quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Remo Sub-20 vai firme hoje contra o Mengo

O time do Clube do Remo Sub-20 entra em campo logo mais às 20,30h para enfrentar o Flamengo. É uma partida que os garotos remistas esperam como o jogo de suas vidas, pois uma vitória do Remo além de ajudar na corrida ao titulo da Copa do Brasil Sub-20, proporcionará a oportunidade dos meninos do Remo aparecerem à nível nacional. 
Sempre fui um defensor e apoiador das categorias de base. Acredito que qualquer equipe precisa ter uma escola de futebol, que começa a partir dos sete ou oito anos e daí pode trabalhar o futuro desses atletas, na parte física, técnica e como cidadãos.
No Pará, sempre tivemos bons jogadores a partir da base. Muitos sonharam mas por problemas extra campo pararam no meio do caminho. Muitas vezes, como muito bem falou o poeta Carlos Drummond de Andrade, "no meio do caminho tem uma pedra" ou varias pedras que impedem que os garotos realizem seus sonhos.
Na Tuna, por exemplo, acompanhei a ascensão de vários jogadores. Alguns deram certo. Outros, infelizmente pararam. Em 2007, o meu amigo Ismar Araújo era diretor de futebol e nos apresentou para o futebol profissional, oriundo do futsal, o jogador Vitinho. Pequeno, muito jovem, tipo 17 anos, Vitinho era rápido e bom driblador. Foi a sensação dos cronistas numa semi-final se não me engano com o Remo.
Depois, encontrei Vitinho perto de minha casa. Me falou que havia abandonado o futebol, pois havia decidido pelos estudos. Menos mal.
Hoje, contra o Flamengo,  o Remo vai ter um osso duro, como se fala na gíria do futebol. Mas acredito no talento dos garotos azulinos e na competência do professor Valtinho, um estudioso do futebol que sabe o segredo de trabalhar com atletas jovens.
Boa sorte aos garotos azulinos.

Fluminense e Botafogo: jogo sensação

O Fluminense, que o grande Vanderley Luxemburgo vem conseguindo arrumar, tem o difícil compromisso de vencer hoje o Botafogo, de outro grande técnico, Osvaldo de Oliveira, e que mesmo que ainda esteja em posição privilegiada no G-4 da Série A, pelos últimos resultados negativos, já não é visto como candidato ao título.
Na realidade, o clássico entre tricolores e alvinegros, toma ares de grande importância, pelo que vem acontecendo com as duas equipes. 
No caso do Botafogo, as recentes e constantes derrotas fizeram com que sua torcida, até pouco tempo sorrindo para as paredes, passasse a desconfiar que a fama de "cavalo paraguaio" persegue mesmo a equipe de General Severiano.
Ídolos novo mas com moral elevado como Seedorf, passaram a receber críticas de cronistas e de torcedores. O holandês chegou inclusive, na última partida, a ser substituído, graças a má fase que está passando: errando passes, chutando grama e demonstrando que seu sistema nervoso, como o de toda equipe, está bastante abalado.
O estrategista Vanderley Luxemburgo
Pelo lado do tricolor, a situação é parecida mas invertidamente. Quando Luxemburgo chegou nas Laranjeiras encontrou uma equipe cabisbaixa, sem ânimo, perdendo quase todas as partidas, indo e vindo para a zona de rebaixamento. 
Pior ainda: com o grande meio campista Deco anunciando sua aposentadoria e de quebra o artilheiro Fred se contundindo e deixando o já cambaleado elenco numa situação de risco de queda.
Luxa começou a trabalhar, promoveu alguns garotos da base, puxou na orelha de outros e hoje o Fluminense. em seis partidas disputadas, ganhou quatro e empatou duas, ou seja: disputou 18 pontos e ganhou 14.

No jogo de hoje o Botafogo se prepara para reagir e sair da onda de derrotas que persegue a equipe com uma vitória sobre o Fluminense de Luxemburgo. Seedorf já falou que já passou um número maior de jogos sem vencer, "mas que quando começa a ganhar vai longe"
Pode ser um recado que com certeza Vanderley e seus comandados entenderam muito bem. Mas, certamente, o campeoníssimo técnico tricolor já preparou sua equipe para segurar o holandês e conseguir mais uma vitória.
É esperar pelo resultado. Mas a partida promete ser a sensação da noite
de hoje.

Um empate só. E com um adversário fraco!

O empate que o Paysandu conseguiu ontem em Guaratinguetá não foi um mal resultado. Em que pese a má qualidade do time paulista, o campo, cujo gramado perde feio para os nossos aqui,  o resultado não atrapalhou mas  até que poderia ter sido melhor para o time bicolor.
O time do Paysandu, bastante elogiado pela crônica esportiva, não foi lá essas coisas todas. Na realidade, mereceu ganhar a partida, mas não por ter tanta superioridade sobre o adversário. A vitória bicolor seria justa, porém, a meu ver, mais pela pouca qualidade técnica do Guaratinguetá, que dentro de casa, com seu campo péssimo, mas que ele deveria conhecer bem melhor que seus adversários, não soube se impor.Ontem postei que seria um erro ele lançar o Dennis como titular. Ele lançou, insistiu, Dennis foi uma figura apagadíssima em campo, mas mesmo assim, ele só substituiu seu afilhado no final do jogo.
Mas para continuar errando, Benazzi tirou Dennis e botou em seu lugar Careca, que vinha parado já há muito tempo. E continuou na sua "via crucis" de erros: tirou o jovem Héliton e pôs Alex Gaibu, um volante de contenção ou lateral, embora improvisado.
Quer dizer, Benazzi enfraqueceu o ataque de seu time. Não teve coragem de entrar firme, forte para garantir uma vitória em cima de uma equipe que vimos que é inferior ao Paysandu, pelo menos foi ontem.
Por que Benazzi não substituiu somente Dennis, e logo no primeiro tempo, e colocou um atacante veloz, como Aleilson, que poderia infernizar a defesa do Guaratinguetá? E por que substituir Héliton? E por Gaibu e não por um outro atacante, que poderia dar um novo ânimo ao parado ataque bicolor com o cansado e fraco Dennis? Poderia ter pensado logo no início do segundo tempo em substituiu Djalma ou Zé Antonio, que não estavam tão bem ontem.
O resultado é que com as substituições erradas o Paysandu recuou, recebeu pressão, e com isso quase que o Guará faz um golzinho no final. Seria um  "baita" de um castigo no Benazzi, não?
Não quero ser o primeiro a pegar no pé do sortudo e fervoroso Benazzi. Mas é bom que ele pense melhor no time que vai lançar e principalmente nas substituições. Ontem o Eduardo Ramos "comeu" a bola. Se tem uma pessoa para lhe ajudar melhor na distribuição de boças no meio de campo, com certeza a sorte do Paysandu poderia ter sido bem melhor.
Enfim, o empate não foi tão ruim. Mas é bom o técnico posicionar melhor todo o time: a defesa, o miolo de zaga; cobrar funcionalidade no meio de campo, pois ontem ainda há a desculpa do campo, mas alguém tem que jogar com Eduardo Ramos, que é quem tem a tarefa de distribuir as bolas para o ataque e ainda chutar a gol. E ver melhor quem é que pode ser bom para o ataque. Nada de apadrinhamentos. Isso derruba técnico. E quem avisa amigo é! 

Tuna vai pra cima do Pinheirense no Souza

A Águia quer brilhar de novo hoje no Souza

"Não vamos pensar em partidas passadas, quando já vencemos o Pinheirense N vezes. Cada jogo é uma realidade e vamos entrar como se fosse um adversário duro, forte e difícil." Foram as palavras da técnica Aline Costa para definir a responsabilidade da equipe feminina da Tuna Luso Brasileira no jogo de logo mais às 15 horas contra o Pinheirense, no Estádio do Souza.
Será a terceira partida da Tuna neste Campeonato Brasileiro de Futebol feminino e a segunda em que atuará no Souza. As duas primeiras a Águia venceu, a segunda de goleada no Viana do Maranhão. Mas a equipe do Pinheirense também está bem, venceu seu ultimo compromisso por 4 a 1 em cima do Tiradentes do Piauí.
Se vencer, a Tuna ficará em posição excelente, pois permanecerá em primeiro lugar e invicta, com nove pontos, somados nas três vitórias. Já o Pinheirense, que está na terceira colocação com apenas três pontos, vai entrar com tudo para tentar vencer a Águia.
O duelo entre Tuna e Pinheirense promete, principalmente pela "briga" pessoal das duas atacantes e artilheiras: Irley, apelidada de Balotelli, pelo Pinheirense, que fez três gols contra o Tiradentes no último jogo; e Priscila, a "Pri", atacante cruzmaltina, que também marcou três contra o Viana. Ambas prometem gols hoje à tarde.
Todos ao Souza, às 3 da tarde, com camisa e bandeira para torcer pela nossa querida Tuna!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Paratodos, uma canção para todos


Chico não é o Midas da música, mas consegue ser um gênio cuja capacidade criativa o tempo não consegue apagar. "Paratodos" foi um LP lançado em 1993, com uma capa diferente de todos os discos que o poeta carioca fez. Um apanhado de fotografias de várias pessoas, de várias raças, inclusive uma foto sua em que aparece de perfil, tipo daquelas em que o elemento é identificado na polícia.
O carro chefe do disco é a canção "Paratodos", que segundo o historiador Wagner Homem, no livro "Histórias e canções", surgiu quando Chico estava prestes a completar 50 anos e entrou em uma espécie de crise da meia idade. Começou a pensar em sua árvore genealógica, e lembrou de Tom Jobem, que gostava de bincar cantarolando: "O meu pai era gaúcho, o meu avô era do Leme em São Paulo,o meu bisavô era cearense, sou até primo do Vinícius..."  
Capa do LP "Paratodos"
Na canção de Chico, a letra desemboca numa homenagem em que, na genealogia musical do autor, Tom ocupa o papel de maestro soberano ao lado de outros "parentes". Quando fez a canção, Chico mandou um bilhete para Tom, que estava meio impaciente para ouvir música, dizendo-lhe: "ouve esta".
Numa mesa de bar, Tom ouviu e devolveu o bilhete:
"Chico my love:
A tua homenagem me deixou estarrecido. Estou desvanecido, deliquecente, maravilhado, sobretudo porque é Para Todos, para mim, para você".
E finalizando Tom escreveu: 
Eu sempre tive a idéia de fazer uma música para todos; falei com o Vinícius e ele fez com o Baden o "Samba da Bênção"; a minha toada nunca saiu. Mas agora aconteceu. Beijo, beijo, beijo, beijo."
O maestro Tom Jobim tempos Antonio Brasileiro, como é tratado na música de Chico.
depois, lançou seu último disco e deu o nome de

Pode ser que a aposta de Benazzi dê certo

O técnico Vagner Benazzi está apostando tudo para não deixar o Paysandu cair. O salário de 70 mil reais e o possível prêmio de 200 mil se conseguir salvar o time bicolor da degola, incentivaram o técnico a fazer modificações, a meu ver, apressadas na equipe.
Hoje, contra o Guaratinguetá, equipe que Benazzi conhece muito bem, além das promessas que o técnico fez com Nossa Senhora Aparecida e a Nossa Senhora de Nazaré, Benazzi está lançando como titular um jogador que ninguém conhece, Dennis, atacante que era reserva do reserva na Ponte Preta, equipe que está na vice lanterna da Série A, mas que chegou com "bagagem" e vai barrar Iarley, Aleilson e o recuperado Careca.
Uma aposta que eu particularmente temo que não dê certo. Mesmo porque, Héliton, o companheiro de Dennis no ataque bicolor, vem demonstrando que tem futebol para ser titular ou pelo menos para brigar por uma vaga durante a partida. Mas o jogador tem entrado no ataque sempre com um atacante já conhecido, com quem está habituado a treinar, como Marcelo Nicácio, Iarley ou Aleilson. Com o novato Dennis é diferente. Não se conhecem bem dentro de campo e para uma partida estratégica como a de hoje à noite, quando o Paysandu necessita vencer ou pelo menos empatar para não ficar numa situação complicada na tabela, apostar num esquema novo com alguns jogadores que não vinham jogando e principalmente com um atleta que chegou recentemente como titular, pode ser perigoso. 
Benazzi está muito empolgado, com apoio da diretoria e, principalmente, da torcida bicolor, que gosta de seu jeito simples, humilde e humano de trabalhar. Ao contrário de seu antecessor, Arturzinho, é simpático com os jogadores, com a Imprensa e até com os torcedores. Mas isso não é tudo. O Paysandu precisa de um tratamento de choque. Pode até ser que as mudanças que o "Coach" fez seja este tratamento de choque. 
Se suas preces, somadas com as de milhares de torcedores do Paysandu, forem atendidas, e as modificações acertarem na "mosca", pode ser que o Paysandu saia com um grande  resultado já nesta primeira partida em solo paulista.
Mas, como citei acima. Pode ser...

Qual é a dos "Black Blocks?

Os tais Black Blocks, que insistem em esconder a cara, estão realmente mais para nazi-fascistas do que para protestantes por mudança de alguma coisa ou até mesmo anarquistas. É inadmissível grupos irem às ruas "protestar só por protestar". Se auto-intitularem como manifestantes, fazerem suas manifestações, particular ou coletiva, escondendo o rosto, se dizendo apartidários e com "picolés" e placas onde se lê "não queremos partido". Tem alguma coisa de Ku-Klux-Kan, pois quem não mostra a cara, está escondendo alguma coisa.
Querem o que, afinal?  Pelo que se entende, somente afrontar a todos, talvez por um instinto juvenil de completa irresponsabilidade.
A livre manifestação, democrática, reivindicatória, deve ser até  incentivada e aplaudida. Todos têm direito a revindicar, independente de qual seja sua categoria. Hoje, até as categoria mais burguesas e conservadoras pegaram a onda e estão protestando, como diria o Raúl Seixas em uma de suas músicas.
Mas o tais Black Blocks parecem mais membros de organizações de extrema direita, que escondem o rosto e fazem todo tipo de arruaça, esquecendo que o protesto deve ser organizado, dirigido, não importando se por partidos políticos ou não, mas que devem ter uma organização, uma direção, pois todo protesto deve se politizado, para mostrar que os que estão protestando querem mudar alguma coisa, criar algo, reivindicar melhorias para determinados setores.