quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tuna entra para vencer hoje no Souza

Lineker volta, mas tem que driblar menos
Bom, o time que Charles Guerreiro está mandando a campo logo mais para enfrentar o Independente. Não sei como Guará está jogando hoje,mas é um bom zagueiro. Já fez dupla cm seu irmão João Gomes, há uns oito anos na Tuna. Tomara que o Max acerte na zaga com ele, porque as laterais estão bem, com Maraú na esquerda e o bom Sinésio na direita, embora Maraú ainda não tenha mostrado muita coisa no primeiro Turno.
No meio campo, a volta de Lineker (que tem que soltar mais a bola) e Euler pode dar um novo alento ao setor de armação, embora eu ache que já era tempo de Rodrigo voltar. Será que no período em que a equipe esteve parada não deu para ele entrar em forma?
No ataque Beá e Torrô. Sei não. Tomara que Beá entenda que por ora ele tem que jogar no ataque, agoira com Torrô, que é homem de área. Gosto mais de Beá recuado, fazendo um terceiro homem. Mas talvez a tática de Guerreiro seja um revezamento entre ele -Beá- e Mensalão.
A Águia do Souza tem que entrar para vencer. Nada de jogar recuado. É decidir logo a partida: se puder fazer o máximo de gols, que faça.
O jogo começa mais cedo, 15,30h. Vamos prestigiar nossa equipe, gente. A Tuna precisa do apoio de  todos nós.

Racista-fascista discrimina Cassiano

Feio, ridículo e por que não dizer digna de um procedimento policial sério a agressão sofrida pelo jogador do Remo Cassiano ontem em Marabá. Um dos melhores jogadores da partida em que o Clube  do Remo venceu o Águia por 4 a 1, Cassiano ao ser substituído pelo lateral Panda, foi hostilizado por alguns torcedores marabaenses e um deles, mostrando toda a sua ignorância, chamou Cassiano pejorativamente de "macaco".
Mostrando o quanto é uma pessoa de boa formação, focado em sua profissão, além de um cidadão digno, Cassiano revoltou-se mas não retribuiu o tratamento ao elemento, identificado como Mauro Garcia. Ao contrario, embora muito nervoso, procurou autoridades do jogo e a polícia, que localizou o facistóide. Com cara de amélia arrependida, Garcia pediu desculpas e com a maior cara de pau disse que "não queria em nenhum momento ofender ao Cassiano". Queria o que então, infeliz, se tu destratastes o rapaz?
Cassiano aceitou as desculpas  e poupou o elemento de um processo, mas fez questão de dizer que ficou magoado e decepcionado com o torcedor marabaense, mesmo porque, segundo suas palavras, "não gosto de discriminação e muito menos de racismo. Nem de brincadeira gosto desse tipo de coisa. No momento fiquei chateado e pensei muito em minha família, pois sou um trabalhador, um guerreiro que está lutando para conseguir vencer e não posso aceitar esse tipo de discriminação. Nem comigo nem com ninguém", disse um educado e civilizado Cassiano.
Este escriba e este Blog, que não aceitam nenhum tipo de discriminação, principalmente a racial, se solidarizam com o jogador remista Cassiano, e o parabeniza pelo gesto grandioso e inteligente de não polemizar com o deseducado torcedor. Mostrou que às vezes é necessário ponderar, mesmo quando somos agredidos.

Remo venceu. Mas ainda não convenceu

Dentre as famosas frases do grande filósofo do futebol, Neném Prancha, tem uma que diz que "em futebol, quem não faz, leva". E foi o que aconteceu ontem entre Águia de Marabá e Clube do Remo. A vitória por  4 a 1 de virada do Remo  sobre o Águia -que considero importante porque além de ter sido um escore grande foi fora de casa-, na realidade não reflete o que foi a história do jogo.
Quem não viu a partida e toma conhecimento do escore,  imagina que o time do Águia foi dominado do princípio ao fim do jogo. O que não é verdade. O time marabaense passou boa parte do primeiro tempo em cima do Remo, pressionando com ataques perigosos fazendo com que o goleiro Adriano, que ontem esteve muito bem, se transformasse na grande figura do jogo.
Mas é aquela história, mesmo que tenha feito um primeiro tempo excelente, mostrando que a perda do título do Primeiro Turno para o Cametá era passado, o Águia não encontrou o caminho real do gol, sempre tinham barreiras que impediam a bola de entrar.
Assim, foi que mesmo fazendo um gol logo no início da segunda etapa o time de Galvão teve a má sorte de sofrer uma penalidade máxima três minutos depois, que foi convertida por Fábio Oliveira, que até então era figura apagada no jogo. Logo depois, aos 25 minutos, Cassiano fez o segundo gol e deu uma maior establidade ao Remo.
Mesmo assim o Águia não se entregou. E no ataque, teve um pênalti legítimo não marcado, o que causou muita reclamação dos dirigentes, pois no penal duvidoso do Remo o juiz nem pestanejou.
Passando a apresentar um certo domínio sobre o adversário, o Remo teve seu lateral Aldivan expulso com o segundo cartão amarelo. O Águia aproveitou para partir para o tudo ou nada. Mas sem sua zaga central titular o meio campo, principalmente Analdo, descia para proteger o gol de Alan. Enquanto isso, Flávio Lopes, com um homem a menos, inteligentemente tirou Marciano e colocou o velocista Joãozinho, que foi quem passou a bola para Fábio Oliveira fazer o terceiro gol remista de fora da área. Uma falha do goleiro Alan, mas um gol bonito. Lopes tirou também Cassiano e colocou Panda, para dar maior segurança à defesa. 
Nessa altura o Remo já era senhor do jogo, enquanto o Águia demonstrando cansaço perdeu-se em campo. No desespero, o sistema tático de Galvão foi embora  e na tentativa de diminuir o placar, o goleiro Alan adiantou-se de sua meta e numa sobra de bola houve indecisão dele e do volante Analdo. Joãozinho vendo a meta sem goleiro chutou de longe indo a bola morrer no gol aguiano. Era o quarto do Remo e o fechamento do caixão.
Foi um placar elástico que demonstra pelo menos uma maior ação inventiva do time remista. As mudanças postas em prática pelo novo técnico na lateral direita e no meio de campo deram uma sensível melhora ao time alviazul, mas não são a solução para a equipe. O ataque funcionou mais ou menos, já que Cassiano foi muito acionado e mostrou que quer ser o titular da equipe, enquanto Joãozinho entrou bem na partida, mostrando oportunismo e inteligência. Dizer que o time do Remo não melhorou, seria ignorância. A equipe com a mescla de jovens com veteranos cresceu e se o técnico Flávio Lopes não inventar de tirar os jovens para colocar os "bondes" que chegam aos montes ao Baenão, o Clube do Remo pode ser um dos candidatos ao título do Segundo Turno.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Águia não vai dar mole para o Remo hoje

Queria saber qual a "tragédia" se o Remo perder hoje para o Águia. Na minha avaliação se o Clube alviazul perder para a melhor equipe do Parazão estará acontecendo a lógica, pois é uma equipe bem inferior ao Águia, cheia de jogadores veteranos e o que pode "salvar" a equipe remista é a entrada de jovens jogadores, que estão vontadosos de aparecer apresentando o futebol que não tiveram oportunidade de mostrar no Primeiro Turno do Campeonato.
A zaga remista deu provas de sua fraqueza no último jogo com o próprio Águia. Diego Barros é o famoso "beque de atalho", ou seja, só se sai bem nas bolas em que não disputa tete-a-tete. Por cima às vezes leva um pouco de sorte, mas no mano a mano é certeza de levar um drible. Principalmente se pega um Branco, Flamel que são jogadores rápidos e bons de dribles. Rola no Baenão o "zunzun" de que ele não entra em "bola dividida" por medo de drible. Será?
Sei não. Mas acho que o bicho tende a pegar hoje. Penso que não vai adiantar muito a pompa da estréia do treinador, tampouco a volta dos garotos, que poderão até diminuir a proporção da "peia", mas tudo indica que vai haver choro hoje à noite. 
O Águia vai jogar com quase todos seus titulares. Só o zagueiro Roberto e o meia Vando que não entram. Em compensação, terá a volta de Rayro na lateral, que poderá ajudar muito o ataque do time de Galvão.
Já o Remo está todo mudado. Tiago Cametá, Cassiano e Betinho passam a ser titulares. Uma boa. Mas com um ataque em que o veteraníssimo Fábio Oliveira vai ter que correr sozinho, pois o novo técnico entrará com cinco homens no meio de campo, ninguém se admire com uma derrota remista. Ou melhor: com o repeteco do último encontro dos dois, em que os marabaenses faturaram em cima do time da Antonio Baena.

PT vai sem PSD em São Paulo. Viva!

Haddad agora está livre para trabalhar
Não via muito sentido no possível apoio do PSD de Gilberto Kassab à Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de São Paulo. A decisão do prefeito de São Paulo em vestir a camisa que mais se adequa à seu corpo, a do PSDB, aliviou arte da militância petista paulista além do próprio candidato Fernando Hadad, que agora está livre para trabalhar um projeto de campanha liberado a fazer todas as críticas possíveis ao atual prefeito, sem ficar preso a nenhum condicionamento.
Fernando Haddad é pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo e sabe que mesmo que a entrada de Kassab e seu partido na eleição apoiando o possível  candidato do PSDB vá fortalecer o candidato tucano, o deixará bem mais à vontade. "E isso será muito importante na eleição, porque mostraremos à população de São Paulo a real situação da capital", disse Hadad.
Para a militância petista o fim da possibilidade de qualquer coligação com Kassab, foi um peso que saiu da vida de todos. "Que eles fiquem juntos por lá. Não devemos, tampouco precisamos nos misturar. Lugar de gente de direita é na direita", disse um petista paulista feliz da vida com o afastamento do PSD.

Tuna pega Independente amanhã

Guará, veterano jogador que já passou pela Tuna, juntamente com seu irmão João Gomes, foi o único reforço que a Águia do Souza contratou para o returno. Uma pena, pois hoje encerra o prazo para inscrições de novos atetas. Talvez problemas financeiros tenham impedido a chegada de mais alguns reforços, pois embora também necessite de um zagueiro, os setores mais carentes da Águia do Souza são a lateral esquerda, o meio de campo e o ataque, onde a equipe realmente necessita de reforços.
Para a partida de amanha contra a equipe campeã paraense, o Independente, a Tuna talvez já possa contar com o atacante Torrô, que pode ser um bom reforço e poderá fazer os gols que tanto a equipe necessita. 
Torrô é muito experiente, já passou por várias equipes de nosso estado e em 208 por pouco não jogou na Tuna. Não ficou no Souza por problemas salariais, mas tem tudo para fazer uma boa temporada pela equipe do técnico Charles Guerreiro.
Outro que poderá voltar, já que deve ter entrado no ritmo é o meia Rodrigo Broa, que passou praticamente toda a Primeira Fase de fora e só voltou na última partida, não rendendo bem por estar fora de ritmo. Rodrigo poderá entrar como terceiro homem do meio de campo, juntamente com Euler, que também retornará, reforçando o setor primordial da equipe.
Segunda o site da FPF, o jogo Tuna e Independente será iniciado às 15,30h, meia hora antes do horário que foram os jogos do Primeiro Turno. Todos lá para torcer pela Tuna e dar moral à equipe.

Injustiça: Ganso fica na reserva hoje

Não vejo nenhum sentido no técnico Mano Menezes não colocar o meia Paulo Henrique Ganso como titular na partida de hoje contra a Bósnia. Seria uma boa para ele, Mano, para o jogador e para a torcida brasileira que desde a Copa do Mundo de 2010 sonha com a dupla Neymar e Ganso na Seleção.
Paulo Henrique Ganso voltou a jogar este ano seu belo e envolvente futebol, aquele que o fez aparecer como uma dos melhores do país no timaço do Santos de 2010, em que além dele e Neymar, tinha Wesley e Robinho. No último jogo do Santos,  o paraense, que iniciou sua carreira no futebol de salão da Tuna, só não fez chover, dando um show de bola ao lado de Neymar e ainda fez um gol para coroar sua bela apresentação.
Para o jogo de hoje Mano Menezes preferiu escalar um quarteto no meio de campo em que o únicio que tem uma semelhança com o futebol de Paulo Henrique Ganso é Ronaldinho Gaúcho, mas que no momento não está jogando nem 50 por cento de seu vistoso futebol. A titularidade de Ronaldinho demonstra a preferência de Mano, que ver  no jogador do Flamengo uma referência para o setor de mio campo, embora isso não seja pensamento de nenhum outro grande técnico tampouco da torcida brasileira, que prefere Ganso ao "Dentuço".
Os outros três que farão o meio campo com Ronaldinho serão Hernanes, Fernandinho e Sandro. Sem querer tirar o mérito de nenhum, mas é uma injustiça com o craque santista, principalmente pela fase excelente que ele está vivendo agora.
Ganso merece ser titular da Seleção
Outra: não entendo o técnico Mano Menezes para jogar com uma equipe como a Bósnia entrar com um meio de campo com quatro homens e um ataque com apenas dois, Neymar e Leandro Damião, jogadores que são centro avantes natos. A não ser que seja idéia do técnico subir Hernanes ou Ronaldinho para fazer um terceiro homem e fortalecer o ataque. Só que no Flamengo não esta conseguindo fazer isso. Ronaldinho no rubro negro, não se sabe por que,  vem jogando muito recuado, produzindo muito pouco como terceiro atacante e se atuar da mesma maneira na Seleção, não haverá evolução do ataque. O ideal seria entrar Ganso no meio de campo, Hernanes subir e fazer o terceiro homem do ataque. Enfim, o adversário do Brasil é muito fraco para a seleção jogar com um meio campo tão guarnecido.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Flu bate Vasco que é campeão de "vice"

Mais uma vez o Vasco se apequenou no Campeonato Carioca. Não aguentou o rolo compressos que foi o Fluminense ontem, por pouco não levando uma histórica goleada no Engenhão. O 3 a 1 foi pouco para o que a equipe dirigida por Abel Braga mostrou principalmente no ´primeiro tempo. Foi um show de bola, com destaque para pelo menos três jogadores: Deco, Wellington Nem e Thiago Neves.
Deco deu um show!
Há tempos que não via o Fluminense tão bem postado em campo. Jogando com perfeição, principalmente o meio de campo e o terceiro homem de ataque, Wellington Nem, que como um ponteiro esquerdo fez e desfez com a defesa vascaína. Até o zagueirão Dedé, que querendo aparecer saiu da defesa e partiu para o ataque, dando uma de centro avante, entrou na dança e por muitas vezes sobrou para o jovem meia-atacante do Fluminense.
Para mim não foi surpresa a vitória do Fluminense. Neste espaço venho há muito dizendo que a equipe pó de arroz é quem tem o melhor elenco do Rio de Janeiro e sinceramente eu não entendi o por quê dos comandados de Abel Braga terem "sofrido" tanto para ficar entre os quatro finalistas.
Abelão se dá ao luxo de contar com três centro avantes natos -Fred, Rafael Sóbis e Rafael Moura.
O meio de campo é um Deus nos acuda. Já pensou poder contar com com Thiago Neves, Diguinho e Deco?
Para  este escriba, que acompanha o futebol de Deco desde a época em que jogava no Benfica, não foi nenhuma surpresa esse show que vem dando a cada partida que atua pelo Fluminense. Embora já beirando os 35 anos e aqui e ali com um probleminha de contusão, Deco quando tem oportunidade de jogar os dois tempos ou pelo menos um, arrebenta, como ontem. É uma grande visão de jogo, um talento e uma humildade franciscana.
Gostei da partida. O Vasco até que tentou, mas não aguentou o repuxo do Fluminense. Mas valorizou a vitória do Pó de Arroz com a garra e a união de seus jogadores, um mérito que dou à equipe cruzmaltina.

Clauber Miranda impediu o "já me vu"

Quando vejo o diretor do Deportamento de Árbitros da FPF e o presidente da "madrasta" se manifestarem em defesa dos árbitros de nosso estado fico a pensar com meus botões como eles podem ser tão insensíveis. Sim, insensíveis ao ponto de não quererem admitir o quanto nosso quadro de árbitros é fraco. 
Mais uma vez isso ficou provado no jogo de sábado entre Águia e Cametá. O legítimo gol feito por Analdo, quando a bola chutada pelo volante bateu na parte de cima da trave e desceu para dentro do gol e o juiz não marcou e, o pior: ao consultar o bandeirinha este também não validou o tento aguiano. Quer dizer, a equipe do João Galvão ficou no prejuízo, porque com aquele gol legítimo o caixão  da equipe cametaense estaria fechado e a frase que se teria ouvido pouco depois por parte dos cametaenses seria no máximo um "já me vu".
Quando falam que o Galvão é bocudo, que reclama de tudo, que sempre quer justificar as derrotas na maioria das vezes estão equivocados. Galvão é sério, trabalha com competência e até amor por sua equipe. Dedica-se, doa-se. Não sei nem se ganha o que merece, mas deveria receber um bom salário pelo trabalho que desenvolve, pela equipe que conseguiu formar. "Mas" -dirão alguns críticos- "não ganhou nada". E eu defendo: Como pode ganhar se não deixam?
Um episódio como o que se viu em Marabá com a equipe aguiana dando um verdadeiro show de futebol e ao final sendo prejudicada pela arbitragem, no mínimo era para a Imprensa "cair de pau" na arbitragem. Mas, uma verdadeira lei do silêncio imperou e poucos falaram no assunto. Assim, fica cada vez mais difícil fazer futebol no Pará, pois se trabalha com seriedade, mas não se consegue sucesso. E muitas vezes por erros crassos cometidos pelas arbitragens.

"O Artista" ganha cinco prêmios e desbanca diretores como Allen e Scorsese

Um filme mudo, em preto e branco e com poucas estrelas no elenco foi o grande vencedor do Oscar na noite de ontem. "O Artista", de Michel Hazanavicius, com os desconhecidos Jean Dujardin e Bérenice Bejo ganhou cinco estatuetas, as principais: de Melhor Filme, Melhor Diretor, para o francês Jean Hazanavicius, Melhor Ator para o também francês Jean Dujardin, além de Melhor Figurino e Melhor trilha sonora, este último prêmio tirando o sonho dos brasileiros Sérgio Mendes e Carlinhos Brown que concorriam. A americana Meryl Streep, protagonista de "A Dama de Ferro", que retrata a vida da Primeira Ministra inglesa Margarth Thatcher foi escolhida como Melhor Atriz e abocanhou o segundo Oscar de sua carreira.
O outro filme mais premiado da noite também com cinco estatuetas foi "A Invenção de Hugo Cabret", de Martins Scorsese, que trata da história da vida secreta de um garoto órfão nas paredes de uma estação de trem em Paris. 
A premiação de Hollyood foi uma escolha justíssima pelo conjunto das duas excelentes obras. Mais ainda para o diretor de "O Artista", Michel Hazanavicius, que com a espetacular vitória de seu filme botou no chinelo premiados diretores como Woody Allen, Terrence Payne e o próprio Martin Scorsese, que na véspera era apontado como o vencedor.
Para ganhar em Hollyood tem mesmo que ser "Artista"
"O Artista" foi filmado todo em preto em branco e não tem em seu elenco nomes muito conhecidos. Além dos vitoriosos como Melhor Diretor Michel Hazanavicius e de Melhor Ator Jean Dujardin, o filme conta com a exceente interpretação da atriz francesa Bérenice Bejo. O filme foi lançado ano passado na França e estreou no Brasil no início deste mês. Alem de conquistar os cinco Oscar, "O Artista" levou prêmios também no Festival de Cannes e o Globo de Ouro, uma prova de que a premiação de ontem já era esperada por diretor e ator, portanto não foi nenhuma surpresa.
A película é nostálgica e trata do momento de transformação do Cinema Mudo (na década de 20). O personagem vivido por Dujardin, George Valentin, não acredita no futuro da nova invenção. Tipo um Chaplin, que não queria jamais entrar no circuito do Cinema falado. Além do estilo "cult", "O Artista" homenageia  através de aspectos da própria vida do personagem de Dujardin na fita,  artistas que fizeram história na Hollywood dos anos 20 como Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e Rodolfo Valentino.
"O Artista" conquistou a Academia de Hollywood e os cinéfilos do mundo não somente pelo seu estilo "cult" e meio retrô, mas também pelo talento criativo do diretor Hazanavicius e a perfeita interpretação dos atores Michel Dujardin e Bérenice Bejo, que mostraram que a arte cinematográfica na Europa avança e tem tudo para voltar aos seus melhores dias.

Cametá campeão. Mas o Águia foi melhor!

O Cametá foi o campeão da Primeira Fase do Campeonato Paraense 2012. Merecidamente? Talvez sim, talvez não. Foi visível que a equipe cametaense teve uma excelente performance em todo o campeonato, perdendo poucas partidas e conseguindo resultados importantes dentro e até fora de casa, que lhe valeram, ao final -mesmo com a derrota em Marabá- o título de campeão. 
Já o Águia, inegavelmente foi a melhor equipe do Campeonato. Jogou bem todas as partidas dentro e fora de casa. O único deslize aconteceu somente contra o campeão Cametá, na quarta passada, quando  perdeu por um escore elástico -4 a 1- que fez com que não ganhasse o título do Primeiro Turno.
A qualidade técnica e tática do Águia foi a meu ver a grande surpresa dessa Primeira Fase. Galvão conseguiu um conjunto perfeito, do goleiro, passando pela zaga, pelo meio de campo e chegando ao ataque.  Os críticos gostam de dizer que "time bom é o que ganha". Nem sempre. O espetáculo do futebol nem sempre resulta em gol, embora seja  o que se espera, pois é o que decide. E o Águia ontem foi simplesmente espetacular, pois já entrou "matando", pronto para decidir a partida o mais rápido possível. E isso, a meu ver, é o que qualifica o time, o técnico e o moral de todos que fazem a equipe marabaense, pois a Crônica esportiva j[a dava como certa a vitória do Cametá. 
O time de Galvão  entrou determinado. Fez o primeiro gol, o segundo, o terceiro e o quarto gol. Só que um foi anulado, não se sabe por que. A televisão mostrou a bola entrando, paralisada dentro do gol e a Imprensa quase em peso falou que a bola entrou, só quem não viu foi o árbitro e seus auxiliares (e todos os cametaenses).
Futebol é isso. Está de parabéns o Cametá pela brilhante performance,  pelo golaço de Ratinho e pelo título, que temo que reconhecer foi merecido. Aliás, fosse quem fosse o vencedor, estaria em boas mãos, pois Águia e Cametá foram os melhores times. 
Só não concordo com parte da Seleção do Turno que a Imprensa escolheu. Essa de dizer que Ratinho, foi o melhor jogador da Primeira Fase não vale. Flamel jogou bem em quase todas as partidas enquanto que Ratinho, em que pese suas duas últimas atuações -notadamente decisivas para o sucesso do Cametá- teve partidas em que quase não tocou na boa. Ao contrário de Flamel, que foi o grande maestro do Águia, e para este escriba, o melhor jogador do Campeonato. E o Águia -não é só para contrariar, não- foi o melhor time.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Beija eu, Marisa Monte


Pois é, nessa tarde maravilhosa que insiste em querer chover, eis que paro e fico ouvindo silenciosamente a voz da nossa sabiá Marisa Monte. Sim, Marisa é uma Sábia Sabiá que usa, maravilhosamente, sua voz, linda, límpida e apaixonantemente bela. E manda beijos. Beijos e beijos. E pede beijos. Beijos e beijos. Quem não quer beijar, ser beijado? Marisa consegue embelezar as tardes, noites, vidas com sua voz, com seu jeito meio maroto, muito feminino de ser a grande cantora e intérprete que é.
E este escriba fecha a sexta-feira com Marisa Monte, sua beleza e seu estilo inconfundível de interpretar. Marisa cantando "Beija eu". Confiram, navegantes e seguidores.

Morre no Rio, o cantor Pery Ribeiro

Csntor fez a primeira gravação de 'Garota de Ipanema' - Divulgação
Pery fez primeira gravação de "Garota de Ipanema"
Uma das figuras mais características da época da Bossa Nova, o cantor  Pery Ribeiro faleceu hoje pela manhã, em Niterói, Rio de Janeiro. Pery, que era filho da dupla de artistas Herivelton Martins -compositor dos mais importantes nas décadas de 40 e 50, e Dalva de Oliveira, uma das importantes intérpretes da música brasileira na época áurea do rádio- morreu aos 74 anos, de enfarte. Ele estava  internado há 30 dias para tratar de uma endocardite. 
Pery começou a cantar  muito jovem, influenciado pelos pais, Dalva e Herivelton, que protagonizaram um conflito de relação que gerou até folhetim global. Era dono de uma voz afinada e própria para canções
mais lentas, tipo românticas.  Nunca foi um grande vendedor de discos, mas era respeitado por todos os artistas como um dos mais representativos cantores brasileiros e um dos ícones da Bossa Nova.
Pery entrou para a história da música brasileira por ter feito a primeira gravação, em 1963, de Garota de Ipanema, maior sucesso da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Tablóide do Diário homenageia a Tuna

A querida Águia do Souza
Interessante, principalmente em termos históricos e didáticos, o trabalho que o jornal Diário do Pará está fazendo com os clubes do nosso Estado.  Hoje a equipe focalizada foi a Tuna Luso Brasileira. 
Não sei quem forneceu o material para pesquisa e redação, mas mesmo reconhecendo o valor  histórico e  jornalístico, sinto que ficou um pouco carente de fotos, tipo dados mais ilustrativos da história gloriosa da Águia do Souza.
Acho também que a história da Tuna é bem diferente da de todas as equipes e clubes do Pará. É o mais antigo clube de futebol do Estado, um dos mais antigos do Brasil, além de ser um dos clubes desportivos e sociais mais importantes de nosso do Brasil. Assim, acho que deveria ter pelo menos duas ou até mesmo uma página falando dos feitos do Clube em outros esportes onde sempre teve destaque, como na Natação, no Vôlei, no Futsal, no Atletismo, no Tiro ao Alvo (onde a Tuna teve o primeiro atleta olímpico brasileiro a ganhar uma medalha de ouro), e no Esporte Náutico, onde a Tuna tem 40 títulos ganhos na Baía do Guajará. Nessas páginas poderiam ser colocados também um  pouco da história da Tuna na parte social da cidade, com destaque para a primeira boate da capital. São dados e fatos que merecem ser mostrados, pois muitos pensam que a história da Tuna é somente no futebol. A Tuna -gosto muito de dizer isso (juntamente com o GB professor Péricles) -é Time e Clube.
Seria importante, também, aproveitando o momento, uma entrevista com o presidente onde ele pudesse abrir o coração e responder as várias perguntas que um bom repórter fizesse. Para ele, com certeza, seria uma boa oportunidade.
No nosso futebol, lamentavelmente estamos num período de vacas magras em termos de títulos, mas para quem é cruzmaltino, que ama a Tuna e mesmo sofrendo não se desgruda da equipe, o tablóide valeu, repito, tem um grande valor histórico. Parabéns aos editores e repórteres. Valeu mesmo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bota quer pegar o Flu. Será?

Boto fé nessa partida de logo mais às 21 horas (no horário paraense) entre Botafogo e Fluminense, válida pela semifinal do Campeonato Carioca em seu Primeiro Turno. O vencedor será o adversa´rio do Vasco da Gama, que ontem mesmo não jogando um "bolão" venceu o Flamengo (quem manda ter goleiro mãos de alface e centro avante pereba!).
O Fluminense, a meu ver, tem o melhor elenco do Cariocão, com craques que todo mundo quer em seu time, tipo Fred (um "senhor" centro avante, Rafael Sobis, Rafael Moura e os meias Deco e Thiago Neves, além de Diguinho. Um elenco estrelado que pode fazer bonito frente à equipe da Estrela Solitária, desde que acerte.
Tudo leva a crer que será um grande confronto, pois o Botafogo tem também jogadores de qualidade e agora comandados pelo experiente e competente Oswaldo Oliveira, que promete um esquema para "parar" principalmente Deco, Thiago Neves e Fred.
Loco Abreu é o homem-gol do Botafogo. É experiente, técnico e um verdadeiro centro avante. Agora com Andrezinho  para fazer lançamentos poderá deslanchar. O jogo pode ser muito bom.

Unidos da Tijuca e Mangueira deram samba!

Tenho, de vários carnavais, um grande sentimento pela Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. É talvez pela história da fundação da Escola, que sempre me seduziu. Principalmente porque sempre fui um admirador dos que realmente "fizeram" a Mangueira como os compositores Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, o grande passista e hoje Presidente de Honra da Escola Delegado, Dona Neuma, Dona Zica, o grande Jamelão -que não gostava de ser chamado de "puxador", pois para ele puxador era de carro-, e mais recentemente a cantora Alcione, que é uma das maiores representantes da "Manga Rosa", dedicando parte de seu tempo como uma das formadoras da Nova Mangueira, que trabalha com jovens crianças na Comunidade do Morro de Mangueira.
Coincidentemente, este ano só me preparei para ver o desfile da Manga. Antes, porém, vi parte do desfile do Salgueiro e após o desfile da querida Mangueira (simplesmente sensacional, com paradinha e paradona na bateria e um enredo que retratou boa parte da história  do samba brasileiro: os 50 anos do Cacique de Ramos. O Cacique é berço de grandes sambistas; compositores geniais, como os mangueirenses já citados e os mais modernos como Dona Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, a rapaziada do Fundo de Quintal, Sombrinha, Arlindo Cruz, Beto Sem Braço e outras "feras" do ritmo mais brasileiro de todos.
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que ganhou o carnaval
Ao final do desfile da Mangueira vi o início da Unidos da Tijuca. Sinceramente, foi demais. Já conhecia o Paulo Barros  e já admirava e "temia" o que ele poderia trazer de novo pelo seu talento inovador sem desvirtuar o desfile. E foi o que deu. Unidos da Tijuca levou merecidamente o título de  campeã, embora eu achasse que o Salgueiro também estava muito bem e a Mangueira merecia com certeza um terceiro ou quarto lugar.
Sobre a Unidos, a idéia das sanfonas, do barro colorindo as roupas dos cangaceiros como se fossem  bonecos de Mestre Vitalino; o "Cangaceiro Luiz Gonzaga" tocando sua "Sanfona do Povo", as "Marias Bonitas" enfim, a belíssima, honrosa e merecida homenagem ao grande mestre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião,  em seu centenário,  foi simplesmente maravilhosa. 
Emocionante, para quem conhece e admira a obra de Gonzaga, a bela, embora figurativa, homenagem de reis e rainhas  para a coroação de Luiz Gonzaga. Até "Roberto Carlos", todos cheio de pavulagem, estava lá rendendo-se ao talento de outro rei. Apaixonantemente belo o tributo que a Unidos da Tijuca fez ao grande brasileiro de Pernambuco.
O desfile das escolas de samba, ao meu ver havia caído muito. A riqueza posta na avenida, que deixou de lado os verdadeiros sambistas, que são as pessoas das comunidades, sinceramente havia tirado deste escriba até um pouco da alegria de ver os desfiles.
Felizmente o resultado foi justo, vencendo o talento e a beleza, sem o esbanjamento que sempre colocou a Beija Flor, sinônimo de riqueza na avenida, em seu devido lugar. A escola que homenageou o Maranhão e lógicamente o carnavalesco Joãozinho Trinta, foi bastante afetada pela prisão de seu patrono, Aniz Abrão David.  Ficou em quarto lugar e a meu ver nem merecia. Samba é povo, é sangue, não pode ser confundido com excesso de riqueza.


"Felipe mãos de alface"

Goleiro existe para fazer defesas, pegar bolas, as mais difíceis. As bolas mais fáceis ele tem que pegar "de letra", embora aconteça de uma vez por outra engolir um "frango". Isso, de engolir "frango", acontece com os melhores goleiros do mundo. Mas o que vimos ontem no jogo entre Flamengo e Vasco foi o Felipe, goleiro do Flamengo, engolir duas bolas facílimas, "batendo roupa" em uma situação que não dar, literalmente, para "engolir".
Pelo sim, pelo não, acho que o Flamengo além de um verdadeiro centro avante tem que correr atrás urgentemente de um bom goleiro também. Afinal, não é a primeira nem a segunda vez que Felipe faz das suas.

Deivid é o maior "carrasco" do Flamengo!

Para ganhar de virada do Flamengo o Vasco não precisou nem jogar bem. A equipe rubro negra jogou melhor que o Vasco, mas, como este escriba prognosticou, quem não tem atacante não pode ganhar jogo.
E o Flamengo definitivamente não tem um homem de área. Pelo período que está na equipe hoje dirigida por Joel Santana, já era para ter se firmado como um bom ou regular homem de área. Mas Deivid, infelizmente é aquilo mesmo: fraco, fraco, fraco!
Essa camisa reserva fica bem melhor para Deivid!
O jogo foi bom tecnicamente. As duas equipes têm bons valores, mas o Flamengo, mesmo que tenha jogado melhor que o Vasco, não tem conjunto nem um "carregador de piano". Já o Vasco tem dois. E enquanto estão em campo fazem "das suas", Driblam, brigam, xingam, vestem na verdade a camisa cruzmaltina com garra e amor. É só ver o que o veterano Felipe faz em campo. E o Juninho, chamando a atenção dos colegas com liderança, que deveria se mexer mais.
No Flamengo isso não existe. Até o técnico, o "papai" Joel, recamou que seu time não deveria jogar na quarta-feira de cinzas. Ou seja, para Joel, jogador tem que folgar no carnaval e depois do carnaval. Assim, papai!
O Flamengo, graças à inoperância de Deivid fica fora da Taça Guanabara e tem um prejuízo enorme. O Vasco tem a grande chance de acabar com aquela historia de ser sempre vice. E o melhor: poderá ter uma renda muito boa que dará para o Roberto acertar os atrasados dos jogadores. A equipe cruzmaltina merece!

Tuna não contrata e diretoria fecha a boca

As notícias que temos da equipe de futebol da Tuna não são das melhores. Até o presente, ao que se sabe, não houve nenhuma manifestação da diretoria sobre novas contratações para o Segundo Turno. Há mais ou menos 10 dias, conversei com o jogador Torrô e ele falou que havia assinado. Acho um bom jogador para a Tuna, mas é pouco para quem quer almejar alguma coisa. Quem lê o Blog sabe o que penso dos principais atacantes da Tuna, o Mensalão e o Edilson. Com todo respeito aos dois, mas não são jogadores para a Tuna. Talvez Mensalão em futuro até ainda seja, por ser jovem, mas o Edilson já deu o que tinha de dar.
Ontem a TV mostrou m pouco da situação da Tuna: segundo palavras dos próprios jogadores, a equipe não treinou na terça de carnaval por protesto. Um deles chegou a dizer que "quem está segurando a turma aqui e o técnico, porque fechamos com ele".
Tenho me segurado para não mostrar essas situações. Mas acho que já era tempo do presidente ir à Imprensa e dizer que não está tendo o apoio que lhe prometeram. Que a história dos 80 mil mensais foi para "inglês ver". Também deveria abrir o bico sobre a situação do "manager" Tourinho. O que ele faz, quanto ele ganha, o que ele já conseguiu, se ainda está lá, enfim, esclarecer. Os sócios e torcedores cruzmaltinos querem saber dessas coisas. Houve um estardalhaço na posse do tal Tourinho, um cidadão que foi expulso do quadro social do Paysandu e que inexplicavelmente foi para a Tuna e a diretoria se fecha, não diz nadica de nada.
Da maneira que está deixando as coisas acontecerem, lamentavelmente vai "sobrar" para o presidente e sua diretoria, porque o fiasco do time da Tuna no Primeiro Turno e agora com a denuncia de salários atrasados, e mais o ambiente de tristeza que foi a sede social do Clube no carnaval -sem bailes, sem sócios e dois dias fechado-, só deixa caracterizado que algo não vai bem e que é preciso que o presidente e seus diretores arregacem as mangas e mostrem serviço.
Como prometi aos meus seguidores, amigos e companheiros cruzmaltinos, dei uma parada nas criticas. O que estou postando hoje, depois de um bom tempo,  é simplesmente um aviso, um sinal de alerta para o que poderá acontecer se algo não for feito. Não podemos deixar a peteca cair por vaidades pessoais, por briguinhas tolas e até agressões por parte de pessoas que não têm tradição nem história no Clube, mas por se acharem "donos" chegam a agredir sócios com palavras e ameaças de briga.
Quem viveu e vive a Tuna sabe que muitos diretores e adjuntos só querem a "carteirinha" e o "status". Na hora do trabalho abandonam tudo e alegam isso ou aquilo para não enfrentarem o trampo. O presidente -que não é meu amigo e não me considera nem como ex-dirigente, mas que é o dirigente máximo e temos que aceitá-lo democraticamente- deve "abrir o bico" e falar o real, sem falácias ou discursos, dizendo o que está acontecendo, não esconder, mostrar a realidade. Pode ser que assim os que prometeram apoio se mexam e resolvam ajudá-lo. Sozinho ou com os poucos voluntariosos que tem, não vai chegar a lugar nenhum.
Bem, a dica foi dada, resta saber se a diretoria vai calçar a velha sandália da humildade e falar o que realmente está acontecendo. E não esquecer de mostrar qual é a do Tourinho no clube.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Clássico Vasco e Flamengo de hoje, promete

Love está jogando recuado e muito lento
Não gostei do time do Flamengo no último jogo contra o Resende. O técnico Joel Santana insiste em colocar uma equipe explorando o máximo o lado defensivo, esquecendo da necessidade de vitórias. Aliás esse é o maior mal de Joel. Toda equipe que ele treina tem a característica de trabalhar para não tomar gols e com isso quase não consegue fazer. 
"Papai" Joel agora tem dois jogadores que mesmo sendo meias, têm condições de subir e fazer às vezes de centro avante. Mas o que se viu na última partida foi Ronaldinho Gaúcho muio recuado, sem nunca chegar na área adversária, além de muito lento. O mesmo aconteceu com Wagner Love,  que não passava do meio campo. Sobre este setor, achei meio perdido, e até Williams  que é um grande roubador de bolas, estava batendo muito.
Estou torcendo para que Wagner Love dê certo nesse time do Flamengo. É perigoso dois meias mais ou menos com a mesma caracteristica. Mesmo porque, no time do Flamengo   Deivid é um centro avante que pouco funciona. Não se adaptou ainda ao time rubro negro, e penso que se não mudar o esquema tático, fixando mais Love ou Ronaldinho no ataque, ao seu lado, Deivid vai render menos ainda.
Na defesa a equipe de Joel vai bem obrigado. Felipe vem bem e Leo oura reencontrou, ao que parece, seu verdadeiro futebol. Está apoiando melhor, partindo para o ataque mas não se descuidando da defesa.
O time do Vasco está bem organizado.O goleiro Prass, ainda que  aqui ali cometa um deslize, é um dos bons do Campeonato. A zaga é uma das melhores. O lateral Fagner está jogando o fino e Dedé é craque, embora precise parar com a empolgação.Rodolfo e o lateral Thiago Feltri estão bem no time
O Vasco tem um meio de campo já meio envelhecido, principalmente Juninho Pernambucano e Felipe, mas muito bem afinado. Os dois, Felipe e Juninho, são craques de bola, experientes e Juninho faz a diferença nas bolas paradas. Paradinha é com ele e com Estação Primeira de Mangueira!
Ao contrário do Flamengo, o Vasco joga com dois centro avantes: Diego Souza e Alecsandro, que está numa fase primorosa, fazendo muitos gols (e muitas caretas).
Talvez, pela grande rivalidade das duas equipes, o jogo seja além de sensacional, emocionante. Mesmo porque, o Mais Querido há muito tempo que não perde para nenhum rival do Rio de Janeiro. E não será agora que o retranqueiro Joel vai dar uma de frouxo. Nem pensar!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Capiba, Claudionor e o Frevo


Não sou muito de carnaval. Aliás confesso que nunca brinquei, mesmo tendo morado muitos anos em Salvador, onde se brinca um dos melhores carnavais de rua do país. Mas, como amante das manifestações populares devo reconhecer a força que o carnaval tem com o povo. Das músicas, gosto do samba, do frevo, das marchinhas -que estão querendo voltar deconforça- e do Maracatu, hoje quase em extinção.
Na infância, ouvia as marchinhas, sambas e frevos que, parece mentira, até hoje ainda povoam as festas e bailes carnavalescos, mesmo com os achés que insistem em tomar espaço das musicas com mais tradição. Felizmente os festivais de marchinhas estão de volta pelo sul do país. Ontem mesmo, o filho do grande compositor  Mário Lago, o Júnior, foi finalista de um deles. Palmas para as marchinhas!
Mas a memória me traz de volta mesmo são as marchinhas e frevos. Na voz de Emilinha, Blecaute, Jackson do Pandeiro, João Dias, João Roberto Kelly  e muitos outros. No frevo, garoto ainda aprendi a gostar de mestre Claudionor Germano, cujo Filho Nonô Germano é quem está dando as notas agora pelas ruas de Recife. Claudionor tem talvez a melhor voz e o melhor gingado para cantar frevos no país.
Lógico que muita gente -principalmente quem não conhece Recife, Olinda, etc.- não conhece Claudionor Germano. Mas se ouvir, com certeza, vai lembrar alguns dos muitos sucesso que o papai, a mamãe e muitos amantes do bom frevo cantaram e ainda cantam. Curtam a voz maravilhosa de Mestre Claudionor Germano, o Rei do Frevo, e a música inesquecível de Mestre Capiba, que para os que não sabem, além de compositor de frevo é o autor da clássica "Maria Betânia". E bom carnaval a todos.

Mais uma injustiça com Lúcio Flávio

 Este escriba se solidariza com o companheiro jornalista Lúcio Flávio Pinto, que no último dia 7,  mais uma vez teve negado pelo presidente do STF, recurso que interpôs  contra a decisão da justiça paraense que o havia condenado a indenizar a família do empreiteiro Cecílio do Rego Almeida. Lúcio, um jornalista que em sua busca por divulgar ações criminosas de grandes empresários no Pará, com a negativa do STF, perde mais uma de suas batalhas e terá de pagar uma dívida originalmente de oito mil reais -com correção chega a 20 mil reais- à família de um empreiteiro, acusado de grilar cinco milhões de hectares no estado. O crime atribuído ao bravo jornalista: afirmar que um grileiro é, de fato, um grileiro.
Lúcio, um profissional que vive do jornalismo, por isso impossibilitado de pagar tamanha dívida, teve que abrir uma conta para receber doações de companheiros e amigos. 
Lúcio: justo, mas vítima de injustiça
"Quando eu for pagar, quero que fique claro que é o povo, o mesmo que sempre foi espoliado por um cidadão que se apossou de terras de forma ilegal, que está pagando essa aberração", disse Lúcio, decepcionado com a decisão da justiça.
A perlenga data da década de 1990,  quando o jornalista Lúcio Flávio participou de ação contra o empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida e que o impediu de se apropriar ilegalmente de mais sete milhões de hectares (o equivalente a 8% de todo o território do Pará).
O  povo do Pará consciente com a situação do jornalista, um eterno defensor dos direitos do Pará e do povo paraense, deve entrar em contato com Lúcio e o apoiar nessa empreitada.

Cameta 4, Águia 1. Um perfeito dever de casa!

O Cametá fez ontem a sua melhor partida deste Campeonato. Os 4 a 1 com facilidade conquistados em cima do Águia  no "Bacurau" foi pouco para o futebol que a equipe de Cacaio mostrou.
O jogo foi bonito, bem disputado, principalmente na primeira etapa, e deixou patenteado que quando um ou mais jogadores não podem atuar, e o técnico "inventa de inventar" como Galvão ontem, colocando três zagueiros e um meio de campo composto de cinco elementos desacostumados a jogar juntos no setor, a coisa tende a ficar feia, e nesses casos, a vaca, normalmente vai para o brejo.
Ratinho foi o cara do jogo
Galvão, talvez envaidecido pela bonita vitória de sua equipe contra o Remo, no domingo passado, pensou que poderia surpreender o Cametá, pondo em campo um meio de campo, a seu ver, fortalecido com cinco homens, onde os destaques eram Marquinhos, Flamel e Diogo, que sempre jogam juntos, seguidos por Leo Rosa e Júlio Ferrari. Só que o técnico do Águia esqueceu que Leo Rosa não joga normalmente com os três primeiros e Júlio Ferrari é um bom jogador em sua posição, a lateral esquerda. Daí, Cacaio matou a charada: lançou um ataque fulminante com Jailson e Marcelo Maciel e com um terceiro atacante que foi Ratinho (tal qual  este escriba postou ontem), que aproveitando as "rebarbas" que vinham do trio de zagueiros aguianos ou mesmo as bolas atrasadas por Maciel ou Jailson, fez dois golaços de fora da área e transformou-se no grande nome do jogo.
O Águia não foi a mesma equipe dos útimos jogos, mas até que se portou bem no primeiro tempo, embora o gol com pouco mais de um minuto de jogo, em uma falta batida com a conhecida categoria de Soares, tenha deixado os comandados de Galvão atordoados. Não perdendo a pose, brigando muito, mesmo assim só conseguiu o empate aos 40 minutos. E foi só.
No segundo tempo o Cametá foi o dono do jogo. Além da grande exibição de Ratinho, Soares e Jailson, o  meio de campo cametaense com Ricardo Capanema e Paulo de Tárcio, não deixou nem o craque do Águia, Flamel, jogar. 
O Cametá jogou de uma maneira soberana dentro de seu reduto. As coisas davam certo em todos os setores. Da defesa ao ataque, os cametaenses venceram o Águia em ritmo de carnaval: com muita alegria e muitos gols. E de quebra a grande exibição de alguns jogadores como Ratinho, Soares e Jailson. 
A equipe de Cacaio fez o dever de casa em alto estilo. O Águia, acostumado a decidir sempre dentro de casa vai ter que se rebolar, pois o próprio técnico João Galvão sabe que não será uma tarefa fácil. Mas, como ele se acha o bam-bam-bam dentro de casa, já liberou o pessoal para o carnaval. Depois de quarta-feira será outra história.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

De paixões, amores e amantes

A história do Brasil mostra que nossos governantes sempre foram vaidosos, arrogantes, também quase todos galanteadores e boa parte gstava de dar a famosa "pulada de cerca". D. Pedro I foi talvez o maior deles, pois sustentou um "caso" com a Marquesa de Santos que extrapolou o Palácio imperial e fez com que seu fiel escudeiro, José Bonifácio de Andrade, renunciasse.
O gaúcho João Goulart, o Jango, foi ferrenho discípulo do hábito da conquista, por isso mesmo tendo feito "das suas". Até pouco tempo alguns de seus possíveis herdeiros que ele não reconheceu, cobravam paternidade, para ira de dona Maria Tereza, sua esposa.
Juscelino, também presidente da República,  nascido em Diamantina nas Minas Gerais, gostava de música, de violão e mais ainda de um "rabo de saia". Foi amigo de serenata do violonista Dilermando Reis e diz a história que quando tinha oportunidade, dava sempre uma escapadela.
O Don Juan Getúlio Vargas
Getúlio Vargas, presidente populista que suicidou-se em 1954, segundo o livro "Os tempos de Getúlio Vargas", do escritor baiano José Carlos Mello, também foi um Don Juan. Casado com dona Darcy  Getúlio teve muitos amores em sua vida, embora o escritor baiano garanta que a amante mais importante do gaúcho foi a paranaense Aimeé Lopes, que Getúlio conheceu quando já estava com mais ou menos 55 anos e a "gata", que era casada com seu amigo e oficial de gabinete Luiz Lopes Simões, tinha 35.
Vargas apaixonou-se loucamente por Aimeé, mas ficou ficou mais ou menos evidenciado que  não foi somente por sua beleza exuberante. A jovem senhora, além dos naturais e chamativos dotes de beleza era também muito culta, dona de um talento intelectual ao ponto de falar  fluentemente seis idiomas. Elegante e moderníssima para a época, Aimeé gostava de viajar para a Europa e durante o romance com Getúlio Vargas, recebia bilhetinhos apaixonados, cujos fac-similes são mostrados no livro de José Carlos Mello.
Enquanto Vargas se deliciava com suas escapulidas à tarde ou à noite, dona Darcy Vargas, que casou-se com Getúlio com apenas 15 anos, morria de ciúmes do gauchão, mas jamais fez qualquer escândalo, pois temia Getúlio  mandá-la de volta à sua São Borja. O casamento dos dois, nos últimos anos de vida de Getúlio, estava falido, e resumia-se a partidas de dominó.
A deslumbrante Aimeé
Vargas teve várias amantes, na juventude, na meia idade e na velhice, nos anos 50. Uma das mais famosas foi a "Vedete do Brasil" Virgínia Lane, uma das certinhas de Carlos Machado, famoso homem da noite da época. Virgínia, que foi jurada de TV é viva, prestes a completar 92 anos, diz com orgulho que Vargas foi um grande amor em sua vida.  "Foi ele quem me incentivou a estudar Direito", diz a ex-vedete.
Mas a bem amada do ex-presidente Vargas foi mesmo Aimeé Lopes. O romance entre os dois, segundo o livro "Os tempos de Getúlio",  durou pouco mais de um ano,  mas o suficiente para Vargas viver e não esconder de seus amigos mais íntimos sua grande e eterna paixão.
Aimeé morreu em 2006, aos 104 anos, 52 anos depois de Getúlio, que em seu diário  em um momento de muita paixão escreveu: "Ocorrência sentimental de transbordante alegria. (Sou) um homem no  declínio da vida... banhado por um raio de sol".

Fla de tão ruim, merecia perder

Dos três times que jogaram ontem pela Libertadores, sem dúvida nenhuma o pior resultado foi o do Santos, que perdeu num lance que terminou em gol no finalzinho da partida. Mas o pior jogo foi o do Flamengo. Joel Santana mostrou ontem que é um técnico superado, que tem medo de jogar para a frente, preferindo se encolher e praticamente "matar" o espetáculo.
O empate de 1 a 1 ontem foi até um resultado bom para a péssima partida que o Flamengo fez, pois o Lanús mereceu ganhar de tão mal que o Flamengose apresentou.
Joel conseguiu deixar o meia Ronaldinho Gaúcho praticamente de fora da partida, isolando-o de seus companheiros, sozinho no ataque. Sozinho porque Deivid é uma "carta fora do baralho". Além de jogar ruim, sem um companheiro para uma possível tabela e sem o meio de campo para lhe passar uma bola, foi um jogador a menos que o Flamengo teve em campo.
Para o jogo em casa, o Flamengo deve mudar sua postura. Joel diz que "empate fora de casa é vitória". Mas tem que ver qual o adversário que se jogou. O Lanús é um time de regular para baixo, e só jogou bem ontem porque o Flamengo deu espaço, e dando mole qualquer um racote tende a ficar forte. O Flamengo ontem fez uma de suas piores partidas do ano.
Digo sempre que quem quer ganhar uma partida de futebol nunca deve jogar retrancado, pois se o fizer a tendência é perder ou no máximo empatar. Ganhar é praticamente impossível. Não vou longe: semana passada a Tuna jogou com o Cametá e poderia perder até por 2 a 0 que a vaga seria sua. Charles entrou com a equipe recuada e deu no que deu. Quando se deu conta que estava perdendo de 3 a 0, tentou mandar a rapaziada para a frente, mas já era tarde demais.
Se continuar com estes esquemas antigos, em que "entre perder e empatar o melhor é a segunda hipótese" Joel não vai levar o Flamengo à lugar nenhum. Com uma equipe simples como o Lanús era para ir para cima, fazer gols.  Agora é lutar para ganhar aqui. E folgado. Se não...

Cametá e Águia. Duelo de Titãs!

Flamel quer ser campeão pelo Águia
O primeiro jogo entre os finalistas Águia de Marabá e Cametá, marcado para as 20,30 h. de hoje no Parque do Bacurau é um grande teste para saber qual das duas equipes é, realmente, a melhor do Parazão.Será um verdadeiro duelo de titãs.
As duas equipes a meu ver estão noveladas em quase todos os setores. Do goleiro ao centro avante, Águia de Marabá e Cametá estão bem servidos, ambos com atletas em sua maioria de nosso estado, o que prova que santo de casa pode fazer milagre.
Será uma partida em que o time da casa, Cametá, não terá seu centro avante, o artilheiro do Paraense Rafael Paty, que com o terceiro catão amarelo não poderá entrar. Mas isso não preocupa o técnico Cacaio. Com um banco de reserva de qualidade, com Ciro, Leonardo e Garrinchinha, Cacaio se dá ao luxo de lançar junto à Jailson o valente e rápido Marcelo Maciel, que foi o grande nome do último jogo da equipe e está com moral para entrar e fazer bonito com a camisa do artilheiro do Campeonato.
A situação do Águia, que joga por dois resultados iguais, é m pouco mais delicada. Não terá o meio campo Analdo,  o "carregador de piano" da equipe, que corre o campo e o tempo todo. Também está fora do time de Galvão o lateral Rayro, que com certeza poderá fazer falta à equipe, por ser veloz e ajudar muita no apoio ao ataque. Galvão também poderá não contar com o meio campista Diogo, que tenta se recuperar de lesão sofrida no último jogo. Mas terá Flamel, Marquinho e Wando (ou Vagno).
Não dá para tentar adivinhar se o Águia jogará defensivamente e esperará para "pegar" o  Cametá em casa. Acho que Galvão entrará cauteloso mas não na defensiva. Poderá usar a tática de empatar fazendo um gol ou mais fora de casa e até perder por um gol de diferença. Ele sabe que lá, em Marabá, sua equipe joga com mais garra e, c omo fez com o Remo, um golou mais dá para tirar de letra.
Já Cacaio certamente entrará com sua força máxima, com dois atacantes, Jailson e Marcelo Maciel,  e mais o rápido Ratinho como terceiro homem do ataque, tanto para subir, pois Paulo de Tárcio está de volta, como também para pegar rebotes.
Será um duelo dos mais interessantes. Acho que tem tudo para ser um dos grandes jogos do Parazão. É importante que o árbitro tenha pulso e bastante competência para garantir o sucesso do espetáculo.

Zorrinho, do PS, diz que subida do desemprego em Portugal é falha da política do Governo

"Jovens são os que mais sofrem", diz Zorrinho
A ascensão da taxa de desemprego em Portugal, que no quarto trimestre chegou aos 14%, recebeu severas críticas da população, especialmente da juventude, que foi a mais massacrada com uma taxa de 35%. Na oportunidade, o líder do PS, Carlos Zorrinho, lamentou a situação de seu País e culpa a política do Governo como a causa da disparada do desemprego, que de 12,4 pulou para 14%."É um dia tristemente histórico para os portugueses. Atingimos uma taxa de desemprego de 14%. Este é o resultado de uma política que não tem resolvido os problemas de Portugal e dos portugueses", afirmou Zorrinho.
Carlos Zorrinho, que é o líder parlamentar do PS, considera que os números do desemprego hoje são "insustentáveis" e "a prova do falhanço da política do Governo", lamentando que este é "um dia tristemente histórico". A afirmação do líder do PS aconteceu numa coletiva aos jornalistas no Parlamento, no final de uma reunião da bancada socialista.
O líder da bancada socialista disse que "há 15 dias, o Conselho Europeu numa das suas conclusões, exortava os Governos a fazerem planos e programas de fomento do emprego jovem. Passaram 15 dias, muitas medidas foram tomadas que, infelizmente, só agravam o desemprego, pois muitas afirmações foram feitas que não mobilizam as empresas e os portugueses para combater este flagelo. Passados 15 dias atingimos este número que é de fato um número insustentável e a prova do falhanço da política do Governo", acrescentou.
Questionado sobre que medidas que o PS propõe para combater o desemprego, Zorrinho respondeu que os socialistas "há muito" defendem a adoção "de políticas ativas de apoio à criação de emprego jovem, que sejam lançadas linhas de crédito para financiar a economia, que seja aplicado um programa, que hoje mesmo vai ser debatido na Assembléia República, de reabilitação urbana", segundo ele, um setor "que além de importante e necessário, mobiliza um conjunto de indústrias muito importante do ponto de vista da criação de emprego"."E, sobretudo" - acrescenta Zorrinho- "era importante que as políticas tivessem em conta as pessoas e não apenas as idéias".
A taxa de desemprego disparou no quarto trimestre para os 14%, face aos 12,4% observados no trimestre anterior, com o número de desempregados ultrapassando os 770 mil, segundo divulgou hoje o INE.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A advogada Ana Lúcia Assad e os holofotes

A estratégia usada pela advogada de defesa do motoboy Lindemberg Alves, assassino da estudante Eloá Cristina Pimentel, de 15, é notadamente das mais oportunistas. Réu confesso, Lindemberg sabe que está numa sinuca de bico, pois nada o livrará da cadeira. Mesmo assim, sua advogada, Ana Lúcia Assad, lutando visivelmente pela promoção pessoal, desde bem antes do julgamento do assassino de Eloá, vem anunciando um depoimento bombástico de seu cliente. "Para um caso desses existem pelo menos duas versões. A primeira todos vocês conhecem. Agora a de Lindemberg ninguém sabe, porque ele nunca falou nada. Vai saber agora, com seu depoimento", diz a advogada Ana Lúcia, com visíveis ares de arrogância.
E foi com arrogância que a advogada ontem, em pleno tribunal, chegou a bater boca com os advogados de acusação e com a promotora Daniele Hashimoto, além de ofender à juíza  Milena Dias, respondendo uma afirmação desta, dizendo ofensivamente que a juíza "deveria voltar a estudar". 
Microfone e holofotes é com ela
Está evidente que Ana Lúcia Assad está alucinada por holofotes, o que para ela, uma advogada que não tem um nome muito conhecido no ramo da advocacia criminal, é bom profissionalmente. Mas chegar ao ponto de se dizer perseguida, que está acontecendo cerceamento do direito de defesa, que está usando colete à prova de bala e até a agredir uma magistrada durante o júri, é muita apelação.
Ana Lúcia Assad está tendo não somente seus 15 segundos ou minutos de fama. Mas horas e horas de microfones e holofotes de todas as redes de TV, que de agora em diante a tornarão famosa, consiga ou não diminuir a pena de Lindemberg. Breve poderá -quem sabe?-, até ser procurada por gente "famosa", como o  líder do PCC Marcola e outros mais. Afinal, a moça de baton forte e de cabelos encaracolados está em todas, disposta a tudo para aparecer.
E o pior (para ela melhor) é que está conseguindo.

Presidente do PT, Rui Falcão, destaca papel do Partido junto aos movimentos sociais

Foto: Ricardo Weg
Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, reforçou mais uma vez, em entrevista ao Portal do PT a importância política do Partido dos Trabalhadores, que completa 32 anos de fundação este ano, e a necessidade de o Partido juntar forças com os movimentos sociais para avançar e construir as reformas que o País necessita.
“A presidenta Dilma acentuou em seu discurso as duas forças de reserva que ela tem, que são o bloco de maioria no parlamento e a presença do PT nas lutas sociais, pois nós realmente estamos tentando estar presente em todas as lutas da população e também sustentar e apoiar o nosso governo no Parlamento. Nós entendemos que para avançar e conseguir reformas de que o país ainda carece nós temos que estar muito ligado às lutas sociais, seja com a CUT, com o MST e com as outras organizações populares. Essa é a tarefa do PT e isso foi muito bem destacado com a nossa presidenta no dia do nosso aniversário”.
Rui Falcão comentou também sobre a reunião do Conselho Político do governo Dilma ocorrida ontem (14), da qual ele participou juntamente com demais presidentes de partidos da base aliada. Ele abordou a análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a situação econômica do Brasil.
“Nós vimos lá o desempenho da economia brasileira em 2011 que com toda a crise que se abateu sobre o mundo e que chegou parcialmente no Brasil e, no entanto, nós conseguimos gerar 2 milhões de empregos. E as perspectiva para esse ano ainda são mais otimistas, primeiro porque os investimentos não vão ser comprometidos. Aliás, nós estamos chegando próximos, agora em 2012, de uma taxa de investimento superior a 20% do PIB, sendo que nos últimos anos se manteve uma média de 16% do PIB”.
Falcão disse também que o ministro ressaltou que “os programas sociais como o Minha Casa e Minha Vida vão permanecer intocáveis do ponto de vista dos recursos, ou seja, a tendência é ampliar e não reduzir. E nos informou também da implantação de um sistema moderno de gerenciamento em tempo real, para ficar sabendo se há um atraso nas obras ou algum problema, não a posteriori, mas no momento em que o problema está ocorrendo. É um sistema moderno, informatizado que vai ser implantando em todas as áreas do nosso governo porque a preocupação da presidenta é de que cada vez mais melhore a qualidade dos serviços públicos e isso requer gestão eficiente, presença permanente e condução política das questões técnicas”. (Ricardo Weg e Geraldo Ferreira - Portal do PT)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Para variar, mais uma festa no interior

Quem vai fazer a festa no interior, Águia ou Cametá? Para quem tem um dos melhores carnavais do Pará, vive sempre em ritmo de festa, a resposta é Cametá. Mas para a população do município que tem a equipe  que pratica o futebol mais vistoso, mais produtivo, é o Águia.
Não sou simpatizante de nenhum dos dois. Mas devo ser coerente para dizer que equipe por equipe o Águia é superior. Joga mais bonito, tem um meio de campo que evolui de jogo para jogo, com destaque para Flamel e Analdo; um ataque perigoso, onde Branco sempre está marcando e o principal: tem um banco de reservas à altura dos titulares.
A briga promete. O Cametá tem também uma boa equipe e faz justiça ao esforço de seus atletas e do novo técnico Cacaio, que brilhou pelo Paysandu na década de 90 e agora está dando certo como "Coach".
O que estou achando muito importante nessa final, além da lição que os times da capital estão levando, é a questão organizacional. Águia e Cametá têm salários em dia, jogadores em sua maioria paraenses, quase todos rejeitados pelas duas principais equipes, e isso reforça a teoria de que -mesmo que muitos sejam ainda preconceituosos- "santo de casa faz milagre".
É importante que fique dito que o Cametá, como o Aguia, tem um bom banco de reservas. Para se ter uma idéia, Marcelo Maciel, Garrinchinha e Ciro são reservas  que jogam no meio e no ataque cametaense. Quer dizer, um tome pronto para fazer uma boa final com o Águia.
Palpiteiro como sou, vou torcer -e acho que vai dar-  Águia levar, pois tenho esperança que a Tuna faça bonito no Segundo Turno e ainda entre nessa sofrida e pobre, mas necessária Série D. É isso que nos resta!

Dilma a Graça: "enxotamos os privatas"

 Presidentas Dilma, do Brasil e Graça,  da Petrobrás
Na posse da nova presidente da Petrobras, Dilma Rousseff destaca importância do caráter estatal da empresa, elogia ‘estadista’ Getúlio Vargas e festeja que companhia escapou de ‘todos os ventos privatistas’. Para Dilma, Petrobras estatal é fundamental no projeto de nação do Brasil. Declaração sobre ‘ventos privatistas’ vem após polêmica política sobre leilão de aeroportos.
 
A presidenta Dilma Rousseff empossou, nesta segunda-feira (13), a nova presidente da Petrobras, a amiga e funcionária de carreira da empresa Maria das Graças Foster, com um discurso nacionalista e estatista. Disse que a Petrobras é “parte relevante” do esforço de construção do país, saudou o “estadista” Getúlio Vargas, patrono da companhia, e festejou que ela tenha escapado de “ventos privatistas”, sem, no entanto, fazer referência explícita ao governo Fernando Henrique.
Para Dilma, a Petrobras, hoje a segunda maior petroleira de capital aberto do mundo, é “fruto de um movimento popular, de um movimento cívico, nacional, que mobilizou nosso país” e “surgiu graças à visão de um estadista, Getúlio Vargas, a quem devemos sempre render a nossa homenagem”.
A combinação de “movimento popular” e “visão de um estadista” foi fundamental, disse Dilma, para dar origem a “uma parceira do povo brasileiro” e a “uma das partes mais relevantes do esforço desse país de se constituir em uma grande nação”.
Hoje, depois de quase seis décadas de vida, assinalou a presidenta, a estatal tornou-se “poderosa” globalmente, num mercado “assimétrico e agressivo”, como o do petróleo. Também ajuda a gerar emprego e renda para brasileiros, apóia a indústria brasileira ao manter uma política de compras mínimas dentro do país.
Até 2015, a companhia vai investir US$ 224 bilhões, volume que, para José Sérgio Gabrielli, substituído por Graça Foster, a primeira mulher a presidir a Petrobras e a comandar uma gigante petroleira no mundo todo, tem “escala necessária para fazer prosperar a indústria nacional”.
Na avaliação de Dilma, a Petrobras conquistou, nos últimos nove anos (governos Lula e dela), um gigantismo que é difícil resumir em números.
“A Petrobras é poderosa em escala mundial e é estratégica dentro do Brasil”, afirmou Dilma. “Felizmente, sobreviveu a todos os ventos privatistas e persistiu como empresa brasileira, sob controle do povo brasileiro, e hoje exerce papel fundamental em nosso modelo de desenvolvimento.”
A referência de Dilma a “ventos privatistas” foi feita dias depois de governo e PT terem sido alvo de tentativa de desgaste político por adversários de PSDB e por alguns setores com um perfil mais à esquerda, por conta do leilão que transferiu três aeroportos federais à gestão privada.
Para os tucanos, houve privatização e foi bom que o PT tenha se rendido à tese. Para os setores descontentes da esquerda, houve privatização e foi ruim que o PT a tenha praticado.
Já governo e petistas rebatem que não houve privatização, pois os aeroportos serão administrados pelo Estado de novo quando a concessão ao setor privado terminar, daqui 20 anos a 30 anos.
Dizem ainda que o motivo do leilão foi diferente das privatizações da era FHC – não se quis enxugar o Estado, apenas contornar a falta de recursos para investir e os entraves burocráticos próprios da gestão pública à realização dos investimentos, que a Copa do Mundo de 2014 impõe que sejam ágeis.(Do Conversa Afiada)

A briga agora é para "segurar" Charles

Se conseguir manter as investidas do Clube do Remo no concurso de Charles Guerreiro e contratar os jogadores -em torno de quatro ou cinco-, para reforçar a equipe para o Segundo Turno do Parazão, como o dirigente luso prometeu em entrevista, a Tuna com certeza vai ter condições de participar do próximo Quadrangular e com chances reais de chegar à final. 
Guerreiro está sendo "assediado"
Na verdade, constitui-se tarefa árdua segurar jogador ou técnico quando existe assédio de Remo ou Paysandu. É que os dois não usam muito da ética, isso já é fato, e também parece existe uma espécie de frenesi por parte de profissionais de futebol do estado para jogar ou trabalhar nessas duas equipes, embora com relação a Charles eu penso que a coisa será diferente: vai depender da conversa que teve com o presidente da Tuna, se os salários estão em dia e, no caso do time que o assedia, além da proposta financeira e contratual, se o clube vai atender às solicitações de contratações de alguns jogadores por parte do técnico. Charles tem que pensar bem, pois  já tem historia no clube azulino em passado não muito distante.
No início do Campeonato Paraense, postei neste Blog, que 2012 poderia ser um ano bom para o futebol da Tuna. Explico: com o apoio que a diretoria garantiu que teria, alguma ajuda publicitária e com um planejamento feito em cima de contratações de bons jogadores locais, mesclando com valores das categorias de base, certamente daria para fazer uma equipe competitiva. Mesmo porque, 80 ou 100 mil reais mensais dá para fazer um excelente time, mas sem importar jogadores, porque se for trazer atletas de fora, não dá mesmo, pois além dos salários mais altos, tem também o problema de "jogar com a sorte", uma vez que para cá os que vêm, em sua maioria são "bichados" ou já "passado", como Josiel, Mendes, Didi,  Marciano, Fábio Oliveira e outros menos votados.
Trocando em miúdos: no Primeiro Turno não deu para a Tuna mostrar muita coisa. Mas agora, se as promessas se cumprirem é só trabalhar correto e acreditar que dá para formar um super-time -até o melhor do Pará-, só com atletas locais e com um técnico também "papa-chibé". Penso que, como eu,  muitos acreditam nessa tese. E o mais indicado para trabalhar com atletas locais é quem conhece e gosta de trabalhar com os jogadores modernos: Charles Guerreiro.

Mano convoca Ronaldinho e Ganso. Kaká, não.

Ganso de novo na Seleção
Na lista de convocados para o primeiro amistoso da seleção brasileira em 2012, contra a Bósnia, em 28 de fevereiro, na Suiça, o técnico Mano Menezes manteve uma estrela, o meia flamenguista Ronaldinho Gaúcho e não repetiu o chamado de outra, Kaká, do Real Madrid.
Ronaldinho não foi lembrado na lista das últimas partidas do ano passado, quando jogadores que atuam no futebol nacional ficaram fora, mas vinha sendo chamado anteriormente. Já Kaká estava presente, mas não pôde jogar contra Gabão e Egito por ter se lesionado. Desta vez, fica fora.Muitas mudanças em relação à lista anterior podem ser observadas: o goleiro Neto, da Fiorentina, não aparece, enquanto Rafael, do Santos, possível titular na Olimpíada, ganha chance e Júlio César, da Internazionale, volta a ter uma oportunidade.
Luiz Gustavo, volante do Bayern de Munique, Willian, meia do Shakhtar Donetsk, Bruno César, meia do Benfica, Dudu, meia do Dynamo de Kiev e Kleber, atacante do Porto, convocados da última vez, ficam fora agora que os jogadores no Brasil podem ser chamados.
Dentro do país, o Santos lidera a lista com três jogadores. Além do goleiro Rafael, Paulo Henrique Ganso e Neymar estão presentes. Danilo e Alex Sandro, laterais negociados recentemente com o Porto, também.

Veja a lista de convocados:
Goleiros: Diego Alves (Valência), Júlio Cesar (Inter de Milão) e Rafael (Santos).Laterais: Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona), Danilo (Porto) e Marcelo (Real Madrid). Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco), Luisão (Benfica) Thiago Silva (Milan). Volantes: Elias (Sporting) Fernandinho (Shakhtar), Hernanes (Lázio) e Sandro (Tottenham). Meias: Paulo Henrique Ganso (Santos), Lucas (São Paulo) e Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)Atacantes: Hulk (Porto), Jonas (Valência), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos).

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Para Aldivan, o mérito pela hombridade

O jogo entre Águia e Remo, ontem em Marabá, por pouco não termina em uma tragédia. Que convenhamos, foi anunciada. Os marabaenses sofreram quando jogaram no Baenão. primeiro com uma penalidade que não existiu e o árbitro, erroneamente, assinalou a favor do Clube do remo. Depois, com erros primários e finalizando com um penal legítimo a favor do time do Águia que o juiz fez vistas grossas. Assim, tranquilamente era de se esperar que os comandados de Galvão iriam dar o troco.
Digo tudo isso, mas quero deixar bem claro, que é porque conheço como funciona futebol. Particularmente, sou totalmente contra tudo o que aconteceu e a muitas coisas que acontecem nas quatro linhas -e fora delas.
Numa partida, os nervos ficam à flor da pele, o jogador não quer perder; o dirigente não quer perder; o treinador e toda a Comissão Técnica, idem. Mas chegar às vias de ato como aconteceu ontem pelo amor de Deus! Isso não é futebol. Passou a ser essa luta meio babaca que passa na TV e a maioria gosta. Violência pura, puríssima!
Agora tem um porém: temos que ser honestos e reconhecer que os erros ali foram das duas equipes. Não concordo com o que o goleiro Alan fez, jogando a bola no garoto Betinho. Mas aquilo é normal no futebol, o jogador nunca entrega a bola ao adversário. Agora o garoto reagir, foi fraqueza. Literalmente infantilidade, porque não se pode entrar na provocação do adversário, o que o Betinho fez. Daí, os reservas do Águia cercaram o atleta remista, erroneamente, porque o garoto -deveriam sacar isso- é muito jovem, sangue quente. Desse atrito foi que gerou toda a confusão. O árbitro reserva deveria ter imediatamente resolvido, interferindo na ação dos jogadores reservas do Águia. Não resolveu.


Aldivan, estendido no chão, vítima de Carioca
O segundo passo da lambança quem fez foi outro jogador que já não estava nem mais em campo. O jogador remista Magnum, que conheço desde sua época de Tuna, e sempre foi um cara calmo, na dele. Acho que sua estada no Japão lhe mexeu a adrenalina e ele voltou lutando uma dessas lutas marciais japonesas. A tesoura voadora que ele deu, se pega no gorducho preparador físico do Águia era para furar a pança do rapaz. Magnum também agrediu com um tapa o jogador Branco. Uma tolice, que os jogadores deveriam evitar, porque a maioria deles se conhece, jogaram juntos.
A terceira tolice quem fez foi o jogador Alexandre Carioca. Uma vergonha, um fato lamentável partindo de um colega de profissão. Alexandre agrediu, covardemente, sem chances de defesa, seu companheiro de equipe de 2010 no Paysandu, Aldivan. A sordidez do ataque, por trás, foi típica dos homens medievais. Ali era para levar Carioca direto para a cadeia. Depois poderiam até tirá-lo de lá, mas que merecia uns dias em cana, isso merecia.
Ao final, felizmente o toque de classe, de companheirismo, de cavalheirismo, de gente fina, quem deu  o jogador remista Aldivan. Deixou o episódio da agressão pra lá, esqueceu polícia, pensou no futuro de seu ex-colega de clube Alexandre Carioca. Uma ação, que pela grandeza e hombridade de quem fez, o jogador que mais sofreu fisicamente com tudo que aconteceu, merece nota 10. Adivan foi o cara do jogo, pela sua dignidade. Valeu, Aldivan.

Falemos a verdade. Sem lorotas!

Uma das perguntas que mais fazem os torcedores cruzmaltinos é por que a Tuna não contratou mais e melhores jogadores para o Parazão? Só 23 atletas e boa parte sem a qualidade técnica para envergar a jaqueta cruzmaltina. Com todos respeito pelo que fizeram, mas a Tuna em sete partidas fez 10 pontos, ganhando três empatando uma e perdendo três partidas. Um investmento timido e um baixo aproveitamento para quem na campanha à reeleição garantiu na Imprensa, em panfletos e nos debates, que iria fazer um bom time por que tinha pelo menos 80 mil reais mensais só para o futebol.
O presidente, que não gosta de ser contrariado pela sua postura conservadora de extrema direita deveria calçar as sandálias da humildade e da sinceridade e dizer que a história dos 80 mil mensais para o futebol foi um "mote de campanha", e que não recebeu patavina, apenas o apoio da comunidade lusa  (em votos) na eleição.
Fica ruim para ele não explicar nada e a consequência da Tuna não ter um elenco de peso. Se tivessem dado os 80 mil, mais o apoio do Governo, além da publicidade, que não se sabe quanto é, mas deve ser pouco, daria para formatar uma boa equipe. Garanto que dava.
Todas as equipes fizeram planejamento e contrataram jogadores para a titularidade e para a reserva. A Tuna não. Quantos jogadores estiveram no Ninho da Águia e deixaram de assinar com a Tuna neste Campeonato? Mais de 10. Preferiram ir para outras equipes. Por que não ficaram na Tuna? Não sei responder. Só sei dizer que jogadores como Hálace, Ciro, Ró, Fininho, poderiam fazer parte da equipe dirigida por Charles que, com o talento que tem poderia formatar um grupo forte par enfrentar quem quer que fosse.
Quando se vê um jogo de equipes do interior como Águia e Cametá, que têm um elenco titular e quando alguém se contunde ou vai expulso eles colocam um igual ou melhor na vaga, imagina-se que dá alegria ao torcedor.  No Cametá, Jailson não jogou em Belém, entrou Garrinchinha, Ciro e depois Marcelo Maciel. Em Cametá Maciel e Jailson  entraram juntos. Ciro ficou na reserva, entrou depois, além de Garrrinchinha. Tem banco de reservas.
No Águia é a mesma coisa. Jogadores como Hálace, Wando e Sató, três bons atacantes, estão na reserva. E como nós os conhecemos, sabemos que todos têm condição de ser titular.
Agora na Tuna os reservas são garotos do sub-20, sem a menor experiência para enfrentar "cobra criada". Aliás, quero dizer que defendo os jogadores da base. Mas têm que ficar de sobreaviso, entrar meio tempo, 15 minutos, quando o time estiver bem. Como Luxemburgo fez no Flamengo.
Sinceramente,  o presidente deveria em determinadas oportunidades, falar o que está acontecendo no Clube, falar o real. Dar uma coletiva de Imprensa para para falar a verdade, soltar o verbo, dizer que é tudo lorota, ninguém lhe ajudou em nada. Que a quantidade de propagandas que tem nas camisas rende muito pouco, a maioria (isso eu imagino) é permuta. Tem que falar isso, tem que dizer que o apoio "ainda não chegou".
Outro fato que o presidente tem que falar, esclarecer para a Imprensa, associados e torcedores, é a situação do Tourinho, Se ele ganha mesmo 12 mil, se é conversa fiada. O que ele faz, pois até agora não se viu nada. A Imprensa tem publicado que ele nem telefone do presidente atende. Será verdade? Será mentira?  São esclarecimentos que ele, só ele,  que pretende ser homem público, (dizem que ele vem de novo a Vereador) tem que esclarecer. De repente ele ganha um bocado de votos com sua sinceridade. E até este modesto e linguarudo escriba passa a dar novamente um voto de confiança à sua gestaão. Podem crer!

Tuna perde feio em Cametá e dá adeus

Um misto de tristeza, decepção e revolta, é assim que se sentem os cruzmaltinos depois da vexatória partida de sábado, quando a Tuna Luso Brasileira, embora com a vantagem de poder perder até por dois gols de diferença, caiu vergonhosamente, por 3 a 0,  frente à equipe do Cametá. 
Quem viu a primeira partida entre Tuna e Cametá, no Souza, quando a Tuna fez uma das melhores exibições dos últimos anos, principalmente no primeiro tempo,sinceramente não acreditou no que viu no Parque do Bacurau. A Tuna foi uma equipe apática, sem vontade, mostrando um excesso de desinteresse com o jogo, o que deixou toda a Comissão Técnica irritada, sem nada entender, principalmente o "Coach" Charles Guerreiro. Já o Cametá foi uma equipe valente do princípio ao fim. Enquanto a Tuna demonstrava desinteresse pelo jogo, o Cametá parecia estar jogado a última partida da equipe, dado a força, a coragem, a luta de cada jogador para chegar à meta do goleiro cruzmaltino.
Pelo time que entrou em campo e pelas substituições feitas, ficou notório o quanto Charles tem dificuldade de escalar a Tuna. Profissional sério, calado, sem gostar muito de polêmica, o competente técnico comnadou a Águia nesse Primeiro Turno com um elenco pequeno, com apenas 23 jogadores, alguns ainda muito jovens e embora muito vontadosos, não possuem cancha suficiente para enfrentar equipes mais experientes como Cametá e Águia, porque o Remo já "alopra", é um "Pão de Santo Antonio".
Neste segundo jogo com o Cametá, no Bacurau, a Tuna entrou completamente diferente do jogo do Souza. Lineker não jogou e fez falta, porque além de ser habilidoso e veloz, já estava entrosado com os outros meio campistas. Charles promoveu a volta de dois jogadores Euler e Rodrigo, que estavam parados, um deles, há mais de um mês, completamente sem ritmo. O resultado final: nenhum dos dois  conseguiu produzir o suficiente no esquema do técnico Guerreiro.
Isso notadamente atrapalhou os planos de Guerreiro, pois, sem jogadores à altura para substituir Rodrigo e Euler, teve que lançar os jovens Bilau e Menezes, ainda verdes para um decisão de tanta responsabilidade.
Sem atletas suficientes, ou seja sem "banco" Tuna foi um time completamente perdido no meio de campo, onde Ratinho, Ricardo Capanema, Soares e Jailson -que não jogou na primeira partida- ditavam as normas de marcação e de lançamentos para Rafael Paty e Marcelo Maciel -um dos melhores em campo. Irreconhecível, o time da Tuna capengava em campo, parecendo querer que o jogo acabasse o mais rápido possível, extasiado perante a vitória do talento e principalmente da raça do time do Cametá.
O dito popular diz que "o pior cego é aquele que não quer ver". Pois é, a Tuna, dentre as quatro equipes, temos que reconhecer, é a mais fraca, que para mim parecia ganhava na raça, na força de vontade da Comissão Técnica e dos jogadores. 
A Imprensa publicou nesses dias que a Tuna tem folha de pagamente de 58 mil reais e tem salários de jogadores, técnico e funcionários atrasados -inclusive um colunista disse ter recebido um desmentido por email do presidente cruzmaltino. É um problema que todos que já deram sua contribuição à Tuna e a qualquer equipe de futebol, sabem que é natural, pois as dificuldades para se manter um time são grandes, principalmente no caso da Tuna, que tem uma torcida menor que Remo e Paysandu. 
Um conhecido comentarista de uma emissora local também ventilou, após o jogo de sábado,  que o presidente havia lhe falado da falta de apoio no Clube. Jogadores também comentam o problema de falta de dinheiro. Se isso for verdade, é natural uma insatisfação no grupo, que só o jogo de cintura do técnico pode resolver.
O fato é que a Tuna, ao contrario do que parte da Imprensa insiste em dizer, não fez um Primeiro Turno bom.  O problema maior, a meu ver, foi a falta de tempo para montar um bom plantel e também a pouca quantidade de jogadores contratados. Isso atrapalhou os planos da diretoria e de Charles. 
Aliás, a Imprensa e o presidente costumam falar que a Tuna está fora do futebol há cinco anos. Ou que "depois de quatro anos a Tuna volta à uma semifinal", como falou semana passada ao microfone o presidente cruzmaltino na sede do Clube. Isso é verdade. A última semifinal que a Tuna participou e venceu, sagrando-se campeã da Taça Belém e vice Campeã Paraense foi em 2007, além de disputar a Série C, Copa do Brasil e ser Campeã do Torneio Centenário da Federação Paraense de Futebol, diga-se de passagem, em  nosso mandato.
Acho que mesmo que a Tuna tenha feito pouco neste Campeonato, se Charles Guerreiro continuar, e a diretoria contratar pelo menos uns quatro ou cinco jogadores, dá para deixar o time mais competitivo. Agora com um elenco pequeno, sem banco de reservas, é difícil fazer mais que o que foi feito.