quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Muito bom o Murici de Paulinho

Em meados de Dezembro, conversei com os jogadores Paulinho e  Jonhy. Ambos foram atletas da Tuna  e Paulinho, que conheço já há muitos anos, ganhou vários títulos nas categorias de base da Águia,  ao lado de jogadores como Preto Barcarena, Paulo de Tarcio e outros em atividades em nosso futebol. Paulinho me falou, na oportunidade, da felicidade de haver sido campeão alagoano pelo Murici, clube que confesso, não conhecia. Me afirmou que era titular e já havia até jogado contra Jonhy, que jogava pelo Treze de Campina Grande. "No momento não", disse Paulinho, quando perguntei-lhe se pensava em voltar para nosso futebol.
Ontem, tive o prazer de ver novamente Paulinho jogando pelo Murici de Alagoas. Sinceramente, mais experiente, clássico, seguro,  Paulinho foi um dos grandes jogadores do Murici em campo  frente o Flamengo carioca. Jogadores como Gustavo, Everlan,  Alex Murici e  Paulinho o Murici conseguiu botar o Flamengo no quadrado durante boa parte do jogo e só não conseguiu fazer gols por causa da falta de tranquilidade nas finalizações. O time do Murici é acertado, toca bem a bola e se posiciona muito bem em campo, ocupando bem os espaços e com isso impossibilitando o adversário criar jogadas. Ontem, até os 15 minutos do segundo tempo o Flamengo com Ronaldinho e companhia sofria muito com a pressão do Murici. E o time carioca só conseguiu abrir a porteira com um gol de Ronaldinho, porque o treinador do Murici, Gilmar Batista, se empolgou e  tirou um atacante, Gustavo, e colocou um defensor, pensando assim em recuar a equipe, fortalecer a defesa  e conseguir o empate. Errou, pois o experiente Luxemburgo vendo a equipe alagoana recuar, colocou mais um atacante, o jovem  Negueba,  veloz e arisco, e como já havia  tirado os fracos Maldonado e Welinton, colocando Egídio e Fierro, reforçou  com as três substituições o ataque e a defesa. Ronaldinho inverteu a posição,  saiu da meia e foi para a frente e de centro avante fez logo um gol, aos 21 minutos.
Daí o Flamengo passou a dominar o jogo e mesmo que o treinador do Murici tenha tentado voltar atrás, tirando o lateral Alex Murici e colocando o atacante Josy, não deu mais tempo fazer nada. A equipe já estava dominada. O goleiro Dias ainda engoliu um frangaço na falta cobrada por Renato Abreu e no final Negueba que entrou bem no jogo, fez o terceiro e último.
Mas ficou comprovado que treinador pode decidir para o bem ou para o mal da equipe. O técnico Gilmar Batista foi infeliz recuando a equipe na esperança de empatar ou ganhar o jogo no contra ataque. Prejudicou a boa atuação do Murici, que na pior das hipóteses, poderia ter empatado para poder jogar a partida de volta no Rio.
O Murici tem bons valores, é a equipe campeã de Alagoas,  e jogadores como Everlan, Paulinho e outros destaques da equipe, são jovens e com certeza não ganham mais que seis mil reais. Muito superior em talento a muitos dos que temos aqui. Bem perto e bem mais baratos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Banheiros nos bancos? Mas quando!

Balela ou para inglês ver a decisão obrigando os bancos a partir do segundo semestre a disporem de banheiros masculinos e femininos e para portadores de necessidades especiais em suas dependências? Mesmo que a idéia seja por demais importante e válida, a  Lei nº 8,800, do vereador Fernando Dourado, já sancionada pelo Prefeito, será mais uma obrigando determinados serviços  aos bancos que eles,  infelizmente, tendem a não cumprir.
Os bancos possuem uma força enorme para descumprirem as leis. Quem não se lembra a lei que obriga as portas de segurança de vidro com detectores de metais para todas as agências que esperou anos e  e anos para que fosse cumprida? Foram necessários assaltos, mortes, baleamentos e todo tipo de demonstração de insegurança e da extrema  necessidade das portas para que se tomasse uma decisão mais séria com os bancos, inclusive com punição e prazo para o cumprimento. Se não fosse isso, a coisa ainda estaria na base do "empurra com a barriga".
As filas continuam, mas  e os banheiros  vão funcionar?
Outra Lei que também a maioria dos bancos não está nem aí e que  apesar das denúncias não se conhece nenhuma punição, é a que obriga que o cliente tenha no máximo 15 (ou são 20 ?) minutos de tolerância na fila de qualquer agência. Em princípios e finais de mês é normal se passar até 1 hora e meia numa fila e não existe nenhuma providência, nem por parte das gerências quando recebem a reclamação, nem pelas autoridades competentes. Daí,  como diz o povo: lei por lei só, não vale muito, não.
Como é natural se passar mais de uma hora na fila de um  banco, e num espaço de tempo desses  é normal se ter vontade de fazer alguma necessidade fisiológica, é por demais importante que os banheiros propostos pela Lei do  vereador Dourado entrem em funcionamento. Se for só para "inglês ver" vai ser mais uma Lei para irritar ainda mais os que cansam de esperar  nas longas filas dos bancos.

Homenagem ao craque Ronaldo Fenômeno

Excelente a idéia de homenagear Ronaldo com uma despedida pela Seleção Brasileira. Quem fez o que o Fenômeno fez pelo futebol, brasileiro e mundial, merece uma despedida em grande estilo. Sou daqueles que acham que Ronaldo Fenômeno foi o segundo melhor jogador em ação no mundo. O cara fe\ de tudo com a bola e tinha, depois de Pelé, o raciocínio mais rápido para a criação e execução de jogadas. Tudo isso, junto com a velocidade e a explosão do craque fazem dele o maior centroavante da história do futebol. Realmente um Fenômeno!.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A ação da Operação Guilhotina

Às vezes me pego pensando o porquê de tanta admiração pelo envolvimento de policiais do Rio de Janeiro com corrupção. Parece até que é novidade neste País -e na maioria de países do mundo também-, polícia e políticos envolverem-se em falcatruas. A sociologia ainda não conseguiu explicar com exatidão  por que isso acontece, embora algumas teses mostrem que é pela facilidade do lidar com armas, dinheiro ou melhor dizendo, com o poder. Ambos os profisssionais -policiais e políticos- têm um enorme poder, embora os policiais não tenham tanto dinheiro como a maioria dos políticos.  Mas o poder de ambos é incontestável.
Os 45 policiais entre civis e militares acusados pela Operação Guilhotina, no Rio de Janeiro, dentre os quais pelo menos 38 já estão presos, abusaram da boa vida, ou como falam na gíria, deram mole, bobeira, por isso foram descobertos. Chegavam a movimentar uma média de 50 mil reais por dia em suas contas bancárias, movimento de grande empresa. A jogada desses maus policiais, nada exemplares como homens da lei, chegou ao cúmulo de eles venderem informações de operações policiais aos traficantes, coisa quase que cinematográfica, por soma que chegava a 100 mil reais.
Os acusados pela Operação Guilhotina faziam suas "operações" em vários setores, do fornecimento de armas tomadas de bandidos para traficantes, a milícias; de "seguranças" de moradores que eram extorquidos, a proteção a casas de jogos. As armas apreendidas pelos membros da Operação Guilhotina em poder destes elementos que envergonham a polícia civil e militar vão de fuzis a carabinas; de revólveres a pistolas, sem contar os equipamentos de comunicação -Rádios- e pelo menos 5.000 balas. Um verdadeiro arsenal bélico.
O "peixe grande" Oliveira nao quis ser herói.
De todos os presos, o mais graduado, o chamado "peixe grande", é o delegado Carlos Oliveira, de 45 anos. que foi sub-chefe operacional da Polícia Civil do Rio de Janeiro e que havia assumido recentemente a sub-secretaria de Operações da Secretaria Especial da Ordem Pública. Este já ganhou como "prêmio" a exoneração.
A grande farra dos policiais do Rio de Janeiro chegou ao absurdo de alguns dos envolvidos com o salário de 2 mil reais mensais possuírem até dois imóveis, em bairros de classe, ou ter em casa até cinco aparelhos de TV de LCD. O "peixe grande" Carlos Oliveira possui vários imóveis, um deles no valor de mais de um milhão de reais e "simplesmente" um automóvel Audi- A4.
O péssimo exemplo que os policiais do Rio de Janeiro estão dando para seus colegas de todo o País, envergonhando a caegoria, principalmente os mais jovens que estão chegando agora, não é motivo para que se faça julgamento apressado ou generalizado de que qualquer homem da lei. é susceptível à corrupção.  Como em toda profissão  na Polícia existem os bons e os maus profissionais. E todo ser inteligente sabe que o crime - e a corrupção é crime!- tem seu preço. E o preço não é lá muito baixo. Que o digam os 45 envolvidos pela Operação Guilhotina.

Faltou experiência à Tuna

O que Fabiano quer é uma boa renda.
Faltou experiência ou no mínimo "jogo de cintura" da diretoria da Tuna Luso Brasileira quando fez a proposta à diretoria do Remo de "vender o mando de campo" do jogo de domingo por determinada quantia. Nessas horas não adianta ir com muita sede ao pote. Acho que o presidente Fabiano e sua diretoria  deveriam procurar saber com alguém que tivesse um pouco mais de experiência neste setor, como funciona a "Tuna equipe de futebol" nos dias de jogos e principalmente nos clássicos. Não quero aqui, de maneira nenhuma, criticar a gestão do Fabiano,  msmo porque sei que o que ele mais deseja é que a Tuna tenha uma grana melhor, mas nesse assunto futebol é preciso ter cancha, conhecimento "in loco",  jogo de cintura. Nem com  gulodice, tampouco pode dar mole,  pois  "se der sopa"  Remo e Paysandu engolem a Tuna e qualquer outra equipe. Seus dirigentes e funcionários são veteranos no assunto e conhecem o metier do futebol e sendo assim sabem trabalham para se dar bem.
Na nossa gestão tínhamos uma equipe que era boa e que com o tempo ganhou ainda mais experiência nessa área. Sob a coordenação de um ou mais gerentes experientes, felizmente nunca tivemos muitos problemas. Todos sabem que o número de "penetras" nos jogos do Souza é uma brincadeira. É carteirada para todos os lados e até quem é sócio do Clube  e às vezes até em atraso com suas mensalidades acha que tem direito de entrar nos jogos sem pagar. Ex-diretor, ex-conselheiro, amigo do amigo, colega do dirigente, é uma brincadeira, um desrespeito. Tivemos muitos problemas e alguns colegas deixaram até de falar comigo, porque queriam entrar "de graça" nos jogos. "Eu não sou dono da Tuna, camarada", respondia aos mais insistentes. Durante muito tempo, os nossos diretores pagavam suas entradas e só muito tempo depois foi que fizemos uma reunião e decidimos que eles não deveriam pagar. Mas até eu e o vice João Rito pagávamos ingressos. Nossa palavra chave era "se gosta da Tuna, tem que ajudar, não explorar". Isso gerava um controle maior e fazia com que todos, independente de quem fosse, fizesse até questão de pagar ingresso.
Nos clássicos, quando aconteciam nos estádios de Paysandu e Remo, o melhor negócio era acertar uma taxa ou arriscar duplicando a fiscalização. Os "funcionários" das duas equipes não são nada tolos e sempre a renda dava menos do que o esperado, embora os estádios estivessem sempre cheios. Para variar, todos os clássicos no Baenão e na Curuzu tinha discussão com os dirigentes dos clubes e com a FPF.
Quando os jogos eram no Mangueirão, a nossa equipe se dirigia para o estádio às 11horas ou no máximo meio dia. Com dois supervisores com comunicação direta via celular, colocávamos um ou dois funcionários em cada catraca. E não tinha essa de carteirada ou amigo desse ou daquele tentar furar. A discussão era feia, porque do lado de Remo e Paysandu tem muitos caras metidos a "capa preta". Conseguimos boas rendas nos jogos com os dois.
Na minha  modesta avaliação, num jogo como o de domingo, em que já houve o lapso do presidente Fabiano em  fazer a proposta ao Remo, recusada, e que gerou a revanche da diretoria azulina em possivelmente "boicotar" a renda do jogo, acho que vale a pena uma nova reunião e fazer o acerto de dividir a renda. Não adianta sonhar alto, o Remo está bem, mas está classificado. Só mesmo eles chamando a torcida poderá ir em boa proporção. Daí, com  a responsabilidade da organização sendo dos dois, a Tuna põe uma equipe boa para fiscalizar as catracas, o Remo convoca sua torcida, a Tuna convoca a sua e a renda poderá ser boa. Essa é a melhor solução. Mas se a diretoria da Tuna fincar pé e quiser esperar o resultado,  penso que poderá ser uma loteria. E loteria...
Aviso aos navegantes e seguidores: Eu sou um dos que mais torcem por uma renda boa, pois sei que uma boa grana é importante para o Clube no momento. Com certeza, e fé em Deus estarei lá domingo. E pagando meu ingresso!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ângela Rorô canta um blues. E para que mais?

Não há  muito que falar de Angela Rorô. Aliás, não muito porque falar. A cantora e compositora consegue ser autêntica e o grande referencial brasileiro na interpretação de blues, quando muitos tentam e poucos conseguem. Sua voz rouca e eloquente e suas frases entremeadas num autêntico breque moderno, fazem de Rorô aquela cantora que se tem vontade de ouvir logo cedo ou no final da noite. Na hora do drinque ou do amor sofrido, proibido e muitas vezes não correspondido. Rorô  tocando ou simplesmente cantando  acelera as emoções, os prazeres, a alma e a poesia desnudada em todos os sabores: do mel ao fel, do riso ao choro, da derrota ao prazer. Viva Ângela Rorô!

Sub-20 leva título com show dos garotos

Os garotos bons de bola encantaram o Brasil e o mundo.
Impressionante essa Seleção Sub-20 do Brasil. Os garotos parece que jogam por computador, tanto é o talento de cada um. Há tempo, muito tempo que não via um elenco tão qualificado, com jogadores tão competentes e voluntariosos como essa seleção  vncedora do Sulamericano Sub-20 no Peru, e que tem no jovem santista Neymar sua grande estrela, mas que devido o talento de nomes como Lucas e Casemiro, dentre outros, não conseguiu ofuscar seus companheiros. Neymar em todo o período que esteve com seus companheiros da seleção, demonstrou humildade e companheirismo, mostrando inclusive que amadureceu do deslumbramento do anos passado. Mesmo assim, Neymar foi o artilheiro da competição  e na última partida na madrugada de domingo, contra o Uruguai, fez dois gols na goleada de 6 a 0. O diferenciado Lucas, outra grande realidade do futebol brasileiro e que pertence, como Casemiro, ao São Paulo, fez três gols na grande final.
Essa geração de craques que tanto brilhou nesse Sulamericano Sub-20  chamou a atenção de treinadores e dirigentes dequipes mundiais, principalmente européias, embora Mano Menezes, treinador da Seleção Brasileira, já tenha demonstrado que vai querer contar com alguns deles nas Olímpiadas e até na Seleção principal.
É importante que suas equipes segurem esses garotos pelo menos por um período, para que possamos ver craques brasileiros jovens em ação em equipes nacionais, o que infelizmente não tem acontecido, pois só os vemos na Seleção ou então quando já estão veteranos e retornam ao Brasil.