terça-feira, 31 de julho de 2012

Imprensa e cruzmaltinos lamentam a partida do radialista e grande tunante Paulo Ferrer

Este escriba hoje cedo teve uma missão triste, mas que fez de coração. Dar o último adeus ao companheiro cruzmaltino dos bons Paulo Ferrer. O radialista faleceu ontem por volta das 14 horas, vítima de complicações provenientes da diabetes, doença que Ferrer convivia já por vários anos.
Para nós, que tivemos longos anos de convivência com Paulo Ferrer, acompanhando sua trajetória como homem de Rádio, nas Rádio Marajoara, como o Repórter Amarelinho e no programa de Carlos Santos, e em outras emissoras como a Rádio Clube, Rádio Liberal e na Cultura, mas principalmente nas arquibancadas assistindo e brigando nos jogos da nossa Tuna Luso Brasileira, foi com tristeza que recebemos a notícia ontem à noite, através de outro cruzmaltino João Araújo, um dos grandes amigos do Ferrer. João me ligou para dar a notícia e ao mesmo tempo solicitar uma bandeira da Tuna, para que fosse colocada no caixão de Ferrer. 
Paulo Ferrer, juntamente com Seu João,  são para este escriba dois símbolos como torcedores da Tuna. Toda vez que nos encontrávamos nos jogos de nossa Águia, principalmente no Souza -já que Ferrer depois que a diabetes passou a lhe perseguir com mais intensidade saia pouco de casa-, passávamos horas conversando, falando dos áureos tempos de nossa Tuna, de nossas vitórias e títulos e de nossos sonhos para uma Tuna mais forte.
Lembro bem do Ferrer bem saudável, gordo mas sempre intrépido como repórter,  fosse qual fosse a emissora que trabalhasse. Corria atrás de uma boa matéria e às vezes era o mais solto nas coletivas.
Quando o assunto era Tuna, que um colega na gozação provocava, ele sempre ficava sério, pois tinha -como este escriba e outros bons cruzmaltinos- a Tuna como sua segunda família. Ferrer era querido por todos que faziam Rádio, Jornal e TV. Os novos e veteranos do jornalismo paraense, tinham pelo goiano-paraense Paulo Ferrer um carinho especial.
No velório de Paulo Ferrer, ontem à noite e hoje pela manhã, na Igreja dos Capuchinhos,  este escriba encontrou velhos e queridos amigos como Zaire Filho, Rui Guimarães, Paulo Caxiado, Sérgio Noronha, Cristino Martins, Valdo Souza, Edson Matoso, além do vice presidente da Federação Paraense de Futebol, José Ângelo Miranda. 
Ferrer: tunante como poucos
Presentes também o presidente da Comunidade Luso Brasileira, João Pisco, o presidente da Tuna Luso Brasileira, a diretora da Tuna Graciete Maués, ex-jogadores de futebol que se tornaram cruzmaltinos, como Jastes e os ex-goleiros Fabiano e Mateus, além de muitos torcedores cruzmaltinos e colegas, que relembraram algumas histórias do radialista e torcedor cruzmaltino Paulo Ferrer.
A viúva de Paulo Ferrer, dona Ruth Helena e sua cunhada Mara Lígia estavam inconsoláveis com a perda, mas se conformavam pelo fim do sofrimento do radialista, que era grande nos últimos tempos. "Ele estava muito debilitado. A diabetes foi muito cruel com o Ferrer, pois ele sofria muito. Infelizmente ele se foi, mas pelo menos parou de sofrer", falou Mara Ligia.
Este escriba lembra de Paulo Ferrer nas comemorações dos títulos da Tuna de 1985 e 1992. Ele invadiu o campo e era um dos que mais festejavam, gritando e quase chorando. Outro fato que ficou famoso na vida do Ferrer foi a história do sapo. Não lembro o nome do goleiro, mas lembro que era um jogo entre Tuna e Ceará. Espalharam que o goleiro do alvinegro cearense tinha medo de sapo. Ferrer, que era repórter de pista, ficou perto do gol do arqueiro alvinegro e ficou dizendo bem alto para ele e ouvir: "tem um sapo por aqui. E não é pequeno". O goleiro ouvindo aquilo ficou preocupado e não teve tranquilidade na grande área. Resultado: a Tuna venceu o jogo.
Aos familiares e amigos de Paulo Ferrer, nossos sinceros sentimentos. E a todos que pranteiam a sua partida, as nossas orações. Saudades cruzmaltinas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Brasil vence de virada com show de Neymar

Penso que mesmo sendo um profissional limitado, Mano Menezes vai terminar acertando o melhor time para o Brasil nessa Olimpíada. Se não for igual ao seu antecessor, Dunga, que poderia ser chamado de "João teimoso", Mano vai pouco a pouco acertando um time competitivo, ganhando e fazendo bonito, com cara de Brasil.
Ontem a Seleção foi quase perfeita. Pecou na hora em que tomou o gol, mas teve poder de reagir e fazer uma pequena goleada, embora a equipe adversária seja só um pouquinho melhor que o Egito. Neymar esteve fenomenal, mostrou porque é considerado um dos grandes craques de futebol hoje.
O jogo não foi difícil para a Seleção Brasileira, que jogou bem melhor que no primeiro jogo e nos dois períodos. Mas não gostei totalmente da defesa. Ainda falta muita coisa. Até mesmo os medalhões Thiago Silva e Marcelo não estão muito bem.
Sandro, Rômulo e Oscar. Muito desordenado esse meio de campo. Sandro e Rômulo se batem, não conseguem fazer uma jogada com Oscar, que tem que correr de um lado e outro. É o jogador que mais corre no time. Com certeza, quando pegar uma equipe mais forte vai se cansar.
A intenção de Mano Menezes é que Neymar ou Hulk funcione como um homem de ligação com o meio de campo. Não está conseguindo, porque Neymar tem características de centro avante nato, mas por ser muito jovem, além de ser meio "sagica" tem fôlego suficiente para descer e fazer o trabalho de um legítimo meia, e de voltar para sua real posição de atacante: driblador, chutador e goleador. Já Hulk não consegue fazer isso, porque além de não ter essa característica, é pesado e somente canhoto, tendo uma grande dificuldade até de passar uma bola com o pé direito.
O teste que o técnico brasileiro fez com o esforçado Pato foi interessante. Na ausência de um outro atacante, Pato pode ser o titular com Neymar, passando Hulk a ser um reserva de melhor qualificado que o fraco Leandro Damião, que definitivamente não tem vaga em nenhuma seleção.
Ainda tenho esperança de ver nessas olimpíadas Paulo Henrique Ganso como titular no meio de campo, Lucas como meio atacante; Neymar e Pato como os homens de área.  Sandro, Hulk e Danilo podem ser bons reservas.
Mas a vitória que nos deu a classificação ontem, valeu. Principalmente pelho show de Neymar, que "pintou e bordou". Também comemorei o "papelão" da poderosa Espanha, que caiu para uma Honduras humilde, humilde. Foi desclassificada já na primeira fase. 

Flamengo: problema não é técnico

A cada dia fica mais claro que o principal problema do Flamengo não é técnico.  Técnico é importante, mas sem jogadores ele não pode fazer nada, mesmo porque não entra em campo. Dorival Júnior é um técnico bom, mas confesso que tenho uma grande preocupação com o seu futuro no Flamengo. É porque vejo que de nada vai adiantar trazer um novo técnico ou uma Comissão Técnica completa, se não contratar seis ou pelo menos cinco jogadores. É isso. O Flamengo para descolar, sair dessa fase de derrota em cima de derrota, necessita contratar tipo meio time de bons jogadores. 
Não é necessário ser jogador de seleção, o importante é que sejam jogadores que aportem com um perfil diferenciado da maioria que está hoje na Gávea. Que cheguem para para ser titulares. 
Ontem mais uma vez o time do Flamengo foi vergonhoso. A equipe hoje dirigida por Dorival Júnior não conseguir em nenhum momento da partida suplantar o São Paulo, que diga-se de passagem, não é no momento uma grande equipe. Mas mesmo assim dominou o Flamengo, do primeiro ao último minuto.
É inadmissível a zaga flamenguista tomar gols infantis. Luiz Fabiano, mesmo não estando no melhor de sua forma técnica e física, conseguiu brincar dentro da área do Flamengo. 
Se a a defesa é frágil, o meio de campo é bem pior. Poucos escapam no meio do Flamengo. Nem Ibson, que outrora brilhou pelo rubro negro e não foi tão mal no Santos, não consegue deslanchar no Flamengo.
A situação da equipe da Gávea vai piorando dia a dia. Hoje, após a 13ª rodada, o Flamengo está na 11ª colocação, ou seja, em 13 partidas, tem cinco derrotas, quatro empates e apenas quatro vitórias. Para uma equipe do quilate do Flamengo, com uma folha altíssima e com uma Comissão Técnica das mais caras do país, é muito complicado.
A presidente do Flamengo diz que não sabe mais o que fazer. Mas a situação que ela vê difícil, a meu ver, se apresenta com muita facilidade para ser resolvida: basta fazer algumas contratações, tipo um lateral, dois meio campistas, um meia e um ou dois atacantes. Com o elenco que possui -dispensando alguns atletas que não estão sendo utilizados ou se saindo bem na equipe-, e deixando a maioria dos garotos na reserva, a equipe com certeza vais deslanchar.
Agora para isso a dona Patricia vai ter que ter humildade e uma assessoria para contratar um bom diretor de futebol, que tenha muito comprometimento e profissionalização para não trazer mais "ronaldinhos" e "adrianos" para o time.
Se fizer isso com certeza as coisas podem andar. É só procurar o que ainda podem ser uitlizados na Série A e garimpar na Série B, que tem muita gente boa. Se fizer isso ainda pode salvar sua gestão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Naquela mesa", com Zélia Duncan


Sérgio Bittencourt foi um compositor e jornalista que pode ser considerado um privilegiado, pois passou sua infância em meio a artistas tipo cantores, compositores e músicos. Mesmo tendo morrido muito jovem, aos 38 anos, Bittencourt deixou belas canções e muitas críticas pesadas principalmente contra alguns artistas e músicas de má qualidade.
Sérgio era filho do grande músico brasileiro Jacob do Bandolim, um dos maiores instrumentistas do país. além de compositor, autor de inúmeras canções, a maioria delas sucesso com seu instrumento, o bandolim, ou na voz de cantores como Elizeth Cardoso, Nelson Gonçalves e outros.
Como jornalista, Sérgio Bittencourt trabalhou  em vários jornais do Rio, em revistas e emissoras de rádio, apresentando programas de cunho musical e jornalístico. Na televisão, foi jurado de programas, onde mostrava seu lado polêmico como crítico musical. 
Mas foi como compositor que Sérgio Bittencourt mostrou melhor  o seu lado de artista. O veio poético do  seu pai Jacob apareceu em várias canções que fez sozinho ou com a parceria de grandes nomes de nossa MPB, como o compositor e cantor Taiguara. Foi inclusive com Taiguara que Sérgio fez a canção que ganhou um festival de música. "Modinha" foi gravada por Taiguara e por outros dezenas de cantores brasileiros, sendo considerada um clássico de nossa musica.
Mas o grande sucesso musical de Sérgio Bitencourt foi mesmo "Naquela mesa", uma singela e emocionante homenagem que o jornalista-compositor fez ao seu pai, o mestre Jacob do Bandolim. "Naquela mesa" foi gravada por Elizeth Cardoso e por Nelson Gonçalves. Logo depois ganhou várias gravações, inclusive do maestro francês Paul Mauriat.
Nesta sexta em que uma dorzinha de cabeça me perturba, nada como ouvir e passar aos seguidores e navegantes do Blog "Naquela mesa", na voz bonita e segura da cantora Zélia Duncan. Curtam, a canção é linda e merece ser curtida.

Uma estréia apenas regular do Brasil

Neymar: muito firulento
Ufa! Por pouco -muito pouco, pouco mesmo!- o resultado da estréia da seleção Brasileira ontem contra o Egito não um foi empate ou até mesmo uma derrota. Felizmente os Faraós não ajudaram o ataque do selecionado egípcio, e o gol do empate não saiu.
Os jovens egípcios, mui tímidos no início do jogo, criaram muitas situações de gols, e se não fora pela ingenuidade do ataque deles, estaríamos uma hora dessas nos lamentando da bobeira.
Mas o Brasil mereceu a pressão que tomou no segundo tempo. Depois de um primeiro tempo muito bom, quando aproveitou a ingenuidade e inexperiência do time adversário para aplicar uma goleada de 3 a 0, o Brasil voltou na segunda fase certo que iria passear em campo. E passeou mesmo, só que admirando a boa exibição do adversário Egito. 
A fraca defesa brasileira, principalmente os dois do miolo da zaga onde Juan era uma passarela, e o "espanhol" Marcelo juntos, enjoaram de errar, proporcionando o avanço dos jogadores do Egito, que criaram muitas jogadas com perigo de gol. Enquanto isso, o meio de campo, com Sandro, Rômulo e Oscar, não conseguia fazer a bola chegar no ataque, onde Hulk,  completamente  perdido, não conseguia fazer uma jogada aproveitável, embora corresse demais e tentasse. Oscar, do meio campo, salvou-se pelos deslocamentos e pelas tentativas de jogadas com os companheiros. 
Leandro Damião esteve apagadíssimo, conta-se as vezes que pegou na bola na segunda etapa. Já Neymar, aproveitando os fluídos a seu favor, abusava dos dribles e de tão firulento, mereceu até critica dos adversários. O jogador santistas estava querendo aparecer mais que seu cabelo a la "chinês nervoso". 
A coisa esteve feia para Mano Menezes na segunda etapa, que mostrava-se  nervoso durante todo o jogo. O lateral Marcelo errava e tentava se desculpar. Pensa que porque joga na Europa é o bam-bama-bam. Foi muito mal ontem.  Sandro foi um desastre no meio de campo. Aliás, esses três jogadores -Sandro, Rômulo e Hulk, não têm físico de jogador, mas de lutador de MMA. Têm que fazer uma física.
As entradas de Pato, no lugar de Damião, Danilo, na vaga de Sandro e Ganso no lugar de Hulk, deu pequeno ordenamento no meio, mas Pato ainda não disse para que veio. Mas mesmo assim, o Egito já havia sentido que dava para conseguir melhor resultado no jogo.
O Placar de 3 a 2 foi justo pelo que o Brasil mostrou na primeira etapa e até pela qualidade individual. Mas no geral a Seleção ficou devendo, principalmente na defesa, que mostrou que é fraca. Os dias de treinamento não foram aproveitados pelos pupilos de Mano. Por sorte os outros resultados não foram bons para nossos principais adversários.
A meu ver, para o próximo jogo, tem que mudar muita coisa, a começar pela defesa, chegando ao meio de campo, tipo a entrada de Ganso e a saída de Sandro, talvez. E Lucas deve entrar na vaga de Hulk ou Leandro Damião. Tem que dar uma mexida. Ficou provado que não deu certo. Se Mano vai mexer ou não, é problema dele (e nosso).
Mas o técnico deve puxar na orelha de Neymar para ele jogar com mais responsabilidade. Ele não precisa ficar se exibindo em partidas tão sérias para o Brasil.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Brasil estréia contra Egito

Logo mais a Seleção Olímpica Brasileira entra em campo para enfrentar o selecionado do Egito. O país árabe adversário do Brasil não tem tradição no futebol, mas como hoje em dia ninguém é mais "arú" em futebol, não se sabe o que eles poderão apresentar ou até aprontar.
A meu ver, nossa equipe é bem superior, não só ao Egito, mas a quase todos os nossos adversários. Tem ótimos jogadores, talentosos, mas acho que o Brasil poderia ter um time bem melhor, pois, como já postei anteriormente, alguns dos convocados de Mano Menezes não me agradam. 
Para começo, não gosto do meio de campo só com Oscar como meia lançador de bolas. Lucas ou Paulo Henrique Ganso, um dos dois, poderia tranquilamente entrar na equipe titular no lugar de Hulk ou Lendro Damião, que são dois centro avantes e o primeiro com o grave defeito de só chutar esquerdo, embora goste de jogar pela ponta direita.
Vou torcer para que a equipe que Mano escalou para por em campo inicialmente acerte e o Brasil faça o que a nossas meninas fizeram ontem: goleie impiedosamente. Mas quero deixar meu protesto pelos jogadores que vão entrar, principalmente, no meio de campo e no ataque brasileiro, pois é inadmissível um ataque com Neymar jogando recuado ou quando partir para o ataque  ficar se batendo com outros dois centro avantes, um impedindo o outro de jogar.  A meu ver, Leandro Damião, Hulk, Pato e o zagueiro Juan não têm vaga numa seleção brasileira. Tomara que eu esteja errado. 

Vitórias de Vasco e Grêmio em dois jogos que só fizeram bem para a vista

Dois jogos de alto nível ontem: Vasco e Botafogo e Grêmio e Fluminense. O Vasco esqueceu que estava sem dois de seus principais jogadores, Diego Souza e Fagner, que deixaram o clube, e sapecou 1 a 0 no rival Botafogo, com gol de seu artilheiro Alecsando. O Grêmio, do "gran-técnico" Vanderley Luxemburgo, completou sua quarta vitória seguida, desta feita no Fluminense, que vinha invicto no Brasileirão.
O Botafogo entrou marrento dentro de campo. Com Seedorf, que jogou mais de volante do que de meia, mas conseguiu fazer belos passes, principalmente nos lançamentos a longa distância, mas mesmo assim não conseguiu tirar furar o bloqueio da boa defensiva  vascaína, onde mesmo não jogando o seu belo futebol, Dedé conseguiu formar uma barreira com Douglas. Cristóvão Borges conseguiu, através de seus comandados,  manter o foco do Vasco na partida, que era de "vencer ou vencer", de fundamental importância para o Clube da Colina chegar à liderança do Brasileirão, com 29 pontos.
O grande estrategista Luxemburgo
Os olhares dos torcedores voltados para Seedorf, que não jogou espetacularmente bem, embora não tenha jogado mal, foram desviados desde o princípio da partida para o craque Juninho Pernambucano, que ontem abusou de jogar bem.
Nem parecia que 37 anos pesavam nas suas costas. O Reizinho lançou, chutou,  desarmou, driblou, lembrando o jovem Juninho de outrora no mesmo Vasco. O reencontro com o antigo algoz  (em campo) Seedorf, Juninho fez tudo e mais algumas coisa. No final disse: "quando estou jogando, nem lembro que tenho 37 anos. Quero encerrar minha carreira e minha passagem pelo Vasco sempre fazendo o possível para jogar bem e conseguir sempre vitórias". Um grande profissional, Juninho.
Com a vitória, com o gol do artilheiro Alecsandro (oito gols), o Vasco agora é líder da tabela, seguido do Atlético, que joga hoje contra o Santos.
A vitória do Grêmio consolida a grande fase da equipe de Luxemburgo, que chega aos 24 pontos,  com apenas um de diferença para o terceiro lugar Fluminense. Luxa vibrou com a contração de Elano, que passou a ser o organizador das jogadas que o Grêmio necessitava pelo meio, em total sintonia com o veterano Zé Roberto,  e pelas pontas, com o lateral Pará.
Jogos de qualidade, com equipes sem grandes nomes, e os que são considerados estrelas, estão na fase de lua de mel com suas equipes. Um show de futebol.

Mais um vexame remista

Se não fosse tão grosseiro com seus atletas e funcionários do clube -menos no trato com torcedores, que ele "agrada por ora", pois sabe o buraco é bem mais embaixo- tranquilamente Edson Gaúcho poderia estudar para ser psicólogo. Bom de papo, tem jogo de cintura, demagogo ao ponto de desde que chegou a Belém fazer média com os torcedores remistas, o homem dos Pampas já mostrou claramente que como técnico é quase tão fraco como seu antecessor, Lopes. Prova disso, foi o time do Remo que entrou ontem em campo.
Tenho insistido aqui neste espaço que a Série D é o esgoto dos campeonatos brasileiros. Infelizmente quem está sem série -como a minha Tuna e o Remo estava e para entrar teve que comprar a vaga do Cametá- tem que lutar para entrar e tentar fazer o melhor de si para almejar alguma coisa no futuro.
Só que mesmo tendo entrado "na marra", o pobre do leão continua enjaulado, parecendo que vai do nada para lugar nenhum.
Ontem foi mais uma vergonha. Enquanto assistia a beleza que foi o jogo entre Vasco e Botafogo, liguei o radinho e fiquei a ouvir simultâneamente o jogo do Remo com a desconhecida equipe do Atlético do Acre. Com meus botões imaginei, que mesmo contando com jogadores já passados como Ávalos, Dida, Edu Chiquita, Mendes e depois Fábio Oliveira, o Remo passaria fácil pelo adversário "sem sal" Atlético.
Mas que naa. Como nas partidas anteriores, o time entrou mal. De mal a pior. Tomou logo um gol aos 20 minutos do primeiro tempo, o que demonstrava claramente que mesmo que a defesa seja ruim (é ruim mesmo!), se tivesse escalado a equipe com dois volantes de contenção e dois meias, poderia esguardar os "velhinhos" Ávalos, Dida e o fraco Diego Baros, para mim um "beque de estouro" e nada mais que isso.
Empatou ainda no primeiro temo, mas tomou logo outro gol, o que mostra a fragilidade da equipe, da defesa ao ataque, já que Mendes (aquele que nada fez no Paysandu mas que por ser amigo de Edson Gaúcho foi contratado pelo Remo para nada fazer também) era sempre um homem a menos com atacante da equipe.
Empatou a partida depois de alguns gritos no intervalo e modificações que fizeram pelo menos a equipe "acordar" da sonolência.
Mas o resultado de 2 a 2 reflete a crise da equipe azulina. Em quatro partidas, o Remo ainda não conseguiu entrar com uma formação que arade e que pelo menos jogue regular. É sempre um desastre, com testes por cima de testes, gritos e desespero de um técnico que não consegue fazer uma equipe com o nome e a tradição do Remo se fazer respeitar em seus próprios domínios ante um time jovem  totalmente desconhecido.
O Remo já fez quatro partidos e conseguiu apenas sete pontos. O Atlético jogou apenas três e está também com sete, mas com saldo de gols por isso está em primeiro lugar. Vilhena e Náutico, ambos de Roraima fizeram duas e três partidas respectivamente e somam  três pontos cada. A situação do Remo queiram seus torcedores ou não, é complicada.  Muita água ainda vai rolar e se houver uma mudança de comportamento da equipe paraense em camo, pode ser que haja a classificação. Se não, é lamentar como o Paysandu vem se lamentando na Série C há seis anos sem conseguir subir.
Ah, sobre a equipe do grosso mas bom de papo Edson Gaúcho -que não consegue montar o time, mas mesmo assim "de bem com a torcida",  consegue que ela saia aplaudida de campo- resta dizer que Sinomar faria muito melhor e não levaria Mendes para o Baenão, com certeza. Só que Sinomar, ao contrario do Gauchão, é educado, conhece do metier mas é radicado em Belém. Aí, pesa!.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vasco e Botafogo pode ser "o jogo da forra"

Em meio ao disse-me-disse sobre a saída ou não de Felipe, para o Flamengo, o Vasco enfrenta hoje, no Engenhão,  o Botafogo de Seedorf e cia. 
Uma partida que tem tudo para ser uma das melhores dessa rodada do Brasileirão. O Vasco, vai  defender a vice liderança do Brasileirão, e mesmo com a preocupação de não contar com os jogadores que recentemente deixaram a equipe, como Diego Souza e Fagner, titulares do time,  não quer dar mais um vexame à sua torcida,   ferida pelos dois últimos resultados negativos perante o alvinegro.
Outro fator que vai chamar muito a atenção desse jogo é a entrada ou não de Felipe na equipe vascaína. Mesmo com os desmentidos do jogador e do diretor de futebol do Flamengo Zinho, de que não houve nenhum contato entre eles, nota-se uma enorme preocupação do elenco e também do técnico Cristóvão Borges com a possível saída de Felipe para o Flamengo, que já demonstrou interesse por um jogador para aquela posição, já que Riquelme está descartado. Para Felipe jogar hoje é o sinal maior que não quer sair do Vasco. 
Pelo lado do Botafogo o técnico Osvaldo Oliveira já está cansado dos festejos da torcida para o surinamês Seedorf. "Quero que a equipe vença e que ele apareça, mas muito bem em campo", tem falado Osvaldo nas entrevistas. 
Como ainda não está com o preparo físico ideal, não é certo se Osvaldo lançará Seedorf de primeira. Mas que tem tudo para ser mais um duelo entre ele e Juninho Pernambucano é certeza. E dessa vez o craque vascaíno quer que seja a vez da forra.

Massacre nos EUA lembra "Tiros em Columbine", de Michael Moore

Lamentavelmente, a história sempre se repete nos EUA: o massacre no Colorado, acontecido no início da semana, que deixou 12 mortos em um cinema, durante a pré-estréia do filme "Batman, O Cavaleiro das Trevas Ressurge" lembrou o massacre na Escola Columbine, em 1999, quando também 12 estudantes foram assassinados por dois colegas, naquela mesma região. Na época, o cineasta Michael Moore se debruçou sobre o tema em "Tiros em Columbine" (Bowling for Columbine) , lançado em 2002, que vale a pena ser revisto para entender como é alimentada a cultura da violência nos Estados Unidos.

Moore: um americano que tiro o chapéu
"Como é fácil adquirir armas nos Estados Unidos! Torne-se cliente preferencial, abra uma conta em nosso banco e ganhe um rifle de brinde. Afinal, a qualquer momento um terrorista árabe ou um negro de cara ameaçadora pode invadir sua casa!". Esse é o slogan de um banco estadunidense onde Moore consegue facilmente adquirir sua arma instantes depois de preencher uma ficha para abrir a conta.


“Tiros em Columbine” toca em um assunto que a mídia estadunidense pouco dá importância, mantendo o debate e a discussão sobre essa falta de controle de armas longe da sociedade. De maneira irreverente, ocineasta que muitas vezes exagera como panfletário, demonstra os caminhos para comprar uma arma, aponta nomes de donos da indústria armamentista, aborda políticos, vítimas e familiares. Um instigante trabalho de investigação que resultou em uma rara produção sobre o tema.
Parte interessante é quando ele depois de muitas tentativas, consegue entrevistar o ator Charlton Heston (falecido em 2008), um dos mais famosos de Hollywood e por toda vida defensor da liberdadade armamentista nos EUA. Heston sempre teve interesse em armas e na sua propagação, talvez porque fosse sócio e representante de fabricantes.
Michael Moore é um dos mais ferrenhos críticos de seu próprio país, os Estados Unidos. É contra o armamentismo, da violência, da arrogância e prepotência americana, e é um eterno crítico do que os EUA fizeram no Vietnã.
(A partir de post no Portal Vermelho).

terça-feira, 24 de julho de 2012

Time feminino da Tuna trabalha para chegar ao Bi campeonato este ano

O time de futebol feminino da Tuna Luso Brasileira já está em atividades visando o Campeonato paraense 2012, que se inicia no próximo mês de Agosto. Para essa preparação, a técnica Aline Costa já conta com um elenco de jogadoras titulares e reservas de excelente nível, fazendo treinos recreativos, técnicos e táticos, visando bisar o feito do ano passado.
Aline tem levado a equipe para amistosos em alguns municípios do estado e também recebido equipes no Souza, onde as meninas cruzmaltinas têm mostrado o grande entrosamento conseguido.
Mesmo que alguns adversários se mostrem mais difíceis, a verdade é que a boa equipe da Tuna, hoje composta por 22 jogadoras, tem deixado a Comissão Técnica satisfeita com os resultados obtidos.
Nos três últimos amistosos realizados, a Tuna venceu todos, e por um escore que deixa claro a sede das meninas por gols. 
No jogo entre Tuna Luso e Time Negra, a Águia venceu por 2 a 0, escore que mostrou que as meninas da equipe do Time Negra estão também trabalhando para fazer bonito no Paraense 2012. 
Contra a equipe do Izabelense, de Santa Izabel do Pará, a Tuna foi implacável, e aplicou a goleada de 9 a1,
num jogo fácil e que mostrou todo o entrosamento das beldades cruzmaltinas.
A Tuna também enfrentou o Marituba, e conseguiu vencer por 6 a 0. Os jogos foram amistosos mas vale salientar que as meninas nessas partidas dão tudo de si, já que a rivalidade é grande entre as equipes.
A Comissão Técnica do time de futebol feminino da Tuna é composto por oito profissionais, todos dedicados e, mesmo com as naturais dificuldades que as equipes femininas de futebol passam, estão trabalhando com seriedade e dedicação até mesmo no período de férias. 
Eis a formação da Comissão Técnica:
Aline Costa - Técnica; Rodolfo - Preparador físico; Aquele - Coordenadora; Gladson - Fisioterapeuta; Alexandre - Nutricionista; Milton - Massagista; Ruy - Fisioterapeuta.
A equipe é formada pelas seguintes jogadoras: Rosani e Ana (goleiras); Leka, Larissa, Leuziane, Esquerda e Estrela (laterais); Dri e Melayne (zagueiras); Alice, Danila, Lause e Talita (volantes); Morgana, Laura, Raquel e Cíntia (meias) e Cássia, Glayssi, Cris e Sheila (atacantes).
A equipe de futebol feminino da Tuna mesmo neste mês de férias tem pegado pesado no sentido de estar em plena forma em Agosto, quando começa o Campeonato.

A crise sem fim do Flamengo

A crise que assola o Flamengo, que começou desde que a presidente Patrícia Amorim assumiu, ao que parece tende a se complicar ainda mais, depois da saída de Joel Santana. Na verdade, todos os problemas que afligem o Mais Querido começaram a partir da demissão do técnico Andrade, campeão brasileiro de 2009, que trabalhava com as categorias de base, foi guindado a técnico titular, sagrou-se campeão brasileiro, mas mesmo assim foi demitido por Patrícia, que não quis conversa em dar um pequeno aumento ao técnico que foi um dos grande ídolo do clube carioca na fase áurea do time, na décadas de 70 e  parte da de 80.
Patrícia, além de Andrade, praticamente obrigou daquele que foi o maior ídolo da história do clube, o Galinho de Quintino Zico, que na gestão da ex-nadadora flamenguista ascendeu como diretor de futebol, mas que por divergências com outro diretor e depois com a própria presidente, demorou pouco mais de três meses no clube. E Zico disse depois -e está cumprindo- que enquanto ela fosse presidente do Flamengo ele não poria os pés no clube.
Patricia, desde que assumiu as rédeas do Flamengo, em 2010, tem  criado uma série de problemas, desentendimentos co técnicos, diretores e jogadores de futebol que só fazem atrapalhar o time do Flamengo dentro de campo, além de outros vários setores da Gávea. Segundo depoimento de pessoas com grande penetração na Gávea, Patrícia Amorim em seu trabalho sofre forte influência de seu marido, Fernando Shima, que apesar de ser torcedor do Fluminense, possui um escritório na sala da diretoria do clube presidido por sua esposa. Shima atua como uma espécie de conselheiro da esposa presidente.
Patrícia: só problemas no Mengão
Na gestão de Patrícia Amorim os problemas só fazem se acumular, colocando em xeque uma gestão que se não tivesse tantos problemas poderia ser diferenciada, pois pela primeira vez uma mulher assume um clube de massa no Rio de Janeiro. Episódios polêmicos envolvendo jogadores de futebol, treinadores e diretores são os principais, avolumando-se a crise de uma maneira que, mesmo que em certos momentos os problemas sejam esquecidos, quando voltam é tipo uma cachoeira e chegam ao ponto de grupos unidos nas redes sociais  pedirem renúncia, impeachment, coisas assim, que demonstram toda a insatisfação de torcedores, conselheiros e beneméritos, chegando até aos funcionários e jogadores.
Patrícia Amorim, além do problema criado com Zico, que ela não teve habilidade para resolver, teve um verdadeiro "quebra pau" com Andrade, que por ser cria da casa e possuir uma história das mais bonitas com o Clube, tendo sido companheiro de jogadores que foram vencedores históricos: a geração de Zico, Júnior, Adílio, Leandro, etc., saiu decepcionado e até falando da ingratidão sofrida no clube; polêmica  também com Vanderley Luxemburgo, que ela preferiu não ouvir, demitir e ficar com Ronadinho Gaúcho, com quem depois entrou em colisão, pois Ronaldinho não deu mole e entrou na Justiça contra o clube, além de outros assuntos polêmicos que aconteceram nos seus três anos de mandato.
Agora, com a saída de Joel Santana, o Flamengo, na gestão de Patrícia Amorim, soma cinco técnicos demitidos, pagamento de multas (quatro milhões para Luxemburgo e dois milhões para Joel) sendo o próximo comandante da nau flamenguista o sexto treinador em três anos, o que significa um técnico por semestre, número nada elogiável para qualquer administração.
Como na visão deste escriba, na de muitos cronistas e de pessoas envolvidas com futebol, o problema do Flamengo não é simplesmente mudança de técnico, mas sim de gestão, com certeza muitos outros problemas e polêmicas virão até o final do mandato da presidente Patrícia Amorim. E com isso, o tempo vai passando, e o clube mais querido do Brasil vai somando crises em cima de crises, que além de afetar o time dentro de campo, afetam ainda mais e mais sua imensa torcida.

Nossa (In)segurança Pública

Muito complicado para o cidadão comum, entender o balanço da criminologia em Belém e no Estado do Pará. Não só para o cidadão comum, vale salientar, mas para qualquer elemento em sã consciência, pois mostrar em pesquisa-balanço que a criminologia diminuiu sensivelmente no estado do Pará e em Belém e na prática se ver o contrario, definitivamente, não dá para entender.
Diariamente as emissoras de televisão, de rádio e as páginas policiais dos três jornais estampam crimes os mais diversos como, assalto em residências, assalto seguido de crime (latrocínio), saidinha de banco, assalto a bancos no interior por grupos armados até os dentes (inclusive com armas pesadas das polícias militar e civil), sequestro relâmpago, tráfico de drogas nos lugares mais diversos da cidade, roubo de veículos, menores entrando, bebendo e fazendo sexo nos presídios, policiais matando pessoas por problemas banais (como no caso do flanelinha no Comércio e o embriagado de Marabá),  espancamento em presos, o que fez até a Corregedora fazer uma bonita manifestação demonstrando sua indignação com o que ela e os membros da OAB viram, quer dizer, uma onda de crimes de toda espécie que está deixando todos os paraenses alarmados.
As pessoas andam nas ruas amedrontadas, nervosas e se assustando com tudo e com todos. Os paraenses e, principalmente, os belenenses, outrora pessoas tranquilas, hoje são reféns dos criminosos. 
A insegurança está em todos os setores e com os dados no mínimo esquisitos recentemente mostrados pela Imprensa,  deixa a Secretaria de Segurança Pública -Segup- e o próprio governo numa "saia justa", pois mostrar dados que infelizmente não condizem com o que se vê no dia a dia é muito complicado.
Ou a Secretaria muda o instituto de pesquisa ou, no mínimo, a metodologia. Porque, definitivamente, existe algo errado. E muito errado.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Joel Santana cai. Dorival na mira do Fla


Joel não resistiu às pressões da torcida do Flamengo
O técnico do Flamengo, Joel Santana, teve sua demissão confirmada pelo Departamento de Futebol rubro negro no início da tarde de hoje. Contratado no início de fevereiro, Joel caiu após perder duas partidas consecutivamente: para o Corinthians, semana passada  e para o Cruzeiro, ontem, por 1 a 0 em Belo Horizonte. Dorival Júnior, demitido recentemente do Internacional, é o possível substituto de Joel Santana.
Segundo anunciou a diretoria do Flamengo, a demissão de Joel será explicada por Zinho, diretor de futebol do clube. Essa foi a quinta passagem de Joel pela Gávea.
A pressão a Joel Santana foi muito grande nos últimos dias. Chegou ao ponto da torcida do Flamengo criar um site pedindo a cabeça do treinador, que tem um currículo muito grande nas equipes cariocas.
Sob o comando de Joel Santana, a equipe do Flamengo foi eliminada sem ir às finais de turno do Carioca, caiu na fase de grupos da Copa Libertadores e ocupa o 10º lugar no Brasileiro da Série A. O Flamengo, que demitiu Vanderlei Luxemburgo no início da temporada, terá seu terceiro técnico em 2012. O contrato de Joel era válido até o fim do ano
As passagens anteriores de Joel pelo Fla foram em 1996 (de janeiro a novembro), 1998 (de março a agosto), 2005 (de outubro e dezembro) e 2007-08 (agosto a maio).
Ao todo, sob o comando de Joel, o Flamengo disputou 200 partidas, conseguindo 114 vitórias, 46 empates e 40 derrotas. O aproveitamento do técnico na equipe da Gávea foi em torno de 64 por cento.
Sem clube desde que foi demitido pelo Internacional na última semana, Dorival Júnior é o favorito para assumir o comando do clube rubronegro. Campeão da Série B com o Vasco em 2009, Dorival é lembrado pelo trabalho com jovens, a intenção da presidente flamenguista Patrícia Amorim.
Pelo que tem apresentado esse ano, o problema do Flamengo na verdade não é de técnico. Mas sim de  técnica, ou seja, de bons jogadores que possam mostrar serviço e honrar a camisa rubronegra.
(A partir de informações de agências).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O som de Zeca Baleiro em "Minha casa"


Essa música de Zeca Baleiro nos remete a um túnel do tempo. Não que ela seja tão antiga, é do CD "Líricas", se não me engano, de 2000. É uma bela música, literalmente lírica, com solos de violões, guitarras,  violoncelo e guitarra portuguesa. Zeca estava por demais inspirado quando lançou esse disco, todo bom. Lançado depois do compositor-cantor maranhense passar alguns anos sem gravar, no CD canções como "Babylon", "Comigo", "Nalgum lugar", Brigitte Bardot", "Você só pensa em grana".
Zeca Baleiro é um dos poucos modernos compositores brasileiros que é realmente comprometido com os movimentos culturais, além de um defensor das culturas populares. É natural se encontrar em seus discos ritmos como afoxé, ponto de macumba, cançonetas, reggae e um rock bem brasileiro, embora como o cearense Belchior, com uma grande  influências do americano Bob Dylan.
Ouça, nessa tarde ensolarada com gosto de férias e fim de semana desde cedo. "Minha casa", com o grande Zeca Baleiro. Presente do Blog.

Tuna cede estrutura ao Sport Belém. De graça!

Zé Carlos: este pode dizer que é "amigo do rei"
E eis que o que este escriba noticiou no começo do mês, aconteceu. A Tuna vai ceder toda a sua estrutura do futebol profissional e mais 12 jogadores do Sub-20  para o Sport Belém disputar a Segundinha. Justamente o Sport Belém, o maior algoz da Tuna, equipe que todos os anos em que disputa o Paraense "encrespa" com a Águia, sendo conhecida pela galera cruzmaltina como a equipe que dá mais trabalho à Lusa.
A negociação aconteceu na ausência do presidente do Clube, que estava em São Paulo para tratamento de saúde, quando o presidente em exercício, Charles Tuma, acertou tudo com o maior interessado e representante do Belém, o dublê de empresário e técnico de futebol Zé Carlos. Porém, teve o aval do presidente do clube, que ao retornar à capital paraense assinou a documentação.
A transação, que este escriba em reunião com Charles Tuma e outros cruzmaltinos, foi um dos únicos a se manifestar contra, não gerou um centavo para os cofres da Tuna, ou seja, Zé Carlos, Arnaldo e o dono de uma empresa de venda de gás liquefeito de Ananindeua vão disputar um campeonato de futebol profissional  com toda a infra estrutura  necessárias, e o melhor:  a custo zero; com direito a utilizar campo, estadio de futebol, além de rouparia e outros locais do clube sem pagar absolutamente nada.
No episódio, em que muitos tunantes estão decepcionados pela Águia ser "barriga de aluguel" para o Sport Belém, este escriba conversou com o presidente do Conselho Deliberativo, Alírio Gonçalves, e este respondeu que "nada poderia fazer, pois a decisão foi de diretoria e o Conselho não pode interferir".
É uma situação lamentável, decepcionante, pois não tem o menor sentido uma equipe histórica como a Tuna Luso Brasileira alimentar literalmente um inimigo de graça: cedendo seu espaço físico e toda a  estrutura profissional sem receber nada e, até que prove em contrário, sem nenhum interesse, apesar da diretoria do clube alegar que o Sport Belém "vai pagar os salários dos jogadores".
Detalhe: dos 12 atletas que a diretoria da Tuna diz que o Belém vai pagar salários (salário mínimo), apenas três ou no máximo quatro, são considerados aproveitáveis e com alguma chance de vingar como jogadores. Trocando em miúdos: três jogadores daria perfeitamente para a Tuna bancar sem ter que ceder toda a sua estrutura ao Belém a custo zero. O fato, mostra onde chegou a falta de comprometimento da atual gestão.

Paysandu tem hoje seu mais importante compromisso na Série C

O Paysandu faz hoje seu mais importante jogo dessa Série C, às 19h, contra o Santa Cruz, no Estádio do Arruda, em Recife. Ambas as equipes têm chance de terminar a partida na liderança do Campeonato: o Paysandu tem atualmente seis pontos e se vencer atingirá aos nove ou, se conseguir o empate, ficará com sete e ainda na liderança. Já o time pernambucano, que em três jogos conseguiu apenas uma vitória e dois empates, perfazendo cinco pontos, luta para vencer, chegar aos oito e assumir a liderança da competição.
Pelo que tenho escutado e conversado pelas ruas de Belém, é grande a preocupação dos torcedores  bicolores com  o jogo, principalmente pela ausência de dois de seus principais jogadores: o lateral Yago Pikachu e o meio de campo Ricardo Capanema, que vem sendo o homem forte da marcação da equipe de Roberval Davino. Pikachu foi expulso na última partida da equipe contra o Fortaleza e Capanema se ressente de uma contusão.
Na visão deste escriba o jogo é realmente complicado para o Paysandu. O Santa Cruz é dono de uma das maiores e mais fanáticas torcidas brasileiras. O torcedor coral é daqueles que vai mesmo a campo e gosta de cobrar de seus jogadores.  Brigão, ele nunca desiste, é sempre realmente fiel. Prova disso é a liderança do Santa Cruz quase todos os anos em renda, não importando a Série que esteja disputando.
As ausências de Pikachu e Capanema, além de Leandrinho e Harison, que foi barrado por Davino, podem ser o principal entrave para a equipe bicolor. Os substitutos dos dois primeiros não estão á altura, principalmente Vanderson, que entra na vaga de Ricardo Capanema.
Não acredito num bom rendimento de Vanderson hoje frente ao Santa Cruz. Desde que o veterano jogador  retornou ao Paysandu, depois de alguns anos no Vitória da Bahia, não conseguiu mostrar nem de longe o bom futebol do grande jogador de marcação que foi no início da carreira. O atleta não foi muito feliz nas atuações pelo Campeonato Paraense e, principalmente, na Copa do Brasil. No jogo contra o Coritiba, em Curitiba, foi um dos mais criticados pelas jogadas que resultaram em gols do time paranaense, notadamente pela falta de preparo físico.
Entrar com Vanderson como titular numa partida importante como a de hoje, pode ser muito perigoso para o time bicolor, que tem que pensar em ganhar ou no minimo empatar. O técnico Davino está jogando uma cartada que pode ter consequências sérias para a equipe e até para ele.
Porém, de repente, o santo protetor de Davino pode ajudar a Vanderson, ele realize uma grande partida  e este escriba queime a língua. Tomara, para o bem do futebol paraense.
Mas alerto. O Paysandu tem muitos jogadores oriundos da base, como Neto e Lineker, que Davino poderia alterar o esquema tatico da equipe e utilizar na vaga de Capanema.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O papelão do Flamengo

Hoje, muito cedo, abro a caixa de emails e vejo o rosto sorridente do camarada Petrúcio, com uma frase onde ele demonstra o sonho dele e de outros torcedores: "depois dessa vitória de ontem, só nos resta trabalhar para erguer a taça de campeão do Brasileirão 2012".
Calma, amigo Petrúcio. Controle um pouco sua euforia.
A vitória do Corintians sobre o Flamengo por 3 a 0, ontem, em pleno Engenhão  -mesmo que este escriba imaginasse que o melhor resultado seria o empate-, mostra claramente que o time de Tite está focado, agora, no Brasileirão. Foi um escore construído em cima dos erros do frágil e perdido time do Flamengo, em jogadas que ninguém imaginava acontecessem, principalmente porque os jogadores rubronegros envolvidos, são das poucas  peças importantes do atual elenco.
Ironia ou má fase? Desleixo ou irresponsabilidade? São perguntas que ninguém pode responder, porque mesmo que seja visível o quanto o time do Flamengo está perdido em toda a partidas que joga, ao que parece nem o Diretor de Futebol Zinho, nem a presidente Patrícia querem enxergar com uma visão lúcida o X do problema.
Ontem, mais uma vez, a equipe rubro negra entrou em campo totalmente perdida, sem esquema tático, com um amontoado de jogadores sem rumo. O trem rubro negro, assim, só poderia sair dos trilhos. E foi o que aconteceu. Mesmo que no primeiro tempo tivesse maior posse de bola, num jogo de muitos passes mas muito esquisito, sem objetivo algum, o Flamengo praticamente "deu" o primeiro gol ao Coríntians, através da pixotada do argentino Botinelli, que desligado, perdeu para o gorducho Douglas na intermediária. Esse deu um pequeno pique e chutou sem chances para Paulo Victor. 
A equipe do Flamengo perdendo de 1 a 0, não se entregou mas não conseguia se entender em campo. Leo Moura, que voltou ontem, ainda tentava algumas jogadas de linha de fundo, mas a bola não chegava nunca a Vagner Love, um pouco recuado na tentativa de criar jogadas, nem em Hernane, um dos mais fracos em campo.
Mas a situação mudou quando o meia Renato Abreu cometeu o vacilo de dar uma bola de calcanhar dentro da área. A regra diz que "bola na área tem que ser despachada para o mato, pois o jogo é de campeonato". Ele não seguiu a regra, então a redonda sobrou novamente para o gordo e sortudo Douglas, que chutou de primeira. Foi o segundo do Coríntians e praticamente o fechamento do caixão rubro negro.
O Corintians chegou ao terceiro gol no segundo tempo, num passe de Douglas (estava no seu dia ontem) para Danilo, que encheu o pé sem chances para o bom goleiro Paulo Victor.
O jogo poderia ter chegado a um placar mais elástico, não fora uma penalidade desperdiçada por Emerson Sheik. Vale salientar, que a bola não foi pênalti, mas o árbitro marcou e felizmente para o Flamengo Sheik perdeu.
O Flamengo tem tudo para em 2012 fazer o seu pior Brasileiro. Desde a saída de Vandeley Luxemburgo, por decisão da presidente Patrícia Amorim e imposição de Ronaldinho Gaúcho, o Mais Querido não consegue formar um bom time e ter um sistema de jogo definido.
Pelo que se vê nos jogadores, existe um total desprezo pelas orientações de Joel, que sem o apoio da torcida e apenas "suportado" pela diretoria, não consegue formatar um esquema de jogo que possa dar esperanças aos flamenguistas. Tem culpa a diretoria, que depois da saída de Luxa teve que amargar a trairagem de Gaúcho na Justiça do Trabalho. 
No penúltimo jogo, contra o Bahia, o Flamengo escapou por que o árbitro marcou uma penalidade que não houve. Mas o resultado era para ser diferente. Ibson, que voltou para a equipe da Gávea, não consegue render na posição em que está, enquanto os jovens valores que entram na equipe, como Mateus e Adryan, precisam jogar ao lado de jogadores mais experientes mas com talento, para mostrarem o bom futebol que possuem. Do jeito que está, eles infelizmente também farão parte do papelão do Flamengo.
Vejo as possíveis contratações de Paulo Henrique Ganso e Riquelme pelo Flamengo como importantes para dar mais mobilidade ao meio de campo e ao ataque da equipe da Gávea. Ganso seria o lançador de bolas ao ataque e Riquelme, que é um meia que está sempre como terceiro homem de ataque, faria o papel que Ibson e Botinelli  ainda não conseguiram fazer.
Se não houver uma mudança radical no Flamengo, inclusive com a saída de Joel Santana, que como técnico tem um belo e vitorioso histórico no Brasil e principalmente no Rio de Janeiro, por isso e não merece o tratamento que hoje a torcida rubro negra lhe dispensa, tranquilamente o camarada Petrúcio vai ter bala na agulha para mandar muitos emails. Pelo menos criticando a sofrida torcida do Mais Querido.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Flamengo quer aprontar com Coríntians

Flamengo e Coríntians, as duas equipes mais populares do Brasil, fazem o principal jogo desta quarta-feira. Em outras épocas, quando as duas equipes estavam bem na competição que disputavam, e o Flamengo  possuía uma equipe de alto nível, uma partida como essa era para muitos milhares de torcedores. Hoje,  pela qualidade do time carioca, com 15 pontos no Brasileirão, tendo conseguido apenas quatro vitórias nos nove jogos que disputou, e com um adversário que mesmo tendo vencido a Libertadores da América está fazendo uma de suas piores campanhas no Brasileiro, com apenas oito pontos,  a partida não desperta  a atenção de outrora, mesmo com o grande fanatismo das duas torcidas.
O Flamengo em suas últimas partidas, tem se mostrado um time lento, sem criatividade, não conseguindo se encontrar em campo. Alguns culpam o técnico Joel Santana. Não vejo a coisa assim. Acho que a equipe é muito carente de jogadores. A começar pela defesa, que é muito frágil, com os zagueiros se batendo e perdendo jogadas infantis. O meio de campo acerta e erra com a mesma naturalidade, enquanto o ataque, mesmo com a entrada dos jovens atacantes que Joel promoveu, como Adryan, além da volta de Deivid, o time não consegue render. Quem ainda escapa vez por outra no ataque é Vagner Love. Mesmo assim, os flamenguistas estão querendo vencer o Coríntians. 
Já o Coríntians é um time bem afinado. Uma equipe de chegada. Não está bem no Brasileiro porque Tite resolveu se dedicar à Libertadores. Deu certo. Mas agora tem que correr atrás do prejuízo. Para o técnico e os jogadores, é a vez do Coríntians reagir, trabalhando despreocupado com outros compromissos.
Um jogo que poderia ser bem mais interessante, mas está com cara de empate, embora se medirmos a qualidade das duas equipes,  o Coringão está bem melhor. Mas clássico é clássico. O Flamengo joga em casa, precisa vencer,  mas se der bobeira... Só lamento a situação  de papai Joel, que não queria perder o emprego...

Solidariedade às famílias dos universitários

Este escriba, com o coração consternado, aproveita este espaço para solidarizar-se com as famílias das vítimas do lamentável acidente envolvendo estudantes universitários paraenses. A dor que familiares e amigos sentem num momento tão doloroso como esse é inexplicável. Mas é justamento nos momentos difíceis que temos que mostrar nosso apoio, nossa amizade e companheirismo com nossos conterrâneos sofridos.
Frederico Hess Garcia é filho de um querido amigo, o jornalista, escritor e poeta Alfredo Garcia, e era um dos que viajavam como integrante da comitiva de estudantes paraenses que ia para um congresso de informática no Paraná. Fred, como é conhecido pelo seu grande círculo de amigos, felizmente foi um dos sobreviventes e já está em recuperação em um hospital paranaense. O amigo Alfredo Garcia, completamente abalado pelo acontecido com os jovens universitários e precocupado pelo estado de seu filho, ontem mesmo viajou para o Paraná, para observar "in loco" a real situação de Fred.
De coração, com um profundo sentimento de solidariedade pelos familiares dos jovens que infelizmente não sobreviveram, este escriba roga a Deus que todos se unam e somem forças para suportar tamanha dor. E aos sobreviventes e familiares que juntos trabalhem uma maneira de apoiar os familiares dos que não tiveram a mesma sorte.  Nós estamos juntos na corrente de orações para a rápida e completa recuperação de todos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vai Mano, depois tu aguenta as pontas!

Não quero "puxar sardinha" para o lado do nosso conterrâneo Paulo Henrique Ganso, mas não concordo com a amarelissima desculpa do técnico Mano Menezes para sacar o meia paraense da equipe titular da Seleção: "Ganso vem de contusões e está carente de ritmo, além de não estar fisicamente bem". Que papo furado! 
Pode até dar certo, mas time de Mano  não é o ideal
Mano Menezes tem tudo para trazer o caneco inédito para o Brasil -embora ache que os melhores não foram convocados- mas também poderá entregar o boné se não tiver sucesso nessa Olimpíada. Mas para ter sucesso deveria pelo menos armar o time direito, sem os infantis erros que vem cometendo. Por exemplo, já ficou mais ou menos evidente que Hulk e Leandro Damião não combinam juntos lá na frente. Damião é centro avante nato, se deslocando bem, pelo menos consegue fazer isso no Internacional. Mas quando joga com Hulk na Seleção  não consegue se mobilizar a contento, perdendo lances infantis e não conseguindo desenvolver o potencial já mostrado na equipe gaúcha.
Agora por que ele não consegue? Lógico porque se atrapalha com Hulk, que é um centro avante que joga somente pelos lados, preferindo o lado direito, não se concentra muito na grande área. Também é mal finalizador com o pé direito; é canhoto de chute potente, mas perde muitas oportunidades quando a chance maior é com o pé direito. Já Leandro Damião se desloca mais, tanto pelas pontas como na meia. Mas prefere ficar no burburinho, sempre em contato com os meias.
Respeito a escolha de Mano Menezes, afinal ele é quem está vendo todos os dias a equipe se movimentar e deve ser justo: entra quem está melhor e mais adaptado com o esquema que pretende utilizar. Mas insisto que a seleção tem tudo para produzir muito mais com outro atacante junto a Neymar, que poderia ser Lucas, deixando Hulk para a hipótese de substituição. E no meio de campo, colocaria de primeira Ganso com Oscar e Sandro, este último seria o volante de contensão. Sandro e Rômulo são dois volantes que jogam na mesma função. Os dois juntos é um erro, porque Oscar fica só, isolado, para o trabalho de armação. Colocando os dois volantes juntos, ao que parece Mano stá querendo reforçar o meio de campo com uma "zaga extra". Eu hein!

Série C está fácil. Negócio é não se enrolar

Mesmo com a derrota de ontem de 1 a 0 para a equipe do Fortaleza, ainda vejo o Paysandu e o Aguia, os dois paraenses que disputam a Série C, com boas chances de classificação para o mata-mata e até para subirem para a Série B.
Analiso assim, porque das 10 equipes que compõem o Grupo A da Série C, onde estão Paysandu e Águia de Marabá, são poucas as que possuem chances reais de sucesso, não somente pelo parco futebol que estão mostrando, mas pela pouca tradição de algumas delas, exemplos de Cuiabá, Luverdense e Guarani. A tabela foi montada de uma maneira que mostra bem o diferencial que existe entre as equipes, o que deixa a concorrência entre os 10 clubes bem favorável a times mais cacifados em seus estados e nacionalmente. 
Na visão deste escriba, Santa Cruz de Recife, Fortaleza, Icasa, Paysandu e Águia são as equipes com  maiores chances de chegarem entre os quatro finalistas. O Icasa, que já é uma equipe de tradição no Ceará e com anos de rodagem em campeonatos nacionais, hoje é o clube que está na liderança do Campeonato, com 7 pontos, conseguidos em três jogos: duas vitórias e um empate, portanto está invicto.
Como ainda é cedo, faltando ainda muitas rodadas para a conclusão da primeira fase, vai acontecer com certeza mudanças na cabeça e nos primeiros lugares. Mas já dá para se fazer uma avaliação de quem tem chances.
Por exemplo: dá para se vislumbrar que equipes como Treze-PB, Cuiabá-MT, Salgueiro e Guarani de Sobral têm poucas chances de figurar entre os quatro. E mesmo o Luverdense, que está com seis pontos, e que quer ser a "zebra" dessa Série C, a meu ver não vai chegar muito longe e com certeza não vai tirar o lugar de Fortaleza, Santa Cruz e Paysandu, pelo menos. Pode sim, pegar a vaga de Icasa ou Águia, equipes que correm  soltas e podem  ou não figurar entre as quatro primeiras.
Pelo investimento que fizeram e pelo que estão mostrando até aqui, acho que Santa Cruz, Fortaleza e Paysandu são as equipes que ficarão nas primeiras colocações.
Claro que o atraso do início do Campeonato da Série C atrapalhou muito a programação dessas equipes. Mas com a estrutura que montaram e com trabalho, dá para prevalecer a lógica (embora futebol brigue sempre com ela) e classificar os dois paraenses, um ou dois do Ceara e o Santa Cruz.
Como o Paysandu aqui, Fortaleza e Santa Cruz trabalham com a grande possibilidade de subirem. Aas chances são grandes e boas. Agora é mostrar futebol. E Ágia e Paysandu, os nossos representantes, não repetirem as pixotadas dos últimos confrontos.

Paysandu não aguentou Leão... do Pici

Confesso que não me liguei nas partidas que Remo e Paysandu fizeram no final dasemana passada e início desta semana -o Remo no sábado e o Paysandu ontem à noite. A derrota do Remo para o Paragominas -que soube ontem logo cedo, na hora  em que me preparava para retornar à Belém- não me surpreendeu, pois ao contrário do "sucatão", como parte da Imprensa gosta de tratar jogadores paraenses já "rodados", em tom de discriminação, o Paragominas possui uma equipe de qualidade, com um leque de jogadores experientes e com vontade de vencer. A meu ver, o único veterano que está lá é o goleiro André Luiz, que conheço pelo menos desde 2000. O resto são jogadores jovens, a maioria na faixa dos 24 a 28 anos, como Adriano Mirando, Rubran, Nenê Apeú, Ilailson, Dudu, Cristóvão, etc. A maioria já jogou em vários clubes paraenses, muitos inclusive na Tuna, como Adriano Miranda, Cristóvão e o goleiro André Luiz.
Não deve ser encarada, a derrota do Remo para o Paragominas, como um descaso, cochilo ou mesmo vergonha. O Remo está de técnico novo, e não tem lá esse time todo: está cheio de veteranos, enquanto a equipe de Fran Costa tem um time bem mais jovem e melhor que algumas equipes que estão na Série D. É competitivo, e imagino que bem concatenado, pode aprontar nessa Segundinha. Equipe por equipe, o Remo é só um pouco melhor que o Paragominas.
Mas a derrota do Paysandu ontem me surpreendeu. Não pela equipe do Fortaleza, que não vinha bem no Campeonato da Série C, estava apenas com um pontinho. Mas pelo que o Paysandu vinha fazendo, mesmo sem jogar essas "cocacolas" todas. Havia vencido as duas primeiras partidas e defendia a liderança da competição. Tinha tudo para ganhar, mesmo porque jogando em casa, com apoio maciço da torcida, que atendeu os apelos da Imprensa e da diretoria e lotou o Mangueirão, era para fazer melhor. Bem melhor.
Ficou provado que o time do técnico Roberval Davino ainda tem que ralar muito para se encontrar em campo. Foi até certo ponto vergonhoso, porque o Fortaleza jogou boa parte da partida com um homem a menos. Davino errou (ou não foi feliz) nas substituições de Harison e Tiago Potiguar, por Héliton e Rafael Oliveira. 
A derrota em casa pode ser considerado péssimo resultado para o Paysandu, porque o jogo que terá pela quarta rodada é contra uma equipe tida como uma das fortes concorrentes ao título, o Santa Cruz de Pernambuco. O Tricolor do Arruda tem uma grande torcida e, jogando em casa, não vai querer dar mole para o time paraense. 
Pelo sim, pelo não, é bom que Roberval Davino se prepare, porque vai ter que mexer muito no emocional dos jogadores e na escalação da equipe.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Entrevista com Roseane foi "marmelada"

Não vi nada de muito interessante na entrevista "bombástica"  de Rosane Collor ao programa domingueiro Fantástico da Rede Globo. A ex-mulher do senador e ex-presidente Fernando Collor de Melo parecia estar mais num salão de beleza e pouco acrescentou do que todos já sabem.. Como o Fantástico fez a chamada, penso que não só eu, mas muitos ficaram antenados para ver se apareceriam revelações interessantes. Mas nada de novo no front.
O interesse da repórter (pareceu-me perguntas ensaiadas, previamente editadas com algum intuito) em entrar na intimidade de Collor e Roseane fez-me lembrar até de outro fato histórico que a Globo fez com ex-mulher. Mas deixa pra lá.
A fofocaida ao que parece armada pela Globo para pegar Fernando Collor, seu ex-protegido e agora meio enfezado com a Vênus e outras publicações que compõem o "PIG, no fundo nem cheirou tampouco fedeu. Roseane hoje, divorciada do ex-presidente, na verdade queria era chamar a atenção e reclamar da "pequena" pensão de 18 mil reais mensais que recebe de Collor para charlar, quantia que ela acha pouco pelo que possui de bens o ex-presidente hoje senador. "Minhas amigas divorciadas de homens mais pobres recebem muito mais". Pelo "conte´[udo" que mostrou a cabeça da dondoca alagoana continua a mesma. Nem a idade a fez mudar um  pouco,
Sobre os rituais de magia negra que, segundo ela,  aconteciam na Casa da Dinda, acho o assunto sem sentido, tolo e supérfluo. Não merece a mídia que a Globo quis "faturar".
No geral, uma entrevista nada bombástica que, segundo o apresentador do Fantástico, não mereceu nenhuma menção do ex-presidente. Mas é importante que todos saibam, se Collor achar que a Globo e a ex-mulher falaram demais, tem todo o direito de usar o velho direito de resposta que a Lei de Imprensa lhe garante.  Como o ex-presidente pode ter todos os defeitos, mas com certeza burro não é, seus assessores devem estar lhe orientando para uma resposta. Ou então ele dará sua versão num de seus veículos em Maceió.
Que vai servir, como a matéria global do Fantástico, para ser lida em algum salão de beleza...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O som do Bread no Dia do Rock




Hoje, Dia do Rock, nada como relembrar uma das mais importantes bandas dos anos 60 e 70, o Bread. Fundado no final dos anos 60, precisamente em 1968, o Bread teve como seus líderes David Gates e Jimmy Griffin, e embora tenha tido um curto tempo de estrada, deixou belas canções, a maioria lírica e de uma beleza sonora maravilhosa. 
Os rapazes do Bread, Gates, Griffin e mais Robb Royer e Mike Botts, mesmo com a curta vida de apenas cinco anos -o grupo se desfez em 1973-, emplacaram vários sucessos nas principais paradas internacionais. Poucas em número, mas lindas canções de um Rock mais brando, chamado pelos críticos de "soft". 
"Baby I'm want you",  "Aubrey", "Everthing I own", "Guitar man" e a belíssima "If" são algumas das canções desse grupo  que retratam uma época e um Rock de letras e som sutis, com canções tão belamente líricas, que até o presente ainda são cantadas (e ouvidas) em prosa e verso.
O escriba, fã de carteirinha da banda Bread (alô meu amigo Moisés Tembra!) homenageia os amantes desse ritmo, que para alguns são loucos,  mas que para outros são apenas amantes do movimento que ajudou na mudança dos costumes, na evolução cultural e política dos homens, principalmente os amantes da liberdade. 
Para os seguidores e navegantes, a belíssima "Guitar man", do grupo Bread com o líder da banda guitarrista e cantor David Gates. É presente do Blog.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Imbróglio "Santos-DIS" pode prejudicar Ganso

Ganso tem que estar com a cabeça boa para jogar
Não é bom o imbróglio que está acontecendo entre o meio campo paraense Paulo Henrique Ganso e o Santos. Até entendo a cabeça do jogador com o tratamento super diferenciado que recebe com relação a Neymar. Mas é importante, nessas horas, que o atleta receba total apoio da família, de amigos e que juntos façam uma espécie de conselho orientador para que o problema extra-campo não interfira no seu rendimento profissional.
É muito importante que deixem bem claro para Ganso, que o caso de Neymar é bem diferente do seu. A começar pela posição. Neymar é atacante, e dos bons e os jogadores de ataque são sempre mais valorizados, porque fazem gols, principalmente, que é o que move as partidas de futebol e e a cabeça do torcedor.
Na opinião deste escriba o que realmente atrapalhou a carreira de Ganso foi o seu acordo com a DIS (empresa do Grupo Sonda, que investe na carreira de jogadores de futebol), que ao adquirir a parte que lhe cabia no passe, passou a ter uma ingerência bem maior na carreira e até na vida do jogador.
A meu ver, não é o momento de Paulo Henrique deixar o Santos, onde ele apareceu para o futebol e onde tem grandes amigos, uma família na verdade. Mas imagino como devem estar os dirigentes santistas com o "corpo a corpo" que a DIS está provocando: plantando notícias e praticamente inviabilizando a carreira do jogador no clube peixeiro. E como dirigente de clube não é muito amigo de empresário de futebol, já que  eles sabem perfeitamente que são, em sua maioria, oportunistas e que só visam lucrar com o atleta, não importando o estado de espírito e até mesmo o interesse profissional do jogador, usam da arma que possuem, que é o contrato. 
Raro, muito raro mesmo é existir um mecenas no futebol que se interesse pelo jogador e não vise tão somente o lucro. Só espero que todo esse problema entre Santos, DIS e Ganso não interfira no rendimento do atleta na seleção que disputará a olímpíada em Londres. 
Temos que torcer para ele jogar bem e ajudar a trazer a taça para o Brasil. Se ele não fizer uma boa olimpíada, vai ser complicado o seu retorno, pois tudo leva a crer que a DIS não vai repassar os 20 milhões que o Santos quer pelo seu liberatório. E com isso, lamentavelmente,  quem vai perder é o atleta....

Palmeiras campeão, mas só convence a Felipão

Pouco tenho a falar sobre o titulo de Campeão da Copa do Brasil ganho ontem desmerecidamente pelo Palmeiras. Mais uma vez, o time dirigido por Scolari jogou mal, feio, retrancado, sem nenhum esquema tático; uma equipe desordenada, sem agressividade ao gol do adversário, não passando de um amontoado de jogadores postados principalmente no meio de campo e na defesa, chutando para todos os lados, de qualquer maneira, com o propósito único de evitar o gol do Coritiba. O técnico da equipe paulista, Luiz Felipe Scolari, como sempre tem feito, entrou jogando covardemente, com a equipe toda encolhida atrás,  com medo de sofrer gols,  perder de dois gols ou mais. Seu negócio era pelo menos empatar a partida, resultado que desde os primeiro minutos ficou visível que dificilmente seria diferente. Um péssimo jogo.
Explico: pela própria história dos dois contendores nessa Copa do Brasil Coritiba e Palmeiras, era óbvio que não se esperasse um bom espetáculo ontem. Primeiro porque o Palmeiras chegou ao título invicto, mas  sem realizar boas exibições, sem goleadas que mostrasse o potencial da equipe. Ao contrário, ganhavha ou empatava sempre jogando com um esquema defensivo e dos mais feios: uma zaga na base do "salve-se quem puder" , sem meio de campo definido e com um ataque inofensivo, igual ao técnico gaúcho: de má qualidade.
Já o Coritiba, mesmo com a boa campanha que fez, foi muito prejudicado pela arbitragem no jogo de ida contra o Palmeiras, no Pacaembu. O resultado de 2 a 0 deixou a equipe nervosa na partida em casa, e com certeza ansiosa para fazer pelo menos os dois gols que pudesse levar a decisão para os pênaltis. Essa ansiedade prejudicou a equipe, que na correira quase desordenada, dada à pressa, mesmo dominando o jogo, não conseguiu finalizar, levando o técnico e os jogadores ao desespero. O empate terminou sendo o resultado mais justo e o que Felipão, "O retrancão", sonhou.
Felipão, que chegou ao Palmeiras em julho de 2010, até o presente não havia ganho nada, tampouco chegado perto de algum título. Nem no Paulistão Felipão levou perigo a alguma equipe. Ficou sempre na "rabeira". Tem -por sua ignorância natural, boçalidade e preconceito tipícamente gaúcho- mania de peitar Imprensa, diretoria de clubes e até de apelidar jogadores, tipo "camarões" e "juquinhas", maneira deselegante de discrimar os atletas.  Esteve por um fio na diereção técnica do Palmeiras: só não foi mandado embora porque a multa rescisória era alta, mas se dependesse de boa parte da diretoria e da maioria dos torcedores, já era para ter ido descansar em terras gaúchas.
Ganhou, parabéns. O título é do Palmeiras. Mas a equipe, lamentavelmente não convenceu a ninguém. A outrora Academia, que já formou grandes times e foi base até de seleção brasileira, hoje tem um elenco formado por jogadores que parecem desencantados com a equipe e Comissão Técnica -como Valdívia-, mas que nada podem fazer, pois, a um pio de algum deles imediatamente o "sargentão Felipão" dá logo uma reguada, manda imediatamente para a "cerca". "Comigo não tem essa, aqui é a lei gaúcha: joga quem eu quero e quem estiver bem. E não aceito reclamações", gosta de dizer nas "preleções".
Mesmo assim, Felipão tem lá seus fãs na mídia. Alguns jornais já o apontam como futuro ténico da Seleção Brasileira. Seria de se perguntar, quem formou um time como o campeão mundial de 2002, cujo elenco de 24 atletas escapam 30 por cento como bons jogadores, será que seria uma boa alternativ a para a Seleção Brasileira?  Se for para tirar o fraco Mano Menezes, que se coloque um ténico competente, sem ser sargentão e que conheça do riscado. Mas Felipão, jamais. Que ele volte para a Europa onde desaprendeu o pouco conhecimento que tinha de futebol.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Para o Palmeiras hoje é o "tudo ou nada"

Palmeirenses estão eufóricos com a possibilidade de hoje sair do atoleiro de 12 anos sem ganhar um título nacional. Depois da Copa dos Campeões, vencida em 2008, nunca mais os palmeirenses souberam um que é um titulo de peso. O velho Palestra Itália de tantas vitórias, está numa de suas piores fases e, com Felipão, um técnico bocudo que briga com os dirigentes, agride Imprensa e trata alguns jogadores como capachos, as coisas não vêm dando certo mesmo.
Mas muitos acreditam que os 12 longos anos de espera poderão terminar hoje. Basta um empate ou até mesmo a derrota por 1 a 0 que os "periquitos" saem com o título de campeão da Copa do Brasil.
O adversário palmeirense, o Coritiba, é uma equipe que vem fazendo uma das melhores campanhas dos últimos anos, chegando á final por merecimento. É uma equipe que não tem muitos jogadores renomados, mas que vem numa ascensão desde o ano passado, quando já contando com as favas da vitória, perdeu a final da mesma Copa do Brasil para o Vasco da Gama.
A tarefa de hoje à noite no Estádio Couto Pereira não é das mais fáceis para a equipe paranaense, de acordo com a opinião dos próprios jogadores, que vêem no escore de 2 a 0 na primeira partida a favor do Palmeiras, um entrave para a conquista do título. Mas também não é a mais difícil. Segundo cronistas curitibanos, a vitória do clube paranaense sobre o Palestra por 6 a 0 no ano passado pela Mesma Copa do Brasil pode pesar na balança favoravelmente ao Coritiba.
O Palmeira precisa dessa vitória,ganhar  esse título para resgatar um pouco do que foi a equipe de Parque Antárctica em passado não muito distante. Mas o Coritiba promete vender caro a derrota. Afinal, a perda do título ano passado para o Vasco ainda está entalada na garganta dos coxas. 
A idéia do time paranaense é não tomar gols, fazer pelo menos dois, empatar e levar a decisão para os pênaltis. Se der certo os planos do técnico Marcelo Oliveira, será mais uma "peia" em Felipão.

Demóstenes cassado por 56 senadores

O senador Demóstenes Torres acaba de ser casado pelo Senado Federal. Dos 80 senadores que votaram, 56 foram a favor da cassação do senador goiano. Demóstenes ainda teve a seu favor 19 colegas que votaram contra sua cassação e a abstenção de cinco senadores, que demonstraram não querer a cassação do principal assecla de Carlos Cachoeira. A casação do senador goiano já havia sido apropvada pelo Conselho de Ética e Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Não adiantou os apelos, as desculpas, os desmentidos, enfim, o chororô e a demagogia de Demóstenes para sensibilizar seus pares. Não somente os senadores, mas o povo brasileiro queria a cassação do pávulo senador goiano, metido a paladino da ética e da dignidade, mas apenas um oportunista, que em seu mandato não passou de um porta-voz de Carlos Cachoeira, tipo um  importante "despachante de luxo", como foi acusado por seus pares. 
O Senado Federal teve uma manhã movimentada. O semblante dos senadores era franzido, a maioria sem querer comentar, mas com a idéia formada de como iria votar. Segundo alguns senadores muito ligados a Demóstenes Torres, o senador goiano ainda tinha esperança de escapar da cassação. 
Demóstenes e Cachoeira. Ele teve que baixar o dedo!
Demóstenes fez nos últimos dias sete discursos, a maior parte deles sem platéia, com no máximo 10 senadores, o que demonstrava a falta de interesses dos próprios pares do e-ético senador em saber o que ele teria para dizer na sua defesa. Era visível a falta de credibilidade pelos seus pares em tudo o que o senador esplanava. Demóstenes chegou a declarar ontem que "não se trata de ser cassado, trata-se de defender a própria honra, de manter límpida uma biografia escrita com esforço e disciplina". De nada adiantou. Sua credibilidade já era zero.
Demóstenes Torres é o segundo senador cassado em toda a história de 186 anos do senado. O primeiro senador a passar pelo processo foi o brasiliense Luiz Estevão, que teve seu mandato cassado em 2000. 
Demóstenes perde o mandato, o vultoso salário de 48 mil reais mensais, e os direitos políticos. Se pretender retornar à vida política terá que esperar até 2026. Com a cassação de Demóstenes, o Senado da República fatura em credibilidade perante a opinião pública, pois o outrora ético senador goiano, depois de seu escancarado envolvimento com Carlinhos Cachoeira, se escapasse da cassação por seus pares, deixaria tanto o Senado como os senadores numa situação das piores perante a sociedade.

Coisas de torcedor que ama seu clube

Hoje cedo, caminhando contra  vento, eis que sou surpreendido por um grito de um torcedor remista dos mais eufóricos, além de exaltado. "Tai, não falas que o time do Remo não é bom, que só tem velho e outras coisas? Pois ontem ganhamos mais uma e de virada. E agora somos líder, papai", comemorou o fanático torcedor azulino, daqueles que, segundo afirma, vai ao estádio, torce, é "doente" pela equipe azulina.
Ouví tudo calmo, tranquilo, e até satisfeito -porque defendo que Remo e Paysandu têm que trabalhar para subir, pois as equipes paraenses não merecem estar no lugar em que se encontram: nos piores campeonatos nacionais e a Tuna nem isso está disputando. Portanto, embora muitos não acreditem, não sou "secador". Quero é ver qualidade,no meu time e nos adversários.
Mas resolvi dar uma palavrinha, através de uma pergunta, ao torcedor em estado de êxtase:"o companheiro conhece o time que o Remo ganhou de virada?
-Claro, o Náutico, uma das melhores equipes do Brasil.
-Sim, mas que Náutico? -perguntei.
-Não foi o de Pernambuco? -respondeu indagando o remista.
-Claro que não, camarada. O Náutico em questão, que seu time ganhou de virada, é o de Roraima, que ninguém no Brasil conhece. Uma equipe desconhecida até aqui no Norte, tal qual  o Vilhena -respondi.
Tudo bem que o Remo venceu -não fez mais do que a obrigação, porque o time azulino tem uma equipe muito mais cara, além de ser tradicional no Pará e no Brasil, já tendo ganho título nacional e participado de vários torneios e jogos internacionais. Não pode jamais ser comparado com o Náutico de... Roraima.
E fui mais adiante: Pelo que mostrou ontem, o Remo não está essas cisas todas,não. Ganhou apertado, com gol de zagueiro e meio campo. O tal veterano mendes, que não fez nada no Paysandu mas que disse seria o artilheiro do Remo, foi substituído, e foi justamente seu substituto, Ratinho, quem fez o gol da vitória.
Depois dessa explicação, o fanático azulino comentou baixinho que está meio decepcionado com sua equipe e que soube do resultado através de um amigo, pois ele mesmo não ouviu o jogo.
Menos eufórico, balançou a cabeça e se foi.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Porradas que dão Ibope

Sou um daqueles desportistas que pode ser considerado -pelo menos por alguns- chato. Simplesmente porque não sou adepto de todos os esportes. Por exemplo: o que não gosto, não conheço, não tenho afinidade com as regras, não me meto a curioso. A meu ver, primeiro temos que gostar. Depois, aprender as regras, se quiser ser um seguidor.
Nunca me interessei por tênis, que me perdoe o Guga, que considero uma figura bacana. Mas sou leigo e para mim, com todas as desculpas do mundo, nem cheira, tampouco fede.
Automobilismo, esporte que já procurei admirar, ser um seguidor, mas não me empolga. Nem sei quantos títulos Sena, Piquet e Fittipaldi ganharam. Só sei que é um esporte muito burguês e se alguma vez torci por um deles, foi somente por ser brasileiro. Ai é questão de sangue, de amor à terrinha.
Americano  Chael Sonnen falou, falou e terminou na lona...
Mas de todos os esporte o que acho mais ridículo, a ponto de nem me interessar pela conversa é o tal Boxe. Ele e seus derivados, que eu como leigo, chamo tudo de luta livre. Nunca me interessei, nunca parei para ver uma luta e que me perdoem os que gostam, mas acho uma idiotia. Tanto que não tenho "o canal da violência" no meu pacote de canal fechado e só vim conhecer o Anderson Silva na semana passada. Se me perguntassem algo sobre ele, honestamente, nem saberia responder, dado o meu "grande" interesse pelo esporte onde ele é craque.
Mas contrariando todas as espectativas de quem me conhece, parei no sábado para ver a luta do brasileiro Anderson Silva com o tal falastrão Chael Sonnen. Mas simplesmente porque não sou muito chegado a norte americano e principalmente quando ele exagera na sua boçalidade. E Sonnen aloprou. Foi mal educado, mal caráter e preconceituoso com nosso país e nosso povo. E sei que ele fez tudo aquilo porque é analfabeto ou fascista, como muitos norte americanos e europeus, que adoram denegrir os povos, principalmente os latinos e os orientais. 
Gostei das boas pancadas que o bocudo, como nós chamamos aqui, levou de Silva. Não entendo nem me emociono, mas vibro quando um canalhão que não conhece uma terra e um povo tão heróico como o brasileiro e passa a desmerecê-lo. E tenho certeza que ele não falou mal de Anderson Silva e do Brasil para promover a luita, não.É porque, intimamente, eles são preconceituosos. Infelizmente. Obama que o diga.
Engraçado, é que também não sou muito "global" e depois foi que fui saber que a Vênus tinha "chupado a transmissão" e seu Galvão ainda enganou a mim e a muitos outros, dizendo que era ao vivo.  Quem manda! Ninguém merece!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Seedorf no Botafogo e Forlán no Internacional. Quando a aposta é no "bonde"

Clubes brasileiros continuam importando refugos da Europa, que está falida economicamente e os atletas vêem como saída para continuar ganhando rios de dinheiro, os países árabes, orientais e o Brasil, que está tranquilo na área econômica. A nova vítima é o Botafogo, que tem até uma boa equipe e que deveria estar comemorando ter se livrado do veterano Loco Abreu, resolve fazer a tolice de trazer para suas fileiras o veteranissimo Seedorf que, sem dúvida alguma,  foi num passado já um pouco distante, um grande jogador, mas que hoje beirando os 40 anos, não rende mais 50 por cento do que rendia quando tinha 30 anos.
Na mesma linha de raciocínio, embora em escala menor, o Internacional de Porto Alegre traz o atacante uruguaio Diego Forlán, filho do ex-lateral sampaulino  da década de 70, Pablo Forlán. Diego ainda é um bom jogador, mas  já veterano e dentro de poucos anos será só saudade para o futebol, ou seja, um investimento muito alto para quem dentro de dois ou três anos terá que ficar com o velhote para ser auxiliar técnico ou outra coisa parecida.
Não sou a favor da contratação nem de um nem de outro. Já deram o que tinha de dar, são jogadores que logo mais estarão parando. Não têm também esse cacife tão alto que suas vindas para nosso futebol possa dar maior visão ou rentabilidade econômica para ambas as equipes. Mesmo porque o investimento é alto, pois vão ganhar muito bem. E embora nos dois casos investidores entrem com uma parte, não acho bom negócio.
Futebol é coisa para jovem. Equipes que têm uma boa gestão, com pessoas sensíveis e sensatas, que não trabalham com  resultados imediatistas,  mas preocupam-se em estruturar suas equipes para o presente mas, principalmente, para o futuro, não fazem investimentos tolos, pois sabem que com certeza serão prejudiciais.
O Corintians está numa situação complicada porque seus diretores não pensaram como verdadeiros gestores quando contrataram Adriano e Liedson. Os dois já vinham como refugo da Europa, embora Adriano seja um pouco mais novo que Liedson -está mais ou menos entre 30 e 31 anos-, mas com um cacife nada recomendável como atleta de futebol: sempre envolvido em problemas extra-campo, além de um criador de casos com técnicos e comissões técnicas, uma vez que não gosta de treinar, não cumpre horário, ao contrario, adora noitadas e bebida. Por isso está praticamente  descartado por equipes consideradas da Europa e de outros países, que vêem no jogador um problema. Mas deixou o "pepino" na Justiça para o Coríntians. Detalhe: a passagem de Adriano pelo Coríntians é praticamente esquecida pelos torcedores da Fiel.
Já Liedson é um jogador em fim de carreira. Beirando os 35 anos, o jogador, que teve excelente passagem pelo futebol português, no Sporting, está fadado a mudar de clube, pois curte uma reserva no Coríntians já há algum tempo. Agora, com a contratação do garoto Romarinho, suas chances de voltar a ser titular são mais remotas. Moral da história: mais prejuízo para  o Coríntians, que vai ter que dar um jeito para se livrar do veterano jogador.
Seedorf:  o novo "quarentinha" do Botafogo
Não sou contra os jogadores veteranos. Acho até que alguns podem fazer a diferença, dependendo como são colocados, posições, além da condição física, que muitas vezes é mais importante que a técnica. Conta aí também a vida pregressa do jogador. Mas não se pode fazer um investimento alto, principalmente quando se sabe que o jogador pode parar dentro de dois, três anos ou até menos. Por isso não acho justo fazer um investimento grande num jogador em fim de carreira, em detrimento de um jovem futuroso que está surgindo.
Exemplo disso está no nosso futebol. Jogadores jovens são praticamente defenestrados em prol dos mendes, fábio oliveiras, fabinhos, chiquitas e outros bacanas que encontram nas nossas principais equipes abrigo que perderam em outros estados.
É hora de dar uma renovada. O grande e saudoso João Saldanha, certa feita em um de seus artigos escreveu: "no Brasil surgem grandes jogadores a cada seis meses. No resto do mundo, principalmente na Europa, surge um a cada seis anos". É certo isso. Continua assim. E aqui no Norte é um dos grandes celeiros. Basta trabalhar com seriedade, dar apoio e  fazer os nossos jovens atletas brilharem.
E esquecer os "veteranos de luxo". Não temos bala na agulha para isso.