terça-feira, 12 de julho de 2016

Tuna poderá disputar a Segundinha com Sub 20, embora o técnico ainda aguarde reforços.

Assisti ontem na TV a matéria sobre o futebol profissional da Tuna. Pra variar, confesso que não me entusiasmei em nada. O técnico Charles gatinho mostrou um total desconhecimento do nosso futebol e, suas análises e assertivas sobre o time que está formando, pouco acrescentaram para cruzmaltinos ansiosos por uma equipe que pelo menos se classifique para o Parazão 2017.
Claro que os que não aceitam criticas porque se  acham  intocáveis  e que estão fazendo certo embora não estejam! vão pular e dizer que eu não gosto de nada. Não é verdade isso. Posso até ser critico, mas sou muito paciente, espero primeiro para opinar depois. No caso do time em formação, lamento dizer que estou com duas pulgas atrás das orelhas, pois pelo que temos visto nos últimos anos, só times de má qualidade, ao que parece sem nenhuma pretensão de ganhar nada, não posso aceitar de bom grado um técnico dizer, faltando dois meses para o início do campeonato, que "a pretensão da Tuna é revelar jogadores, como fazia antigamente" e que "vai pedir à diretoria para fazer algumas contratações".
Sei não. Mas o técnico da Tuna, que embora não o conheça profissionalmente tenho respeito, está colocando seu nome e sua cabeça em jogo. Pois como pode a dois meses do início do Campeonato a Tuna não ter ainda um time preparado para disputar, vencer ou pelo menos se classificar para o Parazão 2017?
Que que é isso? O presidente declarou em seu panfleto de campanha e após ser eleit!-  que prepararia uma equipe já a partir de Fevereiro, com jogos-treinos, excursões pelo interior para em Agosto ou Setembro estar com uma equipe tinindo para a Segundinha. E hoje o que vemos é isso: um técnico desconhecido, que não tem time, a não ser a Base do Sub 20 e que fica dando declarações sem nexo, por não saber o que fazer a dois meses da competição.
Respeito a Base da Tuna, pois de lá já saíram muitos craques. Mas o time é limitado para a Segundinha, que sabemos este ano vai ter equipes que já estão em preparação há pelos menos três meses, como Cstanhal, Bragantino, Isabelense e outras que estão em atuvidades como o Águia de Marabá.
Tanto o presidente, o Vice, como o Diretor de Futebol e seus Sub-diretores, que falam são o Jopércio e o Valmir Barra (que sabemos são remistas doentes!) têm que ter consciência de que se continuar assim, se não for formada uma equipe ainda este mês, vamos mais uma vez naufragar, e talvez com agremiações inferiores, comparando com nossa história, como o Vênus de quem levamos uma lavagem de 5 dentro de casa.
Vou esperar o andar dessa lenta carruagem e voltarei ao assunto. Mas de primeira, lamento dizer, parece que a falta de comprometimento continua, com tantos cruzmaltinos, e colocarem remistas e paysandus como diretores da Tuna e até no futebol só poderia dar nisso.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Lindão é homenageado pela FEPAR

O técnico José Wildemar de Assis, o Lindão, foi homenageado pela Federação Paraense de Remo - FEPAR- no último domingo, por ocasião da Terceira Regata. Lindão, que por 39 anos vem dedicando sua vida como atleta e depois como técnico do esporte de remo, sempre pela Tuna Luso Brasileira, foi agraciado com uma Placa, pelo presidente Luciel Caxiado,  alusiva ao período de sua vitoriosa atuação nas águas da Baía do Guajará e do Brasil.
Caxiado entregando Plaqueta a Lindão
José Wildemar ou Lindão como é conhecido nos meios náuticos, até o ano passado atuou como técnico da Tuna Luso Brasileira. Dedicado, chegando todos os dias às 5 horas da manhã para treinar com atletas da Gloriosa Águia, Lindão este ano ainda não atuou no esporte que mais gosta. Uma perlenga com o atual diretor náutico da Tuna, Fernando Amadeu, fez com que Lindão levasse seu filho Gabriel, atleta surgido na Tuna, para o Paysandu, além de outros. Em conversa com Lindão ele falou que seu desejo era ficar na Tuna, mas com a implicação do Português, era preferível se afastar. E se afastando levou algumas atletas que, segundo ele,  não poderiam ficar parados, pois com certeza a Tuna não remaria, o que aconteceu: na terceira regata e a Águia ainda não entrou na água.
A situação de Lindão e o diretor náutico da Tuna poderia ser resolvida com uma conversa civilizada, pois os dois são velhos amigos desde a época de remadores. Mas talvez tanto um como o outro não queiram ceder, e o resultado é que a Tuna em sua história pela primeira vez ficou fora do Campeonato de Remo, sendo a única prejudicada na falta de diálogo dos dois.
Segundo Lindão, mesmo com sua situação indefinida, já que de acordo com o que falou, já há algum tempo que o diretor Amadeu não vai na Garagem e o presidente João Rodrigues não decide se ele -Lindão- sai ou fica, ele ainda vai duas ou três vezes na semana na Garagem, dar apoio a um pequeno grupo de garotos que vai treinar com o instrutor Ademar.
"Para mim é uma grande tristeza ver a Tuna, onde atuei como atleta e há mais de 20 anos sou técnico, numa situação de não disputar o Campeonato de Remo. Ano passado, disputamos todas as regatas e ainda a Copa Norte, onde ajudamos o Pará a ganhar o título de campeão", diz Lindão, chateado com a a atual situação da Tuna.
Este escriba, que conhece Lindão há mais de 20 anos, entende que o que poderia ser feito pelo diretor náutico era ter uma conversa amigável com Lindão, no sentido de definir se ele permaneceria ou não como técnico. Mas uma coisa que fosse democrática, interessante, sem deixar mágoas, pois pela história que tem na Tuna, Lindão merece respeito do diretor e da Diretoria Executiva da Tuna.
A Plaqueta homenageando o técnico da Tuna
Como parece que isso não vai acontecer, acho que o presidente João Rodrigues deveria interferir e, se ele decidir que o Lindão, que anda um pouco adoentado, tiver que sair, pelo menos que receba uma homenagem pelos serviços prestados, ganhando um título de Sócio Proprietário ou Remido do Clube e ainda ser convidado para ficar como uma espécie de Conselheiro Náutico para os atletas mais jovens.
Seria uma maneira digna de homenagear quem dedicou uma vida pelo esporte náutico da Tuna.
Sobre a Plaqueta e homenagem do presidente da FEPAR  Luciel Caxuiado a Lindão, devo dizer que o gesto foi dos mais salutares, pois as homenagens devem ser feitas quando ainda se está em vida. E o professor Lindão, que além de uma grande técnico de remo é professor de Educação Física, é daqueles que os que conhecem o esporte náutico no Pará e no Brasil sabem o que ele  significa para a história náutica da Tuna.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Diretoria da Tuna tem que explicar o fim do Esporte Náutico e dos outros esportes

No momento em que a FEPAR realizará a Terceira Regata pelo Campeonato Paraense de Remo, confesso que não sei se meu sentimento é de tristeza, vergonha ou revolta ou os três juntos. Mais uma vez a Tuna Luso Brasileira não participará da Regata, e como já é a terceira do ano, já dá para deduzir que pela primeira vez em sua história a Águia não fará parte das disputas de um Campeonato Paraense de Remo. 
É lamentável, afora os adjetivos que já citei, para um Clube que tem 113 anos de historia e que foi o pioneiro no esporte náutico no Pará, o que tem mais títulos -40-,  a mais bonita história desse esporte em nosso Estado, além de ser um das mais antigos do Brasil, pois a Tuna foi fundada em 1903 e três anos depois, em 1906, iniciou no Esporte Náutico.
Na verdade, com todo respeito à diretoria,  nós cruzmaltinos estamos completamente abandonados pela atual gestão no quesito esportes. 
Talvez falte à atual diretoria comprometimento com os nossos esportes, pois já estamos no final do primeiro semestre e até o presente não se sabe nada de náutica e de nenhum dos nossos esportes, o
que deixa evidente que não existe preocupação nem comprometimento com a história esportiva da Tuna Luso Brasileira.
Esta bandeira merece todo o nossos respeito!
Ora dirão, "não temos dinheiro para futebol nem esporte náutico". Não estendo. Quando assumiram ou mesmo quando foram fazer chapa para as eleições disseram que disputariam o campeonato de Regatas e o Futebol profissional. O de Regatas tudo indica que já estamos fora, não disputaremos e pela primeira vez\ na nossa história ficaremos fora dessa competição.. Com relação aos outros, como exemplo o Futebol profissional, onde o diretor eleito e o próprio presidente (tenho gravado!) disseram que a Tuna faria "uma grande equipe e se classificaria" pelo menos em termos de mídia nada se sabe e o pouco que se comenta à boca miúda, é que pessoas que sequer torcem pela Tuna estão à frente do futebol, cuja idéia é trabalhar com o Sub 20, sob o comando de um técnico chamado Charles,  que veio do exterior a custo zero (?), porque dinheiro para investir não existe.
Todos os dias sou cobrado, como imagino os cruzmaltinos mais tradicionais também. N
ão tenho resposta, só a vergonha de não ter o que dizer e não querer falar mal da diretoria. Mas já é hora dos senhores diretores, o presidente, o diretor de  Esportes Náuticos e  o Diretor de Futebol se explicarem, mostrar a situação do Clube que eles tanto brigaram para administrar.
A torcida não tem mais paciência. Todos os esportes estão paralisados na Tuna. O que existe é disputa de campeonato de veteranos. Que me desculpem os veteranos, mas eu particularmente quero é meu time pra torcer. Os veteranos querem brincar, se divertir, está certo. Quero meu time: nas águas da Baia do Guajará, quero meu time: disputando Volei nas quadras da capital e do interior em busca de títulos; quero meu time: no Mangueirão, no Souza disputando o Parazão Profissional.
A diretoria tem que se explicar. Tem que ir na mídia e falar a realidade. Tem que dizer o que não deu certo, já que estava "tudo às mil maravilhas antes e no dia das eleições.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Camisa da Tuna em Portugal


                                  
                                           Entrega da camisa da Tuna por Pina ao secretário Carneiro

O Conselheiro das Comunidades Luso Brasileiras Luiz Paulo Pina, em recente viagem à Portugal, durante recepção no Palácio Belém, entregou ao sr secretário das Comunidades Portuguesas Dr José Luís Carneiro, uma camisa oficial da Tuna Luso Brasileira e um livro com a história do centenário Clube paraense. Ao receber os presentes o Secretário José Luis Carneiro agradeceu ao mesmo tempo que mostrou-se bastante entusiasmado com a história da Tuna e garantiu a Luiz paulo Pina que na sua próxima viagem à Belém fará uma visita às instalações da Águia. A entrega foi feita após reunião plenária do Conselho das Comunidades Portuguesas.
Essa reaproximação da Tuna com a Comunidade Luso Brasileira, contando com a simpatia do Conselheiro Luiz Paulo pina e do Secretário, pode ser o reinicio de um convívio mais harmonioso e frutífero para a Tuna, que hoje passa por situação delicada e precisa de apoio de cruzmaltinos e de quem simpatizantes.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Fora do Campeonato de regatas, torcida pergunta: para onde vai a Tuna?

Ontem foi um daqueles dias chato, tristes. Pela manhã ainda ensaiei ir para a Regata, a segunda patrocinada pela FEPAR, mas resolvi não ir. Um telefonema de um amigo, como eu,  apaixonado pelo esporte náutico e que todas as regatas está lá para conversarmos, cobrando a não participação da Tuna nesta segunda regata, tirou minha vontade de ir e quase me faz chorar de raiva e tristeza.
Fiquei em casa pensando, imaginando o quanto é lamentável o sacrifício de uns, misturado ao sofrimento; com o riso de outros, descomprometidos com qualquer  causa que seja.
Lembrei de meu amigo recentemente falecido GB João Rito, um de meus companheiros nas regatas. Muitas vezes, ia buscá-lo em sua casa para assistirmos juntos a regata. E na maioria das vezes saíamos felizes ao ponto de irmos à sede da Tuna tomarmos umas para comemorar.
Ontem não tinha clima, por isso não tinha tesão pra ir ver regata, não tinha alegria.
Tipo meio dia liguei para outro amigo que é ligado também ao esporte náutico e este, repetindo o anterior, cobrou minha presença, ao mesmo tempo que falou da tristeza da disputa do Campeonato de Remo sem a participação da Tuna. Quis saber só o resultado, pedi desculpas e desliguei, evitei levar papo adiante e explicações que não sou quem devo dar.
O fato é que hoje o Campeonato Paraense de Remo tem apenas duas agremiações disputando -por sinal estão empatadas, porque o Paysandu ganhou a primeira regata e o Remo ganhou a de ontem.
A beleza de uma disputa democrática, onde a Tuna sempre foi a equipe reveladora de bons remadores -e ainda a mair ganhadora de títulos na baía do Guajará!-, parece que virou passado. Pelo andar da carruagem, tudo leva a crer que a Tuna não participará também da próxima regata, que será no dia 26 de Junho próximo. A equipe não tem atletas, os do ano passado estão todos espalhados por Remo e Paysandu (seguindo no esporte náutico, o caminho "normal" que sempre predominou no futebol: a Tuna revela e eles levam). Até o técnico Lindão, que não se sabe se está ou não mais na Tuna, não fala nada sobre o futuro do clube no esporte náutico.
A diretoria da Tuna, nem a de Esportes Náuticos nem a Diretoria Executiva do clube falam nada. Ao que parece a tendência é jogar fora uma tradição de mais de 100 anos, pois a Tuna foi a primeira a iniciar o esporte náutico em 1906, vindo tempos depois os outros dois.
Não vou ficar aqui me lamentando,  mas penso que a história poderá julgar em futuro os que acabaram com os nossos esportes, principalmente aqueles em que a Tuna sempre se destacou e foi a única equipe a ganhar um Decacampeonato (1948 a 1957 e que ainda hoje é a campeoníssima do Estado do Pará.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Tuna fora da segunda Regata, dia 29

No Domingo 29 de maio teremos mais uma Regata pelo Campeonato paraense de Remo. E mais uma vez, para tristeza nossa, a Tuna não participará do evento. 
O que está acontecendo, por que a garagem está nessa situação?,  perguntarão os cruzmaltinos mais apaixonado e e até os que não torcem pela Tuna mas admiram o esporte náutico.
O lamentável de tudo isso é que nem o diretor de esportes náuticos nem a diretoria executiva do Clube falam nada, não comentam.
Participo de alguns grupos de pessoas que remam e gostam de esportes náuticos, e sempre procuro me informar alguma coisa sobre a nossa Águia. Mas nada sabem.  Segundo eles, a diretoria náutica da Tuna, ao que parece, jogou a toalha, pois no clube não existem mais atletas.
Conversando dia desses com a senhora que trabalha, Dona Hilda, ela me informou que embora vá todos os dias na garagem, o que existe lá são dois ou três garotos com idade tipo 12 ou 13 anos, sem a menor condição de remar. "Eles vão porque o Ademar vai com eles para incentivar", diz uma Dona Hilda triste com a situação.
Procuro saber dos atletas que até pouco tempo estavam na Tuna, tipo uns quatro ou cinco que poderiam fazer pelo menos um ou dois páreos numa regata. "Há muito tempo que estão no Paysandu, o Seu Lindão levou eles pra lá", responde.
É essa a situação da Tuna na náutica. Sem atletas, o diretor -que parece ou está desgostoso ou sem tempo, pouco vai lá-,  e ate a funcionária me falou de sua tristeza por ver a situação da garagem, em completo abandono.
No início do ano, embora sem querer interferir, me prontifiquei a dar um apoio na Garagem, no que concerne a um modelo de arrecadação. Falei direito com o diretor Fernando Amadeu. Propus ajudar na organização de uma feijoada e fazer uns carnês, inclusive me propondo a arranjar uns três ou quatro doadores mensais. Embora tenha-se mostrado feliz com a idéia, não me procurou, também não insisti.
Amadeu e o presidente do Clube, João Rodrigues, sabem que existem muitos abnegados que gostam do esporte náutico. Talvez se fossem procurados ajudassem, de maneiras que a chama pelo menos ficasse acesa. Mas tanto o diretor náutico como o presidente têm o seu estilo de trabalhar. 
O certo é que pelo andar da carruagem a Tuna, pela primeira vez em sua história, passará um ano sem disputar o campeonato de remo. A Águia foi a única a nunca se licenciar junto à FEPAR. Mas como não existe indícios de que ainda formará equipe para este ano, e depois da segunda regata sem atletas e se treinamento fica cada vez mais difícil, acho que pelo primeira vez o pior vai acontecer.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

João Rito: um homem e seu legado

O GB João Rito com este escriba e os amigos Ismar e Francisco (Ferrete)
A Tuna perdeu na noite de segunda feira, um de seus baluartes. João Ribeiro Rito Nunes, Grande Benemérito,  é o terceiro grande cruzmaltino que desaparece no pequeno espaço de seis meses. Em outubro, faleceu nosso grande amigo (e muito ligado ao Seu Rito), Carlos Pampôlha, o Carlito; e em Fevereiro se foi o .
companheiro Orlando Bordallo.
Nossa já quase minúscula galeria de torcedores cruzmaltinos assim vai se esvaindo, a maioria deles hoje entre os 40 e os 80 anos, e já há quase 30 sem ver a nossa Águia Guerreira ganhar um título.
João Rito era um tunante diferenciado. Apaixonado pelo Clube, onde serviu e participou por décadas como Diretor Administrativo, Vice Presidente, em algumas ocasiões como Presidente, mas principalmente como torcedor, comprometido com os esportes, o social,  com a administração e até com o futuro do Clube.

Convivi com João Rito por muitos anos, mas durante dois anos seguidos passamos o dia juntos, como dirigentes da Tuna Luso Brasileira. Foi um período onde aprendemos a conhecer melhor um ao outro: de um lado, um senhor experiente, dedicado, competente, conhecedor de todos os meandros de uma gestão, além de apaixonado ao ponto de dedicar de quatro a seis horas diárias de seu tempo ao Clube. Almoçávamos na Tuna, conversávamos sobre os esportes, o passado, traçávamos nossos planos,  enfim, foi uma convivência que surtiu efeitos e resultados em todos os setores da Tuna, pois Seu Rito além de Vice, era também Diretor Administrativo, e juntos comandávamos ações de todos os setores da nossa Tuna.
Sempre digo que a Tuna só vai andar quando pessoas que estiverem à frente de sua gestão tiverem comprometimento, torcerem pelo Clube, não sejam apenas simpatizantes, tipo "i love Tuna" ou "eu gosto da Tuna". Tem que ser torcedor, apaixonado, comprometido até a medula, arranjar tempo e desenvolver ações com toda a diretoria de mangas arregaçada, em qualquer situação, tem que haver apoio e participação de todos os diretores. Seu Rito era assim, um cruzmaltino autêntico, um companheiro leal,  pronto para apoiar e ajudar em qualquer situação, desde que para o bem do Clube.
Ultimamente, Seu Rito andava meio triste com a Tuna. Nas nossas últimas conversas prometeu que nunca mais iria participar de organização de Estatuto, pois ano passado, juntamente com Salatiel Campos, ele e eu participamos trabalhando várias noites das mudanças e adequações do novo estatuto do Clube e ao final,  o presidente do Conselho engavetou a proposta. Rito não gostou, como também não gostava de algumas alterações que a diretoria fazia sem consultar ninguém na sede do Clube e não entendia, ao ponto de se irritar, a ausência da Tuna nos esportes onde ela sempre se destacou como Futebol profissional,  Regatas, Futebol feminino, etc. Reclamava e dizia que a Tuna sem esportes não era a mesma.
Nos dois últimos anos, quando estive à frente da garagem Náutica, Seu Rito não perdia uma regata. Colaborava com uma quantia mensalmente com nossa gestão, ao ponto de eu me envergonhar quando ele me ligava e pedia para passar na portaria de seu prédio para pegar a colaboração, "mas não esqueça dos recibos", dizia sempre.  Era super organizado.
Seu Rito se foi. A meu ver,  o maior conhecedor do Estatuto da Tuna partiu. Fica para nó - que aprendemos muito com ele, na convivência, no cruzmaltinismo, nas alegrias, nas dores das derrotas, nos nossos erros, nos nossos acertos e, principalmente nas nossas paixões-, a certeza de que aquele a quem sempre recorríamos  cientes de que faríamos as coisas certas, foi um exemplo de cidadão, de probidade, capaz de perdoar até possíveis desafetos, sempre em prol da Tuna, ficará eternamente na história da Tuna Luso Brasileira, como um grande gestor e um cruzmaltino comprometido com o passado e com o futuro de nosso Clube. Meus sinceros sentimento à Dona Marlene e seus filhos e parentes. A Nação Cruzmaltina, com certeza, está de luto. Siga em paz, Seu João Rito!