quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CTs para os três clubes grandes? Mas quando?

Nessas eleições está valendo tudo para alguns candidatos. Talvez seja o desespero. Já levaram mulher denunciadora para exorcizar candidato; outro diz que por ser amigo do governador, vai fazer até o impossível; tem o que  insiste em dizer que "vai continuar" (a nada fazer) o trabalho de seu protetor. Mas de todos os desesperados, o candidato do PMDB é, sem dúvida, o campeão.
O candidato primo de Jader já usou a imagem de Lula (bem antiga, de 2005/2006) e sem a autorização do ex-presidente e de seu partido, o PT; usou a imagem da presidenta Dilma, do governador Jatene, e agora abusou do alopramento: disse em seu programa gratuito que vai construir CTs para Remo, Paysandu e Tuna.  Pode isso?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Cristóvão cai, mas deixa o Vasco no G-4

Não achei justa a saída do técnico Cristóvão Borges do comando do Vasco, ontem. Segundo o presidente vascaíno, Roberto Dinamite, foi o próprio Cristóvão quem decidiu pedir para sair, mas existem outras versões dando conta que as criticas internas obrigaram o técnico a entregar o boné.
Em um ano como técnico do time cruzmaltino Cristóvão fez um trabalho elogiável, conseguindo, em 86 partidas que disputou, um índice de aproveitamento de 54 por cento, o que não se pode dizer que é um índice dos piores, principalmente pela situação que o Vasco enfrenta, com salários atrasados, desfazendo-se de jogadores, uma série de situações que atrapalham com certeza a performance de qualquer profissional e seu elenco.
O principal motivo que originou a saída de Cristóvão foi a inesperada goleada sofrida diante do Bahia em casa, domingo último, por 4 a 0.
O treinador assumiu a equipe no final de agosto de 2011, após o AVC sofrido por seu amigo Ricardo Gomes na última rodada do 1º turno do Campeonato Brasileiro. Cristóvão era o auxiliar técnico e assumiu de primeira a equipe que já conhecia bem.
No período em que esteve à frente da equipe cruzmaltina, Cristóvão levou o time ao segundo lugar na competição, além das quartas-de-final da Libertadores.
Este ano, com  Cristóvão Borges, o Vasco ficou 47 rodadas seguidas no G-4 do Brasileiro, onde ainda se encontra, embora com a homérica goleada de domingo.
Educado, fino no trato com os jogadores e com a Imprensa, Cristóvão se despediu elegantemente de todos e foi até seu amigo Ricardo Gomes onde avisou que deixaria a equipe.
Para os jogadores, Cristóvão não deveria ter saído da equipe. Juninho, o capitão e um dos líderes da equipe vascaína disse logo após a derrota de domingo que não seria uma boa o Vasco trocar de técnico agora. "Ele conhece os jogadores e pode reverter a situação. Será que se chegar um novo técnico vai mudar a situação da noite para o dia?", perguntou o jogador.
A sa´[ida de Cristóvão Borges do comando do Vasco, parte principalmente da pressão de parte da torcida,  que diz querer um "treinador de ponta", como se técnico ganhasse jogo. Está comprovado que o técnico tem influência no resultado, mas não joga para ter poder de decidir jogos.
Espera-se que o Vasco não passe agora a viver o dilema do Flamengo, que tirou Joel Santana, considerado um dos técnicos de ponta do Brasil, e colocou em seu lugar Dorival Júnior, que até começou bem, mas que agora enfrenta o mesmo dilema de Joel, já há cinco rodadas sem vencer e vendo o fantasma do rebaixamento rondando a Gávea.
Futebol é resultado. Quando o time ganha o mérito vai para os jogadores; quando perde o técnico é o único culpado. Esse fenômeno faz parte da cultura do futebol brasileiro, embora o despreparado Felipe Scolari tenha um bom padrinho ou uma macumbeira muito boa, pois está a cada dia levando o pobre Palmeiras para a lata do lixo, mas permanece intocável.

Tributo a Roberto Silva, um "bamba" da MPB



A Música Popular Brasileira perdeu, no último domingo, um de seus maiores representantes, o cantor carioca Roberto Silva. "O Príncipe do Samba", como era conhecido,  morreu durante a madrugada, depois de sofrer um AVC na última quarta-feira, dia 5. O cantor tinha problemas de câncer de próstata, e no hospital, os médicos constataram que alguns dos órgãos de Roberto Silva já não funcionavam mais. Roberto  pediu para ser levado para casa, onde reuniu seus familiares antes de morrer.
Roberto Silva foi um dos maiores cantores brasileiros
O cantor nasceu em Copacabana em 9 de janeiro de 1920, mas foi criado no bairro do Inhaúma, na Zona Norte do Rio. Começou sua carreira nos anos 40, quando gravou seu primeiro sucesso, “Mandei Fazer Um Patuá”. Na oportunidade foi contratado pela Rádio Nacional, e posteriormente pela Rádio Tupi, onde trabalhou 17 anos consecutivos e ganhou o apelido de "Príncipe do Samba", pelo qual ficaria conhecido no meio artístico.
Roberto Silva era um craque como cantor e intérprete. De voz afinada e com um estilo bem clássico de cantar, ficou famoso como um dos maiores intérpretes de nossa música, especialmente o Samba. Inspirador de vários artistas como Zeca Pagodinho e João Gilberto, Roberto Silva tinha 92 anos, e mesmo com a idade avançada,  continuava se apresentando ao vivo. Uma  de suas
Roberto Silva tinha 75 anos de carreira, e na longa trajetória como artista lançou mais de 15 álbuns de estúdio e se consolidou como um dos cantores mais respeitados e admirados por causa do estilo.
Este escriba, como um grande amante de música e um modesto pesquisador,  tinha uma enorme admiração pela obra de Roberto Silva. A voz e o estilo elegante de cantar e interpretar músicas como "Seu Libório", "Juracy", "Falsa Baiana", "Escurinho" e outras tantas inesquecíveis da coleção "Descendo o Morro", que Roberto gravou em quatro discos, foram imortalizadas pela bonita voz do "Príncipe do Samba".
A cantora e compositora Marisa Monte, uma das mais importantes intérpretes da MPB, gravou algumas canções com Roberto Silva. "Escurinho" foi uma delas. Marisa confessou que se empolgou com o talento e o estilo inconfundível do cantor carioca.
Caetano Veloso, outro monstro sagrado de nossa MPB, foi outro que se inspirou em Roberto Silva e quem o Blog presenteia aos amantes da boa música, cantando com o "Príncipe do Samba", a belíssima "Juracy". Curtam a beleza e o estilo de Roberto Silva, inegavelmente, um dos maiores cantores de todos os tempos. Detalhe: atentar para o que fala Caetano ao final da música.

Time feminino da Tuna tem saldo de 19 gols

A sensacional vitória do time feminino da Tuna Luso Brasileira, comandado pela competente técnica Aline Costa, pelo escore de 10 a 0 frente ao Castanhal, mostra bem o empenho das meninas em chegar ao Bi campeonato em 2012. Com mais essa goleada, as cruzmaltinas  completaram 19 gols em apenas dois jogos,  e não tomaram nenhum.
O jogo foi fácil pela supremacia da Tuna, equipe que já joga junta a tempos e se conhece nas posições e ate no toque de bola.  A atacante Leila, que na primeira partida havia feito quatro gols, repetiu a dose, sendo agora a artilheira isolada da competição, com oito tentos. 
Ao contrário da partida anterior, quando a Tuna fez a maioria dos gols no primeiro tempo, contra o Castanhal foram feitos cinco gols no primeiro tempo e cinco no segundo. Para mostrar o quanto a equipe está concatenada, o décimo gol tunante foi feito aos 35 minutos da segunda fase, quando o juiz deu o jogo por encerrado, pois 10 gols é o limite por partida.
Na goleada contra o Castanhal, além de Leila, que fez quatro gols, Cássia e Leila, fizeram dois gols cada; Cíntia e Tunejo completaram a goleada. 
Na terceira rodada o adversário do time feminino da Tuna será o Bandeirante, dia 16, domingo próximo. Na quarta rodada, que acontecerá no dia 23 do corrente, a Tuna folgará.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Colunista diz que presidente não manda nada

Estranha, muito estranha a nota publicada em coluna de conceituado cronista esportivo de nossa cidade. No jornal Amazônia de sábado, a  coluna fala dos dois novos homens fortes do futebol profissional cruzmaltino, Raimundo Barata e Fernando Chipelo, o Chipelinho.
A nota diz que Barata ficará com a responsabilidade do futebol profissional e Chipelinho será o representante da Tuna na FPF.  No complemento da nota o colunista escreve: "Dupla boa, mas o problema da Elite do Norte é a falta de liderança do presidente, que nem nos campos de pelada manda. Ele dá uma ordem e um "tal" diretor desfaz".
Este escriba não sabe quem é o tal diretor. Mas o colunista -colega de profissão do presidente da Águia- deve saber, pois pela forma em que o texto está colocado, não deixa dúvidas. Que boa fonte, hein?

Remo vence Regata e Tuna fica em 2º lugar

O segundo lugar na 3ª Regata realizada ontem na Baía do Guajará, não foi um resultado ruim para a Tuna, que ganhou cinco dos 11 páreos disputados. Porém, a luz vermelha do alerta foi acesa para os cruzmaltinos, que só têm agora duas regatas para tirar a grande diferença de 25 pontos que o Remo, vencedor da Regata de ontem, tem de diferença.
A luz vermelha acendeu porque dos 11 páreos a Tuna disputou apenas oito, não alinhou três, dentre os quais o mais importante da Regata: o Oito gigantes.
A Tuna tem no esporte náutico uma de suas maiores referências. Foi na náutica que a Tuna ganhou 40 títulos que a transformaram na "Rainha do Mar". Infelizmente, esse belo e empolgante esporte hoje vive graças a alguns poucos abnegados e, principalmente,   esforço do Diretor Náutico e técnico José Wildemar, o Lindão, incansável lutador pelo sucesso da Tuna.
Porém, paciência tem limites. Lindão está praticamente só, abandonado pela diretoria da Tuna, que não procura sequer tomar conhecimento de como funciona a Sede Náutica, quantos atletas estão treinando, como está a situação do clube perante a FEPAR, pois para participar da Regata, é necessário pagamentos de transferências de atletas, de taxas e, infelizmente, isso sobra para o técnico ou para abnegados.
Por problemas que não cabe aqui enumerar, a Tuna só alinhou oito páreos. Venceu cinco. Se tivesse participado de todos os 11 páreos e vencesse pelo menos mais uma prova e pontuado com um ou dois pontos nas demais, a diferença para o primeiro colocado, o Remo, cairia em seis ou 8 pontos, podendo ser até mais. Certamente ficaria mais fácil encostar no líder. Mas nada está perdido. Mas temos que ficar alertas.
Dito isso, fica aqui o pedido de apoio de um cruzmaltino aos abnegados que gostam desse esporte e torcem pela Tuna, no sentido de levarmos em frente o sonho de não deixarmos morrer nosso belo esporte náutico. Já que a diretoria não tem o comprometimento de apoiar o esporte náutico, deixando as coisas acontecerem da maneira mais lamentável possível,  vamos nos unir e lutar para que a Tuna consiga pontuar nas duas últimas  regatas que restam esse ano e ao final chegue honrosamente no lugar que merece. A Tuna e o técnico Lindão vão agradecer o apoio. Não podemos deixar o técnico esmorecer, sentir-se só.
E nunca esqueçamos: A Tuna não pode morrer. Nosso clube é bem maior do que os descomprometidos.

Remo se despede da Série D. E agora?

O Remo se despediu do Brasileiro da Série D na vedade no primeiro jogo com  o Mixto, na semana passada. O escore de 2 a 0 fora de casa mostrou o quanto o time de Marcelo Veiga era instável, sem a força e o talento que o fizessem merecer subir ´para a Série C.
Não vi o primeiro jogo no Mato Grosso, mas ontem, presenciei um Remo nervoso desde o princípio.  Seria um comportamento até natural, pela ansiedade de ter que fazer de imediato pelo menos dois gols, que lhe dariam uma maior tranquilidade para decidir no segundo tempo. O assunto deveria ter sido um dos motivos da preleção do técnico Marcelo Veiga antes do jogo. Não sei se isso aconteceu, mas se aconteceu, não surtiu efeito.
O Remo entrou, além de nervoso e ansioso, meio atarantado, sem um esquema definido. Dos quatro homens de defesa, apenas o jovem Thiago Cametá e Raphael Andrade conseguiram se destacar, defendendo e atacando, principalmente Cametazinho, mostrando ao técnico e à torcida que ficar fora da equipe titular era uma injustiça. O retorno de Ávalos foi um dos grandes erros do técnico remista. O jogador já demonstrou que é um atleta em fim de carreira e que não reúne mais condições físicas e técnicas  para jogar profissionalmente. 
O meio de campo do Remo não conseguiu mostrar coerência ontem. Nem mesmo Ratinho, um jogador que tem um estilo próprio de pegar a bola lá atrás e sair jogando, ou em passos longos, conduzindo bem a bola, ou com seus companheiros, o que consegue fazer com talento. Não é à toa que é o artilheiro do time. Mas ontem não foi bem o meia atacante azulino. 
Na verdade, no meio de campo azulino o único destaque foi para o jogador André, que saiu para entrada de Jhonatan, que não teve muito tempo para mostrar serviço. Aliás, não entendo por que Veiga tirou o jovem valor azulino do time. Talvez se tivesse entrado de início, com André e Alceu, o time tivesse trabalhado melhor pelo meio. Laionel foi um dos piores em campo. Vejo que nessa posição os melhores não têm chances: Reis e Marcelo Maciel. O "torcedor" Mendes também já era.
O ataque remista foi carente de um homem gol. Fábio Oliveira, vou repetir pela "onésima" vez: já deu o que tinha de dar. Cassiano, um bom jogador, mas ontem me pareceu um dos mais nervosos. Não jogou o futebol que conhecemos desde os tempos de Cametá.
Trocando em miúdos, o Remo não mostrou time para vencer o Mixto ontem. Pelo menos com muitos gols de diferença. Marcelo Veiga, a meu ver, mostrou que não conhece bem o elenco que tem, pois foi indeciso  nas escalações, mostrando não saber o potencial de seus jogadores e nas substituições foi mais infeliz ainda. Como se pode deixar um jogador como Marcelo Maciel na reserva de um Fábio Oliveira ou Cassiano? e pior: só colocar o jogador faltando um minuto para acabar o jogo?
Mesmo que a equipe matogrossense seja bem limitada, ontem pelo menos mostrou uma defesa segura e um meio de campo bem armado. No ataque, apenas Nonato, que pouco perigo levou, mas que mostrou que em forma é muito melhor que os veteranos daqui. O técnico Ewerton Goiano, do Mixto, ainda teve a sorte de nas substituições de Ley, que bateu muito, para etrada de Iury, e de Furlan, para entrada de Igor, o time cresceu, sendo inclusive o segundo o marcador do gol que definiu o resultado do jogo.
Uma pena, essa campanha do Remo, pois uma equipe que possui o patrimônio como é sua torcida, não poderia jamais fazer contratações erradas, nem de jogadores tampouco de técnicos. Foi feito pelo Remo um investimento grande, para uma campanha pífia.