sexta-feira, 31 de maio de 2013

Brasileiros e as arbitragens na Libertadores

Ninguém tira de minha cabeça que está existindo algo errado na Libertadores com relação a times brasileiras.. Não é possível todas as equipes brasileiras serem eliminadas com visíveis sinais de influência de arbitragem e ficar por isso, ninguém na conmebol toma providências.
Parece que depois do incidente com o garoto Kevin, morto no jogo Corínthians e San José, pela Libertadores, em Oruro, existe um trabalho para evitar que qualquer time brasileiro avance na competição sul americana.
Já saíram da competição Corinthians (este, roubado escandalosamente dentro de seus próprios domínios), Grêmio, Fluminense e ontem o Atlético também por pouco não se despede.
Inegavelmente o Tijuana ontem foi um adversário de alto nível frente o Atlético. O time mexicano precisava vencer e jogou como manda o figurino: no ataque, querendo de qualquer maneira vencer a partida.
O Atlético, com apoio de sua torcida mas muito bem marcado, errava passes e deixava a equipe mexicana bem à vontade. Sofreu o gol ainda no primeiro tempo, através de Riascos, numa bola cruzada da direita.
Coube ao zagueiro Réver empatar a partida após cobrança de falta de Ronaldinho Gaúcho.
O empate favorecia ao time brasileiro, que passou a sofrer pressão dos mexicanos. Mas novamente aconteceu a interferência a arbitragem. Já nos descontos finais, tipo 47 minutos, o árbitro chileno Patrício Polic marcou uma penalidade máxima, a meu ver duvidosa contra o Atlético. O Horto calou. Atleticanos viram todo o trabalho ir pelo ralo. Mas o excelente goleiro Victor garantiu o empate.
A marcação foi duvidosa e fica no ar uma pergunta: por que os árbitros sul americanos nunca agem favoráveis  aos times brasileiros?
O Atlético é o nosso único representante na Libertadores. Pelo sim, pelo não, é importante que doravante a própria CBF passe a tomar mais cuidado com a indicação dos árbitros pela Conmebol. 
O advogado da família de Kevin, também tio do garoto morto no jogo entre Corinthians e San José, já garantiu que os torcedores corintianos presos não têm nada a ver com o incidente. Mas mesmo assim, a vingança em cima das equipes brasileiras parece continuar.
Prevenir-se contra as arbitragens e tentar ganhar com competência as partidas que restam -e se perder, que seja  na legalidade, sem interferências-, deve ser  a meta do Atlético Mineiro.
Afinal, nem todos os dias, por melhor que seja, goleiro nenhum pegará penalidade com facilidade...

Cariocas já acendem a luz amarela de alerta

Que crise essa que vive o futebol carioca a. Dos quatro grandes, só o Botafogo, que é campeão estadual, está bem, inclusive no Brasileirão.
Com a eliminação do Fluminense na Libertadores, e a "via crucis" do Flamengo atrás de uma vitoria e de encontrar o caminho do gol, além da humilhação e tristeza que está sendo ver o Vasco ser goleado, tudo leva a crer que os cariocas vão continuar à procura de reforços para fazer uma boa campanha no Brasileirão e acabar com o velho tabu que acontece já há alguns aos, de estar sempre atrás dos times paulistas em termos de qualidade e campanha em todas as competições. Isso, apesar do Corinthians, que reputo como uma das melhores equipes do país, estar sem marcar nos últimos jogos.
Jorginho técnico do Flamengo, se responsabilizou pela derrota frente à Ponte Preta. mas isso é muito pouco para  sofrida torcida do mais Querido, que vê a equipe sofrer com falta de vitórias e até de gols.
No Fluminense, Abel Braga, até a há pouco tempo querido e ovacionado onde estivesse pela torcida pó de arroz, hoje é provocado e parte da torcida já quer sua cabeça.
No Vasco a situação é das piores. Após o chocolate de 5 a 1 para o São Paulo, a equipe dirigida por Paulo Autuori precisa se recuperar psicologicamente para enfrentar o próximo adversário, o Vitória da Bahia. 
O resultado final de uma equipe em qualquer competição defende muito de sua preparação antecipada. O Brasileirão tem um pequeno diferencial de outras competições por ser muito longo. Mesmo quem se preparou, como Botafogo, São Paulo, Santos, Cruzeiro Grêmio, Corinthians e outros, têm chances de passar por crises, como derrotas inesperadas, empates dentro de seus domínios, etc., que com certeza deixarão diretores, técnicos e, principalmente, torcedores chateados.
Mas a situação de quem não se preparou e que agora, em plena competição, ainda está correndo atrás de reforços, é bem mais complica e tem muitas chances de não ter sucesso.
Porém, não custa nada correr atrás do prejuízo, como já estão os times cariocas, mas que o sinal amarelo de alerta deve estar ligado, isso podem ter certeza que já está.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Time do Paysandu se não melhorar vai dançar

Assisti as duas partidas do Paysandu. A primeira na sexta-feira, contra o Asa de Arapiraca, e a de ontem ,contra o Ceará Sporting. Não quis postar nada sobre o jogo contra o Asa, pois quis dar uma oportunidade ao time de Lecheva, que fazia sua estréia na Segunda Divisão do Brasileiro.
Porém, depois que vi o Paysandu ontem contra o Ceará Sporting, um time completamente atabalhoado, perdido em campo, dominado pela equipe cearense,  resolvi me manifestar.
O time bicolor necessita urgentemente fazer contratações. Mas contratações boas, compatíveis com a competição que esta disputando, a Série B.
Ontem o time de Lecheva parecia uma equipe de Série C e estreante, não se entendia em campo, só se defendia como podia. O lateral Yago Pikachu parece desaprendeu. Não é aquele jogador que brilhou e encantou a todos ano passado. O meio de campo esteve irreconhecível. Não conseguiu fazer a bola chegar ao ataque e isso dificultou a vida dos dois atacantes. Sobre o ataque, que falta de sorte a de Lecheva de não poder contar com Rafael Oliveira, que pelo menos é um bom fuçador, e faz gols. A ausência de Rafael foi muito ruim para seu time. João Neto não conseguiu se entender com Careca, mas este, pelo menos deixou uma boa impressão na estréia.
Não entendi duas coisas no Paysandu: o Janilson é bem ruinzinho e "gato" ou precisa urgentemente ir ao Pitangui. O cara está muito maltratado para ter menos de 38 anos. E segundo a Imprensa, ele tem apenas 28.  Nas duas partidas ele ainda não conseguiu mostrar nada de futebol.. Tanto é que o time bicolor cresceu com sua saída e a entrada do paraense Pablo. A entrada de Héliton, outro paraense, também melhorou o Paysandu. Quer dizer, o que este escriba fala sempre, que não adianta trazer bondes de fora se temos coisas melhores ou pelo menos iguais aqui, continua prevalecendo. 
O Ceará, que já é veterano na competição, mostrou ser uma equipe bem mais organizada. Os  jogadores alencarinos mostraram raça e entendimento em campo, saindo bem da defesa para o meio e ataque e desde o início da partida mostrando que queria vencer o Paysandu.
Os cearense jogaram bem mais focados no gol. Foi uma avalanche de bolas que a defesa e o goleiro bicolor tiveram que salvar, principalmente no primeiro tempo do jogo. Sinceramente, como pensei que o placar seria mais elástico.
O árbitro foi realmente muito mal, mas a meu ver para as duas equipes. Pelo menos dois, dos três gols, foram legais. Mas é aquela história, enquanto não aparecer "um juiz para punir os juízes" eles vão pintar e bordar.
O gol que o Paysandu tomou foi um "Deus nos acuda". Realmente, o goleiro remista Fabiano, do Remo,  é o melhor do estado. Bicolores precisam de um arqueiro urgentemente se não quiserem chorar lamúrias.
Se a diretoria do Paysandu não pensar imediatamente em contratar jogadores de Série B, a coisa poderá pegar em futuro bem próximo. E como futebol é um esporte que quem paga a conta final é sempre o técnico, poderá sobrar para Lecheva, que na realidade não tem culpa dos limites do time.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A "Velha roupa colorida" de Belchior


Belchior está deixando saudades e fazendo muita falta  nestes tempos bicudos ou magérrimos de música de qualidade. Todos se perguntam: onde está Belchior? Este escriba, fã ardoroso da obra do compositor e cantor cearense, imagina que Belchior tenha se desestimulado com a onda de canções de baixa qualidade que "arrebentam" nas emissoras de rádio e TV e preferiu dar um tempo, partindo para um isolamento, caminho seguido por outros bons compositores como Guilherme Arantes, que só agora voltou com um disco, depois de um longo período parado.
É triste, mas a realidade cultural do momento é esta. Sabemos que tem muita gente boa por aí, bons poetas, excelentes cantores. Talvez a culpa seja até mesmo das gravadoras ou da própria mídia, que prefere trabalhar com o que mais vende, com o que é sucesso ou "pode ser".
Enquanto Belchior não mostra sua cara e apresenta seus novos trabalhos, vamos curtir a sempre atual "Velha roupa colorida". Na verdade um hino poético, revolucionário que mostra muito bem que não se pode ser tão aloprado para contar vantagem ou vitória antes do tempo como uma certa turminha que tem por aí. De repente uma nova mudança pode acontecer.
Curtam Belchior. É bom para a mente. Presente do Blog.

Tuna e Remo: histórias parecidas

Uma tristeza duas equipes com histórias centenárias e bonitas como Tuna Luso Brasileira e Clube do Remo chegarem a uma situação lastimável como a que se encontram. 
A Tuna foi uma das últimas colocadas no Parazão de 2013 e foi rebaixada, juntamente com o Águia de Marabá, tendo ambos agora que disputar a Primeira Fase do Campeonato de 2014, em Novembro deste ano, que é uma espécie de vestibular à Primeira Fase, que começa em Janeiro do próximo ano.
O Clube do Remo está numa situação semelhante, ou até pior. Enquanto a Tuna começa a jogar ainda este ano, o Remo só retorna aos campos em 2014, quando voltará a disputar o Parazão. 
A situação dos dois clubes paraenses, ambos com grande história no futebol paraense e brasileiro, é fruto das  más gestões. 
O Remo, que vem de algumas gestões desastrosas, como a de Amaro Klautau, que passou dois nos e não conseguiu colocar a equipe nos trilhos, e ainda tentou vender, durante todo seu mandato, parte do patrimônio do clube. Entrou como salvador da pátria,  mas saiu como um "destruidor do patrimônio azulino". 
A Tuna, atualmente,  tem uma história mais ou menos parecida com a do clube azulino. Com a mesma diretoria há cinco anos, graças à reeleição do atual presidente, a Águia do Souza nessa gestão vem fazendo o que de pior aconteceu em toda a sua história. 
Para se ter uma idéía, na náutica, onde a Tuna tem uma de suas mais bonitas histórias, há tempos não consegue alinhar 11 páreos em uma regata, fato que vem entristecendo os torcedores cruzmaltinos e deixando os próprios amantes deste tradicional esporte preocupados com o que poderá acontecer nos próximos anos, já que a atual diretoria praticamente abandonou a sede náutica, que com isso sofre ameaça de fechar suas portas, o que não aconteceu ainda porque alguns abnegados continuam ajudando em sua manutenção.
Nas duas últimas regatas, a última de 2012 e primeira de 2013, a Tuna alinhou apenas sete páreos. Enquanto isso, seus adversários maiores, Remo e Paysandu conseguiram avançar neste esporte e aos poucos vão tirando a grande diferença da liderança que a Águia conquistou ao longo dos anos.
No social, a Tuna também vive um de seus mais tristes momentos. Com seus espaços de bares e restaurantes arrendados, e com um serviço de qualidade duvidosa o sócio cada vez mais se afasta do clube.
No futebol luso brasileiro outra tristeza. O último sucesso da Tuna foi o título do Primeiro Turno de 2007, o vice campeonato do ano e o título de Campeão da Taça Centenário da Federação, torneio promovido pela FPF.
Nas disputas regionas a Tuna, na atual gestão, esteve mais fora do que dentro do Parazão. Nas vezes que conseguiu participar cometeu vexames que decepcionou sua pequena mais vibrante torcida. Agora mesmo, em 2013, a diretoria fez um time que no primeiro Turno só fez um ponto. No Segundo Turno, depois de contratar alguns atacantes, fez 10, chegando aos 11 pontos, mas de nada adiantou. O time foi rebaixado e agora amarga dívidas com atletas e técnico.
Cabeça dura, arrogante e intransigente, o presidente se diz só, sua diretoria de 15 membros (a maior burrice da história, porque ao vivo poucos trabalham) não o apóia e agora mesmo, embora não renunciem, dois de seus diretores conspiram contra ele, apresentando candidatura como seu substituto.
Remo e Tuna não merecem isso. Pela história, pelas torcidas, pelo paraensismo que seus nomes significam no Brasil era para estarem em melhor situação.
É preciso que a situação dessas duas grandes agremiações esportivas seja mudada, urgentemente. Que seus sócios e torcedores sejam respeitados. É necessário uma diretoria de gente que tem passado e presente de seriedade, competência, honestidade e comprometimento. Chega de mandantes. Temos que acabar com as "Capitanias hereditárias", como muito bem afirma um cronista local. Os clubes não possuem donos. Aliás possuem:  seus sócios, aqueles que pagam, aquele que torcem, que têm trabalho e paixão pelo clube.

Remo definitivamente fora da Série D

Está cada vez mais difícil o Remo entrar na sofrível Série D. O time azulino, através de sua diretoria, tem mexido os pauzinhos, prometendo que a vaga está "na ilharga", dependendo de pouca coisa, querendo dizer que a vaga "está pra sair", mas pelas últimas notícias divulgadas em jornais de vários estados e nas redes sociais, Rondônia não vai abrir mão de ter um representante no Brasileiro da Série D, ou seja, a vaga tem chance mínima  de uma em 100 de ser do time remista.
O Remo está muito mal acostumado. A velha e batida história da mala, da grana para dar a alguma equipe para desistir, parece ainda está viva na cabeça de alguns dirigentes remistas, que acham que com dinheiro, bom papo e possível influência política (que de vereador é quase zero!) conseguem enganar a torcida com promessas deslavadas.
O Vilhena não vai ceder de maneira alguma a vaga, que é dele pois já pode se considerar o dono do título estadual de Rondônia. O Paragominas, por sua vez, já está com técnico novo e também com data marcada da estréia, portanto não há jeito de melar com a história furada de que "a vaga é de quem pontuou mais".
É tudo conversa fiada, tentativa de enganar a torcida, empurrar a situação com a barriga, com promessas irreais, ilegais.
Até a estréia do Paragominas, que  é o representante legal do Pará, muita conversa fiada ainda vai acontecer. Lamentável é parte da Imprensa, que sabe que as chances do Remo são quase zero, ainda insiste em entrar na barca furada da diretoria remista...

Boa sorte, Neymar. Vai que a bola é tua!

Dois gênios do futebol: o melhor do mundo e o candidato a rei.
Sou dos que lamentam muito a saída de Neymar, não do Santos, mas do Brasil. O Santos, temos que reconhecer, fez o que pode para segurar o garoto, mas para não ficar no total prejuízo, o negócio era realmente concretizar a venda urgente e ganhar uma grana. Afinal, o investimento foi muito grande.
Neymar, que reputo como um gênio do futebol, felizmente tem muito para contar a seu filho, brasileiro como ele e, os santistas, também muito para zoar os ouvidos dos adversários.
Venceu quase tudo que participou nos cinco anos como profissional do Peixe, só não chegou ao título mundial, mas levou até a Libertadores para a Vila Belmiro, o terceiro troféu, por sinal.
É muito jovem, mas já muito experiente, macetudo das mumunhas do futebol. Acostumado com grandes jogos, grandes públicos (como terá na Espanha), à organização dentro e fora de campo, pois o Santos é uma das equipes mais organizadas do país e, embora ainda um garoto, teve a preparação familiar e de profissionais santistas em sua formação de atleta, jogador de futebol e cidadão.
Penso que Neymar será um dos melhores do mundo e, como Ronaldo Fenômeno, não somente uma vez ou duas. É uma craque de mão cheia, jogador-espetáculo que produz para a equipe. Prova disso são seus muitos gols, uma infinidade que o deixa no Peixe atrás somente do Rei Pelé.
Gostei de sua ida para o futebol europeu agora porque tivemos oportunidade de ver sua intensa criatividade, seus malabarismos, suas brincadeiras de garoto que encantam quem gosta de futebol-arte; menino-prodígio  que sonhou ser craque e conseguiu disciplinadamente, ou seja, foi preparado para isso.
Tenho uma convicção muito grande que, por não ter saído do país muito garoto, ainda menor, como foi o caso de Alexandre Pato, Neymar chegará ao Barcelona respeitado, com bagagem de quem sabe jogar, chegou feito
e não será um técnico qualquer que terá peito de barrá-lo.
Neymar além de talentoso é um bom caráter, repito, pela boa formação familiar e pelo trabalho que o Santos fez, mostrando para ele sua importância para o mundo, sua equipe e até para o país.
A prova maior do carinho e respeito que Neymar tem pelos seus amigos, seu povo e seu país, aconteceu nos minutos finais de sua transferência, quando mostrava-se nervoso, triste e alegre ao mesmo tempo, deixando claro que iria embora, mas que não esqueceria jamais seu time de coração, seus amigos, seu torrão natal.
A mesma coisa aconteceu com os amigos. Alguns, adversários dentro de campo, mas que fora, na  intimidade de cidadão,  têm um carinho e respeito muito grande por aquele moleque atrevido com a bola no pé. Aquele jogador que sempre recebeu as críticas com humildade; Aquele mágico que encantou até o Rei do Futebol, que  lamentou não poder segurá-lo no Santos.
Pelé bem que queria que ele ficasse. E este escriba confessa: eu também.
Boa sorte, grande Neymar. Vai que a bola é sua. Vá com Deus!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cacá Diegues: Cinema é o avozinho da família"

Dia desses li interessante entrevista em revista de circulação nacional, com o genial cineasta brasileiro Carlos Diegues, o nosso Cacá.
Dono de uma vasta produção cinematográfica Cacá, que mesmo tendo um carinho muito especial pelo Rio de Janeiro, é alagoano, tem em seu currículo filmes que marcaram época, são ícones de nosso cinema e  recordes de bilheteria como "Xica da Silva" (1976), com a bela Zezé Mota e "Bye, Bye, Brasil", de 1981, com  José Wilker e Bete Faria.
Aos 72 anos Cacá é um homem moderno, vive seu tempo. Foi perseguido pela ditadura, juntamente com sua esposa na época, a cantora Nara Leão, mas mesmo assim não é a favor de indenização, tampouco de salário por ter sido exilado político. Sobre a pergunta o que achava das indenizações a quem foi perseguido, foi taxativo:  "Prefiro não responder", mas adiante disse que "ideal não pode ser assalariado".
Cacá não para de trabalhar. Atualmente tem um filme seu em cartaz, "Giovanni Improtta", com José Wilker,  e trabalha o documentário "Favela gay".
Reconhecido internacionalmente, Cacá recebeu no mês de abril, um troféu do cineasta Costa Gravas durante o Festival Brasileiro de Cinema em Paris, na França, que o homenageou.
O cineasta acha que no momento "não nos sentimos mais representados no Congresso Nacional", mas ao mesmo tempo acha que "vivemos um período de ouro da história republicana", passando a elogiar todos os presidente que vieram pós-Collor de Mello que, segundo ele, "por mais que a gente goste sempre de um mais que do outro, eles são todos bons, pois temos uma democracia consolidada".
Diegues, que já residiu na Europa, mas que hoje mora no Rio de Janeiro com sua esposa, a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães, é de opinião que o país vai muito bem, porque "temos uma economia em ação, uma redistribuição de renda que é, pelo meno do ponto de vista  da consciência nacional, uma necessidade que ninguém nega mais. Então o Brasil melhorou muito", garante.
Cacá, na entrevista, coloca as UPPs (Unidade de Policia Pacificadora implantada em favelas cariocas) como o fenômeno mais importante do Rio de Janeiro dos últimos anos, "com repercussão no Brasil todo porque está acabando com a violência gratuita nas favelas e aproximando quem vive nas comunidades de quem mora no asfalto".
Ele aproveita para elogiar o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, a quem considera um herói nacional. "Converso muito com ele, é uma pessoa culta, de uma enorme delicadeza de pensamento e cuidado com o que faz com o outro". 
Cacá tem um importante trabalho como cineasta nas favelas do Rio de Janeiro, desde o "5x Favela", de  1962". O desdobramento desse trabalho foi o "5x Favela, agora por nós mesmos", em que os próprios moradores dos morros conduzem as narrativas, e agora o "5x Pacificação", pós UPPs. Na sequência o premiado cineasta brasileiro está produzindo o "Favela gay", que trata da homossexualidade nos morros".
Cacá: "Lobão não tem argumento, só exclamações"
Cacá está escrevendo sua biografia que é a própria história do Cinema Novo no Brasil. Segundo ele, deve dar umas 600 páginas "e isso porque estou suprimindo mais ou menos 300, porque ninguém vai publicar livro de 900 páginas".  No livro, Cacá tem um capítulo especial sobre seu amigo o cineasta baiano Glauber Rocha, um dos pais do Cinema Novo. "Tenho saudades do Glauber até hoje. Nosso último encontro aconteceu em Sintra, Portugal, um mês antes da morte dele. As notícias sobre seu estado físico eram assustadoras. Então Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Luis Carlos Barreto e eu concordamos em participar de um complô para convencê-lo a se tratar no Rio, cercado de amigos e familiares. Ele teve septicemia e embarcou para cá semiconsciente. Como Glauber sorria nesse últimos dias em que o vi vivo".
Segundo Cacá, Glauber, mesmo muito doente, chamou-o de "mestre", que era a maneira do cineasta baiano se comportar quando queria agradar alguém. "Falou com voz lenta, baixinho, de cansaço infinito. Tinha 42 anos e era o melhor de todos nós".
O cineasta tem uma opinião sobre as críticas porra loucas e oportunistas do cantor Lobão aos militantes de esquerda que lutaram contra a ditadura: "o Lobão faz o marketing da porrada. A melhor forma de aparecer é criando ma polêmica. Que é que está na moda? É Fulano. Então vamos falar mal de fulano. Mas isso não vai longe, porque não tem argumentos, só tem exclamações".
Cacá finaliza dizendo que o Cinema nunca vai acabar. "O mito da sala escura, tela grande, não vai acabar nunca, embora cada vez mais apareçam outros meios de difusão que se tornam até mais importantes".
E acrescenta: "mesmo com DVD, Internet, TVs pagas, o Cinema vai continuar. Ele é o avozinho patriarca dessa família".

Tucano Aécio ameaça blogueiros

Na última sexta-feira (24.05.2013) a pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva (Rede), em sua coluna semanal no jornal Folha de S. Paulo, criticou o que seria uma “militância dirigida” de partidos ou organizações, que “convivem com os vícios dos preconceitos, mentiras e desinformação”, o que seria um ”mensalão da internet”, “uma indústria subterrânea da calúnia”.
Para ela é fácil falar em liberdade de expressão, já que tem uma coluna semanal no maior jornal do país e toda uma mídia que a apoiou em 2010 e a apoia como a candidata anti-Dilma Rousseff (PT) para 2014.
Hoje foi a vez do também pré-candidato Aécio Neves (PSDB), em sua também semanal coluna na mesma Folha de S. Paulo. Se animou com a coluna de Marina de sexta-feira.
Há políticos no Brasil que nunca serão nomes nacionais. Nunca serão presidentes da República. No máximo, presidentes do Senado ou Congresso Nacional. Antônio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, Beto Richa, Aécio Neves, Jader Barbalho, Jarbas Vasconcelos. José Sarney estaria nessa lista se não fosse o acidente de percurso com Tancredo Neves em 1985. Fernando Collor de Mello também estaria na lista se não fosse a Rede Globo em 1989, que após edição criminosa do debate, o elegeu contra Luiz Inácio Lula da Silva. Políticos que dominam os meios de comunicação em seus estados. Alguns deles donos de meios de comunicação. Políticos que não se acostumam com o contraditório, pois em seus estados são tratados como reis. É o famoso “coronelismo moderno”, resquício do patrimonialismo existente no Brasil desde 1500.
Aécio é ex-governador de Minas Gerais, que privatizou o Estado e continua no poder por dominar os meios de comunicação do Estado, e atual senador, inexpressivo por viver e pensar mais no Rio de Janeiro do que em seu estado. Sem falar dos problemas pessoais os quais não cabem aqui serem analisados.
Na coluna de hoje, o neto de Tancredo critica o que seria um “verdadeiro exército especializado em disseminar mentiras e agressões” na internet. Se faz de vítima ao dizer que quando recorre à Justiça é acusado de tentativa de censura.
Como é muito bem tratado pela própria Folha de S. Paulo, pela revista Veja e pela Rede Globo e demais velhas mídias (TVs, rádios, revistas e jornais), principalmente a velha e conservadora mídia mineira, ataca quem defende a democratização das mídias. Claro, para esse tipo de gente a mídia concentrada em oligopólios como ocorre de forma inconstitucional do Brasil é garantia de manutenção do seu poder.
Esses políticos contrários à democratização das mídias são os mesmos que quando estão no poder despejam milhões em publicidade e assinaturas para a revista Veja, a Rede Globo, o jornal Folha de S. Paulo, a rádio CBN, entre outras velhas mídias. Mas criticam qualquer verba destinada para sites e blogs, a não ser que sejam verbas para o UOL, G1, etc.
No final de sua coluna Aécio faz uma ameaça: “calúnia, injúria e difamação são crimes. E assim devem ser tratados”. Com esse discurso ele ameaça e deixa claro que vai partir para cima dos blogs progressistas de todo o país que mostram a faceta do político que não aparece na TV, rádios e jornais mineiros.
Aécio ameaça com ações judiciais contra os blogueiros. Mas os blogueiros do Paraná e do Brasil estão se organizando para que tenham defesa jurídica contra tentativas de censura e intimidação de políticos poderosos.
Políticos poderosos já ameaçaram e processaram de forma injusta e autoritária o Blog do Tarso, que nem pessoa jurídica é e pode ter que pagar valores próximos a R$ 200 mil em multas e indenizações. Mas por enquanto continuamos firmes na luta! (Do Blog do Tarso Cabral).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O fator Neymar

Que besteira, que idiotia essa história de que Neymar precisa ir para a Europa para crescer. Parece até síndrome escravocrata, porque é inadmissível ficar nessa mesma história de que o jogador "para crescer tem que jogar na Europa".
Quantos títulos mundiais a Europa tem? Qual o país que tem mais títulos mundiais?
Neymar é jovem e é craque, com talento suficiente para mostrar seu futebol, aqui do Brasil, para o mundo inteiro ver. Como Pelé falou, é um jogador que não precisa mais provar nada para ninguém.
A questão do Santos querer se desfazer do jogador agora, penso, não tem muita coisa a ver com ter que jogar na Europa para amadurecer profissionalmente. O contrato do jovem atleta vai até meados de 2014 e se o Santos não  fizer um bom negócio urgente poderá perder a jóia gratuitamente.
No futebol é importante trabalhar com as categorias de base por isso. A equipe forma o atleta, lhe profissionaliza e quando "acerta na veia" e aparece um craque, faz seu pé e meia.
Se é para não ter prejuízo, sou de opinião que o Santos deve vender para uma equipe europeia pois, embora a maioria dos países esteja com problemas de desemprego em massa, numa crise econômica das mais brabas, ainda insistem em formar super equipes.
Meu sonho como desportista é ver nossos melhores atletas jogando por equipes nacionais, mas sem os salários milionários que a Europa paga. Um salário que até seja justo pago a jogadores de alto nível, como muitos  que estão jogando no Brasil, é impossível só a equipe pagar. Mas para isso além dos mecenas, existem empresas que, através do uso da publicidade, podem pagar. Acho que deve havar um limite salarial,. Não se pode extrapolar.
Para nós, amantes do bom futebol e de verdadeiros craques, é interessante a permanência de Neymar e outros craques que a meu ver aparecem todos os anos nas equipes nacionais. 
Mas é importante também que eles sejam sempre uma fonte de renda para as equipes. Para uma valorização justa no mercado interno, era importante o não endeusamento deles pela Imprensa que, talvez sem perceber, super valorizam os jogadores e obrigam as equipes,  por não terem condições de "segurá-los", a venderem. Muitas vezes até por preços bem inferior ao que eles realmente valem.
A Europa, no campo do futebol, na realidade ainda tem muito que aprender com os sul-americanos. Não é só este escriba que diz isso. São os que conhecem e que para isso usam o número de craques que surgem, principalmente no Brasil.

Imbróglio com Guerreiro gera especulações

Ninguém entende mais nada. O caso envolvendo o técnico de Charles Guerreiro, que ficou no "pula-pula" entre Remo e Paragominas, virou novela, e daquelas que os aficionados por futebol não conseguem entender o final.
Guerreiro: "não sei se vou, não sei se fico"
Na quarta-feira, 22, Charles foi anunciado como o novo técnico do Remo -que luta para entrar de qualquer maneira na Série D. Dirigentes remistas deram entrevistas nas emissoras de Radio, TV e, para surpresa geral, na tarde de ontem "desdisse" tudo que foi noticiado sobre ele, dizendo que chegou a a um acerto com o Paragominas. O "Coach" ainda chegou a praticamente culpar a diretoria do Remo por não ficar na equipe azulina. "Eles anunciaram sem a gente ter finalizado a conversa. Isso atrapalhou", disse Guerreiro, que na oportunidade manifestou sua satisfação em permanecer no Jacaré,
Hoje, para surpresa geral, Guerreiro deu entrevistas a vários veículos de Imprensa garantindo  que está de volta a Belém. Não explicou o porquê de sua saída tão rápida do Paragominas. Disse apenas que poderá voltar a conversar com o Remo, o que é muito estranho, porque no dia anterior já havia descartado.
Desconfia-se que Charles Guerreiro, que este escriba reputa como um dos melhores técnicos de nosso estado, tenha voltado para a capital por influência de sua família, que mora em Belém.
A saia justa de todo este imbróglio ficou para o Paragominas, que tudo fez para ficar com o técnico vice campeão paraense, e que já até comemorava sua permanência e a de Aleilson para o Brasileiro da Série D.
Com todo este quiprocó, a vinda de Charles para Belém está gerando uma série de especulações. A principal delas é a de que o Clube do Remo, que não conseguiu entrar legalmente na Série D, pode estar com a dita vaga na ilharga, e justamente na vaga do "Jacaré". Será?

O mal exemplo da "cana" de Vanderson

Pelos quase 15 anos que tem de profissional, o jogador Vanderson, do Paysandu, preso na terça-feira e libertado ontem,  não deveria dar o mal exemplo de não pagar pensão alimentícia de um ou mais filhos seus.
Atleta vencedor, com passagem vitoriosa por equipes da Série do Brasileiro, como  Vitória da Bahia, onde jogou por mais de quatro anos, Vanderson deve ter acumulado uma boa quantia que lhe permita ter qualidade de vida financeiramente.
Só que o que o volante acumulou, de fato e de direito, também pertence a seus filhos, a quem o jogador, por qualquer motivo, ignorou, não pagou a pensão, o que lhe causou prisão e um certo constrangimento perante seus amigos e familiares.
Vanderson não é o primeiro a fazer isso, inclusive jogador de futebol. Há poucos anos o também volante Zé Elias, que jogou no Corinthians e em equipes da Europa, foi preso e passou uma temporada atrás das grades pelo mesmo motivo.
Também o milionário Romário -que não serve de exemplo para ninguém em nada- já esteve nas garras da polícia pelo mesmo motivo.
Vanderson parece um bom sujeito. Muitas vezes, assessores que só fazem "puxar saco", não atentam para o problema (ou os problemas) que podem acontecer após uma separação, principalmente judicial. Não alertam o amigo -ou "patrão"- que pensão alimentícia é crime inafiançável. Tem que pagar. Ou então a "cana" entra em ação.

Protesto remista é muito justo

A passeata de protesto que a torcida do Remo fez ontem pelas ruas de Belém, reflete bem a que ponto chegou a agremiação que talvez possua a maior torcida do estado do Pará.
Gestões povoadas de irregularidades, venda de parte do patrimônio que foi conquistado com muita luta,  tentativa de venda de outros bens do clube, irresponsabilidade com o jogador formado na base, perda de futuros profissionais por falta de pagamento salarial e mais um série de problemas envolvendo o futebol da agremiação fizeram com que o torcedor, que é um abnegado, explodisse no protesto que fechou uma das principais ruas de Belém.
Todo torcedor de futebol quer vencer, quer títulos. Quanto maior a torcida, mais exigente. E o Remo tem uma torcida que este escriba considera o seu maior patrimônio. Não pode ter gestores que não trabalhem focados no presente e no futuro da equipe. Não pode ter diretores que só pensam em promoção pessoa, cargos políticos.
A  reclamação da torcida azulina, temos que reconhecer, é com justa razão. Há cinco anos que o Clube do Remo não ganha um título, enquanto seu principal adversário, nesse período, ganhou três.
Seu ex-presidente, Amaro Klautau e o atual, Sérgio Cabeça, já demonstraram que não são da área, não conhecem gestão.
Klautau, nos dois anos em que passou como presidente, não conseguiu ganhar um turno do Parazão. Achando pouco o seu "feito", Klautau retirou o escudo do time azulino do alto do pórtico que fica na Almirante Barroso. O escudo era orgulho dos remistas, que quando passavam pela principal avenida da cidade se orgulhavam em mirá-lo.
Com Klautau fora do clube, foi eleito o professor Sérgio Cabeça, remista histórico, mas que em seu primeiro mandato fez uma administração das mais criticadas. Além de não ganhar nada, ainda ficou fora legalmente da Série D, conseguindo a vaga graças a uma "negociata" com o presidente do Cametá, que por seu turno, ficou ameaçado até de morte se voltasse à cidade.
Inteligente e  bom de papo, com apoio de alguns beneméritos e GBs, Cabeça voltou a se candidatar e levou novamente a presidência, desta feita, com o vereador Zeca Pirão como vice. Esse, por sinal, aparece  bem mais que o presidente, que é quem "paga o pato".
Não conseguiu fazer uma boa equipe de futebol em 2013,  perdeu novamente o título paraense, e mesmo que tenha montado uma equipe considerada cara para os nossos padrões, a qualidade técnica. Também não conseguiu a classificação para a humilhante Série D que, infelizmente, é o caminho para uma possível ascensão de qualquer clube.
Sem título, sem Série D, sem calendário para o resto do ano, com um elenco ainda considerado caro, o jeito foi a torcida correr para a forma democrática de protestar, pedindo a "cabeça do Cabeça",além de urgentemente eleições diretas para a diretoria, sugerindo inclusive uma assembléia geral com associados.
Os quase 20 seguranças que guarneciam a sede social do Clube, não conseguiram intimidar a torcida, que
exige que o novo estatuto seja apresentado, votado imediatamente e que sejam convocadas eleições diretas e urgentes.
É um direito do associado. Ele quer votar, quer dividir a responsabilidade na escolha dos gestores do clube, que hoje é só do Conselho.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Derrota no "tapetão" frustra torcedor bicolor

Sinceramente, como já sabia que a acusação do Paysandu de irregularidade na escalação do atacante Baiano pelo Naviraiense não daria em nada.
Seria o cúmulo da incompetência do time mato-grossense  escalar um jogador com problemas contratuais numa partida tão importante como foi a com o Paysandu pela segunda fase da Copa do Brasil. 
Infelizmente a Imprensa algumas vezes se porta como torcedor e comete erros grosseiro com o torcedor, alimentando coisas impossíveis, que se sabe não darão em nada. 
A bomba de que o Paysandu "ganharia" os pontos do Naviraiense estourou praticamente às vésperas do jogo do time bicolor com o Paragominas. Como o Paysandu estava com "a faca e o queijo" para a partida final, podendo até ser derrotado por 4 a 0 que a decisão do título do ano ainda iria para os pênaltis, a partida perdeu um pouco o interesse.
Espertamente -imagino!- alguém espalhou a notícia e a Imprensa imediatamente "fechou"  a matéria dando como certa a vitória do time de Vandick no "tapetão", deixando a galera já quase com a certeza de que dois coelhos seriam mortos com uma só cajadada.
O Mangueirão lotou, quase toda a Imprensa e torcida unânememente garantiam que o Paysandu levaria o troféu de campeão do ano e ainda, a partir da decisão do STJD na quarta-feira, ganharia o direito de continuar na Copa do Brasil, graças à irregularidade do Naviraiense. Para a diretoria do Paysandu foi a glória, pois quase 37 mil torcedores deixaram uma boa renda nos cofres do clube, o que fez até Vandick esquecer os 400 mil que entrariam se o time tivesse vencido o Naviraiense.
A onda de alegria terminou na noite de ontem. a 3ª Comissão Disciplinar do STJD julgou e deu a vitória por unanimidade ao Naviraiense. O advogado do time bicolor ainda quis dar uma de "João sem braço" alegando que recebeu a notícia da derrota do time "com surpresa". Que surpresa que nada. A torcida foi   envolvida pelos boatos e principalmente pela Imprensa, que "comprou" a idéia da possibilidade da volta do time bicolor à Copa do Brasil.
Por tudo isso, o torcedor bicolor vem sendo gozad0 desde cedo pelos adversários. Falam inclusive no placar de 7 a 0. 
Para quem não acredita em papai noel, a decisão favorável ao Naviraiense já era esperada. Causídicos consultados já haviam declarado que "era muito difícil o Paysandu retornar à Copa do Brasil.
Pelo sim, pelo não, em próximos embates é importante que a Imprensa evite muito oba-oba. E a torcida, 
que trabalha demais com a paixão, procure avaliar melhor os dois lados da moeda. Assim talvez o sofrimento seja bem menor.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

As "barrigas" do "Camisa 13"

Tenho um grande respeito pelo meu amigo Zaire Filho, mas na escolha dos melhores do Campeonato do "Troféu Camisa 13", na maioria das vezes se vê muitas injustiças, ou seja, nem sempre os melhores são os escolhidos.
A escolha através do voto popular pode até ser a mais democrática, pois quem vota na verdade é o povo. Só que, infelizmente, na escolha, só predominam votos de torcedores de Remo e Paysandu, na verdade os clubes com  maiores torcidas e, obviamente, a galera prefere sempre escolher os atletas de seus clubes preferidos, nunca usando da realidade na votação. 
Tive a preocupação de consultar algumas pessoas que torcem por Remo, Paysandu, Tuna e até simpatizantes de outras equipes do interior sobre a Seleção e dois jogadores de defesa escolhidos, Yago Pikachu e Raúl, não figuraram entre os melhores. O lateral Pikachu é muito oba-oba da Imprensa, é mais  papo furado. Jogou algumas partidas boas ano passado, mas parece que o sucesso subiu-lhe a cabeça e no Parazão jogou muito pouco. Já Raul é um zagueiro de poucos recursos. Marca mal e no mano a mano é facilmente driblado. Não merecia estar entre os melhores do ano.
A escolha de Ricardo Capanema no meio de campo, ao lado de Djalma e Eduardo Ramos, acho que foi justa. Mas Jhonathan começou a se firmar praticamente no final do campeonato. É um bom jogador, tem futuro acho, mas não é o melhor na sua posição. Existem jogadores bem mais regulares do que ele, só que em outras equipes, que por não possuírem torcida não receberam votos. Também os leitores do jornal promotor do evento, talvez nem se preocupem em que o leitor vote em determinados jogadores, pois sabem que o mais interessante na promoção é dar "RE-PA".
Mas a barrigada mesmo são os dois atacantes. Val Barreto é um jogadorzinho de regular para ruim. Só tem chute, mas não sabe se colocar dentro da área e nunca deu um drible na vida. O outro, João Neto, é fraco, apesar de esforçado. Neste setor, o mais lógico seria a escolha de Aleilson, Lucas e o vice artilheiro Rafael Oliveira, que é um jogador regular, mas que tem uma excelente presença de área. A meu ver, dos três, escolher dois seria bem mais justo.
Minha opinião, quero deixar claro, não é para criar polêmica. É para mostrar que é importante que as equipes da capital façam times mais competitivos, que pelo menos ameacem Remo e Paysandu. Assim pode ser que supere demasiado os dois -Remo e Paysandu- e consigam que seus atletas figurem entre os melhores. Tem que ser assim porque a coisa mais difícil é um jogador da Tuna aparecer em qualquer promoção dessas.
Enquanto os times da capital não se ajustam -por sinal, Tuna, Ananindeua e Sport Belém, todos estão totalmente fora da competição do próximo ano, pelo menos por ora- penso que o meu amigo Zaire Filho poderia bolar (se for possível) uma melhor sistemática de escolha, pelo menos para que não acontecessem casos como se parecessem cartas marcadas. Isso poderá melhorar sua promoção, que reputo como vitoriosa, mas que necessita de alguns ajustes. 
Feito isso, com certeza, o sucesso será 100 por cento, além de evitar que alguns eleitores e desportistas tenham  algumas decepções sobre os escolhidos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"A maldade dessa gente é uma arte"

O Bolsa Família é do povo brasileiro. E vai acabar com a fome no Brasil!
Nunca a célebre frase da letra da música do poeta mineiro Ataúlfo Alves, pegou tão bem.
Não se pode dizer que foi maldade de uma possível central de boatos de direita ou até da oposição, embora todos saibam que existem algumas figuras carimbadas -notadamente invejosas e inimigas dos programas sociais criados pelo governo do PT- e que estão sempre atentas para fomentar injúrias. Mas temos que reconhecer que, sem dúvida alguma, foi muito estranha a história disseminada no final de semana envolvendo o Bolsa Família. 
De onde poderia ter partido tamanha maldade, tamanho desrespeito pelas pessoas mais carentes do país?
Todos de sã consciência sabem que uma das coisas que mais incomoda a direita (principalmente aquela mais retrógrada, mais conservadora) é o trabalho que os governos Lula e Dilma implementaram com os mais pobres, como o Bolsa Escola, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, além de outros programas sociais que vêm ajudando a diminuir a miséria que predominava há 500 anos no Brasil.
Aqui ali, um político reacionário ataca esses programas sociais chamando-os de "incentivo à vagabundagem", ou que  "vive alimentando preguiçosos", esquecendo que o Brasil antes de Lula ser presidente tinha sua população faminta, carente, onde a maioria nunca havia feito três refeições diárias.
Estes programas, que crescem a todo ano, ao contrário do que os conservadores e inimigos do povo brasileiro falam, segundo reconhece a ONU, diminuiu sensivelmente a miséria no Brasil, além de, graças à alimentação que o governo oferece aos carentes, ajuda a  incentivar aos pais a que seus filhos não deixem de frequentar a escola. Ou seja, tem função de alimentar e educar.
O sucesso dos programas sociais, à nível nacional e até internacional, já fez até com que governos de vários países os copiassem, pois um povo faminto não pode ter educação, pois a barriga vazia não lhe dá forças para estudar.
A maldade que foi feita no último final de semana, que atingiu populações carentes de irmãos brasileiros dos mais longínquos torrões de 13 estados, está sendo apurada ela Policia Federal.
Os verdadeiros culpados, independente de quem seja ou de que partido sejam, podem estar com seus minutos contados. O povo que agradece ao governo Dilma Rousseff pelo que recebe do Bolsa Família, e que sabe que este programa, ao contrário do que propagaram os criminosos,  só tende a aumentar, pois a proposta é erradicar de vez com a fome no Brasil, vai agradecer quando a PF pegar os falsos brasileiros.

Senador Jorge Viana, do Acre, diz que Barbosa não está preparado para ser Ministro

Quem tinha alguma dúvida sobre Joaquim Barbosa, essa acabou ontem. Com mais uma declaração polêmica, extrema e notadamente populista, o presidente do STF mostrou que está no mais alto cargo da jurisprudência nacional  sem o devido merecimento, pois seu comportamento desrespeitoso com outros poderes não condiz com a importante função que exerce.
A nova polêmica do ministro que parece se acha mais importante que a própria presidenta da República, atingiu o Congresso Nacional, os partidos e todos os políticos, aconteceu ontem, quando ele proferia palestra em uma universidade em Brasília. Em dado momento de seu discurso, mostrando que seu negócio é principalmente aparecer, disse que o "Congresso Nacional não tem representação, os partidos são de mentirinha". E foi mais além: " o Congresso é inteiramente dominado pelo Executivo, por isso é ineficiente pela sua incapacidade de deliberar".
A mais nova declaração polêmica de Joaquim Barbosa deixou irritado o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) que, através de sua assessoria, disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, fez uma "desrespeitosa declaração sobre o Congresso", e que esse tipo de declaração "não contribui para a harmonia constitucional que temos o dever supremo de observar".
Joaquim Barbosa já falou mal dos advogados, de seus colegas ministros, dos deputados e agora dos partidos e de todo o Congresso Nacional, mostrando que não quer harmonia. Quer mesmo é partir para a briga com quem quer que seja.
A fala mais uma vez impensada do presidente do STF fez com que, além do presidente da Câmara,  lideranças de partidos também se manifestassem. O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), afirmou que as críticas de Barbosa não contribuem para que o Legislativo melhore sua atuação, enquanto o deputado André Vargas (PT-PR), foi mais direto: "as críticas do presidente do STF Joaquim Barbosa são um desrespeito ao Congresso, instituição na qual todos os integrantes são eleitos pelo voto popular. As declarações só reforçam o que acho dele: que não está preparado para ser ministro, tampouco presidente do Supremo".

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coringão empata na Vila e leva o Paulistão

Corinthians comemora com a Fiel o título de Campeão Paulista de 2013
O Corinthians é o campeão Paulista de 2013. O empate de 1 a 1 ontem com o Santos, na Vila Belmiro,  tirou o tetra do Santos e deu o título ao time de Tite. O Timão é indiscutivelmente o melhor time do Brasil. Não é um time com os maiores craques, mas possui a equipe mais valente, mais aguerrida, mais vencedora. Possui um banco de altíssimo nível, capaz de seu técnico, Tite, tirar qualquer jogador titular e colocar o reserva que ele vai dar o recado sem fazer muita diferença. Venceu o Paulistão por puro e total merecimento.
O Coringão tem um goleiro que merece estar na Seleção. Só um técnico incompetente como Felipão -que Tite certa feita quando Scolari era técnico do Palmeiras disse que ele "falava muito"- não convoca o bom arqueiro Cássio pelo menos para a reserva. O goleiro corintiano é muito melhor que Júlio César, que parece desaprendeu a jogar na Europa.
A defesa do Corinthians é segura. Falha como outra qualquer, mas vem dando o recado e é uma das menos vazadas. É experiente e não compromete a equipe. 
O meio de campo do Coringão, este sim, é um dos melhores do Brasil. Poderia ser perfeitamente a base do meio de campo da Seleção Brasileira. Jogando sempre num sistema que Tite -como este escriba- acha o melhor e mais moderno, o 4-3-3, o meio de campo do campeão paulista conseguiu em quase todas as partidas neutralizar o adversário, com toques objetivos, lançamentos em profundidade, concatenação de jogadas e até fazendo gols, como vêm fazendo os volantes Paulinho (uma cracaço de bola!) e Danilo, muito bom nos rebotes, sempre presente na área adversária.
O ataque corintiano consegue ser bem objetivo e às vezes arrasador. Desde o título mundial em cima do Chelsea, Tite vem mantendo a mesma formação, sempre com Romarinho, Emerson Sheik e Guerrero, ou Alexandre Pato, que é tido como reserva de luxo, com talento suficiente que lhe permite entrar a qualquer momento na equipe. Também no ataque do time mosqueteiro, além de Pato o jovem Edenilson sempre entra e faz a sua parte. É Tite mesclando a nova geração corintiana com os mais experientes e veteranos.
O técnico Tite devagar vai conquistando seu espaço como um dos melhores do futebol brasileiro. Venceu três títulos em praticamente um ano. Libertadores, Mundial de Clubes e o Paulistão 2013. O gaúcho ´é bem diferente de seu conterrâneo Felipão. Pouco fala de si, não é arrogante nem.
presunçoso como Felipão. Dedicou o título à torcida que é a mais fiel do país, a mais guerreira.
O Corinthians é de fato e de direito o campeão Paulista. O título veio três dias depois do time de Tite  haver dado uma lição de humildade e de grandeza, tanto a equipe como a torcida. Garfado dentro de casa pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla no jogo contra o Boca Juniors, o Coringão e seus seus torcedores  mesmo derrotados não partiram para o revide. Aguentaram o sofrimento de quarta-feira e ontem deram a volta olímpica . 

Paysandu vence um Jacaré irreconhecível

O Paysandu jogou o suficiente para vencer por 3 a 1 o Paragominas, que nas duas últimas partidas não conseguiu jogar 50 por cento do que rendeu em quase todos os jogos do Parazão 2013.
O Paysandu novamente não jogou muito bem, mas conseguiu envolver o Paragominas de uma maneira que o time interiorano não conseguiu em toda a partida fazer a bola chegar ao ataque, onde Aleilson e Adriano Miranda, mais uma vez, não conseguiram fazer gols.
Alguém há de dizer que Aleilson jogou mal. Não vejo assim. Vejo que o meio de campo do Paragominas foi completamente dominado. Nem mesmo o veterano Marquinho conseguiu fazer a bola rolar. Também o eficiente Paulo de Tarcio, ontem foi uma tristeza. Lourinho esteve tão perdido que foi substiuído ainda no primeiro tempo.
O Paysandu, ao contrário do Paragominas, foi melhor que o adversário.  Talvez pela insistência de Lecheva em trabalhar sempre com a mesma formação, para que esta ganhasse ritmo, conseguiu graças ao talento de Eduardo Ramos e Djalma, dois excelentes jogadores, e com o leão Ricardo Capanema e Vanderson, que não comprometeu ontem,  neutralizar totalmente o meio de campo do Paragominas.
Isso facilitou a boa atuação da defesa bicolor, que teve como subir e até fazer gol, como primeiro assinalado pelo zagueiro Raúl.
O Paysandu foi o melhor time do Campeonato. Foi uma equipe que cresceu durante a competição, podendo ser considerada a melhor equipe do Pará, hoje, embora este escriba insista em dizer que o time ainda é muito carente para disputar uma Série B.
Mereceu realmente ganhar o titulo do ano. A diretoria agora tem que pensar em reforçar a equipe para o Brasileiro da Série B. 
Sobre a fofocaiada de que o time bicolor vai voltar à Copa do Brasil por vacilo do Naviraiense, que colocou jogadores irregulares em campo, pode até ser real, mas não dá para entender uma equipe em plena era da tecnologia colocar irresponsavelmente dois jogadores irregulares para jogar. É muita falta de profissionalismo. Perder em campo é normal, mas no tapetão é uma tremenda babaquice.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Rua Ramalhete


Numa sexta em que o tempo curto não deixou postar nada, a inspiração me leva a ouvir "Rua Ramalhete", a  obra prima de Tavito, o compositor e cantor mineiro amigo de Milton Nascimento e dos que fizeram o Clube da Esquina. Essa música e simplesmente bela, lírica, cheia de charme e de uma saudade comovente sem ser piegas.
É um presente do Blog que nesta sexta -repito- nada produziu por conta de um compromisso paralelo. Mas amanhã é um novo dia. Fiquem com a voz de Tavito e a beleza de "Rua Ramalhete".

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Árbitro de "1,99" mete a mão no Timão

Não dá nem para comentar a incompetência ou má intenção do árbitro Carlos Amarilla no jogo de ontem entre Corínthians e Boca Juniors, quando a equipe argentina empatou em 1 a 1 e na soma de resultados venceu por 2 a 1 ao time mosqueteiro.
O Corínthians foi perseguido e consequentemente garfado durante toda a partida pelo árbitro paraguaio, que mostrou aos quase 40 mil corintianos presentes ao estádio Pacaembu como se rouba claramente uma equipe em sua própria casa.
Amarilla anulou uma penalidade legítima a favor do Corinthians, quando o zagueiro argentino meteu explícitamente a mão na bola e tanto ele - Amarilla- e seus auxiliares fizeram vistas grossas. Também no primeiro tempo o larápio paraguaio anulou um gol legítimo de Romarinho, depois do atacante corintiano receber uma bola perfeita de Emerson.
O Corinthians perdeu  jogo mas não perdeu o embalo e o cacife perante sua imensa e vibrante torcida, que ao final aplaudiu a equipe de pé.
Árbitros que parece entram em campo não para apitar com seriedade, mas já com "as cartas marcadas" deveriam ser punidos pelas entidades que regem o futebol, como a Conmebol e Fifa.
Assim como eles punem os jogadores que acham que cometeram erros, reclamaram, fizeram falta, etc., deveriam também pagar por seus erros. Carlos Amarillas era um dos que deveriam ser punidos. Ele foi por demais nocivo com o Corinthians, ontem. No episódio da penalidade máxima em que o jogador argentino meteu a mão na bola, o atacante Emerson Sheik reclamou, abrindo os braços, e por isso ganhou um cartão amarelo. Será que eles -os juízes- são sempre iguais? Nunca erram?

Jacaré engole Papão. Domingo tem mais!

Ontem pela manhã, conversando com meus amigos jornalista Expedito Leal e o e-goleiro Reginaldo Mesquita, no momento em que o assunto virou "Paysandu", Leal disse que o time bicolor estava "passeando" sobre s outras equipes.
Reginaldo preferiu não discutir, mas não concordou com a posição do competente jornalista e escritor. Mas este escriba foi enfático: "Discordo, Expedito. Aconteceu alguma coisa com o Paragominas, fora os dois primeiros gols que acho que foram lapsos do goleiro. A meu ver, Paysandu, Remo e Paragominas estão no mesmo patamar, com uma pequena diferença a favor do time bicolor".
E meu pensamento, se comprovou com a derrota do Paysandu ontem, em plena Curuzu, por 2 a 0 para o Naviraiense, equipe desconhecida e sem muita expressão, de Mato Grosso. O time matogrossense chegou humildemente a Belém e seu técnico, uma figura tranquila e falante, disse que sua equipe "gostava de jogar com o campo lotado. "Espetáculo bom é quando tem platéia. Todo artista gosta de dar espetáculo com um público bom", falou Paulo Resende à Imprensa, quando entrevistado e indagado se seu time temia jogar num estádio lotado.
A derrota em plena Curuzu serve de alerta para o time bicolor e seu torcedores e dirigentes que, por estarem na Série B, se julgam melhor que os outros times locais.
Para se tornar um time com condições de não fazer feio na Série B, ainda falta muita coisa ao Paysandu. Do time titular hoje, não escapam seis jogadores. Ou seja, necessita de pelo menos meio time para ter condições técnicas de participar da Série B e não cair. Se insistir com esse time que não encara nem o Naviraiense, vai ser muita peia. Podem esperar. 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dirigente da Fifa fala besteira e leva pito

Jerôme Valcke, secretário-geral da Fifa, tem que parar de falar asneiras e respeitar o Brasil, os dirigentes brasileiros e as equipes nacionais. Acostumado a vomitar o que lhe dá na telha em qualquer parte do mundo quando  assunto é Copa do Mundo ou Fifa, o dirigente da entidade maior do futebol mundial, ontem, recebeu duras críticas de dirigentes corintianos e ate de políticos nacionais, ao declarar que a Arena do Corinhians poderia ficar fora da Copa do Mundo de 2014, caso não cumprisse os prazos de obras.
O Corinthians, em Nota Oficial, rebateu a baforada do dirigente da Fifa, inclusive estranhando porque o próprio Valcke teria declarado que o prazo teria sido estendido até fevereiro de 2014.
Valcke esta circulando pelo Brasil vendo como andam as obras de construção dos principais estádios para a Copa de 2014. E não adiantou, depois das declarações criticando o andamento das obras da Arena do Timão, Jerôme Valcke elogiar o Estádio Mané Garrrincha, de Brasília, admirando-se do andamento das obras e a beleza da praça de esportes, que ele chamou de "coliseu moderno", pois os dirigentes do Corinthians foram fundo nas críticas: "se os dirigentes da Fifa entenderem que devem mudar o local de abertura da Copa do Mundo, fiquem à vontade".
A Fifa e seus dirigentes, precisam saber que o Brasil não vai se render a pressões de dirigentes da Fifa, nem mesmo do presidente da entidade, quanto mais de simples secretário. 
O Brasil vai fazer uma das mais bonitas e perfeitas Copas do Mundo e mesmo com Felipão no comando do nosso selecionado, tem chances de ganhar, porque o governo democrático brasileiro não vai medir esforços para que o povo tenha a alegria de ver e vencer uma Copa do Mundo em terras brasileiras.

Remo definitivamente fora da Série D

Nem Jader, nem Mário Couto, tampouco Pirão. O Remo não conseguiu a tão sonhada vaga para a Série D fora de campo, como ano passado. Equipes de Rondônia que estão disputando a semifinal do campeonato local já declararam que "a vaga da Série D é inegociável".
Ano passado, a equipe azulina também não conseguiu a vaga em campo, mas deu um "jeitinho brasileiro" e comprou a vaga do Cametá -embora alguns torcedores remistas e até do Cametá insistam em negar o fato que foi "óbvio e ululante". Mas este ano, depois da decisão dos times rondonienses, tudo leva a crer que está impossível para o Remo chegar à Série D.
Em Paragominas, logo após a derrota para o time local, os dirigentes remistas comentaram que iriam tentar negociar a vaga com o time dirigido por Charles Guerreiro. Neca, neca. Dirigentes do Paragominas foram mais rápidos em declarar que "a Série D é inegociável".
Ontem foi a vez dos dirigentes de Ariquemes, Genius, Pimentense e Vilhena, que estão na semifinal do Campeonato Rondoniense declararem que o estado de Rondônia terá representante na Série D, seja qual for a equipe vencedora do campeonato local.
Um dos dirigentes esportivos de Rondônia, José Carlos Dalanhol, presidente do Vilhena, foi quem fez o Remo "tirar o cabelo da venta", com a declaração de que "mesmo que o Vilhena não seja o campeão do ano, e a equipe campeã não tenha interesse em disputar a Série D, nós temos e ficaremos com a vaga". E foi mais longe: "podem publicar: "eu garanto que a vaga não sairá de Rondônia", sentenciou o dirigente do Vilhena.
Outros dirigentes rondonienses também se manifestaram, deixando claro que todas as equipes que estão na semifinal do campeonato local têm interesse de participar do Campeonato Nacional da Série D. 
Remo agora, vai ter que se satisfazer no "caça níquel" com Vasco e Flamengo em junho próximo". Depois é esperar o Parazão 2014.

Corínthians pega o Boca rumo ao Bi mundial

O Corinthians pode não ser o melhor time do Brasil hoje. Mas sem duvidas, é o mais valente, o mais raçudo. No Corinthians de Tite não existe jogo perdido, não tem bola que os atacantes não procurem correr para fazer o gol. É um time que briga do princípio ao fim de todas as partidas.
Mas a partida de hoje tem um sentido diferente para corintianos e para o time do Corínthians. O Timão tem que vencer por no mínimo 2 a 0. 
Romarinho é uma das armas do Timão contra o time de Riquelme
O Boca Júniors é o time mais querido da Argentina. É uma equipe tradicional na América do Sul e respeitada no mundo. Em seu campo, La Bombonera, é praticamente imbatível. Possui um elenco hoje  que pode ser considerado inferior ao time do Corinthians, mas tem nome e história, principalmente na Libertadores.
O técnico do Boca Júniors, Carlos Bianchi, é veterano treinador, com passagem inclusive pela Seleção Argentina.
No jogo de hoje contra o Cortínthians,  Bianchi com certeza vai entrar com um time na defensiva. Não vai arriscar com um esquema ofensivo porque sabe que o Cortínthians, necessitando da vitória, vai entrar em campo para fazer gols logo no início do jogo. 
O mais certo é que Bianchi entre com sua equipe num sistema com apenas um homem na frente, na tentativa de aproveitar rebotes ou os contra ataques.
O Corinthians vai na ofensiva. Tite promete três homens na frente: Romarinho, Guerrero e Emerson, ou seja, dois pelas pontas e um homem pelo meio, no caso o atacante Guerrero.
O técnico corintiano ainda espera que dos três homens que ficarão no meio de campo, dois, Paulinho e Danilo, sejam também atacantes, através de rebotes e lances de bola parada.
Para o Corínthians, o interessantes é fazer os dois gols necessários, evitar chegar às penalidades, que vai ser o sistema de decisão se o Coringão vencer por apenas 1 a 0.
Vai ser um teste para o Coringão, que com uma vitória hoje vai prosseguir na Libertadores. Os mais de 35 mil "loucos por ti Corínthians", que estarão no Pacaembu hoje esperam que o Timão desbanque o time de Riquelme e Maradona. E siga rumo ao bi campeonato mundial.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Billie Holiday e Elis Regina: divas eternas

A cantora Elis Regina está para o Brasil, assim como Billie Holiday está para os americanos. Duas grandes cantoras; duas grandes intérpretes, dois mitos que o passar dos anos não faz desaparecer.
Elis teve várias seguidoras que, notadamente, em suas interpretações,  mostram o timbre, o estilo de voz e até os trejeitos que praticamente obrigam críticos e amantes de música a fazer comparações.
Billie, que nasceu na Filadélfia em 1915, e morreu aos 45 anos em 1959, portanto há 54 anos, ainda é tida por críticos, jornalistas e músicos, como a maior cantora de blue e jazz de todos os tempos.
Parte das cantoras que surgiram no Brasil pós Elis Regina, até lutam para evitar a comparação, seja no timbre de voz ou no estilo forte de cantar e se apresentar. Mas poucas escapam da comparação.
Elis: voz e estilo eternos
Foi assim que aconteceu com Adriana Calcanhoto, Leila Pinheiro e por último com Marisa Monte. Essa última, possuidora de um timbre semelhante, uma altivez e personalidade no palco fantásticas, além da bela voz e do estilo forte de se apresentar. Mas sempre fugiu das comparações.
As "imitadoras de Lady Holiday são muitas. Uma das mais famosas foi a roqueira/jazzista Janis Joplin. De voz rouca e timbre forte como Holiday, Janis Joplin era tão fã de sua conterrânea americana que tinha a biografia de Billie, "Lady Sings the Blues", como seu livro de cabeceira.
Holiday: o tempo não apagou sua voz
Outra famosas seguidoras do estilo de interpretação e até de emoção de cantar de Billie Hiliday foram as cantoras Betty Carter, Nina Simone,  Dinah Washington e por último Amy Winehouse e Madeleine Peyroux. Miss Peyroux, por exemplo, sempre negou o título de "imitadora", embora diga que admira o estilo de Holiday e aceita até ser chamada de seguidora. 
Prova de que seu negócio não é imitar, mas seguir um estilo de cantar colocando voz e emoção, principalmente, é o trabalho que Madeleline apresenta em seu novo álbum "The blue room", onde interpreta outro monstro sagrado do jazz, blue e country americano: o lendário Ray Charles. Metade do CD é em homenagem a Charles, que é tido como intérprete de voz inconfundivel, fascinante.
Tanto Elis Regina como Billie Holiday tiveram vidas atribuladas. Muitas emoções, muitos amores. Tristezas, alegrias, misturadas com uma vida boêmia levaram as duas grandes e eternas divas da música americana e brasileira à morte  precocemente.
Mas o estilo, a voz, o talento de Elis e Holiday estão eternizadas pela arte delas e através das cantoras que admiram seus trabalhos, que este escriba não vê como imitadoras, mas como seguidoras de um estilo inconfundível de interpretar, que deu certo não somente pelo bela voz, tanto de Elis e de Billie, mas pela emoção que essas duas divas continuam a passar quando nos dão o privilégio de ouvi-las.

Felipão deixa Hulk e tira Ronaldinho Gaúcho

Felipão além de maluco e incompetente, é também um desalmado com o povo brasileiro. Não que este escriba seja fã de carteirinha de determinados jogadores, como por exemplo, Ronaldinho Gaúcho. Mas o meia do Atletico está jogando muito e temos que dar à César o que é de César, como diria meu querido pai.
Convocar uma seleção brasileira que vai disputar dentro de casa uma Copa de nível como a das Confederações, onde grandes seleções do mundo estarão presentes, e não levar o melhor meia em atividades no nosso futebol é brincadeira. 
Ronaldinho Gaúcho foi garfado por Felipão e seus asseclas, dentre os quais o filhote da ditadura José Maria Marin, presidente da CBF,que está fazendo negócios na gestora de nosso futebol.
Além de Ronaldinho, desprezado por Felipão -que afundou o Palmeiras e tem norrau suficiente para afundar nosso futebol, o técnico deixou de lado nomes como Alexandre Pato, Kaká e o goleiro Cássio, do Corínthians.  Júlio César na Copa passada já demonstrou que seu tempo de seleção já pasou.
Até concordo com a não ida de Kaká, que não vem rendendo bem já há algum tempo em sua equipe, o Real Madri. Mas deixar de fora jogadores como Alexandre Pato, que está muito bem no Corínthians, e até Romarinho, também do Corínthians, que é futuroso e pode fazer a diferença numa Seleção,  e convocar quem já mostrou que não é jogador de nível de seleção como Hulk e o próprio Leandro Damião, é apostar na teimosia, brincadeira com os amantes do futebol.
Temo por um futuro nada promissor para nossa seleção.  Como brasileiro vou ter que torcer -e muit- pelo nosso sucesso. Mas deixo aqui meu protesto, primeiro pelo nome do próprio técnico e segundo pela  sua insistente teimosia em convocar jogadores que não estão no nível de seleção brasileira, em detrimento de outros   em condições muito melhores.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Vitória por 4 a 1 foi surpresa, sim!

Não é só este escriba que se confessa abestalhado com os 4 a 0 do Paysandu sobre o Paragominas. Postei neste Blog, na sexta, que o Paysandu é, indiscutivelmente, uma equipe bem mais elaborada, com jogadores com um melhor nível técnico e salarial que o Jacaré. Mas nenhuma superioridade que justifique uma goleada dentro de casa, com a equipe do Paragominas com toda a torcida a seu favor e o norrau de ter  vencido há uma semana o Clube do Remo por 3 a 1.
Acho que o time de Charles Guerreiro se desesperou e se desestruturou depois de ter tomado dois gols bestas. Embora a jogada de Eduardo Ramos (excelente jogador, com passe magnifico, realmente o maestro do time) pela ponta esquerda tenha sido muito bonita e eficaz -apesar da frouxura dos jogadores do Paragominas que deixaram o cara levar a bola até quase na linha do gol-, e o passe (e não lançamento) para a jogada de sola de pé de Rafael Oliveira para Djalma, tenho minhas dúvidas se o goleiro Maicki Douglas não vacilou no chute de Djalma. A bola não foi violenta, o goleiro parecia nervoso e engoliu o peru.
O gol de Djalma, ironicamente, aconteceu quando o Paragominas dominava o Paysandu. 
O segundo gol foi um frangaço. Eduardo Ramos cobrou uma falta sem pretensão e o goleiro do jacaré engoliu outro frango.
Depois disso, o terceiro gol, que surgiu de uma penalidade, a meu ver, inexistente, mas que ninguém reclamou porque a toalha já estava jogada, graças à atuação "invisível"  do meio de campo do Paragominas, irreconhecível, principalmente os dois volantes, Dudu e Marquinho, que não conseguiram municiar o ataque, e também Adriano Miranda, um meia que esteve completamente apagado ontem, não conseguiu fazer uma jogada com Aleilson, que se perdeu no nada  tentando resolver tudo só.
 O Paysandu teve méritos para jogar um bom futebol. Não reputo a vitória, como frisei no início, a um excesso de mérito do time bicolor. Acho mais que o time do Paragominas tremeu nas bases após os dois primeiros gols e mesmo com uma atuação mais equilibrada na segunda etapa, a paçoca já estava na boca dos bicolores.
Acredito que no segundo jogo será somente para a  entrega do troféu de campeão ao Paysandu, apesar de futebol reservar algumas surpresas...

Ustra, o torturador, negou seus crimes

Palhaçada, cinismo, mal caratismo.  É o mínimo que podemos chamar do depoimento do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra à Comissão Nacional da Verdade, sexta-feira, 10. Arrogante, prepotente, debochado, Ustra, que foi reconhecido como torturador por vários presos, dentre os quais a atriz Beth Mendes, levou consigo habeas corpus para não falar, o que mostra que além de tudo é um covarde que preferiu culpar o Exército,  e assim se eximir das atrocidades que praticou durante a ditadura militar entre os anos de 1964 e 1985.
Natalini foi torturado pelo coronel Ustra
O coronel Brilhante Ustra foi  um dos mais violentos torturadores do regime de exceção que se abateu sobre o Brasil durante mais de duas décadas. Ex-chefe do DOI-Codi de São Paulo entre 1970 e 1974, considerado o período mais macabro do regime, em depoimento à Comissão da Verdade, preferiu defender-se dos crimes cometidos com aleivosias e ironias, como quando afirmou que a presidente Dilma Rousseff  "militou em organizações terroristas”, ou na negativa de que “nunca houve assassinatos no período em que os militares que salvaram o Brasil do comunismo estiveram no poder".
Brilhante Ustra, apresentou-se à Comissão da Verdade munido de habeas-corpus concedido pela Justiça Federal que lhe garantiu o “direito” de ficar calado. Mas não resistiu e respondeu algumas perguntas, embora agressivamente, aos gritos, relembrando seus tempos de carrasco, como um bárbaro, batendo na mesa. 
Ustra fez-se acompanhar de dois militares, ambos também da reserva, que juntaram-se  ao bruto coronel nos insultos aos membros da Comissão da Verdade e à própria presidente Dilma Rousseff.
Mesmo com todas as provas testemunhais e materiais dos crimes praticados no Brasil durante o regime  militar, e apesar de o país ter sido advertido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos e até pela ONU por não punir os criminosos do macabro período, a Comissão da Verdade já sentiu que vai ter que lutar muito e com coragem, principalmente no enfrentamento a pessoas como o coronel Brilhante Ustra que, com arrogância de quem já torturou e chefiou torturadores, tenta diminuir ou justificar as atrocidades cometidas pelo regime de força que passou mais de 20 anos no poder.
A Comissão da Verdade não tem que se render ao coronel Brilhante Ustra e aos que cometeram atrocidades durante a ditadura. Coronel Ustra, que vive livremente afrontando as vítimas de suas sessões de tortura, como o vereador de São Paulo Gilberto Natalini (PV) que, durante o depoimento do coronel, disse que foi torturado com requintes de crueldade por ele e que depois foi inclusive insultado por seu algoz, chamando-o de "terrorista", tem que pagar por seus crimes e se ele chama os brasileiros civis que foram covardemente torturados de "terroristas", ele que aponte alguma vítima  militar que sofreu tortura.
Estudante de Medicina e membro do Centro Acadêmico na época, Natalini disse que certa feita foi colocado nu por Ustra em uma poça d'água com fios de choque atados ao corpo. "Ele chamou a tropa para que eu fizesse uma sessão de poesia. Durante horas ele ficou me batendo com ma vara. Outros vinham e me dava telefone (tapas com as mãos nos ouvidos) e muito eletrochoque", disse Natalini, que compunha poesias contra a ditadura.
Os trabalhos da Comissão da Verdade estão praticamente se iniciando. Até o final do primeiro semestre de 2014, quando estiverem no final, muita coisa ainda vai acontecer. Veremos muitos ustras negando seus crimes, suas participações. Mas a Comissão não  tem que dar trégua a eles. Tem que chamar a todos, para que seja mostrado ao Brasil e ao mundo quem realmente são eles.
Se espera que pelo menos alguns que brevemente serão convocados pela Comissão da Verdade ajam com coragem, falem o que sabem, não fiquem na defensiva acusando sem provas. Que não fujam nervosa e covardemente das acareações, como Ustra, que achou mais fácil a garantia de um habeas corpus para ficar calado e quando resolveu falar foi para se esquivar, partindo para acusações levianas e covardes contra verdadeiros brasileiros.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aleilson no Águia? Duvido muito!

Não acredito que Aleilson vá para o Águia, como a Imprena vem noticiando. Seria o cúmulo do cúmulo, o melhor jogador do Campeonato Paraense de 2013, o artilheiro isolado da competição com 13 gols, deixar a equipe que luta com grandes chances de ser a campeã do ano, e ir de mala e cuia para uma equipe rebaixada, enquanto temos equipe de maior peso financeiro na capital que está  disputado a Copa do Brasil e o  Brasileiro da Série B, o Paysandu, e sua equipe atual, o Paragominas, está na Série D e na Copa do Brasil. Acho que a notícia é uma tremenda de uma "barriga", pois Aleilson não deixaria o certo -o Paragominas- por algo tão duvidoso -o Águia de João Galvão.
Aleilson, a meu ver, deveria ser a primeira contratação do Paysandu como reforço para a Série B. O técnico Lecheva, do Paysandu, sabe do potencial do atleta: que Aleilson é um atacante veloz, tem habilidade, chuta bem e tem uma visão de jogo fantástica, além de ser um jogador jovem -27 anos- e já  com  uma larga experiência.
As dua principais equipes do estado -e a terceira também, a Tuna!- já erraram muito este ano em termos de contratações. Agora deixar escapulir mais uma vez um craque como Aleilson, vai ser o fim da picada.
Com certeza Ramon e seu irmão "empresário" vão morrer de rir da gente. E com justíssima razão. 

Barbalho, Couto e o Remo

A guerra entre os dois senadores paraenses -do PSDB e do PMDB- continua não somente nas hostes do Detran, onde ambos têm um histórico de influência.
A mais nova surgida na Imprensa é que o do PMDB, remista de sete costados, garante que vai mexer os pauzinhos para colocar seu time na Série D. Para isso já teria tido até o primeiro contato com presidente da CBF, José Maria Marin, seu amigo de fé e irmão camarada.
Sinceramente não acredito muito que o senador Barbalho consiga seu intento, embora se saiba que ele -como também o homem de Cuiarana- quando quer uma coisa vai fundo.
A torcida remista já começa a rezar para que o senador peemdebista acerte o alvo. Nessas horas de desespero, não vale somente lutar por uma vaga de uma possível equipe que esteja desistindo. Vale também tentar comprar uma vaga e até se juntar a um político influente como Jader Barbalho, que garante que vai fundo na luta para que o time paraense arranje o que fazer antes de 2014.
Como tudo sempre termina em pizza, o senador tucano já confidenciou a amigos mais chegados, que se for necessário ele, mesmo não sendo remista, vai dar uma ajudazinha ao "seu amigo" do PMDB.
Esta é a vida. Realmente, explicitamente, como ela é!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Greve de fome em Guantânamo

Prisioneiros -muitos inocentes- do governo americano em Guantânamo.
Quanto custa anualmente um preso comum americano? 25 mil dólares, quantia que pode ser considerada até baixa, dentro da realidade americana. Mas um preso internacional encarcerado em Guantânamo, presídio americano em território cubano,  custa aos cofres americanos em torno de 800 mil dólares anuais.
Mas nem esse alto custo, que é um problema a mais na crise econômica dos Estados Unidos, faz com que o presidente Barack Obama cumpra o que prometeu em sua campanha: fechar a prisão de Guantânamo, dando liberdade aos quase 200 prisioneiros, em sua maioria muçulmanos, que padecem como animais em verdadeiras jaulas no presídio da ilha cubana, que é invadida pelos Estados Unidos.
Obama vai empurrando o problema com a barriga, embora o protesto de entidades de direitos humanos do mundo inteiro cobrem uma posição do mandatário americano. 
Dos prisioneiros, pelo menos 100 estão em greve de fome há pelo menos três meses, protestando pelos maus tratos e pela ação nefasta dos carcereiros, que rasgam, cospem, zombam de toda maneira do alcorão, livro que é sagrado pela maioria dos prisioneiros.
A situação de Guantânamo é um calo o sapato de Obama, embora o presidente americano tenha poderes para resolver a situação com uma simples canetada. 
O presidente americano, que tem convivido com malucos que explodem bombas em maratona, sequestradores que agem na impunidade por longos 10 anos e adolescentes viciados em jogos de computadores que saem atirando em escolas e nas ruas, acha bem mais fácil acusar o mundo de terrorista de que resolver um problema que gestores americanos mais antigos criaram, como a prisão de Guantãnamo.
Como a maioria dos políticos, Obama mente para seu povo e para o mundo, e prefere ver prisioneiros, muitos dos quais inocentes, morrerem de fome ou apodrecerem nas masmorras de Guantânamo, de que resolver um problema que é seu. Só seu.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

São Paulo vai para o "tudo ou nada"

Vida ou morte para o São Paulo. É assim que o técnico Ney Franco e jogadores vêem o jogo de hoje diante do Atlético Mineiro, no Estádio Independência, em Belo Horizonte.
A partida, a de volta, válida como passaporte para a equipe avançar nas quartas  de final da Libertadores, é um teste dos mais difíceis para os comandados de Ney Franco, que viu sua equipe cair no domingo nas penalidades para o Corínthians pelas semifinais do Paulistão, e não pode sequer pensar em perder hoje e dá adeus também à Libertadores.
O técnico sampaulino lamenta os últimos resultados da equipe, as contusões, mas sabe que tem o apoio do elenco para vencer por uma diferença de dois gols ou pelo escore mínimo -1 a 0. Só não pode é nem pensar em sofrer gol, pois o resultado negativo da semana passada dentro de casa -2 a 1- pode fazer a diferença em favor do time mineiro.
A dúvida do São Paulo é Osvaldo, que saiu no início da partida de domingo contra o Corínthians com uma contusão nas costas. Franco está esperançoso de contar com seu mais importante atacante, que terá Luis Fabiano como companheiro de ataque para fazer os gols que a equipe necessita para sobreviver na competição internacional.

Paysandu não terá moleza na Arena Verde

Uma das coisas que acho engraçada em nosso futebol é que a velha máxima de que "santo de casa não faz milagres" continua com força total entre nossos dirigentes e torcedores.
Campeoníssimo do Segundo Turno, jogando um futebol de time grande e com uma equipe bem regional, Charles Guerreiro foi muito pouco reverenciado pela chamada Grande Imprensa. 
Empatou em Belém e ganhou da Tuna em Paragominas; perdeu em Belém e ganhou folgado do Remo na Arena Verde, Charles agora só falta se livrar do Paysandu para ser o campeão do ano.
Sinceramente, não acho difícil o time do grande Charles Guerreiro vencer o Paysandu. Em Paragominas, onde acontecerá o primeiro jogo, podem anotar, o Paysandu vai pegar um osso bem duro de roer. Essa história de que o Paysandu é superior, que é um time de Série B, penso que não vai valer, não.
O Paragominas está embalado e quem acompanha o Blog sabe que desde o inicio do campeonato que venho postando que o time do Paragominas e o Santa Cruz de Cuiarana eram equipes com grandes chances de chegar às semifinais e finais do Parazão.
Inegavelmente, time por time o Paysandu é superior à equipe dirigida por Guerreiro que, como já citei, é uma onzena quase que genuinamente papa xibé, sem muitas estrelas. Mas o "feijão com arroz" que os comandados de Charles Guerreiro conseguem fazer em campo surpreende, pela força de vontade, garra e disciplina tática que o competente técnico passa à equipe.
Por isso ninguém seja pego de surpresa com um resultado não favorável ao time bicolor no próximo domingo, em Paragominas. E também na segunda partida, em Belém. 
Afinal, além de competentes e guerreiros, os jogadores do Paragominas estarem eufóricos com o que já conquistaram, estão com moral e com muita personalidade. 
E isso, podem crer, conta. E muito.

A saga da Legião Urbana se repete

Impressionante a força que o cantor e compositor Renato Russo ainda exerce sobre os jovens. Morto aos 36 anos, em 1996, Renato Russo, fundador e líder da banda Legião Urbana, resiste ao tempo como o poeta preferido pelos jovens de agora e os dos anos 80, hoje cinquentões, que continuam venerando o roqueiro rebelde.
A febre da banda Legião Urbana voltou de com força graças aos dois filmes recentemente lançados sobre a vida e obra de Renato Russo. "Somos tão jovens", produzido por Antonio Carlos Fontoura, conta a vida do jovem Renato Russo numa Brasília dominada pela burguesia e pelos militares, tem o título inspirado numa canção de grande sucesso da Legião; e "Faroeste caboclo", também título de uma canção da Legião Urbana, conta a saga do casal Maria Lúcia e João de Santo Cristo, ele um jovem baiano que foi tentar a vida em Brasília e que enveredou pelo submundo das drogas.
Detalhe de "Faroeste caboclo", que é a canção mais comprida já composta por Renato, e foi escrita antes mesmo da formação da banda, tipo anos 70. O filme "Faroeste...", é mais ou menos uma ópera rock, e como na música trata de um problema que existiu fortemente entre os jovens do DF nos anos 70, época da adolescência de Renato, mas que é super atual não somente em Brasília, mas em todo o país.
A Legião: Renato, Marcelo Bonfá e Dado Vila Lobos
Os dois filmes são um chama para jovens e adolescentes -o público que foi fissurado pela obra de  Renato Russo-, mas, segundo alguns críticos, os diretores não pretendem com os filmes mitificar Renato Russo, embora o artista e sua banda  ainda sejam recordistas em vendas de discos do país, vendendo tipo 200 mil cópias anualmente
"A música da Legião Urbana e de algumas outras bandas dos anos 80 é atemporal.  Ela retrata uma realidade que não muda, que é a angústia dos adolescentes", diz Artur Dapieve, que é biógrafo de Renato Russo e acha que depois da morte do cantor e compositor, que também era professor de inglês, não surgiu ainda no Brasil um artista que consiga mexer com os jovens como o líder da legião. Já para o produtor Mayrton Bahia, responsável pelo lançamento de várias bandas na década de 80 e 90, a Legião Urbana continua viva porque sua lacuna é difícil de ser preenchida.
Para quem viveu a alegria, irreverência e liberdade das bandas de rock nacionais, principalmente a Legião Urbana -ou até quem viu mas preferiu passar ao largo- este escriba recomenda os dois filmes, mesmo porque, apesar das letras cheias de  juvenibilidade de Renato Russo, a Legião foi, na verdade, a única banda nacional que resistiu ao tempo, graças a um trabalho diferenciado pela criatividade das letras e pelo próprio som dos três rapazes brasilienses, que está eternizado na cabeça dos jovens daquela época -hoje  quarentões e cinquentões-, mas que ainda reflete nos adolescentes de um Brasil do século 21.