quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sem Ranking, Tuna fica fora da Copa Verde

Lamentável a não participação da Tuna Luso Brasileira na Copa Verde, competição patrocinada pela CBF que terá a participação de 16 equipes, de 11 estados. O Pará terá três participantes na competição, que terá início no dia 19 de Janeiro e terminará no dia 16 de Fevereiro de 2014. 
Equipe tradicional do nosso futebol, com 110 anos de fundação, a Tuna bem que poderia participar de evento tão importante e que dará um  impulso nas equipes que conseguirem uma boa participação e ao campeão, uma vaga na Copa Sul americana de 2015.
As equipes do Pará que foram escolhidas, Paysandu, Remo e Paragominas, ganharam a vaga pelo critério de classificação no último Campeonato Paraense.
Mesmo com a Tuna fora,achei justa a escolha. O Paragominas, por tudo que fez no Campeonato, tinha que ganhar a vaga, embora o Águia de Marabá esteja melhor ranqueado, pois está na Série C do Brasileiro j[a há alguns anos
A Tuna, mesmo tendo dois títulos nacionais, ganhos nos anos de 1985 e 1992, vem perdendo posições e de cinco anos para cá, está caindo em ritmo mais acelerado, estando hoje atrás de quase todas as equipes do Pará: 219º lugar  no Ranking Oficial da CBF.
Sem querer ser saudosista, este escriba lembra que quando estivemos na presidência do clube, nos anos 2007 e 2008, a Tuna estava em 52º lugar, posição superior ao que o Águia de Marabá ocupa hoje, 54º.
Foi uma queda vertical a que a Tuna sofreu nos últimos cinco anos, o que muito entristece os verdadeiros cruzmaltinos, que assistem sem nada poder fazer (?) a derrocada da equipe em esportes em que sempre se destacou,  como a Náutica e o Futebol.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Revivendo e com saudades de Belchior


Nestes tempos de sofrimento e indecisões cruzmaltinas, fico a pensar onde anda Belchior. Será que ele partiu numa nave estonteante? Não creio. Talvez tenha cansado de cantar o belo e o seu povo, que sei que ele tanta ama, não entender o quanto seu canto tão belo é?
Confesso que não sei. Talvez Belchior esteja recolhido entre rios e árvores, entre amores e poesias.
Em 1979, quando gravou esta belíssima canção, que reputo como uma de suas mais perfeitas (ele tem tantas que não sei qual a sua obra "irmã ou prima!"), por conta de um início de abertura política, ele estava no auge do desenclausuamento (existe?) poético, produzindo canções, sempre com letras metafóricas, extravasando os limites da sua criatividade. E Belchior sempre foi um poeta bem danado, pois em sua grande produção poética e musical, tem pouquíssimos parceiros, dentre os quais Raimundo Fagner é um deles na bela "Mucuripe", gravada por Elis regina, Roberto Carlos, Fagner e pelo próprio Belchior.
Desse mesmo LP, as também belíssimas "Brasileiramente linda", "Medo de avião", "Comentário a respeito de John".
Belchior estava com toda a força poética que tinha guardado por muitos anos no bornal que havia trazido já há anos do Ceará,  até que uma alma privilegiada o encontrou e o levou à gravadora WEA .
Sua sonoridade meio rock rural, bem a la Bob Dylan, inclusive com o lirismo do poeta americano, tinha chegado havia três anos às emissoras de rádio e à televisão do Brasil, contagiando jovens e adultos pela proposta nova, tanto musical como poética e de alto nível intelectual. 
"Conheço o meu lugar" é rica poeticamente. A melodia encanta e ao mesmo tempo nos remete a uma alegria e melancolia, juntos.
Saudades de Belchior!

Agonia e êxtase ou "Em tempo de promessas"

"No meio do caminho tinha uma pedra", belamente escreveu Carlos Drummond de Andrade em um de seus mais famosos poemas. No meio do caminho do Paysandu, ao contrário do poema drummoniano, existem cinco pedras. E todas grandes, quase gigantes, que terão que ser vencidas no difícil caminho do time bicolor. 
Todos pensavam que a CBF, uma madrasta não muito boa para os daqui do Norte, fosse fincar pé e decidir por o estádio de Paragominas para ser o local do jogo do time bicolor com o Oeste de São Paulo. Felizmente -para os jogadores e torcedores -principalmente os que vão ver o espetáculo na boa- a partida vai ser realizada na Curuzu.
Será, como todas as últimas partidas do Paysandu, um jogo de vida ou morte. 
Nesta série última de cinco jogos, o ideal era o Paysandu não perder nenhum deles, vencer todos ou pelo menos ganhar quatro e empatar um. Difícil isso acontecer. Pelo retrospecto do time, com apenas nove vitórias em 33 jogos, é do pobre torcedor bicolor coçar a cabeça, pensar e pensar o quanto será difícil ter que viver esses momentos.
Poderão ser de agonia ou de êxtase para a fiel torcida bicolor.
Serão cinco partidas, 450 minutos que têm que ser favoráveis pelo menos 360. Se for menos, será perigoso. Muito perigoso.
Hoje, terça-feira, dia de Novena de Nossa senhora do Perpétuo Socorro, boa parte da velha estrada da Rodovia SNAP estava lotada.
Na frente da igreja, centenas de fiéis com camisas listradas. Uma branca, a outra azul.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pará continua a perder espaço no futebol

A velha máxima que diz "quem foi rei, sempre será majestade", não cabe, pelo menos no momento, para nosso combalido futebol.
Com cinco títulos nacionais,  o Pará ainda é o estado do Norte com maior destaque no futebol, mas  fazendo um comparativo com alguns estados do Nordeste, que sempre estiveram no mesmo patamar do nosso, tanto em títulos, como em torcida e equipes de qualidade, hoje estamos perdendo feio.
 O Paysandu, que é o representante do estado com maior destaque, já que é o único que disputa Série B, está ameaçado de queda, ou seja, na zona de rebaixamento e com a permanência por um fio. A equipe bicolor, que já ganhou dois Campeonatos Brasileiros da Série B e uma Copa dos Campeões, faz uma das piores campanhas de sua história, tendo até o presente disputado 33 partidas, vencido apenas nove, com 35 pontos, média de pouco mais de um ponto por partida. O time em 2013 nunca esteve bem, esteve sempre entre os últimos colocados. Passou a maior parte das 33 partidas na zona de rebaixamento.
Agora, restando apenas cinco partidas, três em casa e duas fora, o Paysandu precisa vencer as três dentro de casa e fora empatar pelo menos uma. Todos são unânimes em dizer que a equipe jamais conseguirá isso, pois está desacreditada por dirigentes, torcedores, jogadores e até pelo técnico, que falou à Imprensa que depois da última partida quase não retorna mais a Belém: "se perco ia ficar logo em São Paulo".
Mas se a crise do Paysandu é grande, a do Clube do Remo é bem pior. Sem disputar nenhum campeonato brasileiro, o Remo ano passado ainda conseguiu entrar na Série D na vaga do Cametá. A campanha foi um fiasco, teve um péssimo aproveitamento.
Este ano, o time azulino queria entrar de qualquer maneira na sofrível Série D. Primeiro tentou com o Paragominas, que era o dono da vaga, não tendo sucesso. Depois, ficou tentando com equipes de outros estados do Norte. Enviou dirigentes para outros estado no sentido de comprar de qualquer maneira uma vaga. Tudo gorou e dizem que o Remo ainda chegou a perder uma grande quantia em dinheiro por ter adiantado a algum clube.
A crise no futebol paraense atinge dos de maiores torcidas -Remo e Paysandu- aos de municípios do interior, que com a interiorização feita pela FPF, passaram a disputar o Paraense e ter direitos iguais. Por exemplo, o time que ganhou a vaga na Série D, o Paragominas, fez até uma campanha regular, mas por incompetência de dirigentes, perdeu seis pontos no "tapetão" e foi desclassificado. "Perdemos" até para dirigentes.
O Águia de Marabá, outra equipe interiorana, está na Série C, mas fez uma campanha das mais regulares. Mesmo mantendo-se na Série C , deixa claro que é uma equipe sem futuro, por falta de investimento, de não ter um estádio bom e principalmente por não ter tradição nem torcida.
O outro clube tradicional da capital, com 110 anos, a Tuna Luso Brasileira, campeã Brasileira duas vezes -1985 e 1992- amarga uma crise das piores, também. Há 25 anos que não ganha um título regional, e está no momento lutando para voltar à elite do futebol, pois caiu ano passado e para subir necessita classificar-se em primeiro ou segundo lugar numa acirrada disputa entre oito equipes.
Para quem já ganhou vários títulos nacionais, foi campeão de renda na Série C, quem era quase imbatível no Norte e sempre vencia as equipes do Nordeste que vinham a Belém, o futebol paraense hoje está cambaleante, com certeza vivendo uma de suas maiores crises.. 
Pará já foi bem mais forte no futebol 
Equipes que sempre foram rivais dos times paraenses como as do Ceará, hoje estão na Série B, como Ceará Sporting e o Icasa -este último com chances de subir para a Série A. O Fortaleza, outra grande equipe cearense, está na Série C e o estado ainda tem mais dois times disputando a Série D. Quer dizer, em futebol, estão bem à frente do Pará.
O Maranhão, que sempre foi inferior ao Pará em futebol, como também a Paraíba, hoje estão avançando, já que o Sampaio Correia foi campeão ano passado da Série C e este ano subiu para a D, enquanto a Parábia, através do Botafogo, foi campeã da Série D.
Na Bahia,  os dois principais times estão na Série A e seguros, não têm mais perigo de cair nem Bahia nem Vitória.
Em Pernambuco, o Santa Cruz subiu para a Série B, e embora o Náutico tenha caído da Série A para a B no próximo ano, o Sport está na Série B, mas como está no G-4, tranquilamente poderá estar na Série A no próximo ano.
O Pará tem que reconquistar sua hegemonia no esporte mais popular do Brasil. Remo, Paysandu e Tuna, as três maiores equipes do Estado do Pará e do Norte, têm que fazer um trabalho sério, a partir da base, para voltarem a ser destaque no Norte, no Nordeste e no Brasil, pois as três já estiveram na Série A, e se hoje amargam o sofrimento de uma delas não estar nem no Paraense, é por culpa de maus gestores, que sem comprometimento, deixam a coisa acontecer, desrespeitando principalmente aquele que é o maior patrimônio de qualquer clube: o torcedor.

Conversando com o GB César Mattar

Ontem, após o jogo da Tuna, fiquei um tempo na sede social do clube, onde conversei com alguns cruzmaltinos ilustres que estavam lá, prestigiando a música especial de Paulinho Mururé.
Conversei com  os Grandes Beneméritos Péricles Oliveira, Álvaro Vigário -que estão sempre aos domingos no Clube- e com o Dr. César Mattar, atual presidente da Assembléia Geral da Tuna Luso Brasileira.
Como já há alguns meses não conversava com D. César, aceitei o convite de sentar em sua mesa e conversamos um pouco sobre nossa Tuna e sobre a reunião do Condel, do próximo dia 6.
Dr. César é, com certeza, um dos melhores papos desta cidade. 
Dr. César, embora seja o presidente da Assembléia Geral da Tuna, é também Presidente Vitalício do Conselho Deliberativo, título que recebeu já há alguns anos pelos muitos serviços prestado à Tuna.
Como dirigente da Tuna, Dr. César Mattar conhece bem como funciona o clube, pois já passou por todos os setores. Só do Conselho Deliberativo, foi eleito pelo menos quatro vezes presidente. Foi o gestor que mair atuou como presidente do Clube, três vezes, com gestões históricas de muito trabalho e dedicação. Ele e seu inesquecível irmão, Edgar Mattar.
Foi na gestão do Dr. César Mattar que foram construídas as duas saunas, masculina e feminina.
Apaziguador, atua sempre como uma espécie de "bombeiro", pregando realmente a união entre os verdadeiros cruzmaltinos, no sentido da Tuna continuar sempre sendo o clube de nosso coração.
Torcedor histórico do time de futebol da Tuna, não esqueço uma certa feita em que estávamos conversando num sábado na sede do clube, enquanto a Tuna jogava uma partida decisiva pela Série C, valendo a classificação, contra o Moto Clube do Maranhão. Talvez problemas internos na Tuna na ocasião tenham feito com que o time tomasse uma goleada de 7 a 1, embora até os 40 minutos da fase complementar o jogo estivesse 3 a 1 para a equipe do Moto. Foi uma tarde de tristeza e decepção para todos nós que ouvíamos o jogo pelo radinho de pilha.
Ao final do jogo, baixei a cabeça entristecido e ao levantar presenciei uma das cenas mais tristes como torcedor da Tuna. Os olhos azuis do Dr. César Mattar estavam marejados de lágrima.
Lágrimas de um verdadeiros guerreiro pela Tuna Luso Brasileira.

Tuna decepciona na estréia com um empate

Uma estréia decepcionante a da Tuna Luso Brasileira na manhã de ontem, quando empatou com o Time Negra, no estádio Francisco Vasques, em 0 a 0. O time dirigido por Lecheva mostrou desentrosamento, um meio de campo limitado, sem nenhuma criatividade, e um ataque dos mais frágeis, sem um homem gol, problema que vem se arrastando todos os anos no time luso brasileiro.
A Tuna até que começou com vontade, querendo marcar  um gol que garantisse logo a tranquilidade da equipe. O Time Negra se defendia, embora mostrasse uma organização bem superior à Tuna no meio de campo, onde Fininho, Diego e Endy mostravam um melhor entrosamento, impedindo a evolução dos homens da meia cancha do time de Lecheva.
O ataque tunante também era uma tristeza. Kalindi não conseguia entrosar com o jovem Yuri, uma boa referência mas perdido, solitariamente na frente sem um lançador de bolas que pudesse alimentar sua força e juventude.
Na realidade os dois ataques ameaçaram muito pouco os  goleiros da Tuna, Paulo Wanzeler, e o do Time Negra, Diego Pitanga, que faziam apenas defesas simples, sem nenhum perigo.
Na segunda etapa Lecheva resolveu mexer no ataque tunante. Colocou em campo de uma só vez dois novos atacante: Adriano Miranda e Jessé,  este último jogador veterano que chegou com fama de goleador.
Adriano Miranda já é um velho conhecido. Já passou várias vezes pela Tuna, é esforçado mas um finalizador dos mais fracos. Lecheva não teve sucesso nas substituições.
Jessé foi uma total decepção. Embora logo ao entrar tenha finalizado uma bola para fora, a maior parte do tempo em que permaneceu em campo estava sempre em situação de impedimento. O cabelo  grande a la black power era mais o que chamava a atenção. O futebol é pequenininho, pequenininho, pelo menos ontem na estréia foi.
Confesso que já era mais ou menos esperado por parte dos cruzmaltinos, um mal resultado no início desta Primeira Fase. Com um time feito na marra, sem estrutura e  formado há apenas um mês da data da estréia, não poderia ser diferente.
A contratação de Lecheva pela diretoria, no sentido único de desviar o foco para o compromisso que deveria ter tido em formar um time pelo menos a partir de Agosto, e depois o desespero de uma desorganizada "peneirada" em cima da hora inexplicavelmente já era um sinal triste do que viria, pelo menos no início.
Uma estréia negativa, um jogo que cansou as vistas de tão fraco, e a incerteza de que tudo poderá melhorar nas próximas partidas, pois no total serão sete, portanto restam seis, a próxima em Marabá contra o Águia, que sabemos será um osso duro e roer.
Lscheva diz que vai mudar o time, mas colocar quem, se não tem bons jogadores?
Ontem, após a partida, conversei com o zagueiro San, que foi um dos melhores do jogo, juntamente com o lateral Gleissinho e o goleiro Paulo Wanzeler. Ele disse que a atuação de Jessé não foi a esperada porque o jogador estava fora de forma, sem ritmo. Acrescentei à ele: "sem ritmo todos estão, San, porque não se pode formar um time em menos de um mês e ainda querer aproveitar alguém de uma peneirada".
A Tuna está em quarto lugar,com apenas  um ponto, igualmente ao Águia e ao Gavião Kyikatejê. 
Lidera o campeonato o Independente de Tucuruí, do técnico Samuel Cândido, que venceu ontem o Parauapebas por 3 a 1.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Onde anda Seu João, nosso torcedor símbolo?

Veterano das arquibancadas cruzmaltinas, de uns tempos para cá tenho notado a ausência de um torcedor que acho o símbolo da Tuna Luso Brasileira. Seu João, um torcedor reclamão, daqueles que enche o saco de juiz que erra contra a Tuna. Torcedor especial, querido por todos os outros torcedores, espécie de "pé quente" para a maioria, Seu João é respeitado por adultos, jovens, dirigentes, ex-dirigentes, uma alma gêmea da Tuna.
Seu João é saudosista, gosta de falar da Tuna de 30, 40 anos atrás, que viu gloriosamente ganhar títulos regionais e nacionais.
Seu João, no Estádio do Souza  (Foto Gerardo Von)
Onde est´á seu João?
Sempre o encontrava nos jogos da Tuna, já que seu João é frequentador e torcedor da Tuna desde 1951, quando tinha 16 anos. Também o encontrava pelas ruas, nas minhas caminhadas pela Presidente Vargas ou por outras vias do Comércio. Parava, conversava sempre, elogiava ou reclamava do time; falava da diretoria, do técnico. "Este centro avante não serve para a Tuna. Nunca faz gols", costumava falar de atacantes que não faziam gols.
Seu João é sócio da Tuna. Se não me falha a memória foi Genésio Mangini quem lhe presenteou o título.
Solteiro, aposentado, Seu João costuma falar da importância da Tuna em sua vida.  "Vou ser sempre  Tuna",  (no que se iguala a este escriba!), e já falou que acima da Tuna para ele "Só Deus".
Espero, pelo carinho, respeito e consideração que tenho pelo Seu João, que ele esteja bem e o melhor: vivo.
Tomara que não esteja doente, mesmo porque, Seu João sempre me pareceu ter uma saúde de ferro.
Quem souber onde está o Seu João, por favor
que o convoque para o Souza no próximo domingo, quando nossa Tuna estará enfrentando o Time Negra.
Pé quente, Seu João, com seu estilo peculiar de torcer, poderá dar força, muita força à nossa equipe para vencer o Time Negra.