quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pequeno ensaio sobre "Calabar" e "Tatuagem"


Tatuagem é uma das mais belas canções de Chico Buarque de Hollanda. Composição de Chico e Ruy Guerra para a peça dos dois autores  "Calabar", censurada e impedida de ser encenada no ano de 1976, porém, posteriormente liberada e  publicada em livro. Somente em 1980 "Calabar" foi encenada. 
"Tatuagem" tem  uma letra de um lirismo e romantismo fantásticos, onde Chico concebeu a poesia dentro de uma  perspectiva diferente, como se ele fosse uma mulher. O fato de compor como mulher é normal na obra poética de Chico e está presente em várias de suas canções.  Aliás, Chico, sempre diz ter "muitas mulheres dentro de si". Na poesia, uma amante apaixonada se declara, sendo o amor dessa mulher  tão intenso que usando de figura metafórica, deseja  perpetuar-se  no corpo de seu amado como se fôra uma tatuagem, para eternamente tornar-se sua escrava.
A gravação original consta do LP "Falso Brilhante", de Elis Regina, gravado em 1976.
O Blog presenteia a seu seguidores e navegantes numa gravação diferente da de Elis, mas também muito original, com Chico e Caetano, no auge. "Tatuagem". Curtam!

Um dia de domingo, oito anos atrás

A história do goleiro Dida com o Paysandú, que foi tirado da partida na véspera, remove a coisas estranhas que sempre aconteceram no futebol paraense. Jamais esquecerei o Campeonato de 2003, quando o Remo foi campeão e a Tuna vice. Poucos dias antes da decisão final o Remo anunciou na grande imprensa com bastante estardalhaço a contratação de quatro jogadores da Tuna, todos titulares, que foram: o goleiro, o lateral direito, o meia direita e o centro avante, num contrato muito interessante para os quatro. Lembro que o meia direita, até hoje um bom jogador, na época deu entrevista à Imprensa e disse que o Remo seria o Clube que o levaria para o sucesso no futebol brasileiro. Os quatro, realmente depois do campeonato foram contratados pelo Remo.
Mas é interessante reavivar a memória dos que viveram àquela época, e melhor ainda para os que assistiram ao segundo jogo no Mangueirão, porque nessa partida aconteceram fatos nada interessantes para a Tuna, que perdeu por 4 a 0, sagrando-se o Remo Campeão.
Os quatro jogadores vinham sendo os grandes destaques do Campeonato. O goleiro era a grande sensação. Jovem e vigoroso, alto, voava bem e defendia com competência, sendo o melhor daquele campeonato. O lateral era mais ou menos perfeito: subia  apoiando o ataque e era uma marcador tipo "carrapato",  por isso cobiçado por várias equipes. O meia, um craque. Esguio, bom driblador, movia-se com desenvoltura por todos o meio, investindo para o ataque e até fazendo gols. Também tinha velocidade e era  um passador de primeira. Muito jovem, tipo 21 a 22 anos, foi a grande revelação do ano. O centro avante era veloz, e mesmo que não fosse um bom driblador, se colocava e se deslocava muito bem. Vale lembrar que ele joga bem até hoje e a dívida pela sua venda o Remo nunca pagou à Tuna.
Na primeira partida da decisão, a Tuna venceu o Remo por 2 a 1, no Mangueirão, dando um show de bola  pronta para jogar a segunda só pelo empate. Pois é, na segunda partida, a final, se não me engano no dia 5 ou 6 de abril de 2003, os quatro jogadores da Tuna que foram "negociados" antecipaamente com o Remo,  foram um verdadeiro fiasco dentro de campo.. O goleiro sofreu quatro gols que até o hoje frangueiro juramentado Rogério Ceni,  pegaria. Já o  lateral, transformou seu setor numa "avenida" e fez até pênalte desnecessário. O meia, de tão mal na partida, foi substituído. O centro avante, parece esqueceu tudo que sabia naquele fatídico domingo. O resultado de 4 a 0 para o Remo, deixou este escriba, que saiu com o amigo Carlos Primo do estádio Mangueirão praticamente chorando, e toda a nação cruzmaltina desolada mas também desconfiada. Não se pode afirmar com certeza  se os quatro jogadores que "foram vendidos", "foram comprados". Só se pode dizer que fatos estranhos, muito estranhos aconteceram naquele dia.
Vale salientar, também a titulo de lembrança, que poucos anos depois, um ex-dirigente do Paysandu, já falecido, foi na televisão e declarou que estava acostumado a "comprar juízes e jogadores". E até falou no nome do ex-árbitro baiano Serapião. Quem tem memória sabe perfeitamente das duas histórias, do jogo da Tuna e Remo e da fala do ex-presidente bicolor.
Trocando em miúdos, o Independente fez um grande negócio deixando o goleiro Dida na "geladeira" na véspera do jogo. Pois, como bem dizia meu camarada Petrúcio: "nunca se sabe".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quanto vale uma Benemerência?

Antigamente, para ser Grande Benemérito, Benemérito, Diretor e até Conselheiro da Tuna era necessário ter história no Clube. Tempo de associado, serviços prestados, se poss´pivel ser cruzmaltino enfim, ter pedigree. Existem casos de pessoas que embora tivessem muito temo de dedicação, só conseguiram ser sub-diretor, diretor ou no máximo uma benemerência. Mas para isso, repito, era preciso ter história.
No estatuto anterior, constava que todo presidente que concluísse o mandato, seria Benemérito. A maioria dos ex-presidentes, mesmo que tenham tido alguns problemas de gestão e até na prestação de contas, são Benemérito ou Grandes Beneméritos. Quem conhece a Tuna sabe disso.
Confesso que na minha visão, deve ganhar benemerência quem tem trabalho, quem se dedicou, quem mostrou, ao longo dos anos, que é cruzmaltino. Até o fato de constar no estatuto anterior de que ex-presidente deve ser Benemérito, não acho justo. Insisto, que o que vale é o trabalho.
Hoje a coisa está diferente. Ganha  Benemerência quem a diretoria quer, embora o agraciado muitas vezes nem sequer  frequente o Clube e talvez nem saiba onde fica, por exemplo, o Castelinho ou os alojamentos de atletas. É. A coisa chegou a esse nível. Balcão de  negócios,  jogadas de interesses ou no mínimo são "os amigos do rei" que são indicados à Benemerência. 
Ontem, na Reunião do Condel, o presidente Bastos apontou alguns nomes para ganharem a Benemerência da Tuna. Talvez os indicados não estejam nem aí para o agraciamento. Mas o caso na verdade não é nem  esse. O fato é que dos possíveis agraciados, dois deles, sabe-se não são frequentadores da Tuna. São cidadãos que merecem respeito, mas na visão deste escriba e de muitos cruzmaltinos, não têm porque receber a honraria.
Dos indicados pelo Presidente Bastos, somente o sr.Nelson Carrasco pode-se dizer tem um histórico de trabalho, dedicação e comprometimento, seja como português ou cruzmaltino. Carrasco, não é de hoje dedica-se a ajudar a Tuna. Essa honraria chega em boa hora, mesmo porque dos três que a diretoria indicou, é o mais presente, embora não seja assíduo frequentador do Clube.
Os outros possíveis candidatos à Benemerência da Tuna, este escriba garante não ter nada pessoal contra eles, mas assim como outros cruzmaltinos, acha que eles não reúnem condições para a homenagem.
 Um deles, posso garantir que em 29 anos de Tuna, não o vi no Clube mais de três vezes e o outro tem contra si o fato de ter sido presidente do Clube e renunciado, embora frequente o Clube pelo menos uma vez por ano. Bastos tem que ter consciência de que a Tuna não é propriedade sua, e que Benemerência não é negócio e  não se dá por simpatia, amizade ou por puxasaquismo. É só ele observar e ver quem são hoje GBs e Beneméritos da Tuna. Todos possuem o devido merecimento.
Amigos e familiares de cruzamaltino famosos como Manoel Chipelo, Francisco Vasques, Manoel Oliveira e tantos outros que fizeram história na Tuna e ganharam a Grande Benemerência por serviços prestados, devem estar indignados por verem pessoas sem o devido rmerecimento receber a honraria cruzmaltina.

Bastos lê Relatório da Diretoria e, mais uma vez, não presta contas de sua gestão

Muitos fatos aconteceram ontem na Tuna que deixaram parte dos conselheiros sem nada entender. Um dos principais foi com relação à prestação de contas da diretoria. Fabiano Bastos, que prometeu em seu discurso de posse em janeiro de 2009,  prestar contas de sua administração  mensalmente, através de balancetes, que seriam afixados no Clube ou para qualquer associado ter acesso, infelizmente até o presente não cumpriu o prometido. Ou seja, é mais uma lorota. Para que os seguidores, navegadores e leitores tenham idéia, a diretoria da Tuna, cujo mandato é de três anos,  sendo as prestações de contas feitas por semestres, desde que assumiu  só prestou contas de dois, relativos ao ano de 2009. O ano passado, 2010 e o semestre deste ano, que vence em Agosto, o presidente parece despreocupado.
Mas mesmo assim, Bastos, que é dado a arroubos de bom gestor, resolveu ontem ler seu Relatório da Diretoria, mesmo sem prestar contas de nada. Fato inusitado, mesmo porque em conversa com o presidente do Conselho em exercício, João Rito, há meses ele vem cobrando de Bastos e o presidente, como já é peculiar em sua gestão, vem empurrando com a barriga.
Em seu Relatório da Diretoria, recheado de ôba-ôba,lugares comuns, enfim, com muita perfumaria, Bastos abusou nos elogios, a si e a alguns portugueses, prova de sua imensa  vaidade e da tática "babaovística" para ver se consegue algum apoio em seu restante de mandato.
É lamentável que as coisas na Tuna estejam nessa patamar, pois mesmo que se saiba que João Rito é um homem sério, incapaz de qualquer deslize,  infelizmente como Presidente do Conselho está sendo conivente com o presidente Bastos, pois o certo seria pressioná-lo para que ele tenha responsabilidade, pague um contador e cumpra com o que diz o Estatuto em vigor, que é prestar contas de sua gestão.

Fabiano diz que vai tirar Tuna do Futebol

Que tal licenciar o time de futebol da Tuna Luso Brasileira? Pois é, essa é a grande e maravilhosa para o bicolor Fabiano Bastos, presidente da Tuna Luso Brasileira, que ontem na reunião do Condel cruzmaltino, disse que pensa em "pedir licença da equipe de futebol da Tuna à Federação Paraense de Futebol". O presidente alega que não quer fazer uma time que seja "saco de pancadas".
Engraçada, para não dizer outra palavra, a atitude de Bastos em querer licenciar a Tuna. Primeiro que se ele tivesse sido competente e sério a Tuna em seu primeiro ano de gestão, em 2009, não teria sido "saco de pancadas". Todos nós cruzmaltinos sabemos que ele entregou a equipe ao Sérgio e ao Jobson, ex-jogadores da Tuna e infelizmente sem a devida experiência necessária para montar uma equipe. Resultado: trouxeram um bando de jogadores sem a menor qualificação e sem comprometimento, e a Tuna foi uma decepção no Seletivo. Vale lembrar, que Sérgio pode até não torcer pela Tuna, mas é um elemento voluntarioso, sério  e tem vontade de acertar. Infelizmente faltou experiência a ele e, o principal: apoio da diretoria.
No segundo ano de seu mandato, ano passado, Bastos nomeou um diretor de futebol irregularmente, porque o mesmo não tem tempo para ser Conselheiro nem tampouco diretor, embora seja uma pessoa que demonstra ser voluntarioso, o sr.Arnaldo. Este senhor, que tem menos de três anos com sócio da Tuna, conseguiu, através da diretoria, um titulo de Sócio Remido, e agora, por ordem do Presidente, a Secretaria do Clube afirma que ele é veterano, confundindo (ou querendo confundir) o tempo do titulo com o tempo do novo proprietário.Pode, isso?
Mas mesmo assim, foi feito um time, até regular, mas sem o apoio necessário da diretoria, que quer resultados mas não sabe conversar com os atletas, com a Comissão Técnica. Sem planejamento, já que o Diretor de Marketing da atual diretoria, é só bla,bla,bla no  microfone, igual ao antecessor, o faroleiro Panato, o resultado é que no final a Tuna tenha conseguido a classificação para o Campeonato Paraense de 2011,  fez  uma campanha ruim. Vale lembrar que toda a Imprensa noticiou que a Tuna atrasou três meses de salários da Comissão Técnica e dos jogadores. Assim,  só se poderia esperar um tropeço total mesmo!
Agora, o presidente diz que não quer transformar a Tuna em "saco de pancadas", por isso vai pedir licença do futebol cruzmaltino à FPF.  Todos sabem que isso é lorota dele. Pois seu time de coração, o Paysandú, com uma folha mensal de mais de 300 mil reais, foi "saco de pancadas" este ano, inclusive levando três "pitombas" na partida final, perdendo o titulo para o Independente. Mesmo assim, ele não quer que se licencie, pois assim não vai ter time para torcer. Nesse caso, nota-se perfeitamente a falta de comprometimento de Bastos com a Tuna e com o time de futebol. O que  motiva  até usar-se o velho jargão do caboclo: "Me engana que eu gosto".

P.S.: Mesmo com muitos cuzmaltinos presentes à reunião, este escriba foi o único que teve a coragem de ir à mesa e dizer que ele não deve pedir licença. Mesmo porque, pelo mal que está fazendo ao Clube, Bastos não tem moral para isso, principalmente porque  que nem cruzmaltino ele é.

Presidente usa de deboche e pede para Conselheiro fazer mutirão e derrubar obra

Fabiano Bastos foi o herói sem nome da reunião do Conselho Deliberativo da Tuna Luso Brasileira, realizada ontem à noite. Dos pouco mais de 30 conselheiros presentes, pouco mais da metade dos 15 diretores estavam lá com Bastos, que mais uma vez foi figura decorativa, empurrando com a barriga (literalmente!) os problemas do clube. Não consegue responder nada que os conselheiros lhe perguntam ou cobram e assim vai no seu terceiro ano de mandato, deixando a Tuna e os problema ao "Deus dará".
O debochado presidente da Tuna
O presidente, que não se pode dizer que não é inteligente, porque consegue "ganhar" muitas pessoas com seu bom papo ou mesmo na base do puxasaquismo, infelizmente é uma tristeza como gestor.  Não mostrou a documentação dos contratos de arrendamento do Salão vermelho, aliás, mostrou, mas sem a assinatura do signatário. Fato estranho, porque sendo advogado isso é um lapso dos maiores. Também não soube explicar o porquê de até o presente a obra que foi feita irregularmente e paralisada por ordem do Conselho, até o presente não foi derrubada. Deseducado e debochado, questionado por este escriba que é Conselheiro, o presidente soltou a pérola: "faça um mutirão e derrube". Que presidente que a Tuna tem!

terça-feira, 28 de junho de 2011

FHC e o Direito de Nascer

Tudo indica que houve "pulada de cerca" da ex-namorada de Fernando Henrique Cardoso, jornalista Míriam Dutra, no famoso episódio do filho que teve com o ex-presidente. Tanto fizeram, falaram  que os filhos do ex-presidente, herdeiros diretos dos bens do octogenário FHC, resolveram convencer o paizão a fazer um exame de DNA para comprovar se o jovem Tomás Dutra Schimidt,  hoje com 18 anos, filho da jornalista Míriam Dutra, era de direito e de fato filho de Fernando Henrique. Aí foi que as coisas se complicaram. Dois exames de DNA foram feitos, um em São Paulo e outro em Nova Iorque. Resultado: Negativo nos dois. Moral da história:  Tomás não é filho de Fernando Henrique.
O na época "Casal 20".
Os filhos de FHC vibraram com o resultado, porque agora não vão mas dividir a fortuna do papai com ninguém. Mas FHC, ranhento e  teimoso como sempre foi, disse que o problema é apenas jurídico. Tomás já está reconhecido como seu filho legítimo, registrado em um cartório de Madri, na Espanha, e vai continuar como filho, seja ou não legítimo.
Em Brasília, na época em que Fernando Henrique reconheceu Tomás como seu filho, surgiram rumores que um ex-diretor de jornalismo da vênus, na época chefe de Míriam, foi quem apresentou à jovem repórter o "substituto de FHC". Daí, supõe-se que o propriamente dito é quem deve ser o famoso "pai da criança".
Pelo sim, pelo não, a possível "pulada de cerca" da jornalista não perturbou nem um pouquinho FHC. Mas os filhos do ex-presidente já declararam que não dividirão jamais a herança do ex-presidente com o falso rebento.
Enquanto isso, Mônica, que mora nos EUA, até o presente não falou nada sobre o assunto. O episódio lembra até coisa de novela. Calma., Não é a  "Cabana do Pai Tomás", não. Mas sim, "O Direito de Nascer". Eu, hein!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Neymar, Ganso e Pato agradam Mano

Pato fará dupla com Neymar
Que o técnico Mano Menezes, da Seleção Brasileira, é mais competente que Dunga, é indscuitível. Mas acertar pondo na seleção que vai disputar a Copa América, de primeira, jogadores jovens que despontaram há pouco mais de uma ano e que Dunga não quis nem mesmo convocar, é novidade para muitos. No treino do final de semana Mano experimentou um ataque com três jogadores, dois deles garotos e que nem sequer foram cogitados por Dunga, na Copa de 2010. São eles Neymar e Alexandre Pato, dois centroavantes que já disseram porque estão aí.
No meio de campo Mano já garantiu que serão Paulo Henrique Ganso e mais dois ou três, dependendo do esquema que usará no primeiro jogo, domingo, contra a Venezuela. No treino de estréia, Ganso encheu os olhos de Mano, da Comissão Técnica e de vários jogadores que só conheciam o craque paraense pela TV. Com jogadas de verdadeiro maestro, o craque santista mostrou que já era tempo de estar na Seleção. Numa das bolas que lançou, depois de se livrar de quatro marcadores, Ganso deixou Neymar frente à frente com o goleiro Victor, e o resultado foi um belo gol do atacante santista.
Bom para Ganso, Neymar e Pato. Bom para Mano Menezes, que além de ter a sensibilidade de trabalhar com jovens talentos, está agradando aos torcedores brasileiros que querem ver a Seleção Canarinha brilhar. Com os jovens jogadores brasileiros.

Eleição de Graziano para a FAO é reconhecimento às transformações do Brasil


Graziano recebe cumprimentos, em Roma, por sua eleição ao cargo de diretor-geral da FAO.

 A presidenta Dilma Rousseff, por meio de nota à imprensa, externou “enorme satisfação” pela eleição do ex-ministro José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que ocorreu nesse domingo (26/6) em Roma.
A vitória do candidato brasileiro – continuou a presidenta – reflete o reconhecimento pela comunidade internacional das transformações socioeconômicas em curso em nosso país, bem como o compromisso do Brasil de inserir o combate à fome e à pobreza no centro da agenda internacional. (Do blog do Planalto).

Coringão goleia e humilha arrogante Rogério

Liedson fz três gols em Rogério
Bonita a vitória do Corintians em cima do São Paulo, o líder do Brasileirão, ontem, por 5 a 0.  Gostei. Mas o que me fez feliz mesmo foi a "surra" que o mal educado, prepotente e arrogante goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, levou. O deseducado goleiro, peitou o juiz Rodrigo Braghetto que por pouco não apanhou. Foi um tal de esfrega o dedo no rosto do jovem árbitro que no mínimo um cartão vermelho Ceni merecia. 
Mas valeu o show que o Corintians deu e valeu ainda mais o vexame em forma de lição que Rogério sofreu. Num dos três gols do artilheiro corintiano Liedson, um bitoque leve por cima do goleiro sampaulino, e no último, marcado pelo atacante Jorge Herinque, do meio da rua,  Rogério Ceni ficou humilhado, caído e sem palavras. Sem habilidade suficiente para usar da humildade, era preciso uma lição dessas que o São Paulo levou, inclusive com um olé, de altíssimo nível que os comandados de Tite deram durante alguns minutos. 
Que Rogério Ceni  receba o "show" do Corintians como lição. E que ele se toque, pare e reflita, que sua imagem  se desgasta cada vez que ele usa de sua prepotência. Rogério pagou!

Estranho ou coisas do futebol?

Aviso aos navegantes:  Três jogadores de alto nível do Paysandú (pelo menos para quem os contratou, pois para mim o Mendes não é), perderem três pênaltes, chutando  para cima, e para a mesma direção, não dá para entender mesmo. Parte da torcida bicolor está traumatizada. Que foi estranho, isso foi. Sidni, Rafael Oliveira e até mesmo o Mendes, são bons cobradores de falta e de penalidades, pois  chutam bem. Será coisa do futebol? Eu, hein!

Independente é Campeão. Deu a lógica!

O Galo Elétrico é orgulho do povo de Tucuruí!
Prevaleceu a lógica, ontem no Mangueirão. O Independente mereceu o título, e só resta agora comemorar e os três da capital procurarem as desculpas, principalmente Paysandú e Remo. Acho que o Paysandu, pelo pouco que fez no Paraense 2011, foi até longe demais. Não merecia nem chegar à final. Teve um parcela de sorte em ganhar o Primeiro Turno, mas no segundo foi uma decepção, chegando a ser tachado de "timinho" pelos torcedores mais exaltado. Na verdade, no geral, foi uma equipe fraca, de comportamento lamentável dentro de campo, sem esquema tático nenhum desde a época de Sérgio Cosme, sempre na base da vontade de alguns atletas e do talento individual de outros, como Sidni e Rafael Oliveira.
Ontem, o que se viu foi uma equipe que entrou totalmente errada, sem esquema de jogo e com alguns jogadores perdidos em campo. As mexidas do técnico Roberto Fernandes (que são perdoáveis, porque o "Coach" não conhece bem os jogadores,  e não teve tempo para estudar), foram feitas  na base do "ouvi falar".  Vânderson, sem ritmo, entrou para ser lateral, mas como não tem hábito de atuar na posição, corria como uma barata tonta no campo. Enquanto isso, Sidni, lateral por vocação e opção, entrou de meia esquerda, e em vez de ser um homem à frente dos volantes, descia e atuava mais como lateral esquerdo ou volante de combate. Roberto Fernandes, cometeu mais um erro: resolveu colocar Alexandre Carioca em cima de Gian, na tentativa de impedir que o meia do Independente articulasse jogadas. Se deu mal. Gian provocou Carioca e outros jogadores  do Paysandú, e enquanto estava "marcado", Marçal e Joãzinho  articulavam  pelo miolo e pelos dois lados,  com jogadas monumentais, deixando o meio campo e a defesa bicolor em polvorosa.
O gol que o Paysandú fez aos 13 minutos do primeiro tempo, numa cobrança de falta feita por de Sidni (em que o goleiro Osmair colaborou), em nada afetou o Independente. Ao contrário. A equipe de Sinomar foi para cima e  conseguiu empatar numa jogada magistral do ataque: Fábio Gaúcho tocou de calcanhar para Marçal -um dos grandes nomes da partida- que fez o gol mais bonito da tarde.
Os outros dois gols do Independente foram feitos ainda no primeiro tempo. Wegno, que vem sendo um jogador de decisão, sempre fazendo o seu, desempatou aos 41 minutos, num lançamento que veio da ponta direita. O Paysandu, que já estava a essa altura totalmente  desestruturado, com Rafael Oliveira reclamando a falta de bola, ainda sofreu mais um gol, já nos descontos, quando numa oportunidade em que se livrou de seu marcador, Gian passou para o veloz Joãozinho, que sem dó nem piedade fez o terceiro.
O Paysandu até que voltou melhor no segundo tempo. Como vem fazendo quase sempre, o treinador Sinomar Naves deu uma recuada na equipe. Mesmo na base da vontade, os bicolores foram para o tudo ou nada.  E foi numa cobrança de falta que Mendes, a figura mais apagada do ataque bicolor, chutou e o fraco goleiro Osmair soltou e no rebote, Héliton, que havia entrado no lugar de Alisson, oportunamente chutou e fez o segundo bicolor. O Paysandu foi em frente em busca do empate. E a própria torcida, que já havia ensaiado o coro de "timinho", passou a acreditar e a  novamente incentivar a equipe.
Enquanto o Paysandu crescia e tentava empatar de qualquer maneira, a equipe do Independente perigava só nos contra ataques, recuada que estava a mando de Sinomar. Aliás, demonstrando o quanto é estiloso na questão de retrancar a equipe quando está vencendo, Sinomar tirou Wegno e colocou Moisés, e Gian, colocando o zagueiro Marraquete, aumentando assim o cinturão defensivo. 
Roberto Fernandes, aproveitando a brecha criada pelo Independente, reforçou o meio de campo com Sandro, que mesmo vindo de umas "férias", pelo menos jogando 30 ou 40 minutos em campo faz a diferença. E foi aravés de um chute do veterano jogador que o Paysandú entrou novamente na disputa.
O empate em 3 a 3 no tempo regulamentar foi importante para que Sinomar Naves repense a sistemáica que usa sempre em recuar a equipe, principalmente quando o resultado lhe favorece. Ora, quem recua, tem sempre a pressão maior contra si. E na pressão, existe sempre a possibilidade de sair o gol. 
Para felicidade dos torcedores de Tucuruí,  a vitória aconteceu nas penalidades, por 3 a 0. Mas é importante que seja analisado que foi algo inusitado, três grandes cobradores de penalidades perderem, chutando inclusive para cima da meta.  Muitos torcedores do Independente viram o título praticamente perdido nas penalidades, pois o maior cobrador da equipe, no caso Gian, não iria cobrar.
Fica mais uma vez provado que o "Santo de casa" pode fazer milagre. Gian, Marçal, Guará, Wegno e Joãozinho, principais nomes do Independente, são todos jogadores locais, prata da casa, com salários bem abaixos do que ganham os medalhões de Remo e Paysandu. E foram eles que  fizeram a diferença. E também o treinador Sinomar Naves, que sempre reputei como um dos melhores profissionais de nossa terra, mostrou o quanto conhece, o quanto é competente. Se mudar o estilo, em certos momentos, retranqueiro, pode ser com certeza um brilhante técnico em qualquer equipe das Séries D, C e até B. Parabéns ao Independente e ao povo de Tucuruí pela brilhante conquista do titulo Paraense em 2011.

domingo, 26 de junho de 2011

Tuna empata com Cruz Azul, em partida fraca

Tuna Luso Brasileira e Cruz Azul Esmac foi um jogo fraco,, com ambas as equipes fazendo poucas jogadas de perigo em todo o decorrer da partida. A Tuna, que vem de duas goleadas, não esperava uma equipe fraca mas  valente, embora atabalhoada e sem poder de finalização. Mesmo jogando completa, a equipe dirigida por Aline Costa não mostrou criatividade em seu setor de meio de campo, e com isso o jogo embolou,com toques errados, feio, longe de outras exibições cruzmaltinas As bonitas jogadas pelas pontas, que vêm dando certo nas últimas partidas, não aconteceram. Na segunda etapa, quando Raquel parecendo ter chamado a responsabilidade e o jogo para si tentando resolver à sua maneira, a Águia ainda criou uma poucas jogadas. Mas não passou disso.  O time estava irreconhecível. Nada deu certo.
O Cruz Azul, da mesma maneira que a Tuna,  não conseguia concatenar jogadas de ataque, e no desespero, sempre se perdia em tentativas individuais.
O jogo morno do primeiro tempo continuou no segundo. Poucas chances de ambos os lados e poucas  tentativas, todas perdidas. Em todo o desenrolar da partida, a Tuna teve no máximo duas oportunidades de gol, o mesmo acontecendo com a equipe do Cruz Azul.  O melhor resultado, para as duas equipes  foi mesmo o empate sem gols , que premiou a fraca  exibição das contendoras. .

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Tuna e Cruz Azul é o clássico do futebol feminino neste domingo no Souza

A equipe de futebol feminino da Tuna Luso Brasileira enfrenta neste domingo, às 9,30h, o Cruz Azul, em partida válida pela quarta rodada classificatória do Segundo Turno do Campeonato Paraense. Esse jogo é considerado o clássico do futebol feminino paraense, uma vez que as duas equipes são hoje as que estão fazendo melhor campanha nesta segunda fase. Para esse jogo, a treinadora Aline Costa está com sua equipe titular completa e espera um bom público para prestigiar a boa campanha da Tuna este ano.
Na partida de domingo, quando a Tuna goleou o Independente por 10 a 0, mais uma vez as jogadoras Lause e Raquel conseguiram se destacar como grandes goleadoras. Lause fez quatro tentos e Raquel, que joga na lateral mas consegue apoiar bem e fazer o papel de ponteira, fez dois tentos. Nessa partida,  que terminou aos 35 do segundo tempo, a Tuna garantiu a sua classificação para a sem-final.
A treinadora Aline Costa, uma batalhadora pelo sucesso do futebol feminino da Tuna, pede a presença maciça dos torcedores, inclusive pagando o ingresso de 5 reais, que é para ajudar esse  esporte na Águia do Souza. Todos lá!


Tarefa difícil para Roberto Fernandes

Não acredito numa vitoria arrasadora do Paysandú em cima do Independente, domingo, no Mangueirão. Pelo que observei em todo o Campeonato, as duas melhores equipes foram o Cametá e o Independente, seguida do Clube do Remo, que reputo foi o time que formou o melhor elenco em 2011. Explico: O Remo contratou alguns jogadores indicados por seu  técnico Paulo Comelli, que assm, em vez de utilizar jogadores que poderiam gerar bons resultados, colocava  sempre "os seus". Dessa forma,  mesmo com um bom elenco, o Leão não formou uma boa equipe. Como futebol sempre manda a lógica para as cucuias, Cametá e Remo estão uma hora dessas, dormitando.
Fernandes está preocupado com o Galo
O Paysandu chegou como finalista de bobeira, ou digamos assim, por pura sorte. Muito mal treinado pelo técnico Cosme, o Paysandu talvez tenha sido o time que mais contratou em 2011, mas mesmo assim possui em seu elenco alguns jogadores sem a qualidade devida para vestir a camisa da equipe bicolor, exemplo são alguns que já foram dispensados e o próprio centroavantes Zé Augusto e Mendes,  esse último, um jogador sem nenhuma presença de área, que mesmo fazendo um golzinho aqui, outro alí, nunca fez um gol  trabalhado, daqueles que são jogadas típicas de homem de área.
Na partida de domingo, acredito que pelo nervosismo dos dois treinadores, poderá acontecer o empate no tempo normal. Apesar de estatísticamente o time que joga em casa tem uma chance maior, observo que se o Independente jogar completo e Sinomar Naves não agir como sempre faz nas partidas finais (joga para trás, temendo sofrer gols), o Galo poderá sair com a taça.
Robeto Fernandes, que chegou há pouco mais de um mês para treinar o Paysandu, tem pela frente uma missão que não é lá muito fácil: vencer o Galo e ser campeão. Esta semana, mexeu muito no time, até onde não deveria, que foi na lateral direita, onde a equipe tem o melhor jogador, que é Sidni. Às vezes, quando chegam, alguns treinadores visando dar uma sacudida na equipe, acabam virando tudo às avessas. Alguns querem até botar o goleiro de centroavante. Em futebol, criar é sempre  muito bom. Inventar, pode ser ruim e até prejudicar.
Torço por um bom espetáculo e que vença a equipe que melhor aproveitar as oportunidades, e que o sr. árbitro e seus auxiliares usem da seriedade e sejam corretos, não aceitando a pressão, que sei será muito grande por parte dos bicolores: Dirigentes, jogadores e torcedores.

Eleição na APL: Ibraim do Tucupi vence Juracy

Sinceramente, é vergonhoso o resultado da eleição na APL (Academia Paraense de Letras). Como pode uma capacidade intelectual como Antonio Juracy Siqueira, perder para um colunista social, como é Pierre Beltrand? Lamentavelmente, como em todos os setores da vida humana, a APL também faz política, e não uma política liberal, mas uma política pró-Liberal, já que Beltrand, ainda hoje é funcionário do jornal dos Maioranas. 
Poeta Juracy  perdeu para colunista social.
Para quem não conhece Antonio Juracy Siqueira, o Totó do Cajary, homem simples mas de verve imensa, ele é natural do Afuá, na Ilha do Marajo.  Juracy é poeta, trovador, escritor, tendo sido autor de uma dos maiores sucessos literários de nosso Estado, o livro "Versos sacânicos", uma sátira ao best seller do escritor indiano Salman Rudshe. Colaborador de jornais e revistas do Brasil inteiro, Juracy tem dezenas de livros escritos, sendo hoje um "escritor profissional", vivendo das letras e da arte de poetar.
Não convence ninguém uma eleição que parece ter sido não por mérito intelectual, mas por "amizade", como bem frisou João Carlos Pereira, também do Grupo Liberal e um dos intercessores para que  Beltrand, colunista social, se tornasse imortal.
Sobre a eleição de Beltrand, que muitos podem querer comparar com a do jornalista  Merval Pereira para a ABL (Academia Brasileira de Letras), mesmo sendo um dos maiores portavozes da direita mais conservadora desta País, e também um "babão" por  José Serra, talvez por ser empregado do jornal O Globo, ele tem que ser respeitado como jornalista e escritor. Não é por ser de direita que se vai tirar seus méritos intelectuais. Beltrand é outra história.
Com a eleição de Pierre Beltrand, certamente Ibrahim Sued, outro "intelectual!" do colunismo social, deve estar tremendo no túmulo, inclusive a pensar: "por que eu não fui também, Senhor?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santos é tri e Ganso homenageia Pará

Com a camisa do Pará, Ganso, com Neymar, comemora o tittulo.
Santos Campeão, ou melhor, tri campeão da Libertadores. Prevaleceu a lógica. Não poderia ser diferente. A jovem equipe que vem desde 2010 enchendo os olhos dos desportistas brasileiros fez jus ao titulo. Em que pese a briga dos uruguaios, inclusive fora de campo, mostrando mais uma vez que nem todos têm elegância e competência para aceitar a derrota, o time peixeiro foi superior e o titulo está honrosamente pela terceira vez na Vila Belmiro.
Foi uma partida difícil. Todos sabiam que não seria mole, que a equipe do Peñarol venderia caro a derrota. Mas não teve jeito. Embora o time de Muricy tenha começado, como os uruguaios, nervosos,  com poucas chances de gol no primeiro tempo. na segunda fase toda a equipe voltou bem melhor, principalmente o meio de campo, já que  Arouca -que errou muito na primeira fase não conseguindo ajudar Paulo Henrique Ganso nem Elano nas criações de jogadas- entrou mais determinado. E logo nos minutos iniciais foi o próprio Arouca que numa arrancada chegou à área adversária, tabelou com Ganso, que a la Sócrates, num passe magistral lhe devolveu, e o volante de primeira deu de presente a Neymar, que fez o primeiro. Foi um gol bonito e importante para a equipe peixeira, porque chegou num momento em que seria decisivo para o crescimento das duas equipes.
O Peñarol esfriou mas não se entregou. Jogando muito pesado, principalmente em cima de Neymar e Ganso, os jogadores uruguaios foram até poupados pelo árbitro, que preferia deixar o jogo correr. Mas o Santos era melhor e as jogadas do Peixe sobravam em termos de superioridade. Mais uma vez o centro avante Zé |Eduardo, que ontem fez sua despedida da equipe santista, não estava numa noite inspirada. Perdeu dois gols feitos, mas foi um homem sempre presente na área adversária, lutando muito.
O segundo gol veio em jogada da ponta direita através de Danilo, que invadiu com rapidez, deu um drible e chutou com o pé esquerdo. Detalhe: ele vinha conduzindo a bola com o pé direito e na hora do chute trocou de pé. A bola foi indefensável para o goleiro uruguaio.
O gol do Peñarol foi um acidente. Durval tentou tirar uma bola e deslocou o goleiro Rafael. Mas já estava com 34 do segundo tempo. O Santos só fez administrar e segurar o placar que lhe deu o título. O  time uruguaio perdeu a cabeça no final, partindo para a briga. Por sorte deles o adversário não era argentino, senão seria duas peias. O Santos foi tri, Pelé se emocionou e Ganso emocionou a si e aos paraenses, mais uma vez dando a volta olímpica orgulhosamente com a camisa do Pará. Valeu Santos!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Woody Allen fala de seu novo filme, da vida e da possibilidade de filmar no Brasil

Que Woody Allen é um cineasta genial, isso ninguém discute. Amante de Nova Iorque o americano que abandonou a esposa Mia Farrow pela filha de criação do casal, deixando o mundo inteiro estarrecido, em entrevista a uma revista nacional falou de seu último filme, "Meia-Noite em Paris", que como os demais são fac-símiles de seu alter ego, falou de seus traumas, de suas insatisfações pessoais e de quanto trabalha para superar suas crises.
Allen, que faz uma média de um filme por ano,  aos 75 anos é um ator, escritor e cineasta realizado. Sempre usa frases de efeitos e extremamente inteligentes como "há uma coisa pior do que já nascer condenado à morte" ou "a magia me ajuda a não cair em depressão".
Woody Allen  diz que pretende fazer um filme no Rio de Janeiro, mas teme vir a Brasil -imaginem!- por medo do calor. Aliás o calor é um bicho de sete cabeças na vida do cineasta. Em Cannes, para mostrar seu filme, ele já entrou no hotel reclamando do calor e depois do chuveiro. E olhe que era um hotel cinco estrelas e em plenas margens do  Mar Mediterrâneo.
Autor de pelo menos 50 filmes, dentre os quais  "Noivos neuróticos; noivas neuróticas", "Maridos e esposas", "Sonhos de um sedutor", "Poderosa Afrodite", diz que sobre a idéia de filmar no Brasil, já enviou sua irmã para ver as condições da cidade do Rio de Janeiro. Indagado se vai gostar do Rio, diz que não conhece o Brasil, mas para dizer se vai gostar, só vindo para ver. Mas sabe que o Rio é calorento e isso é um ponto negativo para filmar na Cidade maravilhosa.
Allen garante  que só colocou Carla Bruni, mulher de Nicolas Sarkozy, presidente da França, em seu último filme, pela beleza da Primeira Dama francesa, que conheceu há mais ou menos dois anos. "Você não queria participar de um filme", perguntou a Carla, que respondeu que sim, pois "seria interessante mostrar no futuro para meus netos".
 Allen diz que não gosta de viajar, nem para festivais. "Só  vou porque minha família gosta, mas eu não suporto, prefiro ficar sempre em Nova Iorque".  O cineasta diz que não é hipocondríaco, mas salienta que sempre imagina o pior quando o assunto é doença. Diz também que pensa muito na morte, "até mais da conta". 
Allen pode filmar no Brasil.
Em seu último filme, "Meia-Noite em Paris", que está em cartaz no Brasil, Allen mostra um roteirista em crise. Enquanto a noiva do escritor só pensa em coisas fúteis, ele se distrai voltando no tempo, artifício que o permite conviver com intelectuais dos anos 20 como o escritor Ernest Hemingway, o pintor Salvador Dali e o casal  americano Scott e Zelda Fitzgerald. 
Woody Allen diz que "falta coragem às pessoas para saírem de um casamento fracassado" e que hoje, ao contrario do passado, é um típico pai de família. "Não conseguiria mais passar uma noite bebendo num bar na companhia de intelectuais e mulheres bonitas", diz. E que sua grande diversão hoje é vestir uma camiseta  e assistir a uma boa partida de beisebol pela televisão.
Woddy Allen, que é muito ligado á música e toca alguns instrumentos, diz que gostaria de ter sido um músico, mas no nível de um Louis Armstrong, que segundo ele, teve oportunidade de conhecer mas não quis.  
Ao final da entrevista diz o que espera da vida aos 75 anos: "Queria que o homem nascesse já sabendo o motivo. E queria que ele não envelhecesse após um certo período. Não queria que ninguém ficasse doente ou morresse. A condição humana é trágica demais para o meu gosto".

Vai lá Santos. A bola é tua. E o Tri também!

Essa dupla começará a emocionar o Brasil a partir de hoje!

Não sou muito a favor da história de cantar vitória antes do tempo. Normalmente isso não dá muito certo.Os exemplos estão aí na cara da gente, sendo dois dos maiores o fracasso da Seleção Brasileira no ano passado, na África e a vergonhosa derrota do Paysandu, dentro de casa, para o Salgueiro. O jogo só acaba quando termina, essa é a única realidade. Mas podem anotar e se quiserem passar adiante: é praticamente impossível o Santos perder o jogo de hoje, pelo menos nos 90 minutos. A equipe dirigida por Muricy Ramalho pode ser considerada hoje uma das melhores do mundo. Do Brasil é disparada a melhor equipe. Joga certo, e tem o jogador certo em todas as posições. 
A partir do jovem goleiro Rafael, para mim um dos melhores do País, o Santos começa a sua diferença sobre os demais. A zaga já joga junta há tempos, se conhecem bem Edu Dracena e Durval. Não são tão jovens, mas para um zagueiro ser considerado bem, é importante que já tenha uma certa experiência e eles estão nessa fase. Os dois laterais são excelentes. Destaco Leo, homem de nível de seleção. Apóia e marca bem, além de ter muita eperiência na cobertura da zaga. NO meio de campo nem se fala. Arouca vem "comendo" a bola, e como Adriano dá para o gasto, pois consegue marcar bem, deixa o volante mais livre até para chutar.
Os dois meias, que completam o quadrilátero do meio de campo. Elano e Paulo Henrique Ganso, são espetaculares. Embora não esteja em um excelente fase, Elano é um líder como meia direita, sempre atuando como terceiro homem de ataque e facilitando a vida dos atacantes. Paulo Henrique Ganso, que volta depois de quase dois meses parado, é o maestro da equipe. Com a "pata" esquerda Ganso faz misérias, com lançamentos precisos, dribles desconcertantes e com uma visão de gol que impressionam, pois é muito amadurecido para sua juventude. No ataque, Zé Eduardo, normalmente pelo lado direito ou se infiltrando pelo meio é sempre um perigo. Homem de área nato, o Zé Love mesmo sem atualmente fazer muitos gols, é constante ameaça, seja chutando a gol ou perturbando a zaga adversária. Neymar nem se fala. É um craque com C grande, como diziam os antigos cronistas. Sabe tudo de bola e encanta quem o vê jogar. É aquele jogador que todo torcedor quer em seu time, pois é certeza de luta e de gols, além de dribles sensacionais.
Esse  é o Santos. Um time eloquente, cheio de craques, e perfeitamente concatenado. JFormado por jogadores  voluntariosos, todos com toques refinados e uma vontade louca de vencer todas as partidas que jogam. E hoje não vai ser diferente. O Peixe vai entrar em campo louco pra ganhar o tri da Libertadores. E todos nós estaremos prontos para vibrar pela equipe de Neymar e Ganso. Porque Ganso é Para e o Santos hoje mais uma vez é Brasil!

Crônica da Cidade Amada

O SECADOR

Pedro Paulo arrumou-se, no sábado, cedo, para viajar. A mulher Joana estranhou as atitudes do marido, porque antes de começar a arrumação, Pedro havia recebido um telefonema, que ela supunha ser de seu amigo Gerson.
-Pra onde tu pensas que vai, Pedro Paulo?
-Vou ao jogo do Paysandú.
-Mas tú não torces pelo Remo, o que tú queres com o Paysandu?
-Estamos articulando viajar hoje, 2 horas da tarde, para Tucuruí, para "secar" o Paysandú.
-Conversa é essa, cara. Se largar daqui para Tucuruí para torcer contra o Paysandu.Sinceramente, eu não acredito- disse Joana, não entendendo o enredo do samba.
-Pois é. Vai eu, o Gerson, o Grandão e o Rubilar. Inclusive, o Gerson me ligou e ficou certo que a gente vai se encontrar no Bar do Carlos, uma da tarde.
-Égua, cara, até nos finais de semana tú desaparece. Não tem jeito mesmo!- resmungou Joana.
Pedro Paulo é daqueles remistas doente. Possui em seu guarda-roupa 12 camisas do Clube azulino. Gosta de mostrar a mais famosa, uma dourada, do centenário do Clube. Segundo ele, tem uma outra que ele não troca, não vende nem dá de presente a ninguém. Foi a camisa  que vestiu no dia em que o Remo foi campeão da Série C e juntamente com o América do Rio Grande do Norte, ganhou o direito de disputar a Série B do Brasileiro.
Precisamente uma da tarde, Pedro Paulo saiu de casa, com uma mochila, onde tinha duas camisas normais e uma do Remo onde atrás estava escrito a palavra "Secador". Deu um beijinho na mulher Joana, saiu e disse que os colegas fariam a famosa "vaquinha" para botar a gasolina até Tucuruí.
-Depois do jogo a gente sai de lá e até meia-noite estaremos por aqui. Não te preocupa que não vamos beber muito- disse para a mulher Joana.
Sozinha, sem a presença do marido, Joana ficou em casa, vendo televisão e pensativa. Lá pelas 5 da tarde, Marisa, sua amiga de academia,  ligou.
-E aí, mana, que tú estais fazendo?
-Tô aqui de castigo, mana. O Pedro Paulo viajou para "secar" o Paysandu em Tucuruí e estou aqui a ver navios, pode essa?- desabafou Joana.
-Olha, me convidaram para uma festa junina hoje num sítio, parece que o nome é "Forró Nu Sítio". Vamos la´?
-Mas como, mulher. De repente o Pedro liga e eu o que vou dizer?
-Diz que estava dormindo e não ouviu celular.
-Não. Acho melhor ficar em casa.
Solitária, triste, lá pelas 7 da noite Joana liga para Marisa.
-Eaí, o convite ainda está de pé?
-Por que, mana, resolveu sair?
-É. Ficar aqui nessa tristeza é que não dá. Não sei o que ele está fazendo lá em Tucuruí.
-Passo contigo para te pegar depois das 22 horas. Já estou me arrumando, ok?
Antes das 11 horas  as duas mulheres, bonitas e jovens, na faixa dos 30 anos (Joana tem 31 completos), estavam a caminho do Forró Nú Sítio. O local, um pouco distante, não atrapalhou em nada Marisa, boa motorista e com carro semi-novo, adquirido há pouco mais de uma ano, logo depois da separação de seu  marido Cláudio.
A casa estava com uma boa frequência. Muitas mulheres, homens, gente dançando, outros bebendo. A música da época junina rolava à vontade. Joana se mexia, dançava só alegremente. Olhava para um lado, para outro, quando notou que estava sendo observada por um alegre dançarino na faixa dos 45 anos. Sorriso rolou, olhares, até que o cara, se decidiu a encarar e convidar Joana para dançar.
-Te observo já há tempos, você mora aqui por perto?
-Não, sou de Belém -respondeu Joana.
Depois de várias músicas, Marisa também dançava, Joana se afastou com o rapaz para um lugar mais reservado. Rolou um beijo, abraços, muito carinho.
Meia hora depois o casal volta, de mãos dadas. De repente ao aproximar-se da mesa em que está Marisa, Joana quase bate de frente com Pedro Paulo, que acabara de beijar um loura de aproximadamente 22 anos.
-Pedro Paulo, seu cachorro! -gritou Joana surpresa e apavorada com a cena que presenciara.
-Cachorro, eu? E você, o que faz aqui agarrada com esse marmanjo? -indagou Pedro Paulo.
-Não era para tu estares em Tucuruí, que foi que aconteceu, seu safado?
-Safada é você, que era para estar em casa e está na festa se beijando com um macho qualquer!- rebateu Pedro Paulo.
-Macho qualquer, uma ova. Me respeita, otário! -gritou o acompanhante de Joana.
A porrada comeu, Pedro Paulo caiu, se sujou todo, mas a turma do "deixa disso" chegou,  logo apartou. Mas não teve jeito para o casal. Os dois saíram do forró em carros separados e segundo conversa dos amigos até hoje estão em litígio. Tudo indica que permanecerão separados. Tudo por causa de um  remista "secador" que resolveu "inventar" de secar.

(Paulo Marajaig)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Zico fala sobre seu irmão Nando, jogador do Ceará perseguido pela ditadura


Equipe do Ceará Sporting campeã de 69.Nando é o jogador com o círculo.

Poucos devem lembrar de Fernando Antunes, mais conhecido como Nando, vestindo a camisa Alvinegra do Ceará. Mas em 1968, ele fez parte da equipe que serviu de base para o grupo que conquistou o Nordestão em 1969.
Perseguido durante a Ditadura Militar por suas convições políticas, Nando teve sua carreira nos gramados interrompida. Porém, ele entra para a história do Brasil ao ser o primeiro jogador de futebol a receber a Anistia Política, e, por isso, será lembrado em eventos realizados pelo Ceará Sporting Club e pela Secretaria de Esportes e Lazer do Ceará.
Zico estará em Fortaleza hoje, na homenagem a Nando.

Irmão famoso do homenageado, Zico mostrou muita felicidade com a atitude do Ceará Sporting. O eterno camisa 10 do Flamengo afirmou ao blog que “essa é uma grande vitória dele (Nando). Ainda bem que ele recebeu este reconhecimento ainda em vida, o que não é comum”.
Para quem não viu Nando em campo, Zico disse que o irmão era “um cara canhoto, muito habilidoso e de boa técnica”. Atualmente, Fernando Coimbra já ultrapassou a barreira dos 60 anos de idade.
Sobre o Ceará
Neste ano, o Vovô enfrentou o Flamengo pela Copa do Brasil e conseguiu passar pelo Rubro-negro. O Galinho acompanhou as partidas e destaca o grupo Alvinegro, apesar deste início ruim na Série A: “O Ceará tem como melhorar, tem um bom time, com jogadores de qualidade. Ninguém chega numa semifinal de Copa do Brasil por sorte. Tomara que saiam da atual situação”.
As homenagens
Os eventos serão divididos em dois dias. Nesta terça-feira (21), as homenagens serão na sede do Ceará, começando às 10h. No dia seguinte, o palco será o PV, onde será lançado um livro sobre futebol e Ditadura Militar. Zico e Nando confirmaram presença.
O secretário de Esportes e Lazer, Evaldo Lima, explicou como serão as homenagens no Estádio Presidente Vargas:  “Ele (Nando) vai ganhar uma placa e a gente vai lançar um livro chamado futebol e Ditadura Militar. Na verdade, é um recorte da história do próprio Nando, mas queremos chamar atenção ao tema. No dia 21 eles chegam e vai ter algumas atividades no próprio Ceará, depois no PV”.

(Do  Blog "Time de Fora")

Hoje será o Dia D para o paraense Jobson

Bahia torce por uma nova chance a Jobson.
Não é muito fácil a situação do paraense Jobson,  que será julgado hoje por três auditores da Corte Arbitral do Espore, na Suiça, que vai julgar o recurso da Agência Mundial Antidoping contra a redução da pena do jogador, de dois anos e seis meses   para apenas seis meses, por uso de cocaína. O jogador, pertencente ao Botafogo do Rio de Janeiro mas hoje jogando no Esporte Clube Bahia, emprestado que foi para o Campeonato Brasileiro da Série A,  é o principal jogador e o artilheiro do Bahia com três gols, além de vir agradando aos dirigentes, ao treinador Renê Simões e à torcida do Tricolor da Boa Terra.
Jobson foi flagrado em dois exames antidoping no Brasileiro de 2009 e se for julgado culpado poderá até ser banido do futebol. A defesa do jogador cotará com depoimentos de  médicos e  psicólogos que trabalharam com o jogador no Botafogo, no Atlético Mineiro e agora no Bahia. O principal advogado de defesa de Jobson, Bichara Neto, vai trabalhar a possibilidade de absolvição do paraense ou no mínimo uma redução da pena. Segundo Bichara, a defesa vai sustentar que esse tempo que Jobson voltou ao futebol serviu de aprendizado para o jogador. "Vou sustentar" -diz o advogado- "que  afastar o atleta de sua profissão pode ser prejudicial à sua saúde. Isso poderia até jogá-lo nos braços da dependência".
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) tem 60 dias para dar seu parecer. Enquanto isso o jogador paraense pode ficar jogando normalmente. Nós que gostamos do bom futebol torcemos pela absolvição e pelo total reestabelecimento do atacante paraense.

Filme com diálogo inédito entre Alencar e Lula é exibido em NY


Estreou no domingo (12), em Nova York, um curta-metragem em 3D dirigido por Ricardo Stuckert sobre a posse da presidente Dilma Rousseff. O filme, que intercala cenas da posse com uma visita do ex-presidente Lula ao ex-vice-presidente José de Alencar, falecido em março, emocionou Lula e Dilma. "Numa exibição privada no Palácio da Alvorada eles terminaram de assistir com lágrimas nos olhos", conta Stuckert, que foi fotógrafo da Presidência entre 2003 e 2010O documentário começa com a diplomação da presidente no Tribunal Superior Eleitoral, mostra a cerimônia de posse e acompanha Lula na volta a São Bernardo do Campo. Mas o registro de Stuckert não se restringe a momentos oficiais e explora também aspectos da intimidade de Dilma, Lula e Alencar.
Em uma das cenas, a mulher do ex-vice-presidente ameaça se separar depois de 53 anos de casamento se o marido desobedecer as recomendações médicas e viajar para Brasília para acompanhar a posse.
Esse é o primeiro filme no mundo que mostra uma posse presidencial em 3D, segundo Stuckert. O diretor pretende lançar ainda outros projetos similares em parceria com a produtora Casablanca.
"Vamos registrar grandes eventos políticos para que a nossa história não se apague mais. O Brasil ainda é muito pobre em documentação histórica", diz.
O curta tem 24 minutos e abre o Cine Fest Petrobras Brasil-NY, uma mostra realizada há nove anos nos Estados Unidos.
No Brasil, o filme deve ser lançado nos cinemas em julho, e depois poderá ser disponibilizado na internet.

(Do Vermelho).

Remo perde. De novo. E haja peia!

O Remo sofreu sua terceira derrota nos tribunais e com a derrota em campo, a quarta. A diretoria azulina ainda não está satisfeita. A primeira decisão que veio à cabeça dos próceres remistas foi dar apoio, torcendo mesmo para o maior rival, Paysandu,  para que o regulamento da FPF, que diz que o Clube que tiver mais pontos vai para a Série D, prevaleça. Como o Clube de Antonio Baena tem 34 pontos e o Independente tem 33, os remistas vão torcer para que o time de Tucuruí perca e a vaga fique para eles. Não se sabe se isso vai prevalecer. Talvez o assunto seja motivo para outras brigas.
Enquanto isso os dirigentes do Clube do Remo, através de seu Departamento Jurídico, já preparam a documentação para recorrerem à CBF, Fifa e à Organização das Nações Unidas (ONU). Enquanto engomam a calça, haja peia!

Atraso: Direita volta ao poder em Portugal

Passos: herdeiro do salazarismo
O primeiro ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, eleito no começo deste mês, logo depois de sua vitoria nas urnas declarou que os lusos querem ser governados pela direita, embora assuma o País sem mostrar, pelo menos por enquanto, soluções para os inúmeros problemas dos lusitanos. Passos,  do conservador PSD (Partido Social Democrata), foi eleito pela coligação que tem também o ultra-direitista  CDS -Partido Popular e  já disse em entrevista a publicações do mundo inteiro que pelo menos dentro dos próximos dois anos Portugal vai viver um regime de arrocho. 
Os portugueses tiveram que ceder às pressões da Comunidade Européia para conseguir uma ajuda de 78 bilhões de euros. Cortes nos gastos públicos, aumento de impostos, enfim, arrocho para a população foi a exgência da CE para  apoiar os portugueses. 
Em entrevista a uma publicação brasileira o Primeiro Ministro deixou bem claro que Portugal doravante vai ser governado pela extrema direita, esquecendo as sequelas que ficaram em quase 50 anos de governo do ultra-reacionário Oliveira Salazar, e que foram saneadas  a partir da redemocratização do País,  em 1974.
Passos Coelho parece esquecer ou não conhecer que a Europa vive uma crise  já há alguns anos, que atingiu profundamente vários páises,  alguns com maior intensidade, como a Grécia e Portugal. Direitista juramentado o conservador Primeiro Ministro Pedro passos  vê como principal bandeira de seu trabalho ao que parece apenas a conquista do poder, esquecendo os sacrifícios que o povo português vem fazendo e que virão em doses bem maiores nos próximos anos, mesmo porque a Comunidade Européia e o FMI não dão mole, sugam até a última gota, exigindo sempre mais sacrifícios das nações e dos povos.
Demonstra assim o Primeiro Ministro eleito para  governar Portugal, que em vez de lutar pela continuação da democracia na pátria de Pessoa, que  prefere dar passos para trás, e como consequência aumentando o desemprego, que hoje está na faixa de quase 13 por cento e acelerando o aumneto e a criação  de novos impostos, e assim  sacrificando ainda mais o povo lusitano.
A festa em Portugal, com o conservador Passos Coelho como Primeiro Ministro, ao que parece, não vai ficar tão bonita, pá!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Presidente da Tuna quer arrendar Clube para o Bar "Rota BR"

Nenhum GB, Benemérito, cruzmaltino ou associado se surpreenda se as velhas  festas de aparelhagens voltarem por estes tempos na Tuna Luso Brasileira. O presidente do Clube, segundo informações que nos foram repassadas por um artista da noite, está empreendendo esforços para levar para a Tuna a Casa de Shows  e Bar Rota BR, localizada nas imediações do Shopping Castanheira. Os dirigentes da Casa arrendariam, segundo a informação que nos repassaram, o Castelinho, onde a Rota BR funcionaria aberta ao público a partir de terça ou quarta-feira. O presidente até o momento não levou o assunto às reuniões de diretoria, portanto não se sabe com certeza se o fato é verdadeiro ou não, mas as conversações, segundo o artista que é contratatado da Casa, estão bem adiantadas para o arrendamento.
A Tuna já viveu maus momentos com festas populares ou de aparelhagem, onde juntam-se públicos diversos, sem compromisso com o Clube, pois não são associados. Fatos tristes e lamentáveis já aconteceram no Clube, principalmente nas gestões dos presidentes Álvaro Rodrigues e Marcos Gester, esse último, além de fazer esse tipo de negócio desapareceu e até hoje não prestou constas de sua gestão.
Nunca fui a favor a esse tipo de aluguel ou  arrendamento porque já sentí na pele, como associado e como presidente,  o quanto essas festas prejudicam o Clube. Para que todos saibam o quanto as festas de cunho popular ou de aparelhagem são negativas nos clubes sociais, quando elas aconteciam na Tuna o Clube amanhecia completamente depredado, acontecendo vezes de no outro dia os funcioários encontrarem pessoas seminuas e embriagadas em locais da sede. Também tem o histórico com clubes como o Círculo Militar e o Iate Clube, para citar apenas dois exemplos, que foram fechados, e em seus últimos momentos foram utilizados para  festas populares ou de aparelhagem, alugados que foram para festeiros.
O Rota BR é um "dançará"  do tipo bem popular, e se o presidente Bastos fizer o que está sendo comentado na noite, será talvez o início do aluguel do Clube para os chamados "festeiros". Além de ser por demais negativo para o Clube, que está necessitado da volta dos associados, é também mais um ato de improbidade administrativa, uma vez que qualquer assunto de arrendamento tem que passar pelo Conselho Deliberativo. E embora hoje Bastos tenha  o Clube todo arrendado, os documentos desse arrendamento, como também a empresa arrendatária, os valores, etc., não chegam ao conhecimento dos conselheiros.
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Chico Buarque completa 67 anos e lança CD


Chico comemorou seu "nat" em Paris.
Francisco Buarque de Hollanda, ou simplesmente Chico Buarque, nosso compositor maior, completou ontem, 19 de Junho,  67anos, com certeza bem vividos. Com uma obra inegavelmente notável, até para aqueles que por não conhecerem ou não curtirem o talento do carioca usam da superada frase "Chico é bom, mas canta mal", o cantor, que além de compositor é também poeta e escritor, comemorou mais um ano de vida na França, para onde viajou sòzinho para "bebemorar" e trabalhar nos retoques finais de seu novo disco, que estará nas lojas a partir de 20 de Julho, ou seja, daqui há exatos 30 dias teremos o novo trabalho de Chico.
A novidade é que embora o novo álbum do compositor e cantor, intitulado Chico, só chegue às lojas daqui há um mês, algumas cotas do trabalho estarão à venda já a partir de hoje para os fãs que quiserem ter acesso antecipado ao material.
O esquema será o seguinte: o usuário entra no site do projeto oficial e paga antecipadamente uma quantia de R$29,90 por seu exemplar físico do álbum. Enquanto ele não chega, o usuário poderá ouvir o primeiro single do disco em streaming (sem baixar) e nos dias seguintes, terá acesso a vídeos, atualizados periodicamente, que registram todo o processo de produção do álbum.
Chico, que é "boleiro", marca assim mais um tento com a criatividade para os que querem se antecipar em um mês com seu novo trabalho musical.

Independente e Paysandú empatam em partida fraca

Marçal está jogando "o fino"
A partida de ontem entre Independente e Paysandu não foi das melhores O Paysandu, na estréia de seu festejado treinador Roberto Fernandes, jogou totalmente desarticulado tanto em sua defesa como no ataque e no meio de campo, não se encontrando em nenhum momento, o que deixa mais ou menos evidenciado o que o escriba postou na quinta-feira: o time está sem ritmo e o técnico Roberto Fernandes, que não conseguiu fazer muita coisa desde que chegou a Belém, gostou da equipe porque gosto, realmente, não se discute. Lamenta-se!
O Independente foi superior ao pPysandu em todo o jogo. Salvou-se na combalida equipe da Curuzu a competência e sorte do goleiro Alexandre Fávaro e a força de vontade de alguns aletas, como o Andrei, que foi bem, não somente  por ter feito um gol. O chamado Papão, foi dar uma melhorada nos minutos finais, quando conseguiu o empate, com a entrada do jovem Héliton, que conseguiu, talvez por estar descansado, melhorar alguma coisa na frente. Mendes mais uma vez foi uma tristeza em campo e o artilheiro bicolor, Rafael Oliveira, muito bem marcado e demonstrando até um certo aborrecimento por ter que voltar para  apanhar jogo no meio de campo,  não reeditou suas boas atuações. Zeziel foi uma tristeza. Fraco, fraco.
O Independente foi melhor em todos os setores. Joãozinho, Marçal e Gian estão em grande forma. O irmão de Oberdan, Marçal, agora já quase veterano consegue desenvolver um futebol vistoso e produtivo. Joãozinho nem se fala. É sempre um perigo, hábil e chutando forte sempre que surge oportunidade. Gian é mesmo o maetstro da equipe. Ao sair, dando lugar a Marraquete e Kafu dando a vaga  a Kurimatá, o time caiu de produção, pois o tal do "peixe de lagoa", que foi para o meio onde o camisa 10 jogava, só fez número em campo. Não gostei do goleiro Dida, muito ensebado, inseguro, falhou em algumas saídas. Já o retorno de Fábio Gaúcho deu estabilidade à lateral esquerda do Galo. O mesmo aconteceu com o miolo de zaga onde Guará mostrou que é titular. Só tem que ter mais controle para  evitar os cartões amarelos ou até ser expulso.
Nota 10 para Sinomar, que botou sua equipe para jogar em cima do Paysandú. Se jogar da mesma maneira no Mangueirão, a equipe bicolor  vai ter problemas.

"Confraria da Sauna" constrói dois banheiros na Tuna


Parte externa dos banheiros, vendo-se o chuveiro
O grupo de amigos cruzmaltinos que se reúne todos os sábados à tarde na Tuna Luso Brasileira, no Quiosque da Sauna, está finalizando a construção de dois banheiros anexos às saunas masculina e feminina da Tuna. O grupo, denominado "Confraria da Sauna", em total acordo com a Diretoria de Patrimônio, uniu forças e com todos os companheiros colaborando conseguiu dar início e nesta terça-feira a equipe de pedreiros entrega a obra, como mostram as fotos do Gerardo Von, batidas no sábado, dia 18.
A obra, que foi iniciada há 15 dias, teve a coordenação de membros da Confraria, que todos os sábados colaboram passando os proventos para os Caixas, Dr. João ou Gerardo, que vêm cuidando da compra de material e do pagamento dos trabalhadores. O orçamento total custou mais ou menos 5 mil reais, tudo angariado entre os membros da "Confraria da Sauna", que mais uma vez presenteia a Tuna com uma importante obra. Os custos, inclusive notas e compra de material e de pagamentos, ao final da obra, serão mostrados a todos os colaboradores, e serão repassado para a diretoria do Clube como doação da Confraria.
Parte interna do banheiro feminino, já concluída.
Sábado o banheiro feminino já estava praticamente concluído, inclusive o piso, sendo a obra muito  elogiada pelas senhoras que se fazem presentes nas sabatinas cruzmaltinas. Nesta segunda-feira os trabalhadores farão a conclusão do revestimento, pinturas e a calçada onde o chuveirão já instalado servirá para a ducha dos saunistas. Segundo nos falou Gerardo no sábado, toda a obra deve estar concluída nesta terça-feira, e a inauguração será no sábado, coincidindo com o aniversário de três importantes componentes da Confraria, que são Ronaldo, Dr. João e Gerardo.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Independente deve "abrir o olho" com os árbitros

Se fosse da diretoria do Independente teria muito cuidado com o trio de árbitros que vai apitar o jogo de domingo, no Navegantão. Nossos árbitros, infelizmente, ainda não demonstraram (embora já tenham tempo para isso) competência suficiente para uma final entre um time de massa e um time de menor cacife e, principalmente, do interior. 
O número de erros dos árbitros este ano foi enorme, embora a Imprensa aborte, não mostrando a veracidade dos fatos. Pênaltes não marcados, gols ilegais, faltas inexistentes marcadas, enfim, uma infinidade de erros que os árbitros cometeram, infelizmente, sempre a favor de Remo ou de Paysandu. 
Dos casos mais escabrosos está o acontecido no mês de maio, quando Tuna Luso Brasileira e Remo jogaram no Baenão. Com poucos minutos de jogo os refletores do estádio apagaram-se totalmente e só voltaram a funcionar mais ou menos meia hora depois. Na hora do "apagão" a Tuna vencia o jogo por 1 a 0  estava com tudo em cima dos azulinos. Depois que a luz voltou, o Remo empatou, o juiz marcou gol de impedimento, expulsou jogador da Tuna, pintou e bordou e ficou por isso. 
Por esse e outros motivos, é que é preciso "olho vivo" com o trio de arbitragem.

"Doutor" quer Wladimir presidente

Na democracia corintiana os jogadores se engajaram políticamente.
Um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, Sócrates Brasileiro, para quem não sabe nascido em Igarapé-Açu, embora registrado em Ribeirão Preto, não poupou o  presidente corintiano Andrés Sanchez, do Corintians,  que vai completar quatro anos de mandato ao final de 2011. Sócrates, politizado e sempre envolvido nas questões esportivas e políticas nacionais, não "fecha" com a gestão do presidente corintiano, que a seu ver, não é um vencedor, embora a história recente não mostre isso.
O "Doutor", como ficou conhecido, fez parte de uma grande geração de jogadores corintianos e brasileiros, a famosa geração de 82, que foi segundo a maioria dos desportistas, a segunda melhor seleção que o Brasil já teve, só perdendo para a maravilhosa equipe de 1970. Também foi um dos grandes baluartes da famosa "Democracia Corintiana", movimentode jogadores corintianos politizados que abrigava além do "Doutor" jogadoes como Wladimir, Zenon e Casagrande.
Agora, Sócrates que trabalha como médico, já começou a fazer campanha para eleger o próximo presidente do Corintians, seu amigo e companheiro de "Democracia Corintiana" Wladimir, um camarada inteligente, competente (administra a carreira do filho Gabriel), bom caráter e corintiano, como o "Doutor". A idéia é boa. Se vencer, Wladimir, como Roberto Dinamite no Vasco,  será mais um jogador que se tornará Cartola. Mas, no bom sentido!

A "prisão" do "animal"

Não vou defender o Edmundo, tampouco crucificá-lo, pela sua rápida prisão de menos de 24 horas,  apesar de achar que quem erra tem que pagar pelo erro. O problema com o ex-jogador e hoje comentarista aconteceu já há alguns anos, já deveria ter prescrevido. Edmundo, na época um jovem de 22 anos, empolgado com o sucesso e com o dinheiro que ganhava, ao sair de uma boate no Rio de Janeiro, pilotando sua Cherokee bateu  em Fiat Uno e no acidente morreram três pessoas, dentre as quais uma amiga que havia saído com ele da boate.
Nesses 16 anos do acidente Edmundo, embora diga que vem sofrendo uma barra muito pesada, nunca foi preso. Ele sempre consegue "habeas corpus" e assim vai postergando. Tudo bem que seu crime já deve ter prescrevido, mas até o presente os parentes das vítimas, que clamam por justiças, não receberam nenhuma satisfação da Justiça, nem mesmo uma modesta indenização por seus entes perdidos. 
O jogador, hoje um homem mais maduro, com quase 40 anos, deve estar sofrendo, como declarou aos seus amigos. É normal, apesar de "animal" deve ter alguma sensibilidade. Mas insisto, e as famílias das vítimas? Será que nesse longo período de 16 anos, também não estão sofrendo?
Acho que o que Edmundo deveria fazer era chamar seu advogado e fazer de imediato um acordo com as famílias das vítimas e resolver o problema de vez. 
E é bom que ele aprenda que não adianta chiar com os jornalistas, alegando que o assunto não merecia o destaque que a Grande Imprensa deu. Lógico que merecia e merece. A Imprensa vive de mídia, de assuntos, até mesmo de fofocas.  Ele, apesar de ser ex-jogador, continua sendo uma pessoa pública, que dá mídia, pois jogou em grandes equipes do Brasil e  na Seleção Brasileira, embora tenha feito na Canarinha algumas tolices, como aquela de chutar o fotógrafo.
Quem foi famoso principalmente no Esporte ou nas Artes, tem sempre a seu favor um legado. Se tiver cabeça e um pouco de sorte preserva este legado. Mas quando vacila, ele vira "decomforça" como virou para Mike Tyson, O.J. Simpson e outros.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um senhor som, este "Frisson" de Tunai



Quem está na faixa dos 40 pra lá ouviu e curtiu esta belíssima música do cantor e compositor mineiro Tunai. Para quem não sabe, Tunai é irmão de João Bosco, exímio violonista, cantor e compositor dos bons de nossa MPB. Tunai compôs "Frisson" com seu maior parceiro, Sérgio Natureza. Juntos fizeram grandes músicas que foram imortalizadas por Elis Regina, Milton Nascimento, Fafá de Belém e outros monstros sagrados de nossa música. 
Aqui, o escriba presenteia os seguidores e  navegantes do Blog com a interpretação belíssima de Tunai para "Frisson", juntamente com a  a letra, para que os amantes da boa música possam conhecer a beleza de ser o que é um bom compositor.

FRISSON
(Tunai e Sérgio Natureza)

“Meu coração pulou / Você chegou, me deixou assim / Com os pés fora do chão
Pensei: que bom… / Parece, enfim acordei /
Pra renovar meu ser / Faltava mesmo chegar você / Assim sem me avisar
Pra acelerar… / Um coração que já bate pouco / De tanto procurar por outro /
Anda cansado / Mas quando você está do lado / Fica louco de satisfação /
Solidão nunca mais /
Você caiu do céu / Um anjo lindo que apareceu / Com olhos de cristal
Me enfeitiçou / Eu nunca vi nada igual /
De repente… / Você surgiu na minha frente / Luz cintilante
Estrela em forma de gente / Invasora do planeta amor / Você me conquistou /
Me olha, me toca, me faz sentir / Que é hora, agora, da gente ir”

Crônica da Cidade Amada

 O HIPPIE

Foi em 1985, que Rodrigo, um jovem marajoara, decidiu levar a vida cigana como Hippie. Na praia da Mangabeira, em Ponta de Pedras, conheceu um casal goiano, artesãos de bronze e arame, que num papo que terminou lá pelas cinco da manhã, convenceu o jovem, na época com 19 anos, a vir de mala e cuia para Belém e depois sair por aí mundo afora sem lenço e sem documento.
Rodrigo nunca mais deu notícias. Correu trecho, como costumam falar os adeptos da filosofia hippie, surgida nos anos 60, primeiro em protesto à guerra do Vietnã e depois como modo libertário de vida: sem guerra, sem violência, com amor livre, contra a burguesia, abominando os costumes que nos acostumamos a achar normais.
O hippie chegou a "morar" em Goiânia, Ceres, Goiás Velho. Depois foi para uma comunidade hippie em Pirenópolis, no Estado de Goiás, em que não existia energia elétrica, a iluminação era toda natural. Comia o que ele e os amigos da comunidade plantavam. Arranjou uma companheira, separou, meteu-se com outra e, na base do "está tudo bem", do amor e do sexo livre  foi tocando a vida.
Rodrigo ainda passou uma boa temporada na Chapada dos Guimarães,  no Mato Grosso, na Ilha de Itaparica e na Praia de Arembepe, na Bahia. Aprendeu a fazer belos trabalhos artesanais, curtiu avida como quis e pode. 
Hoje o hippie Rodrigo está em Belém. Segundo ele, já está com mais de dois anos que não sai da capital paraense para outro Estado.
-Aqui estou perto da minha terra. Curto muito meus amigos daqui. A rapaziada é boa.Me sinto mais em casa- diz sempre que fala de sua vida.
Trabalha todos os dias nas calçadas vendendo seus produtos. Quando chega  noite sai com um mostruário de artesanato pelos bares da vida. Quando não consegue vender pede a um e a outro um gole de cerveja, 1 real, e por aí vai.
Contra todos as políticas e os políticos, sem documentos, sem residência fixa, Rodrigo não se acha um perigo para ninguém.
-Nunca matei ninguém, não ando armado, não tenho documentos e nem preciso, pois não tenho conta nem voto em ninguém- fala com um pouco de revolta. 
O hippie hoje está meio maduro. Aos 45 anos, meio careca, com a barba relaxada, o cabelo longo, mal cuidado e esbranquiçado, o ex-jovem marajoara passa a maior parte de seu tempo na Praça da República, onde divide, à noite, um lençol surrado com uma amiga mais ou menos de sua idade, também artesã.
Há  mais ou menos duas semanas foi surpreendido com a notícia de um amigo seu, que disse viu uma senhora sua com sua foto, antiga, na televisão, num programa onde pessoas procuram parentes desaparecidos. Rodrigo interessou-se  e na semana seguinte foi ver ao vivo o programa. Não falou nada para ninguém. Ao final do programa procurou a senhora que estava com o cartaz com seu nome e seu retrato. Era sua tia, que emocionada em ver o estado de Rodrigo, mas feliz pelo reencontro, quase desmaiou.

Paulo Marajaig

Santos: Um empate com sabor de vitória

O empate do Santos ontem, contra o Peñarol no Estádio Centenário, em Montevidéu, foi excelente para o Peixe. Foi uma partida bem disputada, em que ambas equipes tiveram oportunidades de marcar.Mas ficou clara a superioridade técnica do Santos, em todos os sentidos,principalmente na criação de jogadas e no meio de campo. Infelizmente o atacante  Zé Eduardo, mais uma vez, não acertou a pontaria. Mas o esforço de Zé Love faz com que Muricy Ramalho insistia com ele no ataque. Achei correta a substituição de Elano. O meia não vem rendendo bem, sacrificado que está para cobrir a falta de Ganso, que é o homem preparador das jogadas do Santos. 
Neymar foi muito bem marcado ontem, e Muricy Ramalho pediu ao jogador que não insistisse nas jogadas mais perigosas, para evitar uma possível contusão. A defesas santista teve muito trabalho com o ataque, mas o importante foi que o Santos não sofreu gols. 
No jogo de volta, na quarta-feira, no Pacaembú, talvez já com a volta de Paulo Henrique Ganso e do lateral Léo, o Santos tem tudo para fazer uma partida com melhor aproveitamento. Vai bastar um golsinho só ara que o Peixe seja campeão. Aliá, tri campeão da Libertadores.

Marcos Coimbra: Mídia se cala sobre Datafolha favorável à Dilma



E se a Dilma tivesse desabado ?
  
Por Marcos Coimbra

É claro que isso começou depois do fim da ditadura. Entre 1964 e a redemocratização, elas foram parcimoniosamente realizadas e divulgadas. Sem eleições para o executivo, a não ser em cidades do interior, quase ninguém fazia pesquisas de intenção de voto. E, dado que a opinião pública é pouco (ou nada) relevante nos regimes autoritários, tampouco se faziam pesquisas sobre os sentimentos e avaliações da população a respeito de temas administrativos e governamentais.

Foi ao longo desses mesmos 20 anos que aumentou a importância das pesquisas mundo afora. Enquanto elas foram se incorporando ao cotidiano dos países desenvolvidos, sendo regularmente realizadas para veículos de comunicação, governos, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, entidades de representação de interesses, partidos políticos e candidatos, por aqui o ambiente lhes era hostil.

Nos atrasamos em relação a esses países, demoramos a acertar o passo, mas conseguimos. De meados da década de 1980 para cá, as pesquisas (de opinião, mas também de mercado — o que é outra história) se modernizaram e consolidaram no Brasil.

Apesar disso, nossa mídia é uma cliente cautelosa e limitada dos institutos. Ao contrário da regra nos Estados Unidos e na Europa, onde jornais, emissoras de televisão e portais de internet são consumidores vorazes de pesquisas, seus congêneres brasileiros costumam pensar na base do “quero, desde que seja de graça”. Todos acham ótimo divulgar uma pesquisa, mas se arrepiam perante a ideia de custeá-la.

A única exceção (que, de certa forma, confirma a regra), é o Datafolha, departamento de pesquisa de um jornal, que se utiliza dele na sua política comercial. Como nenhuma outra empresa de comunicação (acertadamente) achou que precisava ter “seu instituto”, sequer outros semelhantes existem.

Com isso, a sociedade brasileira passa meses sem saber o que pensam as pessoas sobre a conjuntura, o que sabem e consideram relevante nos acontecimentos, que percepção têm dos personagens da política e de seus atos. Até que a mídia ganhe de presente alguns resultados, caso dos patrocinados por entidades de classe, a exemplo da CNI e da CNT.

Por alguma razão misteriosa, isso muda na véspera dos processos eleitorais, especialmente nas eleições presidenciais e de governador. Quando elas chegam, todos os veículos se sentem obrigados a ter a “sua pesquisa”. E a dedicar uma parte enorme da cobertura a discutir números, algo que costuma interessar apenas secundariamente a leitores e espectadores.

Uma das explicações desse comportamento talvez seja que as pesquisas, às vezes, não dizem o que as redações esperam. E que, sem elas, é sempre possível especular sobre a opinião pública, sem o incômodo de consultá-la. Para que gastar dinheiro fazendo pesquisas, se vamos ignorá-las caso não mostrem o que queremos?

Tudo isso vem à mente com a divulgação da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a popularidade da presidente e a avaliação do governo federal. Sem entrar em detalhes, o mais relevante que ela mostrou é que ambas vão bem. Na verdade, muito bem, considerando que subiram índices que já eram elevados. Na pesquisa anterior, Dilma batia o recorde de aprovação para presidentes no começo de mandato e superou, na nova, sua própria marca.

Definitivamente, não era isso que supunham os jornais. Nos dias que antecederam a demissão de Palocci, o que vimos foram especulações sobre a “queda de Dilma nas pesquisas”, dada como tão certa que o interessante passou a ser as consequências de seu hipotético “desgaste de imagem” na governabilidade.Como a pesquisa não confirmou qualquer recuo, um silêncio sepulcral se abateu sobre ela. Foi quase ignorada e nem mesmo o jornal que é dono do Datafolha achou que valia a pena insistir no assunto.

Só imaginando: o que teria acontecido se, ao invés de mostrar uma subida de 2%, ela tivesse indicado uma queda, ainda que pequena, na popularidade de Dilma? De uma coisa podemos estar certos, a pesquisa seria um estrondo.

(Do Blog Vermelho).