinha, uma dançarina que, o filme deixa claro, foi a segunda grande paixão de Lua. A relação entre o casal, bastante conflituosa, o nascimento de Gonzaguinha e a morte de Odiléia, aos 22 anos, vítima da tuberculose é o pontapé real da odisséia de Gonzaga, pois sem mulher, com a família distante e com uma criança para criar, se sente em apuros, praticamente perdido.
Apoiado pelo amigo violonista Xavier e sua esposa Dina, padrinhos e verdadeiros pais para Gonzaguinha, Gonzagão ganhou o mundo, casou com sua secretaria e fã, Helena, daí o filho, como questiona em quase todo o filme,  passou para um plano secundário.
Foi daí que iniciou a revolta de Gonzaguinha com o pai. Na demorada conversa deles, a roupa suja foi lavada, as incertezas passadas a limpo, de um e de outro, como o sofrimento do velho Lua, sua pureza e esforço para ter uma família digna. Também foi mostrada toda a rebeldia de Gonzaguinha, a partir da adolescência no Morro de São Carlos com a madrinha-mãe Dina. Suas dúvidas, seu sentimento socialista até sua ascensão como grande artista popular.
O filme é emocionante e até as atuações dos amadores Chambinho do Acordeon como Luiz Gonzaga entre 30 e 50 anos, e Júlio Andrade, que faz Gonzaguinha adulto, surpreendem pelo sentimento e alma que eles dão aos personagens.
Ao final do filme, a emoção o rancor entre os dois desaparece, dando lugar ao perdão, ao amor, ao carinho natural entre pai e filho. O respeito e o carinho do artista genial mas politicamente conservador Luiz Gonzaga ao trabalho do rebelde comunista e intelectual Gonzaguinha, foi superior ao ódio.
Breno Silveira deu um grande presente aos brasileiros com o filme, porque resgata a história de dois monstros sagrados de nossa MPB, que infelizmente foram embora. Primeiro Gonzagão, em Agosto de 1989. Menos de dois aos depois Gonzaguinha, em Abril de 1991.
Este escriba entrevistou Gonzaguinha no Novotel, num show que ele veio em prol do Movimento Popular em Belém, há mais ou menos 23 anos. Simpático, magérrimo, Gonzaguinha, na época, já um apaixonado pelo pai, o artista me presenteou com um LP autografado.  Respondeu, na oportunidade, a uma pergunta que lhe fiz sobre música, dizendo: "o maior artista brasileiro e do mundo é meu pai, Luiz Gonzaga". Podem ter certeza, não somente para ele, para este escriba também!

Os problemas do Paysandu

Tomara que a partida de hoje entre Paysandu e Icasa, em Paragominas, seja um espetáculo pelo menos bom de se ver. As duas equipes, na verdade no mesmo nível técnico, não estão muito incentivadas nem ansiosas por esse jogo, já que ambas estão com problemas de caixa e com salários atrasados.
Isso é ruim. Para os que pensam que isso não influi no rendimento da equipe e até na parte sicológica dos atletas, um aviso: salário atrasado de jogador de futebol tem o mesmo reflexo que tem no profissional  comum que é sindicalizado e que greva quando tem seus vencimentos atrasados não recebem aumento correto em sua data-base.
Nem mesmo a classificação das duas equipes e a possiblidade da maioria dos atletas permanecerem para as disputas da Série B, pode influir positivamente e melhorar o ambiente quando a questão salarial entra em cena. É porque tem-se que entender que a maioria dos jogadores vive especificamente do salário, pagam escolas de filhos, alguns são de fora e pagam aluguéis e isso complica a vida dos profissionais.
No caso do Paysandu, Luizomar até que já tentou arrumar alguma coisa com o governador. Mas ele sabe que isso não funciona assim. Dinheiro público não sai do dia para a noite; então fica complicado ter esperanças e até prometer assim em cima "das buchas". Tem que correr atrás, visitar "as fontes".
Mesmo assim, com essas dificuldades, quero vitória paraense. Espero -como já postei acima- que o jogo seja bom, as equipes se empenhem e o Paysandu ganhe a partida e bonito. 
Uma vitória vai dar uma luz à equipe e poderá até abrir portas para a possibilidade do presidente Luizomar conseguir a sonhada "grana extra". Além do lance do título, que pode até não ser do Vanderson, mas que é o sonho de todo torcedor.
Mas o presidente deve deixar claro e bem fechado para o grupo, que a grana atrasada vai ser paga dentro de determinado prazo. Isso tem que ser bem explícito. Falado direto com os atletas e Comissão Técnica. Recadinho, não vai adiantar.
Depois disso, é só determinar para o grupo: "quero vitória; quero o título".

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Toquinho e Vinícius: casamento perfeito



De todas as parcerias que o poeta e compositor (na verdade, letrista) Vinícius de Moraes teve em sua longa vida como artista, foi com Toquinho que aconteceu a mais perfeita tradução. O jovem velho Poetinha encontrou no jovem violonista que foi aluno de Mestre Paulinho Nogueira, o parceiro ideal, o amigo de todas as horas, o companheiro da música, da poesia e da boemia.
Vinícius, que no próximo ano completaria 100 anos de vida (19 de outubro de 1913), foi diplomata, mas na verdade o que sempre foi mesmo foi poeta. Com certeza já nasceu poeta, porque desde muito cedo sentiu inclinação para as letras, aliás para as artes, pois além de poesias escrevia crônicas para jornais, onde também foi crítico de cinema, chegando a editar uma Revista sobre a Sétima Arte.
Parceiro de importantes nomes da MPB como Garoto, Chico Buarque, Edu Lobo e Baden Powell, Vinícius  quando conheceu o jovem Toquinho, no final dos anos 60, e o viu dedilhar com maestria o violão, sentiu logo que aquele seria seu parceiro definitivo.
Toquinho e Vinícius talvez tenhas sido a dupla de compositores e cantores que mais deu certo na Música brasileira. A perfeita união entre letras poétícamente ricas e canções super melódicas demorou 11 anos. Foram mais de 10 discos gravados, em torno de 120 canções compostas e gravadas que ficaram imortalizadas no dueto quem nem a diferença de 33 anos entre o dois impediu que Toquinho e Vinícius fossem eternamente amigos e parceiros musicais.
Vinícius morreu em 1980, tomando banho numa banheira, depois de uma noite em que fez canções, bebeu uísque e conversou sobre tudo com seu grande amigo Toquinho.
Depois da morte do amigo Vinícius Toquinho sofreu mas teve que tocar sua vida e sozinho. Hoje, é um dos maiores nomes de nossa MPB, mas sua grande obra realmente foi feita em parceria com Vinícius de Moraes.
É bem difícil escolher uma canção dentre as dezenas tão belas que a dupla fez. "Como dizia o Poeta", "Para viver um grande amor", "Meu pranto rolou", "São demais os perigos desta vida", Morena Flor", "O bem amado", "Tarde em Itapuã" e tantas outras lindas canções inesquecíveis para os que têm um salutar gosto musical tocam diariamente em bares, casas noturnas, além de serem pedidas em shows de Toquinho e outros artistas, porque até para os músicos Vinicius será sempre Vinicius.
Neste final de quarta com cara de sexta, o Blog escolheu uma das canções mais lindas e um dos maiores sucessos da dupla Vinícius e Toquinho para deleitar seguidores e navegantes.  "Tarde em Itapuã", música de 1970, a primeira da dupla e que segundo Toquinho, Vinícius fez a letra e ele "se enxeriu" para fazer a música, pois, imaginava que sendo garoto novo, o Poetinha poderia achar que ele ainda não tinha a confiança para fazer música de tamanha responsabilidade. No final, letra e música casaram perfeitamente e deu  essa beleza. Presente do Blog. Esse clip foi gravado na Itália, com participação da cantora Miúcha. Detalhe para Vinícius apresentando a música em italiano.

Flávio Araújo pode ser "Dor de Cabeça

Flávio Araújo chega com a humildade dos bons nordestinos. De fala mansa e meio acanhado, Flávio, embora jovem, 49 anos, já demonstrou sua competência nas muitas equipes que dirigiu. O técnico chega não prometendo muito, mas o principal: trabalho e a certeza do comprometimento, "meu e dos meus jogadores" em fazer a torcida remista voltar a sorrir.
E a verdade é que ficou esquisito para os outros dois principais times paraenses engolirem o sucesso do Paysandu. Sem série, Remo e Tuna vão ter que ralar muito para conseguir chegar ao título estadual e disputar a Série D, divisão que na visão deste escriba é o esgoto do futebol brasileiro, embora, infelizmente a maneira única das equipes começarem a luta par chegar a qualquer lugar.
Flávio Araújo diz que não vai trazer jogador no colete, ao contrário dos outros técnicos que por aqui já passaram, que trouxeram jogadores às pencas. "Vou trabalhar de comum acordo com a diretoria, vamos formar o time num consenso", diz, parecendo ter combinado com Albany ou Cabeça o que diria na reportagem. 
Mas se tiver falando a verdade, e trouxer atletas cacifados e com o aval de pelo menos um ou dois diretores de futebol, pode fazer um bom trabalho. Ruim é quando os técnicos chegam aqui e já trazem a tiracolo três, quatro ou cinco jogadores, que na verdade são "peixes" deles.
Mesmo sendo um fã do trabalho de Flávio Araújo, (desde a época em que era técnico do Icasa e tirou o Paysandu da Série B em plena Curuzu), penso que o momento não era para o Remo fazer um investimento desses. Falam que o "Coach" ganhará 60 mil reais mensais. Com um salário desses, de técnico de C ou B, e não estando em nenhum campeonato nacional, qualquer equipe, mesmo com a grande torcida que o Remo tem, vai ter que contratar bons jogadores, jogar muito e se "virar" para pagar salários. Ao técnico e aos atletas.
Penso que, pelo menos "a priori",  Flávio Ara´újo pode ser uma grande dor de cabeça!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Enquanto engoma a calça, eu vou lhes contar...

Uma das coisas que mais lamento no ser humano é ele ter vergonha de ser o que é. Se o cara tem qualquer diferença, seja física, seja opção sexual ou qualquer que seja, ele tem que assumir, ser honesto com ele e com os outros. Temos que assumir nossos erros e nossos acertos, defendo isso.
Neste Blog, costumo dar minhas opiniões e muitas vezes não agradam a determinadas pessoas.É natural. Nem todo mundo comunga com o que penso, com o que desejo, com o que sonho.
Nunca escondi de ninguém minhas preferências clubísticas. Sou Tuna Luos Brasileira até em cuspe à distância. Respeito muito os clubes Paysandu e Remo, que acho que possuem patrimônio que a minha querida Tuna não possui: suas torcidas.
Também faço questão de não esconder minhas preferências políticas. Sou militante de esquerda desde muito jovem, eu e meu filhos. Iniciei na Igreja, na JUFRA e depois em partidos de esquerda. É minha opção, acredito no socialismo, embora ache que no mundo globalizado em que vivemos, de Internet, com os jovens praticamente abandonando a política, é difícil chegarmos a um sistema que seja do meu agrado e de milhões de pessoas no mundo. Mas tems nossos sonhos, nossas preferências políticas e acreditamos em algo positivo para os povos do mundo.
Mas jamais esconderei meu modo de pensar. Acho que não tem nada a ver você querer, oportunísticamente, ficar no anonimato, envergonhar-se de ser algo, temendo possíveis críticas.
No post que fiz sobre as condenações de José Dirceu e José Genoíno, coloquei em um P.S, que não aceitaria nenhuma crítica se o o cidadão nãose identificasse,  mostrasse a cara. Se é anônimo não existe, não tem cara, não tem caráter para falar mal de ninguém, principalmente. 
Alguns engraçadinhos insistiram em criticar meu pensamento no anonimato. Excluí.  Não sou radical, como um dos elementos facista postou em seu comentário. Ao contrário, sou demasiado democrático. Não posso é aceitar o cara ficar falando mal de A ou B e se esconder no anonimato por ser covarde ou no mínimo ter vergonha de ser de extrema direita, reacionário e analfabeto político.
Sair do armário, mostrar sua postura conservadora,  é perfeitamente entendível. Afinal, nem todos podem ser iguais ou do mesmo lado. Para isso existe a democracia.
Agora se o cara fala mal, xinga, esculhamba até com palavras chulas e se esconde no anonimato, aí não dá, não é meu?
Pode ate falar mal de mim, mas se falar asneiras, baixarias e ficar no anonimato, pode ter certeza que vai ser excluído.