quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O futebol e o samba do Ataulfo

O País da bola sofre um retrocesso em termos de futebol. É o que falam principalmente os latinoamercanos sobre o Brasil. É que outrora o Brasil descobria seus craques e eles ficavam aqui, ou quando saiam já eram veteranos. Isso aconteceu com Amarildo, com Didi, depois com Rivelino, Carlos Alberto Torres, Carlos Alberto Pintinho, o próprio Zico, que saiu do Flamengo já com quase 30 anos e por aí adiante. De uns tempos para cá, os jogadores passaram a sair do Brasil na faixa dos 18 anos, no máximo 20 anos, ou seja,  praticamente nos cueiros. Foi o caso de Adriano,  Robinho, Pato, Elano, Diego, Deco, Júlio César e mais uma pá de jogadores. Saíram do País sem sequer jogar na Seleção Brasileira. Todos foram convocados de fora. Já aconteceu até de nossa Seleção ser Brasileira só no nome, porque a maioria, ou seja, 90 por cento dos jogadores, jogavam no exterior. Existem casos de jogadores brasileiros se nacionalizarem por outro País, como Deco, que é português e brasileiro e Roberto carlos que também tem nacionalidade espanhola. Isso acontece, principalmente, porque a empolgação do jogador pelo país que praticamente o lançou no futebol, onde ele é conhecido, amado pela torcida, tornar-se sua pátria. É como Caetno diz em uma de suas músicas.: "minha pátria, milha língua".  Jogam fora, falam outra língua diariamente, seus filhos não são brasileiros, daí para perder a identidade é um passo.
Robinho deixou o Santos com 20 anos.
Hoje a coisa está totalmente invertida. Brevemente -é quase certo- perderemos Neymar e Paulo Henrque Ganso para o exterior. Enquanto isso,  estamos trazendo de volta os "craques" Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Felipe, Roberto Carlos,  Deco, Juninho Pernambucano (está pra chegar) e agora Liedson, que voltou, estreou no Corintians  e conseguiu fazer dois gols ontem que até o Zé Augusto faria. Quer dizer, os caras vão embora, ficam ricos e voltam para o Brasil sem jogar nada e ganhando igual e às vezes até mais do que ganhavam lá fora. A diferença é que agora estão com "o pé na cova" do futebol.
O futebol paraense comete também os mesmos erros. Adora importar "bondes", mesmo que já tenha sido provado que isso é muito negativo. Já estão aí os "vovôs" Sandro, Alex Oliveira, Mendes e outros. O São Raimundo quis dar uma de bam-bam-bam, foi ao Rio, trouxe um bocado de atletas e até treinador. Resultado: não ganhou nada. A Tuna está recebendo propostas e mais propostas de empresários querendo trazer "craques" e "bondes" para atuar na Águia. A diretoria e o Departamento de Futebol já foram alertados. Cuidado. Muito cuidado. Jogador velho só é bom para jogar dominó ou gamão. E craque, com certeza, não vem para cá.
O assunto me faz lembrar os versos de uma famosa música do imortal compositor de sambas das Minas Gerais Ataulfo Alves:
 -Laranja madura, na beira da estrada, tá bichada Zé,
ou tem maribondo no pé.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em apoio ao Flávio e à equipe!

Flávio precisa de nosso apoio.
Sabia que parte da torcida e da Imprensa iriam cair batendo no Flávio Goiano. É aqule história: futebol  resultado. Mas a Tuna não está tendo mal resultados. Apenas não ganhou nenhuma partida, mas também só perdeu uma. Acho que é hora de levantarmos a bola do treinador e da equipe. Vamos deixar o Flávio trabalhar, vamos ver o que acontece no sábado, como a equipe se porta. Não se pode quebrar um trabalho que em sendo feito com respeito, com vontade, com alma como o que vem sendo feito pelo Flávio Goiano. O "Coach" tem se dedicado ao máximo. Se a equipe não rendeu bem ainda, acho que é cedo e dá para esperar mais um pouco.
Conclamosaos cruzmaltinos que a equipe da Tuna precisa de nosso apoio. Não podemos deixar de apoiar nessa hora. Lutamos tanto para chegar onde chegamos e agora ficar nessa de brigar, destratar o treinador e os jogadores! Sem essa. Vamos nos unir e deixar o Flávio trabalhar. Deixa a Imprensa falar. É normal. Treinadores para eles só de Remo e Paysandu. O Giba que o diga. Passou o ano todo aqui, não ganhou um turno e ainda saiu como herói. Tô contigo, Flávio!

Fundo de Quintal: samba de quilate!

Gosto dessa turma do Grupo Fundo de Quintal. Foi mais ou menos no final da década de 70 para 80, que conheci Zeca Pagodinho e o Fundo de Quintal. Embora já soubesse da existência do grupo, inclusive com a participação de Jorge Aragão, não tinha tido a oportunidade de ouvir a rapaziada o bastante para saber se era um grupo de sambistas ou de "sambeiros", como os surgidos aos montes na década de 90. Me impressionei com a instrumentação, a concatenação e o jogo de vozes e, principal:mente com o samba no pé da maioria dos componentes. Quando comprei o primeiro disco de Zeca Pagodinho (também foi o único, pois acho que o Zeca virou um cantor de qualquer bobagem, sem critério para as gravações) e assisti a uma entrevista do Fundo de Quintal falando positivamente sobre o cantor de Xerém, aproveitei para levar também um LP do grupo. Maravilhosos! Hoje guardo os dois LPs como relíquias, pois acho que foi o melhor disco de Zeca Pagodinho ("Judia de mim", "Casal sem vergonha", "Iaiá") onde tudo indica que as músicas ao  que parece foram perfeitamente escolhidas. Aliás isso é um fato. Sempre o primeiro disco é recheado de coisas boas e quase sempre é o melhor ou um dos melhores da carreira de qualquer artista.
Com o Grupo Fundo de Quintal aconteceu mais ou menos a mesma coisa. Ubirani, Bira Presidente, Sereno e o grande Sombrinha, são sambistas de um altíssimo quilate, daqueles que procuram fazer sempre um trabalho que possa merecer os louvores de mestres como Paulinho da Viola, Martinho da Vila  e da madrinha deles, a grande Beth Carvalho.Uma boa pedida a presença do Grupo Fundo de Quintal  fazendo show em nossa capital.
 Sobre o Samba e sambistas, costumo dizer que gosto de samba. Não tem essa de afirmar e querer nos meter goela abaixo que pagode é samba, ou que tudo é a mesma coisa. Calma lá. O samba é um só. Agora pagodeiro, sambeiro, que faz sucesso por causa dos ternos bem talhados jamais representarão o velho e tradicional samba. Que fez história com nomes como Monarco, Jorge Aragão, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Martinho da Vila e o grande mestre João Nogueira. Aliás, dessa nova geração vale a pena ouvir Diogo Nogueira, filho do João. O cara além de voz muito semelhante ao pai, escolhe e valoriza seu repertório. É bom que Diogo não caia na mesmice que caiu Zeca Pagodinho, que passou de grande cantor e compositor a um simples intérprete sem nenhum critério.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Juiz que discrimina "Maria da Penha" quer voltar. Pode?

Será que o juiz Edilson Rumbelsperger tem condições de desempenhar suas funções no Conselho Nacional de Justiça? Rumbelsperger foi afastado de suas funções ano passado, por fazer declarações preconceituosas contra a Lei Maria da Penha. e agora inconformado, acaba de entrar com um mandado de segurança no STF na tentativa de anular a decisão que o impede de trabalhar. 
O juiz ano passado respondeu a processo administrativo que resultou em seu afastamento de suas funções por um período de dois anos por ter feito considerações preconceituosas e discriminatórias às mulheres em sentença proferida em 2007. Na sentença,  Edilson Rumbelsperger se refere à Lei Maria da Penha como "um monstrengo" e "um conjunto de regras diabólicas". Agora, assinado pela Associação dos Magistrados Mineiros, o juiz quer voltar a exercer suas funções, usando a assertiva de que "foi mal interpretado".
Muito fácil o corporativismo da Associação dos Magistrados Mineiros em defender alguém que além de discriminar as mulheres demonstrou em suas palavras preconceito demasiado contra uma Lei que ficou famosa por a pessoa que é homenageada simbólicamente, a biofarmacêutica Maria da Penha, ter tido  a coragem de denunciar as atrocidades que sofreu de seu marido,  professor universitário  colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, que  tentou matá-la várias vezes e que numa delas culminou com um tiro que a deixou paraplégica em 1983.
É isso aí. Não precisa nem legenda!
Espera-se que o STF não absorva  o pedido da Associação mineira e  que não conceda que um ser que desempenha uma função que deveria ver a justiça prevalecer em todos os sentidos como prioridade, é capaz de discriminar e usar do preconceito, principalmente no caso das mulheres, quando se sabe que apesar da Lei já existir há quatro anos, as companheiras continuam sendo vítimas diárias de todo tipo de  violência, inclusive  até  entro de seu próprio lar.
Edilson Rumbelsperger deve ter lido o livro "Extermínio de homens", do ex-marido de Maria da Penha, Marco Antonio Heredia, onde o criminoso relata que foi uma vítima de Maria da Penha, embora suas filhas com a biofarmacêutica tenham sofrido, como a mãe, todo tipo de agressão e até espancamentos por parte do pai, e juntamente com a própria Maria da Penha, que padece hoje numa cadeira de rodas, sejam as maiores testemunhas contra o ex-professor, que só foi preso após 19 anos e só passou dois anos atrás das grades.

Choradeira e "é proibido proibir"

Atrás do Bonde elétrico só não vai quem já morreu
Aviso aos navegantes: todo cuidado é pouco. O governador já avisou que não há estimativa para investimentos nas áreas prioritárias como Educação e Saúde. Segundo o governante peessedebista, "o Estado está com desequilíbrio entre receita e despesa para pagar as contas do mês e ainda com  dívida de 700 milhões para pagar em curto prazo". Engraçado, para não dizer engraçadíssimo. O candidato peessedebista à presidente disse que aumentaria o Salário Mínimo para 600 reais, numa verborragia desesperada, cheia, mas cheia mesmo, de demagogia. O cidadão do Pará disse que iria agir rápido para botar a Educação e a Sáude nos trilhos, "já que o Estado está carente de tudo". Agora o que se vê, um mês depois, é nada igual a nada com uma choradeira de um lado, uma preparação de privatização de outro. Sei não já se começa ver gente reclamando.
Já por outro lado, é grande a revolta brincantes, grupos carnavalescos alternativos e blocos de sujos com a decisão do Governador de proibir o carnaval na Cidade Velha. Aquilo já é uma tradição. Quem não se lembra do "Bloco do Guarda Chuva Achado", que fazia as domingueiras que antecediam o carnaval já há 20 anos passados? O Próprio Bloco do Kaveira, hoje "Jambu do Kaveira" e outras agremiações alternativas, como o Bloco do Eloy Iglesias?  Mas eis que o  governador, que é ligado às artes,  já que ele não esconde seu passado como ator e músico, justamente em seu mandato quer acabar com tudo. Calma, Governador. É claro que existem regras. Mas só a palavra "proibir" já é um retrocesso. Não seria mais ponderado que antes os organizadores fossem chamados para uma conversa e daí partir para as chamadas prevenções? Até um antigo cidadão hoje escreve em um jornal, conhecido em sua época como linha dura com sindicalistas e comunistas, é a favor do carnaval nas domingueiras. Vale ou não vale a pena pensar melhor  no assunto "proibição"?

Vamos incentivar a equipe sábado!

Acredito no time da Tuna e no treinador Flávio Goiano. Analiso o excesso de empates e a derrota para o Paysandu como fatores naturais de uma equipe jovem e que está caminhando para o lugar certo. Devemos ver que uma equipe forte e cheia de bons jogadores como o Vasco da Gamos, começou com vários reveses no Campeonato Carioca. Chegou, inclusive, injustamente a demitir o treinador PC Gusmão, que reputo cmo um treinador de qualidade, jovem e com muito talento para mostrar às equipes nacionais.
Percebo que às vezes, como falou o goleiro Adriano, a equipe demonstra inexperiência e até um possivel desequilíbrio, como aconteceu no jogo com o São Raimundo, em Santarém, pois depois de estar vencendo por duas vezes, e com dois homens à mais, a Tuna ainda deixou a equipe local empatar. Nesse caso, é preciso que analisemos que o São Raimundo jogava em casa, com sua torcida apoiando e exigindo  vitória,pois a equipe era -e continua- na lanterna. Por outro lado, a Tuna só teve uma derrota e um empate em casa. A derrota para o Paysandu foi lamentável, mas em clássico é normal. Foi um apagão que deu e  é torcer para a equeipe não ter outro. Vejo os dois empates fora de casa como vitória. Não é muito fácil bater nenhuma equipe em seu território. A Tuna foi, empatou e por pouco não ganhou. De qualquer modo, valeu.
A torcida cruzmaltina está sedenta de vitórias, essa é que é a verdade. Quer ganhar, quer um título, quer vibrar. Façamos a nossa parte, então. Vamos ao estádio sábado, já que a FPF não quer -porque não quer!- adiar o jogo para domingo e vamos levar a Tuna à vitória. Vamos incentivar. Se pudermos, vamos fazer um mutirão financeiro e trazer mais um bom jogador para o ataque ou para o meio de campo. Vamos fazer nossa parte para podemos cobrar da equipe. Mas cobrar com respeito, não fazer como os caras do Corintians fizeram. Nossa equipe está bem. Tem tudo para ficar entre os quatro. Uma derrota num clássico é normal. Remo ou Paysandu, um dos dois, vai perder no domingo e penso que o perdedor não vai se desesperar. Aliás, torço até para ue os dois dois entrem no desespero, porque serão adversários mais fáceis. Vamos confiar na Tuna e incentivar nossos jogadores. O Mamão já provou que não veio para brincar. É só vencer duas partidas que a Tuna ficará bem. Muito bem! A Tuna precisa de todos nós. Vamos incentivar, galera!

Imprensa continua discriminando a Tuna

O que a Imprensa continua fazendo a favor de Remo e Paysandu e contra as outras equipes, principalmente com a Tuna Luso Brasileira é uma falta de respeito. Nem parece que em todas as oportunidades os homens de rádio, jornais e emissoras de TV  falavam da necessidade da volta da Tuna ao futebol, ao Campeonato Paraense. Pois é, a Tuna voltou e o que vê é o acontecido no domingo, quando a partida da Tuna não foi transmitida por emissoras de Rádio e nem pela televisão e a emissora pública que passava o jogo do Paysandu ao vivo não teve o respeito de passar flashes do jogo em Santarém, tampouco quando a partida local acabou tiveram o respeito de  passar a transmitir o jogo da equipe lusa.
O que se nota em todas as transmissões, seja por rádio ou por TV, é que os profissionais esquecem que são profissionais, e assim passam a torcer fervorosamente pelas duas equipes - Remo e Paysandu. Não vêem os destaques da outras equipes e os mais fanáticos ainda fazem chacota com a Tuna. Quer dizer, o profissionalismo vai pro beleléu, pois como aconteceu no jogo entre Paysandu e Cametá, os proffionais que transmitiam e que comentavam em nenhum momento falavam da importância do jogo da Tuna, com o São Raimundo, ficavam o tempo todo batendo papo, opinando que "o Paysandu precisa reagir, a equipe está deixando o Cametá jogar". Quer dizer, não eram profissionas o suficiente para elogiar o comportamento do Cametá, a reação da equipe cametaense, que mesmo jogando na na casa do chamado Papão e botar "a equipe bicolor no bolso", como aconteceu no segundo tempo do jogo., não era elogiadao. E o mais lamentável: ao final da partida, não viram importância alguma no jogo da Tuna, que todos sabem é uma das grandes forças do futebol paraense, com estádio,  CT  para treinamentos equipado inclusive com piscina e academia, além de ser a equipe mais antiga do estado e do País e com uma torcida que pode não ser a maior, mas que é aguerrida e séria.
Da mesma forma discriminatória age a FPF. O jogo da Tuna que foi marcado para sábado, a diretoria pediu através de ofício que fosse adiado para domingo, para que a torcida se fizesse presente e animasse mais o Clube, que necessita vencer, não foi aceito. Certamente se o pedido fosse por parte de  Remo e principalmente do Paysandu, o coronel  alviazul atenderia. isso, o ok seria favas contadas para o tal Papão.
São essas coisas, que não são pequenas, que desestimulam os amantes de futebol que não torcem por Remo e Paysandu. A Imprensa e a FPF deveriam ser mais democráticas. O velho João Saldanha, botafoguense "doente", foi um exemplo de profissional. Na hora de falar de futebol (ele também gostava de falar de política, pois foi um grande militante do Partido Comunista) ele metia o malho em qualquer um que fizesse tolice. Não tinha Garrinhcha, Didi ou Zagalo, craques de seu time, que ele respeitasse. Jogou mal o pau comia. Diferente dos profissionais daqui. 
Não era para haver essa discriminação contra as outras equipes e principalmente com a Tuna Luso Brasileira. Mesmo porque, os tempos hoje são outros, as cabeças são mais livres, as escolas preparam melhor, porque exigem inclusive que se domine outra (ou outras) línguas. Assim, os profissionais têm tudo para serem até mais preparaos intelectualmente do que muitos antigos, já que hoje o repórter escreve,  enquanto que antigamente, existia a figura do repórter só de fuçar, buscar a notícia. Mas infelizmente  o fato é que  apesar da  notória evolução, o sentimento de torcedor ainda prevalece, com muita ênfase nos homens da comunicação. Um ponto muito negativo, infelizmente,  de nossa Imprensa e de nossa Federação!