terça-feira, 13 de maio de 2014

Um gay muito macho em "Praia do Futuro"

Assim como Greta Garbo (quem diria!, foi parar no Irajá!), o ator baiano Wagner Moura, o valente e destemido coronel Nascimento do filme "Tropa de Elite", volta agora em um novo filme fazendo o papel totalmente inverso do violento capitão.
No filme "Praia do Futuro", que estréia amanhã em circuito nacional, Wagner Moura interpreta um salva-vidas que trabalha nas praias de Fortaleza e se envolve em uma relação homo-afetiva com um soldado alemão, vivido pelo ator Clemens Schick, cujo parceiro de viagem morreu por afogamento.
Donato (Wagner Moura) e seu amor alemão
Donato, o personagem de Wagner Moura, muda de malas e bagagens para Berlim com o novo amigo, que é ex-combatente do Afeganistão e mecânico de motos. Na capital alemã Donato perde totalmente o contato com familiares e amigos, e só volta a refletir sobre seu passado após oito anos, quando seu irmão caçula, já homem, chega ao país europeu. 
A película tem cenas gravadas em Fortaleza e na Alemanha, e mostra um Wagner Moura mais maduro e num papel moderado, completamente diferente do violento capitão Nascimento.
A direção é do cineasta cearense Karin Ainouz, conduzida com bastante segurança e objetividade, e embora o tema central pareça ser o homossexualismo, não trata propriamente do assunto.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

MPB perde a voz e a alegria de Jair Rodrigues

A última vez que vi o cantor Jair Rodrigues, que morreu hoje, em seu sítio em Cotia (SP), provavelmente de infarte fulminante, foi na platéia e depois no camarim de um show em homenagem à Elis Regina, uma de suas grandes companheiras. Na ocasião, Jair fez questão de cumprimentar os dois atores que fizeram o seu papel e do de Elis, fazendo inclusive brincadeiras elogiosas ao desempenho do ator.
Jair Rodrigues de Oliveira era paulista de Igarapava, e completou em fevereiro 75 anos. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros.
Começou a carreira em 1962, mas somente dois anos depois, em 1964, gravou, seus dois primeiros LPs, "Vou de samba com você" e "O samba como ele é". Até hoje seu maior sucesso foi a música "Deixa isso pra lá", tida como precursora do Rap no Brasil.  A interpretação de Jair para essa música, embora já tenha se passado 50 anos, já mostrava a sua interpretação cheia de uma bossa alegre, diferente, divertida e que já prenunciava Jair como um dos grandes intérpretes do samba e de outros gêneros de nossa música..
Jair Rodrigues inventou o "Rap" há 50 anos
Jair Rodrigues, na década de 60, fez muito sucesso com Elis Regina, na famosa dupla "Dois na Bossa". Os
dois -Jair e Elis-, iniciaram a parceira musical em 1965 e lançaram o disco ao vivo "Dois na bossa", que graças à boa repercussão do LP rendeu à dupla o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que fez muito sucesso na TV Record. Com Elis, Jair lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série "Dois na bossa".
O II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues. Ele concorreu com "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros. Na final, o júri primeiro lugar foi para  "A banda", composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão, mas o próprio Chico defendeu que "Disparada" merecia vencer, o que ocasionou a divisão do primeiro lugar entre as duas músicas.
Jair deixa um grande legado na Música Popular Brasileira, graças à sua bela voz e sua alegria. Numa carreira de mais de 50 anos, Jair Rodrigues era o retrato da espontaneidade, graças ao seu sorriso largo de felicidade e de um excelente humor. 
Agora resta aos que admiraram a arte de Jair Rodrigues, curtir sua alegria através de seus dois filhos, Jair de Oliveira, o Jairzinho, e Luciana Mello, ambos, músicos e cantores, com trabalho de destaque na nova música brasileira.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Guilherme Paraense, atleta da Tuna, foi o primeiro medalhista olímpico do Brasil

O primeiro campeão Olímpico brasileiro e da América Latina, era paraense e atleta da Tuna Luso Brasileira.
Guilherme Paraense nasceu em Belém, no dia 25 de junho de 1885, e foi o primeiro atleta brasileiro a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos de Antuérpia (Bélgica), em 1920. Permaneceu como o único campeão olímpico do país durante 32 anos, até que Adhemar Ferreira da Silva igualasse sua conquista no salto triplo, em Helsinque, em 1952. 
Guilherme Paraense era Primeiro-tenente do Exército, e foi campeão brasileiro de tiro em 1913, 1914, 1916 e 1917 e campeão carioca em 1915 e 1918. Tinha 35 anos quando competiu pela primeira vez nas Olimpíadas, no dia 3 de agosto de 1920..
O atleta da Tuna Guilherme Paraense e sua esposa
A primeira participadão olímpica do Brasil se deu principalmente por causa do adiamento dos Jogos Olímpicos de 1916, que seria em Berlim, na Alemanha, adiados por causa da Primeira Guerra. Com isso o Brasil ganhou a chance de se preparar melhor para fazer uma boa campanha na sua estreia em uma Olimpíada. Com 29 atletas, a delegação nacional chegou aos Jogos mesmo sem ter ainda um Comitê Nacional. Convidado pelo COI, através de Raul Paranhos do Rio Branco, embaixador brasileiro na Suíça, os brasileiros alcançaram um desempenho que parecia promissor, com a conquista de três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Em cinco esportes (natação, polo aquático, remo, saltos ornamentais e tiro), os brasileiros tiveram bom desempenho apenas no tiro. O atleta da Tuna Luso Brasileira Guilherme Paraense tornou-se o primeiro atleta brasileiro, e também sul-americano, a conquistar o ouro olímpico.  
Guilherme representou o Brasil e a Tuna Luso Brasileira, e venceu a prova de pistola de velocidade ou tiro rápido. As armas utilizadas pela equipe brasileira na disputa foram cedidas pelos norte-americanos, já que os brasileiros tiveram seu armamento e munição furtados durante a viagem.
Guilherme Paraense Paraense faleceu em 1968, aos 83 anos, e até hoje é reconhecido mundialmente como o desportista que deu a primeira medalha olímpica de ouro ao Brasil.Dados compilados em pesquisa).

segunda-feira, 5 de maio de 2014

"Sertanejo" irrita artistas da MPB

Dia desses li uma imensa reportagem sore Guilherme Arantes, onde o cantor, compositor e pianista mostrava todo seu ceticismo com os caminhos tomados pela música brasileira. 
Arantes, a meu ver um dos grande poetas da MPB, autor de clássicos como "Meu mundo e nada mais", "Cheia de charme", "Planeta água", "Êxtase", não entendia os rumos tão alienados e alienantes que a música brasileira tomou.
"Estamos carentes de músicas boas, com letras que mostrem uma realidade melhor, um romantismo sem ser piegas", disse o compositor paulista. 
"De repente o Brasil virou sertanejo, sertanejo universitário. Só eles tocam nas emissoras de rádios e TV, de norte a sul agora o Brasil é agrícola, é rodeio, é caipira", criticou Arantes.
Outro também que descambou em cima da música que se faz hoje no Brasil foi Samuel Rosa, do Skank, grupo mineiro de rock. "Será que vai aparecer algum sertanejo que faça alguma coisa que fique, como Milton., Chico, Caetano. Ou como Herbert Viana, Cazuza, Renato Russo?
A briga é feia e não é muito sadia. O sertanejo, que de todos os ritmos predominantes é o pior, juntamente com o tal "pagode", se alastrou de uma maneira, com "jabá" em todas as mídias, apresentando todos os meses um "novo" ídolo, novas duplas, o que está gerando uma grande preocupação em vários artistas brasileiros. 
Se imediatamente não for feito um trabalho de conscientização e moralização com a música brasileira, a tendência é só piorar. Acho que as emissoras de TV, principalmente a Rede Globo, que detém a maior audiência e trabalha midiaticamente as duplas e os "valores" sertanejos, tem que levar uma prensa, que pode ser em forma de protesto da população e dos artistas, porque ela -a Globo- impõe em suas programações, toca e a "cultura sertaneja" se apossa cada vez mais da cultura brasileira.
Não que se queira acabar com o sertanejo. Mas que haja uma contrabalanceamento, diminuindo essa força inexplicável do sertanejo.
A sacanagem que a mídia faz com a MPB é a mesma que as escolas de samba vêm fazendo ao longo dos anos  com os verdadeiros compositores, sambistas e passistas. Ou melhor, como diz aquele famoso samba: "escondendo gente bamba. Que covardia!"

Não à boataria! Tuna vai ter futebol!

Aviso aos navegantes e aos cruzmaltinos:

Diferente do que um conhecido cidadão anda apregoando pela cidade e até nas dependências do Clube, a Tuna não está licenciada nem vai se licenciar do futebol profissional por dois anos.. Ao contrário, já no mês de Junho e no mais tardar na segunda quinzena de Julho, após a Copa, a Águia do Souza estará com sua equipe profissional praticamente definida para disputar, a princípio, a Segundinha e logo depois a primeira Fase do Parazão 2015.
Temos que expurgar os boateiros inimigos da Tuna!
Na última reunião de diretoria, conversei longamente com o presidente Charles Tuma, com seu vice João Rodrigues e com o diretor de futebol, Raimundo Almeida, oportunidade em que todos garantiram que a equipe de futebol profissional estará pronta para disputar o Campeonato da Segunda Divisão "e com uma equipe competitiva, embora tenhamos consciência de que temos que ter o pé no chão", garante Charles.
É natural sempre alguns elementos que considero inimigos do clube plantarem notícias na Imprensa ou então difundir a boataria da maldade pela cidade, no intuito de lançar pessoas contra os dirigentes.
Teremos futebol e vamos, nós cruzmaltinos, nos unir para que seja feita uma equipe competitiva e pronta para vencer ou no mínimo ser a segunda colocada para ter direito a disputar o Parazão.
Tudo depende da diretopria, mas se estivermos juntos apoiando a coisa acontece. E com qualidade, porque nós cruzmaltinos não somos muitos, mas temos muita raça e amor ao nosso clube!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Chegaram as cumbucas em alto relevo

A beleza das cumbucas com a logo da Tuna em alto relevo
A feijoada em prol da Sede náutica já é um sucesso. Das 250 cartelas que fizemos, quase 200 estão vendidas. Com mais um pouco de trabalho, chegaremos aos nossos propósitos. A equipe está empenhada, todos colaborando com o trabalho de repassar e comprando a sua, o que é mais importante. 
Esta semana recebi já uma parte das cumbucas prontas. O belo detalhe do alto relevo realmente deu um toque especial ao trabalho, valorizando artísticamente as cumbucas.
Como planejamos desde o início, estão sendo feitos quatro modelos, uma maneira de atender aos que adquiriram mais de uma cumbuca e querem ficar com o objeto de lemrança.
Um aviso: as pessoas que por acaso adquiriram a cartela e não vão poder participar da feijoada (o que nós lamentamos, porque a festa promete ser linda) poderão entrar em contato com este escriba ou com a pessoa que lhe passou, que imediatamente lhe entregaremos a cumbuca. Pode ter certeza, que não podendo ir, a cumbuca está garantida. Mas é importante a presença de todos pois, repito, a festa tem tudo para ser muito bonita.

Rumo às "pontes que caíram"

Tudo indica que deu a louca nos balseiros (ou, no mínimo, nas balsas), já que após um curto espaço de um acidente em que uma das pontes da Alça Viária ficou totalmente destruída, aconteceu outro, com a balsa saindo de rota, parecendo estar totalmente desgovernada, por pouco não causando uma situação bem mais grave.
Ainda é cedo para se afirmar se foi erro mecânico ou falha humana. O fato é que um dia após o Governo anunciar que começaria a obra de recuperação da ponte do primeiro acidante, acontece outro.
Se  só para anunciar a[o início da obra demorou mais de um mês, imagine quando vai ficar concluído o trabalho! E da segunda, cujo acidente que está "fresquinho"? Podem anotar: no mínimo um ano.
Com isso, a população de Moju, principalmente, é que sofre, pois com certeza a balsa "cambaleante" está danificada, e se não tiver uma outra com capacidade para substituição, o bicho vai pegar de vez.
O governador Jatene, que adora pescaria, deveria convidar o Zenaldo e juntos programar  tomar uns banhos, ms na água salgada, em vez de pescar, porque o buraco da Almirante já esta consumido a população há 10 dias, com mais um ano (ou mais) da recuperação primeira ponte, agora com mais esse bode da segunda...
Como muito colocou o poeta bragantino, mandar alguém "pra ponte que caiu" até que dá, mas "pras pontes", é meio complicado...